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Vídeo que mostra advogado brigando com PMs deixa OAB em situação constrangedora

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Entidade saiu em defesa de advogado alegando “tortura” e “excessos”, mas câmera de segurança desmontou versão

O advogado Isac Neris Ferreira dos Santos, preso na madrugada de sexta-feira em Porto Velho, capital de Rondônia, ao tentar escapar de uma blitz da lei seca, colocou a OAB do estado em uma situação constrangedora, porque ele mentiu em todo o processo. O advogado, que chegou na delegacia com o rosto bastante machucado, alegou ter sido “torturado” e “espancado” por policiais militares quando estacionou seu carro para “atender um cliente que havia caído na blitz”. Na versão dele, os policiais não conversaram, foram direto para agressão e ele teria sido conduzido algemado, dentro do camburão para a delegacia.

Rapidamente a OAB se manifestou. Imagens do rosto do advogado correram o país, até o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia se envolveu na confusão, chegando a gravar um vídeo cobrando punição aos policiais. O presidente regional, Andrey Cavalcante, induzido pela conversa de Isac, escreveu artigos, e a Comissão de Direitos Humanos da Ordem chegou a pedir a prisão dos policiais. Ao mesmo tempo, os policiais alegavam estarem sendo injustiçados, que a estória não era bem aquela. Porém, como a polícia tem má-fama e histórico de violência, a situação parecia estar fechada.

Porém, eis que na tarde de terça-feira, 28/06, imagens de um circuito de segurança de um comércio da região onde ocorreram os fatos, foram entregues à polícia e elas desmontam a versão de Isac e deixam a OAB em uma situação vexatória. Não que a Ordem esteja errada em defender as prerrogativas de seus membros, é preciso sim fiscalizar e manter a vigilância, e não que isso dê o direito da polícia sair batendo em ninguém. porém, as imagens mostram que Isac estava tentando sim escapar da blitz, e pior, foi ele quem partiu para a agressão contra o policial que estava de serviço. Isac tem um histórico de violência, matou um servidor do IBAMA dentro de uma delegacia de polícia, com três tiros, quando era policial civil. A partir disso, já se tem um perfil delineado, faltou à OAB um pouco de bom senso e frieza na hora de avaliar a situação. Os meninos, pelo jeito, ainda terão muito que aprender nessa seara, ainda mais quando se trata de envolver instituições.

Situações como essas, geram uma série de dissabores e deixa as duas instituições enfraquecidas. Melhor avaliar com mais cautela da próxima vez. Mas sem se acovardar, Errar é humano, persistir no erro…

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