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Valter Araújo nega crime de falsidade ideológica durante depoimento

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Durante aproximadamente 20 minutos, o ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALE) de Rondônia, Valter Araújo, foi ouvido pelo juiz Franklin Vieira, titular da 3ª Vara Criminal, em Porto Velho. O ex-parlamentar, preso desde o dia 26 de setembro na Penitenciária de Médio Porte (Pandinha), chegou ao Fórum Criminal algemado e acompanhado por dois policiais. Valter é acusado pelo Ministério Público por falsidade ideológica, peculato e corrupção.

Além do ex-presidente da ALE de Rondônia, outras pessoas também foram ouvidas, entre elas a deputada estadual Epifânia Barbosa (PT), que depôs por cerca de 40 minutos como testemunhas de defesa. Foram mais de quatro horas de depoimento das testemunhas. “Ouvimos as testemunhas de defesa. Ficaram pendentes em dois processos algumas cartas precatórias que necessitam de retorno para que o processo seja concluído”, afirma o juiz.

Valter Araújo apresentou defesa no processo, segundo Franklin, referente a falsidade ideológica em relação ao nome das empresas. “Nesse ele negou. Ele disse que a empresa inicialmente pertencia a ele, mas no curso do tempo ele se afastou da empresa, então nega as acusações”, relata Franklin. O processo de falsidade ideológica deve ser encerrado nos próximos dias. No entanto, ainda falta o interrogatório do irmão de Valter, que será feito em Vilhena (RO), até final de novembro.

Segundo o juiz, o Ministério Público (MP) fez o pedido para que o ex-deputado, preso da Penitenciária de Médio Porte (Pandinha) seja transferido para o presídio federal. A decisão deve ser anunciada até sexta-feira (25).

Durante a sessão os advogados de defesa pediram a revogação dos habeas corpus. Valter foi preso durante a Operação Termópilas, deflagrada em novembro de 2011, suspeito de chefiar uma quadrilha que desviou pelo menos R$ 12 milhões dos cofres públicos. Ele esteve foragido da Justiça por quase dois anos, desde dezembro de 2011, quando foi solto após pedido de habeas corpus favorável e, em seguida, revogado pelo Superior Tribunal de Justiça (STF). Além de chefiar a quadrilha, Valter também foi apontado como mandante de uma emboscada contra agentes da PF durante as investigações.

Com informações do G1

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