Viúva e outros dois réus por morte de embaixador grego vão a júri popular no Rio

O juiz Antonio Lucchese, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, decidiu nesta segunda-feira (3/7) que os três acusados de envolvimento na morte do embaixador grego Kyriakos Amiridis serão submetidos a júri popular. Na decisão, Françoise de Souza Oliveira, mulher do embaixador, o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho e o primo dele Eduardo Moreira Tedeshi tiveram, também, a prisão preventiva mantida.

Kyriakos Amiridis foi assassinado no dia 26 de dezembro do ano passado, em sua residência, no centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Após ser atacado na sala, teve hemorragia interna e não resistiu aos ferimentos. O carro em que o embaixador dirigia foi encontrado queimado dias depois, embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Dentro, estava o corpo carbonizado do diplomata.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Françoise planejou com Sérgio Gomes o assassinato do marido. O policial ainda teria sido ajudado por Eduardo. Em sua decisão, o juiz ressaltou que os autos apontam que havia um relacionamento entre Françoise e Sérgio. “Há a versão sustentada pelo Ministério Público, lastreada em elementos colhidos em sede policial, de que ambos, juntamente com Eduardo, arquitetaram um plano para ceifar a vida de Kyriakos”, aponta o juiz.

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