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Vítima de estupro em SP não reconheceu PM apontado como autor; polícia procura suspeito

No dia 14 de janeiro, às 7 horas da manhã, uma técnica em nutrição de 18 anos foi forçada a entrar em um veículo após ser abordada por um desconhecido. O momento foi registrado por uma câmera de segurança.

Segundo a Polícia Civil, dentro do carro, o homem manteve uma arma apontada para a vítima e a estuprou por 30 minutos. O caso aconteceu no Aricanduva, bairro da zona leste de São Paulo.

Um cabo da Polícia Militar foi apontado como principal suspeito por ter um carro da mesma marca, modelo e cor utilizada no crime – um Fiat Sena preto. Além disso, 41 dias antes, ele teve de assinar um termo circunstanciado por ter sido acusado de assediar uma estudante de 19 anos na mesma região. O policial se apresentou à delegacia na segunda-feira (22) para prestar depoimento e passar por um exame de reconhecimento, porém a vítima não o apontou como autor do crime.

Além disso, a consulta do “Sem parar” – sistema de cobrança automática de pedágios e estacionamentos – do carro do PM mostra que o veículo saiu da capital paulista, sentido litoral, por volta das 6h do dia 13 e retornou a São Paulo por volta das 18h do dia 14. O crime o ocorreu às 7h. O advogado que o acompanhou, João Carlos Campanini, defende que ele estava em Ubatuba, no litoral, quando o estupro aconteceu.

Outro ponto em defesa do policial foi a comparação feita no local do crime. Ele foi posicionado na mesma parede onde a jovem foi abordada e, pelas imagens, parece ser mais baixo e ter o tom de pele mais escuro que o autor do crime flagrado pela câmera.

Criminoso aparece à direita em registro feito por câmera de segurança. À esquerda está o PM descartado como suspeito (*/Divulgação)

A Secretaria da Segurança Pública informou que o 66º DP instaurou inquérito para investigar o estupro e que “mais detalhes não serão divulgados para não atrapalhar o trabalho policial, bem como para preservação da vítima de violência sexual”. A mãe da vítima, uma auxiliar de limpeza de 37 anos, disse ao UOL que teme que a divulgação do vídeo tenha afastado o criminoso.

Segundo ela, a filha está completamente abalada e se recusa a falar sobre o assunto. “Ela foi bem atendida tanto na delegacia quanto no hospital. Agora, está descansando sob os cuidados da família. A gente fica revoltada, mas queremos Justiça. O meliante que fez isso tem que pagar de um jeito ou de outro”. A jovem não sabe se o criminoso usou camisinha.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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