Radar do Judiciário

16 anos depois do ataque, EUA aprovam fuzilamento do ex-major Nidal Hasan

O presidente Donald Trump aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, condenado pelo ataque de 2009 na base de Fort Hood que matou 13 pessoas — a primeira execução militar dos EUA em mais de 60 anos

16 anos depois do ataque, EUA aprovam fuzilamento do ex-major Nidal Hasan
📷 Reprodução
📋 Em resumo ▾
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou nesta segunda-feira (5/10) a execução por fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Hasan, condenado pela morte de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009
  • A medida foi recomendada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e anunciada pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell
  • Hasan, então psiquiatra do Exército, abriu fogo contra militares desarmados, matando 13 pessoas e ferindo outras 32, antes de ser baleado e parcialmente paralisado
  • Será a primeira execução militar dos EUA desde 1961 — Hasan já esgotou seus recursos principais, mas ainda pode recorrer à Justiça federal para tentar suspender a execução
  • Por que isso importa: o caso reabre o debate sobre a pena de morte militar nos EUA, suspensa na prática havia mais de seis décadas
Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou nesta segunda-feira (5/10) a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Hasan, condenado pela morte de 13 pessoas em um ataque na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A medida foi recomendada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo informou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

"O secretário do Exército definirá o horário e o local da execução. O dia do julgamento para Hasan finalmente chegou", disse Parnell, em publicação na rede social X.

O que aconteceu em Fort Hood

O ataque ocorreu em 5 de novembro de 2009, na base de Fort Hood. Hasan, então psiquiatra do Exército, entrou armado no Centro de Prontidão de Soldados — prédio onde militares passavam por exames médicos antes de embarcar para missões — e abriu fogo contra os presentes, matando 13 pessoas e ferindo outras 32. Ele parou apenas depois de ser atingido por um policial da base, ficando parcialmente paralisado.

Hasan foi preso e levado a julgamento perante um júri militar. Escolheu fazer a própria defesa e se declarou culpado do ataque, alegando tê-lo cometido como retaliação às guerras dos Estados Unidos em países de maioria muçulmana, como o Afeganistão. A condenação à morte veio em 2013. Hasan esgotou seu último recurso significativo em abril de 2025, quando a Suprema Corte dos EUA negou pedido para rever a sentença — mas, segundo apuração do CNN Brasil, ele ainda pode recorrer à Justiça federal numa tentativa de suspender ou adiar a execução antes que ela ocorra.

Por que a execução é inédita em mais de 60 anos

O Exército dos Estados Unidos não executa um condenado desde 1961, quando um militar foi enforcado pelo estupro de uma menina de 11 anos. Hasan está detido desde a condenação no presídio disciplinar de Fort Leavenworth, no Kansas, onde hoje é um dos quatro presos no corredor da morte da Justiça militar americana.

Apoie o jornalismo independente
Leia o Painel Político por inteiro
Assine e tenha acesso ao arquivo completo e a tudo que publicamos. Você sustenta um jornalismo que não se dobra ao poder.
Assinar por R$ 19/mês
ou acompanhe de graça
São canais, não grupos: só o Painel publica, ninguém comenta, seu número fica oculto. Saia quando quiser.

A morte por fuzilamento passou a figurar entre os métodos permitidos para execuções de condenados por crimes federais mais graves depois que o governo Trump ampliou a lista de métodos disponíveis — ao lado da cadeira elétrica e da asfixia por gás —, diante das dificuldades crescentes para obter os medicamentos usados em injeções letais, cujo fornecimento tem enfrentado restrições internacionais e questionamentos judiciais nos últimos anos.

🔊 Versão em áudio disponível no topo do post.

💬 Comentários

Carregando comentários…

#painelpolitico #DonaldTrump #EUA #justica #violencia