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TRT da 14ª Região empossa os novos dirigentes para o biênio 2017/2018
TST 

Shikou Sadahiro foi empossado em agosto deste ano como Desembargador, devido à aposentadoria da Desembargadora Elana Cardoso Lopes

O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, com jurisdição nos estados de Rondônia e Acre, empossou na sexta-feira (9) os novos dirigentes para o Biênio 2017/2018. Os Desembargadores do Trabalho Shikou Sadahiro e Socorro Guimarães, tomaram posse nos cargos de Presidente e Vice-presidente, respectivamente, em sessão solene marcada por discursos de reconhecimento à gestão que finda, e de registros e críticas sobre a grave crise político-financeira vivida pela Justiça do Trabalho em todo o Brasil.

Na presença de diversas autoridades civis e militares dos dois estados, entre elas a Ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Helena Mallmann, representando o Ministro-presidente Ives Gandra Martins Filho, o Presidente empossado firmou o compromisso de buscar a construção de um Tribunal que sempre foi reconhecido pela excelência na prestação jurisdicional, coroado com o Selo Diamante, concedido no último dia 5/12 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela gestão da governança.

“Espero dar minha modesta parcela de contribuição, neste imenso desafio, uma missão espinhosa e ao mesmo tempo uma grande honra, pois ingressei nesta casa como servidor e desde então tive a confirmação pessoal de que esta é minha casa e dedicarei meus esforços pessoais e profissionais”, revelou o novo presidente em seu discurso de posse.

Empossado em agosto deste ano como Desembargador, devido à aposentadoria da Desembargadora Elana Cardoso Lopes, Shikou Sadahiro fez um reconhecimento à Magistrada pelas grandes contribuições para o crescimento do Regional, nas esferas administrativa e judicial. “Um exemplo de Magistrada que muito honrou esta casa de justiça”, acentuou.

Também evidenciou os grandes avanços no biênio 2015/2016, onde destacou a gestão do Presidente e do Vice-presidente, Desembargadores do Trabalho Francisco José Pinheiro Cruz e Ilson Alves Pequeno Junior, respectivamente, que enfrentaram a maior crise já vivida pela Justiça Laboral brasileira, com os cortes históricos no orçamento. “Literalmente, as Varas do Trabalho e este Tribunal corriam sério risco de fecharem as portas, mas o Presidente e Vice-presidente atuaram de forma firme e eficaz para que este Tribunal continuasse a prestação de seus serviços. Isto é digno de elogio”, ressaltou ao dizer ainda que o registro foi feito na “esperança de que esse lamentável fato da história, em que a Justiça do Trabalho sofreu séria e drástica discriminação, não ocorra novamente”.

Sadahiro fez em seu discurso um alerta para a PEC do Teto (PEC 55), que propõe para os próximos 20 anos uma “séria restrição às atividades do poder judiciário”. “Essa PEC significa o congelamento da estrutura do poder judiciário e mesmo assim precisará fazer frente a uma demanda de ações que cresce de forma assustadora a cada ano”, criticou.

Outro ponto que mostrou preocupação foi em relação ao projeto de lei que recria os chamados “crimes de hermenêutica”, onde explica que “o Juiz ou Membro do Ministério Público poderá ser administrativa ou criminalmente processado e condenado tão somente porque o entendimento em instância superior foi diferente”.

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