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Vítima de ‘airbag mortal’ do Civic faz apelo para proprietários atenderem recalls

Stephanie Erdman quase perdeu o olho direito após acidente com um Honda Civic

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Uma mulher que ficou seriamente ferida por um defeito no airbag, depois de um acidente em 2013, está tentando ajudar a Honda na tarefa de convencer os proprietários da importância de atender aos recalls.

Stephanie Erdman, uma oficial da Força Aérea dos Estados Unidos, quase perdeu o olho direito, quando o insuflador do seu Civic 2002 explodiu e lançou fragmentos de metal contra seu rosto.
“Não quero que as pessoas passem pelo que eu passei”, afirmou Erdman.

Desde o acidente, ela já passou por quatro cirurgias para remover todos os fragmentos e uma outra para reconstruir a pálpebra com tecido de uma orelha.

Ela ainda sofre de “visão dupla”, dores de cabeça e não consegue dormir direito porque o olho afetado não fecha completamente.

Há três anos, Erdman se queixou de que nem a Honda e nem a fabricante da peça, a Takata, tinham feito esforços suficientes para alertar os proprietários sobre o problema.
“Minha visão nunca será a mesma. Eu nunca serei a mesma”, disse. Depois, fez um acordo de indenização que não teve valor revelado. Ela afirma que não está recebendo pelo vídeo, informou a AP.

Parceria com Facebook

O vídeo com Erdman aparecerá no Facebook para alguns usuários nos EUA, como parte de uma iniciativa da Honda e da rede social para encontrar os proprietários de veículos com airbags defeituosos da marca Takata.
A ferramenta, que permite aos anunciantes alcançar uma lista específica de usuários, combinará os endereços de email criptografados associados com os números de identificação de veículos chamados para recall aos usuários do Facebook.

A Honda ainda não confirmou se usará os dados do Facebook também no Brasil.

Airbag mortal

Os infladores de airbag da japonesa Takata estão ligados a pelo menos 18 mortes e 180 feridos em todo o mundo porque eles rompem e disparam fragmentos de metal em veículos.

A Honda, cujos automóveis respondem por 17 das 18 mortes registradas em todo o mundo, tem sido de longe a mais agressiva em encontrar clientes afetados.

Os recalls envolvem diversas marcas e mais 2,6 milhões de veículos no país, mas menos de um terço foi consertado. A consequência é que quase 2 milhões de carros rodam com os chamados “airbags mortais”.

A Honda convocou 1,3 milhão de carros no Brasil e fez até chamada na TV para os proprietários. Em setembro, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) decidiu permitir que montadoras tenham acesso ao nome e endereço de donos de veículos chamados para recall.

Honda, Nissan e Toyota, principais montadoras envolvidas no recall dos chamados “airbags mortais”, afirmaram que irão solicitar esses dados ao Denatran.

Auto Esporte/G1

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