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Tourist Trophy, a corrida de motos que já matou 146 pilotos

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Todo ano, centenas de pilotos e milhares de turistas vão à Ilha de Man, no Mar da Irlanda, disputar e assistir ao Tourist Trophy (TT), uma prova de motovelocidade disputada desde 1907.

Mas uma característica faz desse evento algo especial: a prova é conhecida por ser extremamente mortal. Isso mesmo: foram registradas 146 mortes desde sua primeira edição. Neste ano, dois pilotos fizeram essa estatística aumentar, infelizmente: o britânico Davey Lambert, de 48 anos, e o holandês Jochen Van den Hoek, de 28 anos, não resistiram aos ferimentos causados em suas quedas.

Mas por que todos continuam frequentando o Tourist Trophy? A união de perigo e alta velocidade representa a fórmula de sucesso do evento. Um aviso no Porto de Douglas, na chegada à ilha, resume bem o espírito da prova: “Se você não gosta das nossas regras, sai um barco a cada meia hora”. E por que a prova é tão perigosa? O percurso tem pouco mais de 60 km e exatas 256 curvas distribuídas numa estrada comum, com suas ondulações, calçadas, cercas e animais na pista.

Alguns trechos passam dentro do vilarejo, onde motos passam muito perto de construções e árvores. Somam-se a isso encostas e quase nenhuma área de escape. O resultado é a definição de corrida mais perigosa do mundo, rótulo ostentado com orgulho pela organização do Tourist Trophy. As 146 mortes reforçam essa fama. E o número fúnebre supera os 250 óbitos se consideradas também as mortes causadas na Manx Grand Prix, uma prova amadora disputada no mesmo percurso.

O Tourist Trophy acontece ao longo de duas semanas, divididas entre treinos livres e classificação, práticas de corrida e os quatro dias de competição, que na categoria principal se resumem a seis voltas no percurso. São sete categorias no total.

Na principal disputa, a média de velocidade do vencedor deste ano foi de 212 km/h, com picos de velocidade máxima chegando na casa dos 300 km/h. “Se Roger Federer erra um golpe, ele perde um ponto. Se eu erro uma curva, perco minha vida”, compara Richard Quayle, ex-campeão da prova, ao “The New York Times”.

Do UOL

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