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Vítimas de estupro acham a cura através da arte da fotografia

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O abuso sexual está no meio social desde sempre. E, apesar das várias campanhas contra o estupro tanto em crianças quanto em mulheres, homens ou jovens, o número de pedófilos e estupradores não parece diminuir.

Uma pesquisa realizada no ano de 2006 apontava que a cada 12 segundos uma mulher é estuprada no Brasil e, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou esse ano que os números de estupros aumentaram cerca de 168% nos últimos cinco anos.

A ONU divulgou dados mundiais de abusos sexuais e apontou os Estados Unidos como o país com o maior número de casos denunciados, provando que esse tipo de atrocidade não acontece somente em países subdesenvolvidos, mas também em países de primeiro mundo.

No Brasil, há uma lei, sancionado pela Presidente Dilma Roussef, que garante o atendimento das vítimas de estupro pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como também alguns outros centros de apoio espalhados pelo país. Porém, mesmo com ajuda para os ferimentos físicos, nada pode curar as dores psicológicas trazidas por tais acontecimentos.

Sabendo da dificuldade para as vítimas de estupro em recuperar-se psicologicamente, uma mulher chamada Grace Brown começou um projeto intitulado de “Project Unbreakable” que tenta curar essas vítimas através da arte.

Essa dinâmica funciona da seguinte forma: os sobreviventes  de abusos sexuais são fotografados segurando posteres com frases que seus agressores lhes disseram no momento do acontecido. Desde a iniciativa, mais de duas mil fotos de corajosos sobrevivente têm sido divulgadas, ajudando-os com a cura.

No começo, podia-se notar que a maioria das pessoas que participavam do projeto eram mulheres, porém o crime não é exclusividade do gênero feminino. Milhares de homens também já passaram por situações como essa e muitos deles tentaram a cura através do projeto de Grace.

Veja as fotos abaixo:

PU1

(“Você é um cara, você não pode dizer não para uma garota como eu” Fevereiro de 2013)

 

PU2

 

(“Se você disser isso à alguém será expulso da escola” Assistente do professor de Tae Kwon Do quando eu tinha 11 anos. Eu nunca disse para ninguém até meus 31 – vergonha e auto-culpa)

 

PU3

(“Não tem como você ser virgem. Com certeza você já fez isso antes” – treinador de tênis, 48 anos. Eu tinha 15 anos e eu era virgem. Minhas lágrimas não significaram nada para ele. Eu não signifiquei) 

 

PU4

(“Shh… Querida… Isso vai acabar logo” Meu primeiro agressor, enquanto os outros 4 circulavam a cama, esperando pela chance deles)

 

PU6

(“Engasgue com isso ou morra, vadia!” Eu sou mais forte que isso e eu vou me curar)

 

PU7

(“Eu te provarei que você é hétero” Ainda sou bissexual e sobrevivi. Você perdeu)

 

PU10

 

(“Já tem pêlos?” Quando me recusei a responder, ele decidiu descobrir por si só. Eu tinha 11 anos)

 

Aqui um vídeo do Projeto e o link da página:

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