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Tupac Shakur, morto em 1996, diz em carta que terminou com Madonna por ela ser branca

O rapper Tupac Shakur, que morreu em 1996, encerrou seu relacionamento com a cantora Madonna porque ela era branca. A revelação foi feita em uma carta que ele escreveu na prisão no dia 15 de janeiro de 1995. “Eu esperei esse longo tempo para finalmente te escrever isso porque eu não poderia deixar nenhuma questão sem resposta”, escreveu Tupac.

“Para você, ser vista com um homem negro não iria em maneira alguma prejudicar a sua carreira (…) mas para mim, na minha percepção anterior, eu senti que a minha ‘imagem’ estaria prejudicando metade das pessoas que me fizeram o que eu pensava ser”, disse, em referência à Madonna. No texto, Tupac sabe que o término magoou a cantora. “Eu nunca quis te machucar”, afirmou.

“Por favor, entenda que minhas posições anteriores eram de um jovem com experiência limitada e com uma super­famosa sex symbol”, lamentou. O rapper, que foi assassinado em setembro de 1996, avisou que a carta era um recado caso “algo acontecesse com ele”. “Eu te ofereço a minha amizade mais uma vez, agora mais forte e focada. Se você ainda estiver interessada, eu gostaria de discutir mais sobre isso com você, mas algumas coisas não podem esperar. Eu me sinto compelido a te falar, apenas no caso de algo acontecer comigo”.

A carta vai ser leiloada entre os dias 19 e 28 de julho pelo Gotta Have Rock and Roll.

O lance inicial é de US$ 100 mil. A última carta de Tupac leiloada atingiu o valor de US$ 170 mil.

Quem foi Tupac

Tupac Amaru Shakur (Nova Iorque, 16 de junho de 1971 – Las Vegas, 13 de setembro de 1996), mais conhecido pelos seus nomes artísticos 2Pac, Makaveli ou apenas Pac, foi um rapper estadunidense. Críticos e membros da indústria fonográfica nomearam-no como o maior rapper de todos os tempos.

Em 2010, ele já havia vendido pelo menos 75 milhões de cópias pelo mundo. Além de ser músico, Tupac também foi ator e ativista social.A maioria das suas canções tratam-se sobre como crescer no meio da violência e da miséria nos guetos, o racismo, os problemas da sociedade e os conflitos com os outros rappers. O trabalho de Shakur é conhecido por defender a igualdade política, econômica, social e racial. Antes de entrar para a carreira artística, ele era um roadie e dançarino de hip hop alternativo. Começou a fazer sucesso quando entrou para o grupo Digital Underground.

Shakur tornou-se alvo de diversas ações judiciais e sofreu outros problemas legais. No início de sua carreira, ele foi atingido por cinco tiros e assaltado no corredor de um estúdio de gravação em Nova Iorque. Após o incidente, Tupac começou a suspeitar que outras figuras da indústria do rap ficaram sabendo do acontecido e não avisaram Shakur, o que desencadeou a rivalidade entre as costas Leste e Oeste.

Mais tarde, Shakur acabou por ser condenado por abuso sexual e ficou preso durante onze meses, tendo sido libertado da prisão num recurso financiado por Suge Knight, diretor executivo da Death Row Records. Em troca da ajuda de Suge, Tupac teve de gravar três álbuns sob o selo Death Row.

Na noite de 7 de setembro de 1996, Tupac, dentro do carro de Suge, foi atingido por quatro tiros num tiroteio, na cidade de Las Vegas. Ele faleceu seis dias depois, vítima de insuficiência respiratória e parada cardíaca, na Universidade Médica de Nevada. Após a sua morte, o jornal americano The New York Times citou-o como “o maior rapper de todos os tempos”.

Tupac ressuscitado

Gravação feita em 2012, durante o primeiro dia do festival de música e artes de Coachella mostra o rapper Tupac Shakur, que morreu baleado em 1996, cantando junto com Snoop Dogg no palco do evento.

A imagem em tamanho real de Tupac surgiu ao lado de Snoop Dogg e provocou o silêncio das milhares de pessoas reunidas para o espetáculo no último final de semana.

O holograma apresentou as músicas Hail Mary e 2 of Amerikaz Most Wanted antes de desaparecer e deixar a plateia espantada e inquieta.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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