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Unir afirma falta de docentes para orientar médicos

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A Universidade Federal de Rondônia (Unir) anunciou que não tem condições de supervisionar os mais de 200 médicos que vão atuar em Rondônia no programa ‘Mais Médicos’. A falta de professores na instituição é um dos entraves. Os docentes da instituição estão com sobrecarga de atividades, acompanhando também outros programas federais.
É responsabilidade da Coordenação Nacional do programa discutir essa supervisão, mas mesmo não sendo obrigatório, de acordo com o governo federal, é atribuição das universidades públicas fazer esse papel. Questão que está sendo discutida há 11 anos com representantes dos ministérios da Saúde e da Educação.
Desde que foi criado, o curso de medicina da Unir previa um quadro de 82 professores, número que nunca foi atingido, segundo a instituição. Atualmente existem 43 professores que atendem também a outros cursos da área de saúde. Destes, 30 são médicos. Para que a supervisão seja feita pela Unir, são necessários mais 20 profissionais.
Desde o início deste ano a universidade aguarda uma resposta dos ministérios em relação à autorização do MEC para a criação de um concurso que permita a contratação imediata de 13 professores e, em 2014, mais 10. A resposta era pra ter sido dada até julho.
“A destinação dessas vagas está no Ministério do Planejamento e ainda não foram autorizadas”, afirma Ana Lúcia Escobar, chefe do departamento de medicina da Unir.
Com a adesão ao programa, que prevê a ampliação do número de médicos nas duas etapas, 47 dos 52 municípios de Rondônia vão receber 206 profissionais pra ajudar a suprir o déficit nas unidades de saúde. Eles devem receber uma bolsa de R$ 10 mil mensais por 40 horas semanais. Atualmente Porto Velho não faz parte da lista das cidades que receberão os profissionais, apesar do déficit de mais de 60 médicos.

 

Fonte: G1

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