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VIVO e mercado se calam após supostos desvios de R$ 27 milhões

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Ex-diretora de marketing da empresa pode ter superfaturado peças publicitárias

Brasília – A empresa VIVO e o mercado publicitário simplesmente se calaram diante de um dos maiores escândalos envolvendo empresas de publicidade e o oitavo maior anunciante do país.

Ricardo Chester é marido de Cris Duclos
Ricardo Chester é marido de Cris Duclos

Em junho desse ano, a ex-diretora de marketing da empresa, Cris Duclos foi demitida por suspeita de ter desviado R$ 27 milhões através do superfaturamento de peças publicitárias da empresa, com a suspeita de conivência das maiores agências de publicidade do país, DPZ, Africa, DM9DDB e Young & Rubicam. Além disso, o marido de Cris, teria sido contratado pela agência África, de Nizan Guanaes com salário muito acima do mercado, como uma forma de “agradar” (e pagar) propina à Cris. 

O caso foi revelado por um twitter do jornalista Fernando Rodrigues (UOL), que fez uma referência ao episódio. O problema é que momentos depois, a postagem foi apagada, e veículos de comunicação que estavam pautados para falar sobre o assunto, simplesmente mudaram a pauta e ignoraram completamente o caso. O jornal Valor, chegou a produzir matéria, mas falando superficialmente sobre o caso.

O suposto golpe de Cris Duclos teria sido descoberto pelo presidente da empresa, Amos Genish que foi alertado sobre a compra de um imóvel no luxuoso condomínio Quinta da Baroneza por R$ 4 milhões, pagos à vista. Ele contratou um detetive e fez uma devassa nas contas publicitárias da empresa. Cris foi demitida sumariamente, quando suas férias terminaram, ela teve o acesso às dependências da VIVO impedido.

Passados quase dois meses desde que ocorreu o episódio, tanto a VIVO quanto o mercado publicitário simplesmente se calaram diante da situação. O caso deveria ser investigado, afinal algumas dessas empresas de publicidade também possuem contratos com poder público, e se elas se sujeitaram à supostamente pagar propina para uma gerente de marketing, certamente pagariam para servidores públicos corruptos.

A VIVO negou que tivesse qualquer irregularidade ou mesmo investigações. A empresa afirmou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que está fazendo uma “reestruturação” e sobre a saída de Cristina Duclos, “a companhia reitera sua prática de não comentar questões dessa natureza”.

Ninguém falou também se o marido de Cris, Ricardo Chester continua trabalhando na agência de Guanaes recebendo o mesmo salário.

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