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Vereador de Novo Hamburgo (RS) é preso por porte de arma e suspeita de envolvimento em 4 homicídios

Emerson Fernando Lourenço, do Solidariedade, também é empresário. O advogado dele, Eduardo Pivetta Boeira, disse ao G1 que não vai comentar a prisão.

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Um vereador de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (6) por suspeita de envolvimento em quatro homicídios e participação em uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas. Na casa dele foi encontrado um revólver calibre 38 furtado, pelo qual ele foi preso em flagrante.

Emerson Fernando Lourenço (Solidariedade) tem 44 anos e também atua como empresário. O advogado dele, Eduardo Pivetta Boeira, disse ao G1 que não vai comentar da prisão. O G1 também entrou em contato com o gabinete do vereador, onde ninguém se dispôs a falar.

O procurador geral da Câmara de Novo Hamburgo, Vinícius Bomber, diz que a Câmara não foi oficialmente comunicada e que está tomando conhecimento da situação pela imprensa. Por isso, não vai se posicionar.

Conforme o delegado Rodrigo Zucco, Lourenço passou a liderar uma facção criminosa após a prisão do entãso líder do grupo, em 2011. Em 2016, entrou na carreira política após ser eleito como vereador em Novo Hamburgo, com o codinome Fernandinho. A partir deste ano, passou a integrar duas comissões, uma delas de Direitos Humanos.

“Ele já possui passagem pela polícia, cumpriu há mais de 10 anos pena por assalto, tráfico de drogas e outros crimes. Ele tem um passado delituoso”, observa o delegado.

O vereador também atuava como empresário de um jogador profissional do Grêmio e de dois jogadores da categoria de base do Internacional, segundo Zucco, que está preservando o nome deles.

Além da prisão, a polícia cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Novo Hamburgo e Campo Bom.

Em uma casa em Novo Hamburgo, foi apreendido um Volkswagen Golf. Também foi apreendido uma grande quantidade de dinheiro, em notas e moedas de baixo valor, o que, para o delegado, indica dinheiro de tráfico de drogas.

As investigações levaram quatro meses. A polícia chegou até o vereador a partir de inquéritos que apuravam os homicídios.

Fonte: g1/rs

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