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Walkman faz 35 anos; veja como a maneira de ouvir música evoluiu

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O nostálgico Walkman está fazendo aniversário nesta semana, completando 35 anos de história. O clássico toca-fitas, desenvolvido pela multinacional japonesa Sony, se tornou febre na década de 1980 e conquistou o mundo todo. A tecnologia foi lançada comercialmente no dia 1º de julho de 1979, e o nome original da marca era Soundabout. Confira abaixo curiosidades sobre a trajetória do Walkman.

O primeiro toca-fitas foi brasileiro, não japonês

Antes de o Walkman surgir, já existia um leitor de áudio portátil de origem brasileira. Andreas Pavel foi o inventor do primeiro tocador de fita cassete. O “pai” dos modernos dispositivos pessoais de som nasceu em Aachen, Alemanha, em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial. Mas Pavel cresceu no Brasil. Seu pai se mudou para São Paulo quando ele tinha apenas seis anos, para trabalhar nas indústrias da família Matarazzo. Por esse motivo, Andreas Pavel se naturalizou brasileiro.

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Pavel foi responsável, em 1972, pela criação de um gadget chamado Stereobelt, um cinto com um toca-fitas e encaixe para fones de ouvido. Foi uma revolução provocada por um inventor brasileiro com um protótipo. Contudo, Andreas Pavel só registrou sua criação em 1977, na Itália. Ele tentou patentear sua ideia no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Japão e na Alemanha em 1978. No entanto, os americanos e os ingleses rejeitaram a patente. Pavel enfrentou, por décadas, uma grande batalha judicial contra a Sony, em disputa de direitos autorais.

Nascimento do popular toca-fitas da Sony

Em 1978, o engenheiro japonês Nobutoshi Kihara desenvolveu um protótipo de reprodutor portátil de música e o entregou para o co-presidente da Sony, membro do conselho da empresa, Masaru Ibuka. O executivo queria um dispositivo para ouvir suas óperas durante seus voos em viagens pelo Pacífico. O produto resultou, então, no primeiro Walkman.

O sucesso foi tamanho que, em 1980, o produto passou a ser lançado em outros países. Foi batizado de Soundabout nos Estados Unidos, de Freestyle na Suécia e de Stowaway no Reino Unido. Entretanto, o nome Walkman conquistou uma força irreversível e se tornou uma das marcas registradas da Sony para o toca-fitas mais famosos do mundo.

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A fita cassete dominou os anos 1980, mas foi perdendo, aos poucos, seu espaço para os CDs, na década de 1990. A Sony, visualizando o futuro, se antecipou e lançou o D-50 em 1984. Esse aparelho ganhou maior popularidade com o nome de Discman.

Com o apogeu também dos videocassetes e dos VHS, a Sony também lançou o GV-8 em 1989. O produto ficou conhecido pelo nome de Video Walkman. Em 1992, a Sony apresentou ao mercado mais uma novidade: MiniDisc, uma versão menor do Discman. Era o apogeu de seu aparelho Walkman e de todos os seus derivados.

Em 1999, a fabricante japonesa entrou na era digital e, antes do iPod, lançou o Network Walkman, chegando até a modelos com espaço interno de 1 GB. O problema é que, a partir de 2001, a Apple passou a dominar esse mercado. Nesse mesmo ano, a Sony lançou o Walkman MP3. Seis anos depois, em 2007, surgiu o Walkman Vídeo MP3 Player. Perdendo cada vez mais mercado, a companhia decidiu investir na transformação de seus celulares Sony Ericsson em novos Walkman. Isso ocorreu por volta de 2005. Era um período pré-smartphones.

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A Apple veio e, então, tomou conta novamente do mercado da Sony. Anunciado por Steve Jobs em pessoa, o iPhone de 2007 reunia um dispositivo conectado à internet, um iPod e um celular com tela sensível ao toque. Aquilo foi a sentença de morte para a linha Sony Ericsson, encerrada em 2009. Oficialmente, a Sony comprou sua parte na joint-venture Sony Ericsson, uma terceira empresa com participação da Ericsson, em 2012. A linha de celulares convencionais foi substituída pelos smartphones da série Xperia.

O Walkman, atualmente, sobrevive na linha de aparelhos de som da Sony e como um aplicativo de músicas em seus smartphones. Ou seja, 35 anos depois da criação da marca, a iniciativa se digitalizou, fracassou como um produto de celular e segue, hoje, como um software móvel.

O processo com o brasileiro nascido alemão Andreas Pavel

Logo depois da criação e popularização da marca Walkman, a Sony começou a discutir juridicamente com Pavel após saber de sua criação pioneira, o Stereobelt. O debate começou em 1980, mas só em 1986 a fabricante japonesa aceitou pagar os royalties de alguns produtos de Andreas Pavel na Alemanha. Mesmo reconhecendo o pioneirismo dele, a Sony não o aceita como criador real do toca-fitas.

Só em 2001 Andreas Pavel teve uma reação à altura do que aconteceu com a sua vida. Ele decidiu, então, processar a Sony em cada país que possui Walkman à venda, gastando US$ milhões em advogados. Um acordo foi fechado em 2003. A gigante japonesa concordou em pagar US$ 10 milhões no processo, além de repassar parte dos royalties do Walkman para seu verdadeiro criador.
A briga jurídica entre Pavel e a Sony rendeu ao inventor o título de “criador do primeiro dispositivo móvel estéreo”, o protótipo que ajudaria na concepção do Walkman. A marca do produto, todavia, continua sendo uma propriedade da Sony e de suas empresas.

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Fonte: Techtudo

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