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WhatsApp amplia testes de versão do aplicativo para empresas

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Nova versão do aplicativo já está em testes por cerca de dez empresas no Brasil, incluindo o banco Itaú; ainda não há prazo para lançamento oficial do app

O WhatsApp anunciou nesta terça-feira, 5, que ampliou os testes de uma nova versão de seu aplicativo para empresas. Chamado por ora de WhatsApp Business, o aplicativo vai permitir que pequenas, médias e até mesmo grandes empresas possam se comunicar diretamente com seus clientes por meio do app, que hoje já passa de 1,3 bilhão de usuários ativos em todo o mundo. Até agora, dez empresas brasileiras participam do piloto, entre elas o banco Itaú. Os testes também mostram que o WhatsApp está tentando arranjar uma forma de lucrar, já que a ferramenta será gratuita no início, mas a empresa planeja cobrar pelo seu uso no futuro.

“Mais pessoas estão usando o aplicativo para se comunicar com os negócios”, afirmou o WhatsApp, por meio do blog oficial da empresa. “Muitas conexões já estão acontecendo todos os dias, mas a forma como acontecem ainda são muito rudimentares.” Por rudimentares, o WhatsApp se refere à gestão das mensagens, que hoje ficam concentradas em um único número de smartphone, o que dificulta a “conversa” com centenas ou milhares de clientes.

De acordo com o WhatsApp, a equipe do app já identificou que as empresas tem diferentes necessidades, entre elas a possibilidade de ter um perfil oficial e também maneiras mais simples de responder mensagens. A empresa diz que companhias aéreas, bancos e sites de comércio eletrônico, por exemplo, também poderão usar o WhatsApp para enviar notificações úteis aos consumidores, como confirmações de pedidos e horários de voo. A empresa não informou, porém, quando o aplicativo será lançado oficialmente para que qualquer empresa possa utilizá-lo e nem qual será o valor cobrado.

Para o usuário, a principal mudança será o uso de um selo verde nos perfis que são operados por empresas. Isso significa que o WhatsApp verificou aquele perfil, assim como acontecem em redes sociais, como o Twitter. A empresa esclarece que as mensagens trocadas com empresas continuam a ser criptografadas, mas que se a empresa utilizar terceiros para fazer a gestão da comunicação com os clientes, eles terão acesso ao conteúdo.

Caso o usuário não queira mais conversar com aquela empresa, ele poderá bloquear seu perfil, assim como acontece com usuários comuns da plataforma de mensagens instantâneas hoje.

Modelo de negócios. O WhatsApp, que nasceu como startup e se tornou um dos serviços mais populares do mundo, têm 250 funcionários em sua sede, que fica em Menlo Park, na Califórnia, Estados Unidos. A empresa foi adquirida pelo Facebook em 2014 por vultuosos US$ 19,2 bilhões, mas ainda não gera nenhum lucro para a companhia de Mark Zuckerberg. Eles até tentaram, no início, cobrar US$ 0,99 por uma assinatura do app, mas desistiram da ideia no início de 2016. Desde então, a empresa tenta encontrar um modelo de negócio que faça sentido para o aplicativo, mas já descartou a exibição de publicidade no app.

A empresa tem apostado na ideia de facilitar a gestão de mensagens para empresas, como forma de tornar o serviço rentável. Em entrevista ao Estado em junho, o cofundador do WhatsApp, Brian Acton, afirmou que os primeiros testes com pequenos e médios negócios já estavam em andamento no País. “Pequenos negócios precisam de uma boa plataforma para lidar com clientes”, afirmou Acton, na ocasião. Agora, a empresa anunciou que o banco Itaú vai testar a ferramenta para atender clientes de alta renda.

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