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Três servidores do DNIT/RO foram afastados; prejuízos podem chegar a R$ 700 milhões, diz PF

Eles são investigados os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa

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Na manhã desta segunda-feira (30/10), a Polícia Federal, com a participação do Ministério Público (MPF), Controladoria-geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e Receita Federal, deflagrou a Operação Buracos, com o objetivo de apurar desvios de recursos públicos no âmbito do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) de Rondônia.

Cerca de 150 servidores, dentre policiais federais, auditores da CGU, TCU e Receita estão dando cumprimento a 23 mandados de condução coercitiva e 26 de busca, nos municípios de Rio Branco/AC, Porto Velho/RO, Pimenta Bueno/RO, Ji-Paraná/RO, Cuiabá/MT e Araraquara/SP.

O esquema investigado envolve servidores do Deracre, do DNIT/RO, além de empresários. Os valores eram pagos por serviços não executados e materiais que nunca seriam entregues. O grupo também se utilizava de funcionários fantasmas.

Três servidores do DNIT/RO foram afastados de seus cargos por suspeita de envolvimento com os crimes investigados.

Os recursos federais investigados eram destinados à construção, pavimentação, conservação e recuperação de rodovias federais, além da abertura, melhoramento ou recuperação de ramais. Estima-se que o prejuízo possa chegar ao montante de R$ 700 milhões.

São investigados os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Será realizada entrevista coletiva às 10h, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada na Rodovia BR 364, n. 3.501, Rio Branco/AC.

Obs.: O nome da operação faz referência a uma assertiva de que “no estado do Acre, buracos dão lucros para poucos!”

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