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Ucrânia acusa Rússia de derrubar um de seus caças

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A Ucrânia acusou nesta quinta-feira a Rússia de derrubar um de seus aviões de guerra, um modelo Sukhoi Su-25. O piloto sobreviveu após se ejetar do caça avariado, informou Andrei Lisenko, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional e Defesa ucraniano. “Um avião de guerra da Federação Russa atingiu com um míssil um Su-25 das nossas Forças Aéreas. O avião cumpria uma missão em território ucraniano”, assinalou Lisenko em entrevista coletiva. A Rússia ainda não emitiu nenhum comunicado sobre o caso.

Lisenko denunciou que a “nova provocação russa” aconteceu nesta quarta, às 19h do horário local (13h de Brasília). “O piloto está são e salvo, não ficou ferido”, complementou. Além disso, o porta-voz informou que dois dos oito tripulantes do avião de transporte An-26 derrubado na segunda-feira pelos separatistas russos foram encontrados mortos, enquanto quatro foram resgatados e outros dois aprisionados pelos rebeldes.

Novas sanções – A derrubada do avião aconteceu mesmo dia em que os Estados Unidos anunciaram uma ampliação das sanções contra a Rússia por causa de sua influência nos distúrbios que acontecem no leste ucraniano. O Tesouro americano anunciou que as novas ações vão atingir alguns dos principais bancos e companhias energéticas do país. Empresas do setor militar também serão afetadas. Em Bruxelas, os líderes dos países do bloco europeu também concordaram em expandir suas sanções de modo a incluir empresas russas e ucranianas que ajudam a minar a soberania da Ucrânia.

O presidente russo Vladimir Putin ficou sabendo das novas medidas restritivas no Brasil, onde participava do encontro dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com presidentes latino-americanos, em Brasília. Em Moscou, o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, disse nesta quinta que as últimas sanções “podem colocar as relações entre Moscou e Washington ao nível de tensão da década de 1980”. O premiê também ameaçou tomar medidas recíprocas e disse que as ações do Ocidente são ilegais, tendo em vista que não tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

 O primeiro-ministro também confirmou que as sanções podem forçar a Rússia a reconsiderar a sua política orçamentária com “mais atenção a gastos com defesa e com segurança”. A Rússia está planejando aumentar seus gastos militares em 23% em 2015, mais 10% em 2016 e outros 5% em 2017 para 3,52 trilhões de rublos (mais de 220 bilhões de reais). Ele afirmou também que a Rússia se focará mais em seu financiamento doméstico. Medvedev disse ainda que “tais sanções nunca conseguiram colocar ninguém em seus joelhos” e acrescentou que “infelizmente” não irão ajudar a Ucrânia.

Fonte: Veja

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