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Vereadores continuam no mandato; Câmara não aplicou punições

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Após mais de 10 horas de discussões, os vereadores de Porto Velho decidiram, no voto, não punir nenhum dos cinco pares envolvidos em supostas manobras ilícitas, apontadas pela Operação Apocalipse. Nem mesmo a punição branda, de advertência, ou de suspensão por 30 dias, foi aprovada pelos vereadores e todos os envolvidos saíram felizes, sorridentes e impunes. A Câmara apurava se houve quebra de decoro parlamentar nos cinco vereadores, tendo inclusive três deles sido presos.

Com isso, estão livres e seguem com os seus mandatos os vereadores Cabo Anjos (PDT), Pastor Delso (PRB) e Jair Montes (sem partido), que tiveram o pedido de cassação apresentação pela Comissão Processante. Marcelo Reis (PV), que teve contra si pedida a suspensão do mandato por 30 dias e Eduardo Rodrigues (PV), uma advertência, foram também absolvidos. Mesmo com a convocação dos suplentes e o voto aberto, o máximo de votos favoráveis à cassação que os vereadores receberam foram 13, quando eram necessários no mínimo 14. O ex-líder do prefeito na Casa, Márcio Pacele (PSB), absteve-se em todas as votações. Já o vereador Chico Lata (PP), que integrava a Comissão Processante, votou a favor dos investigados, a exemplo do vereador Jurandir Bengala (PT), que desobedeceu a determinação do partido e apoiou os colegas. Outro que ajudou diretamente a absolvição dos acusados foi Macário Barros (PSB), que votou contra a punição a todos.

Os processos na justiça comum seguem seu curso normal, mesmo com a decisão da Câmara de não punir ninguém.

Com informações do Rondonoticias

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