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Vendedor leva 36 facadas e escapa com vida de grupo que armava golpe com falsas garotas de programa

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Grupo fugiu com carro da vítima, R$ 1,8 mil, celular e cerca de 500 peças de roupa

Dois jovens foram presos suspeitos de esfaquear o vendedor de roupas Leonardo José de Souza durante um roubo na GO-060, em Goiânia. Eles faziam parte de um grupo que usou duas menores para fingirem ser garotas de programa para conseguir chamar a atenção da vítima. Pouco tempo depois de dar as facadas, eles retornaram ao local para ter certeza que o homem estava morto é deram novos golpes, deixando as vísceras expostas. Em depoimento, eles confessaram o crime.

O crime aconteceu na madrugada do dia 11 de agosto. O delegado responsável pelo caso Valdemir Pereira contou que Daniel Ribeiro da Cruz, de 19 anos, e André Brasil Ribeiro, 18, com a ajuda de um adolescente, um jovem e outras duas menores, planejaram roubar um carro e usaram as meninas como isca.

“Os dois contaram que as meninas fingiram ser garotas de programa e ficaram na rodovia. A vítima, no entanto, disse que achou que as duas estavam pedindo carona e parou. Quando ele desceu, os outros quatro saíram do mato e deram as facadas”, contou.
Ele, então, fugiram com o carro da vítima, R$ 1,8 mil, celular e 500 peças de roupa. “Cerca de 30 minutos depois, eles acabaram voltando e dando mais facadas na vítima, para confirmar que ela estava morta. Ao todo, foram 36 golpes, quase metade só na área da cabeça. Mas a vítima não morreu”, disse o delegado.

Leonardo está internado no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira. Ele está na clínica cirúrgica, em estado regular, consciente e respirando espontaneamente.

Em depoimento, Daniel contou ao delegado que estava dormindo quando o grupo chegou em sua casa chamando para cometer o crime. “Eu lembrei que estava pilhado para pagar meu aluguel, água, energia, essas coisas, e fui. Cada um ser armou de uma faca e foi. A gente enquadrou ele para levar o carro, o carro, o que ele tivesse, mas ele correu para o rumo do carro com a mão da cintura e deu a entender que ele estava armado”, disse.

Já André confessou que deu as facadas no vendedor, mas disse que tinha desavença com o homem. “Me chamaram para ir pegar um carro, ai fomos lá em casa pegar umas facas, mas eu já sabia que ia topar a vítima, que era o local que ele passava para voltar para casa. Ai vi o carro do cara vindo e falei para eles pararem ele”, contou.

Porém, na apresentação feita pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28), os dois falaram que não tinham intenção de roubar nada da vítima e que foram apenas para matar o vendedor. “Eu já tinha discutido com ele em uma festa, pisei no pé dele, pedi desculpas e ele não aceitou, puxou uma arma e me ameaçou. Aí, para me defender, armei para matar ele. Analisei a rotina dele duas semanas, vi onde morava, onde passava, para conseguir pegar ele”, disse André.

Entretanto, o delegado não acredita nessa versão. “Trabalhamos com a tentativa de latrocínio, tanto que o carro da vítima, dinheiro, celular, tudo foi roubado. No depoimento mesmo eles falaram que foram para roubar”, explicou o delegado.
Um das adolescentes foi apreendida na sexta-feira (25) por roubar passageiros em um terminal de ônibus. Os outros suspeitos já foram identificados, mas ainda não foram presos.

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