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Uber começa a operar em Porto Velho e gera reclamação entre taxistas

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O aplicativo de transporte particular Uber começa a operar em Porto Velho a partir desta terça-feira (17), segundo anunciou o gerente da Uber na Região Norte, Henrique Weaver. Conforme a empresa, o serviço entrou em funcionamento às 8h.

A capital de Rondônia é a terceira da região Norte a ter o serviço implantado e passará a contar com o serviço do UberX, que dispõe de carros com quatro portas, ar-condicionado e com menos de nove anos de uso.

De acordo com a empresa, o preço base de uma corrida do Uber X, em Porto Velho, será de R$ 1,80, acrescido de R$ 1,15 por quilômetro rodado e mais R$ 0,15 por minuto percorrido. O valor mínimo da corrida e da taxa de cancelamento é R$ 6,00.

Legalidade do serviço

Os motoristas parceiros da Uber, segundo a empresa, prestam o serviço de transporte individual privado de passageiros, que, de acordo com Henrique Weaver, tem respaldo na Constituição Federal e é previsto em lei federal pela Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU Lei Federal 12.587/2012.

Polêmica Uber X taxistas

Como já vem acontecendo em várias capitais do país, em Porto Velho os taxistas consideram o serviço do Uber uma competição desleal. Isaque Oliveira da Silva, por exemplo, que já trabalha há 10 anos como taxista, diz que o Uber não paga impostos, por isso pode cobrar mais barato.

“Nós, taxistas, pagamos uma série de impostos, não temos como competir com esse serviço. Acho desleal”, explicou.

Eriovaldo santos, que atua como taxista há 15 anos, também não acha correto a maneira como o Uber vem se instalando na cidade, sem, segundo ele, dar uma contrapartida ao município.

“Eles (Uber) querem competir no mercado, mas sem pagar os devidos impostos, o que a cidade ganha em contrapartida?”, questiona o taxista.

José Amauri, que também tem 15 anos de praça, não concorda com a implantação do serviço dizendo que o Uber apenas amargará prejuízos aos taxistas.

Taxista Isaque Oliveira da Silva diz ser contra implantação do Uber em Porto Velho (Foto: Toni Francis/G1)
Taxista Isaque Oliveira da Silva diz ser contra implantação do Uber em Porto Velho (Foto: Toni Francis/G1)

“Já vivemos uma competição acirrada com a própria categoria e com os mototaxistas, o Uber pode ser o fim do serviço de táxi em Porto Velho”, reclamou.

Embora sejam menos afetados com o serviço, os mototaxistas também se posicionam contra o Uber.

“A nós não afetará tanto, mas acho desleal com os taxistas”, acentuou o mototaxista pedro Geraldo Poledo.

“Acho que o Município tem que tomar uma providência e proibir esse serviço”, asseverou o mototaxista Francisco da Silva.

Mototaxista Pedro Geraldo acha que serviço não afeta a categoria, mas também se posiciona contra o Uber (Foto: Toni Francis/G1)
Mototaxista Pedro Geraldo acha que serviço não afeta a categoria, mas também se posiciona contra o Uber (Foto: Toni Francis/G1)

Em relação a essa polêmica, a Uber explica que não haverá competição desleal, mas apenas a ampliação do serviço de transporte aos porto-velhenses.

“É um serviço que vai atender muita gente que usa o carro próprio por poucos minutos e gasta deixando o veículo parado o dia quase todo em estacionamentos, como no trabalho ou no shopping, por exemplo”, disse Henrique Weaver.

Funciomanto

Para solicitar o serviço, o usuário terá que instalar o aplicativo Uber no celular e informar sua localização. A própria empresa de tecnologia identificará o motorista mais próximo e enviará o nome e foto do condutor, a média da nota dele no aplicativo, modelo e placa do carro e também é possível estimar o valor da viagem. Segundo a empresa, o motorista só tem informação sobre a localização do passageiro após aceitar a corrida.

Ao final da viagem o usuário avalia o condutor e o motorista também pode avaliar o cliente. O passageiro também recebe um e-mail com todos os detalhes do trajeto. Para se manter no aplicativo, o motorista precisa ter uma avaliação de, no mínimo, 4,7 estrelas, sendo a máxima 5. A nota média dos motoristas no Brasil é de 4,85.

Conforme a empresa, todos os pagamentos são feitos pelo cartão de crédito ou débito do usuário, que já é cadastrado no perfil dele no aplicativo. A Uber fica com 25% do valor de cada corrida e o restante fica com o motorista.

Para ser um motorista parceiro da Uber é necessário que o interessado seja motorista profissional, ou seja, que tenha carta de motorista com autorização para exercer atividade remunerada (EAR). O motorista faz um cadastro no site da Uber e então passa por uma checagem de informações e antecedentes criminais.

Segurança

A Uber explica que, ao chamar um carro, é possível ao cliente acompanhar o trajeto dele até a chegada no ponto inicial, permitindo que o usuário aguarde a chegada do carro em segurança. Ao longo do trajeto é possível o passageiro compartilhar a localização e o tempo de chegada em tempo real com quem o usuário desejar.

Fonte: g1/ro
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