Anticoncepcional masculino deve chegar ao mercado em 2018

Apesar de parecer uma realidade ainda distante, em poucos anos, os homens deverão ter à disposição um anticoncepcional masculino. O produto, que está em fase de testes, deverá chegar ao mercado em 2018.

Desenvolvido pela Fundação Parsemus, dos Estados Unidos, o Vasalgel será aplicado por meio de injeção nos vasos deferentes (que ficam nos testículos e carregam os espermatozoides até a ejaculação), bloqueando a passagem das células reprodutivas masculinas.

O produto não modifica a produção de hormônios masculinos. Para a reversão, é injetada outra substância que dilui a primeira, e, em algumas semanas, o homem fica apto para ter filhos novamente.

Pílula anticoncepcional completa 55 anos com avanços e poucos riscos à saúde

Em entrevista ao R7, a diretora da fundação, Linda Brent, explicou que o produto não influencia na ejaculação e no orgasmo.

— A substância bloqueia e filtra o esperma, permitindo que o sêmen seja liberado normalmente. A ejaculação continua da mesma maneira, mas sem esperma.

Até agora, os testes realizados em coelhos mostraram que o produto é eficaz, conforme explica Linda.

— A infertilidade permaneceu por pelo menos um ano. Logo depois, iniciamos o procedimento de reversão.

Segundo Linda, a expectativa da Parsemus é iniciar os testes em humanos a partir de 2016, mas, para isso, é preciso ter a aprovação do órgão de controle de saúde americano, FDA (Food and Drug Administration).

Em relação ao tempo de duração do produto, a diretora explica que ainda não é possível ter essa resposta. Nos coelhos testados, o efeito permaneceu por um ano até ser interrompido pelos pesquisadores.

— Estudos com produtos similares na Índia demonstraram que o efeito chegou a durar dez anos. Nós ainda teremos que fazer diversos testes para podermos dizer por quanto tempo o homem ficará prevenido com Vasalgel.

Na opinião do urologista Marcello Cocuzza, membro do Departamento de reprodução Humana da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), a novidade pode ser revolucionária em relação à prevenção masculina.

— Sem dúvida seria algo revolucionário, mas é preciso muitos testes. Facilitaria muito o processo anticoncepcional masculino. Mas em humanos é muito complicado, porque cada pessoa é diferente.

Poucas opções para homens

Por haver poucas opções contraceptivas para o homem, o urologista diz acreditar que a novidade pode ser bem recebida pelo público. Hoje, quando o quesito é prevenção para eles, há somente duas opções: a camisinha e a vasectomia.

— São poucas opções, porque o homem não pode tomar remédios de efeito hormonal como a pílula. O uso dessas substâncias nos homens tem influência nos níveis de testosterona, e pode ser irreversível. Quando toma anticoncepcional, o sistema hormonal masculino fica bloqueado, ele entra em atrofia, o que não acontece com a mulher. O testículo tem atrofia testicular crônica.

Para o médico, a principal vantagem do novo anticoncepcional seria a facilidade da reversão, já que é menos agressivo que a vasectomia.

— A vasectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na interrupção dos ductos deferentes. Embora seja reversível, exige um procedimento cirúrgico delicado. É uma microcirurgia. O Vasalgel é um método contraceptivo utilizado para os homens que consiste na obstrução, semelhante a vasectomia, porém, que proporciona a reversão com maior facilidade. Vejo com um método teoricamente mais simples, para a redução a curto prazo. Se ele funcionar, pode ser muito benéfico.

O especialista também explica que o produto pode também ter um processo de recuperação mais simples que o da vasectomia.

— Eu não acho que esse novo contraceptivo tem que ser pensado como uma substituição da camisinha, mas sim como alternativa à vasectomia, para homens que já possuem uma família.

Preço

Até o momento, a Fundação Parsemus não tem estimativa de quanto custará esse produto, diz a diretora Linda Brendt.

— Nossa ideia é deixar o anticoncepcional a preço de custo, já que as grandes empresas da indústria farmacêutica não tiveram interesse em patrocinar o nosso estudo.

Brendt afirma que a falta de interesse está associada à falta de lucratividade. Segundo ela, é mais vantajoso para a indústria vender pílulas para mulheres, que deve ser tomada diariamente, do que fazer um produto que pode durar por alguns anos.

Pesando 18 quilos, atriz com anorexia busca ajuda para tratamento

Ex-atriz americana desenvolveu anorexia nervosa e apenas um hospital nos Estados Unidos consegue ajudá-la

Uma ex-atriz americana passou por uma depressão e desenvolveu anorexia. Do peso normal que ela tinha antes, hoje restam apenas 18kg, distribuídos em 1,70 de altura. Com essas informações é possível calcular que ela tem um IMC equivalente a 6,23. O normal, para sua altura, seria de 18,5 a 24,99.

Com 37 anos, Rachael Farrokh está à beira da morte e pediu ajuda para seu tratamento, já que muitos hospitais se recusaram a atendê-la. Ela busca arrecadar US$ 100 mil para o tratamento. Até o momento, foram doados US$ 25 mil a mais do que o seu objetivo.

Rachael desenvolveu anorexia nervosa há mais de 10 anos. Por causa do baixo peso e da total ausência de massa muscular, a ex-atriz não consegue andar e respira com dificuldade. Seu marido, Ron Edmondson, precisou deixar o emprego para ajudá-la nas necessidades diárias.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Para Rachael se recuperar não basta voltar a comer normalmente. Ela precisa aumentar a ingestão calórica diária lentamente, cerca de 25 calorias por dia.

“O que as pessoas não entendem é que eu simplesmente não posso comer um cheeseburguer. Isso me mataria”, disse ela à rede de televisão americana CNN.

“Nós já começamos o tratamento e está indo tudo bem. Eu tenho dias bons e outros ruins, como qualquer pessoa. O que me mantém para cima e com forças para lutar é o amor e apoio, além da motivação, que recebo de todas as pessoas que me encontraram. Uma garota com bulimia me disse que buscou ajuda depois de conhecer a minha história”.

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O marido de Rachael disse que ela atingiu um ponto crítico ao chegar nesse peso. “Tem sido 10 anos de luta para nós. Ela teve de fazer múltiplas transfusões de sangue, teve trombose, edemas e já passou por falência cardíaca, do fígado e dos rins”.

Coluna – E Rondônia assiste a impunidade no Fantástico

“Terapia de ressocialização” com massagens e Mariri para assassinos e estupradores é no mínimo vergonhoso

Tragédia

Um policial militar matou a companheira e atirou na própria cabeça em seguida. O episódio aconteceu no final da manhã desta segunda-feira dentro do carro do PM, onde ele discutia com ela sobre uma possível reconciliação. Não foi um fato isolado, não foi uma tragédia ocasional. Esse roteiro se repete em todo o país, praticamente todos os dias. É chocante, é lamentável, mas é uma dura realidade. Por causa do descontrole, o casal deixa uma bebê orfã e aumenta as estatísticas de violência. O mais complicado é que foi cometido por um policial, uma pessoa paga pelo Estado para andar armada.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]O pior

Esse tipo de situação deveria, e poderia, ser evitado se a corporação fizesse acompanhamento psicológico de seu efetivo. Problemas todos nós temos, a forma como eles são conduzidos é que agrava algumas situações. Infelizmente ainda teremos que noticiar casos como esse. Triste, lamentável e cotidianamente real.

Registro

Faleceu no último domingo o professor Luiz Gouveia, mais conhecido como “Luizão”. Uma figura conhecida em Porto Velho e boa parte do Estado. Ele foi vítima de um infarto.

Revoltante

Essa é a única palavra capaz de descrever as imagens mostradas em uma reportagem da Rede Globo, exibida no último domingo sobre os “métodos alternativos de ressocialização” que foram adotados em Rondônia para criminosos condenados a regime fechado de cadeia. Massagens com óleos aromáticos, banhos de lama e chá de mariri fazem parte da rotina de assassinos, estuprados e pedófilos que deveriam estar quebrando pedra no sol ou capinando beira de rodovia. Um dos envolvidos na morte da estudante de jornalismo Naiara Karine, condenado a 24 anos de prisão, participa da colônia de férias.

A mãe

Da estudante, em entrevista feita à reportagem, fez um questionamento válido, porque o Estado não oferece o mesmo às famílias as vítimas? Onde está a equidade nessa ação de ressocialização? Quem garante que o preso, quando sair, não vai voltar a delinquir? E os pais de família que são mortos, cujas famílias são destroçadas com a tragédia que não encontram amparo em nenhuma ONG? Isso é justo Ministério Público? Isso é justiça Tribunal de Justiça? Isso é sensato senhores legisladores? Esse tipo de “terapia” é uma sem-vergonhice sem tamanho. O Brasil é um país que não pune seus criminosos, pune a sociedade, que assiste atônita o festival de corrupção e impunidade que reinam absolutos. Estou com vergonha e nojo ao mesmo tempo.

Fica olhando

As empresas que detém a concessão do serviço de transporte coletivo de Porto Velho não pagam ISS há anos, mas o sistema só guarda dos últimos 10, e nesse período o débito ultrapassa os R$ 25 milhões. Além disso, eles devem cerca de R$ 10 milhões em ações trabalhistas e não conseguem fazer a renovação da frota porque alegam que o preço das passagens é baixo e eles precisam pagar essas dívidas da justiça do trabalho.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Pois é

Você anda espremido em uma lata velha, caindo aos pedaços literalmente porque eles não pagaram as contas quando deviam. O Ministério Público do Trabalho apresentou denúncia contra as empresas e o sindicato delas, o SET, por uma série de irregularidades. O MPT também pediu o bloqueio dos bens móveis e imóveis, mas acredite, na defesa as empresas alegam que a justiça não poderia fazer esse bloqueio porque “elas não demitiram ninguém e ainda estão operando normalmente”. Claro que o juiz nem levou em consideração essa conversa e acatou o pedido. Com isso, a justiça garante que com o destrato feito pela prefeitura, as ações trabalhistas serão todas pagas.

Interessante

Que essas empresas estão atuando há pelo menos duas décadas mas nunca foram punidas. O ex-prefeito Roberto Sobrinho deixou que elas fizessem o que bem entendessem, a frota sempre foi um lixo, a população sofre horrores com esse descaso e as empresas colocam a culpa em todo mundo, mas não resolvem o problema. Honestamente, não sei quem é a empresa que ganhou o contrato temporário, mas tenho certeza que para entrar, ela deve ter apresentado uma frota bem melhor que a atual. Chega desse monopólio. E estava bom do Estado fazer o mesmo com o transporte interestadual e dar adeus a tal da Cascavel. É outra que já iria tarde.

Anotem esse nome

Élson Ribeiro e Pólvoa. Ele foi presidente do SINDUSCON de Brasília por dois mandatos e vive socado na representação de Rondônia na capital federal. Está sempre em reuniões com a representante Lizete Lionel e com outros “assessores” do governo. Nas próximas colunas vou explicar o que esse senhor tanto fez lá pela nossa representação nos últimos tempos.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Na Central de Polícia

No último dia 22, sexta-feira, ocorreu outro incidente na rede de energia elétrica. Os servidores ouviram um estouro na fiação e todos saíram correndo para o meio da rua. Há duas semanas um incêndio foi ocasionado em função de problemas na rede elétrica e mesmo com a recomendação do Corpo de Bombeiros para que fosse refeita toda a instalação elétrica (o que foi solenemente ignorado pela SESDEC), a energia foi religada. A Central funciona ao lado de um depósito de uma loja de tintas.

Traduzindo

É uma tragédia anunciada, mas providências só serão tomadas quando ocorrer uma tragédia. Por enquanto, o governo faz o que sempre fez, faz de conta que não é com ele.

Fora do ar

Os sites do governo do Estado ficaram todos fora do ar nesta segunda-feira. “Problemas técnicos”, disseram eles.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Uma em 4 células de pele tem mutações que podem levar a câncer

Cerca de um quarto das células da pele de pessoas de meia idade já deram os primeiros passos em direção ao câncer de pele, de acordo com um estudo publicado na revista Science. Análise de amostras de pele de pessoas com idades entre 55 e 73 anos descobriram mais de 100 mutações de DNA ligadas ao câncer em cada centímetro quadrado de pele. A equipe, do Sanger Institute, perto de Cambridge, na Inglaterra, disse que os resultados eram surpreendentes. Especialistas dizem que a prevenção é a melhor defesa contra danos provocados pelo sol. O câncer de pele é um dos tipos mais comuns da doença. Ao comentar a pesquisa, Bav Shergill, da Associação Britânica de Dermatologistas, disse que “apesar de o sistema imunológico do corpo poder ser muito eficiente em remover células que sofreram mutações, é importante lembrar que algumas células não são removidas e se transformam em câncer”. “Prevenção é a primeira linha de defesa; usar roupas protetoras, procurar sombra e escolher protetor solar com um fator de proteção (SPF, na sigla em inglês) de pelo menos 30 são boas práticas ao sol”, completa.

Cunhada diz que bebê estava no carro quando PM matou ex-mulher e se matou

O depoimento de uma tia de Andressa Gomes da Silva, 29 anos – morta na manhã desta segunda-feira pelo ex-marido, o policial militar André Ricardo Albuquerque, 32 anos – trouxe novos detalhes de como a tragédia aconteceu na Rua Maria de Lourdes, no Bairro Igarapé, [su_frame align=”right”] [/su_frame]Zona Leste de Porto Velho. Tudo estava tranquilo, o homem saiu logo cedo do trabalho e pegou o filho, que tem 11 meses, e o levou até um posto de saúde e retornou para a frente da casa.
A tia de Andressa contou que ela foi à casa e a porta aberta. Ela começou a desconfiar que algo estava errado. Foi até o carro, um Siena, de placas NBR-7122 e viu inicialmente André baleado na cabeça com uma arma na mão. A mulher correu para dentro da casa de novo, na busca de ajuda mas não encontrou ninguém. Voltou ao carro e ai viu a sobrinha, no banco de trás com o filho. Andressa também estava morta ao lado da criança.
O casal estava separado há cerca de seis meses, mas aparentemente mantinham uma boa convivência.

As informações são do Rondoniagora

Veja o local onde Naiara Karine foi encontrada

Após a reportagem do  Fantástico mostrando as mordomias que o condenado Marcos Chaves está recebendo no sistema prisional através do programa de ressocialização desenvolvido pela ACUDA, fomos até o local onde o corpo da estudante Naiara Karine foi encontrado, após ter sido estuprada, asfixiada e esfaqueada em um caso que até hoje não foi devidamente esclarecido. No local, uma cruz marca onde o corpo estava. É ermo, isolado e tomado pelo mato. Fica na zona urbana de Porto Velho.

A matéria do Fantastico levanta uma polêmica, até que ponto o crime nesse país é punido de fato? É justo com as famílias das vítimas esse tipo de programa de ressocialização?

Empresas de ônibus da capital devem mais de R$ 25 milhões de ISS

Ministério do Trabalho bloqueou bens das empresas para garantir pagamento de R$ 10 milhões em dívidas trabalhistas

Porto Velho — Que o transporte público de Porto Velho é vergonhoso, não é novidade alguma, mas por aqui, além das empresas não investirem em renovação e tecnologia da frota, elas também devem, juntas, mais de R$ 25 milhões em ISS ao município, já que não pagam impostos. A Transporte Coletivo Rio Madeira LTDA, por exemplo, não paga nenhuma conta com o município desde 2005, e o débito total atualmente é de R$ 12.615.269,49. A Três Marias Transportes também está na dívida ativa e está devendo atualmente R$ 13.695.790,93.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]O ISS (Imposto Sobre Serviços) é um imposto municipal, usado para investimentos na própria cidade, e qualquer prestador de serviços paga, menos as empresas que exploram o transporte público na capital.

O Ministério Público do Trabalho denunciou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Porto Velho, além das empresas Transporte Coletivo Rio Madeira e a Três Marias Transporte pela falta de condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho, doença ocupacional ou profissional, assédio moral, além da falta de recolhimento de FGTS e INSS dos trabalhadores. Uma decisão da justiça do trabalho de março deste ano, determinou o bloqueio e a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis de propriedade das empresas e do Sindicato, para quitarem ações trabalhistas que somam mais de R$ 10 milhões.

Manobra

As empresas alegaram em juízo que não podem fazer melhorias na frota devido aos débitos trabalhistas, que certamente eles não teriam caso pagassem suas contas, o que não é o caso. Eles alegaram ainda que no caso da insolvência das mesmas, os trabalhadores ficariam desempregados e não receberiam seus direitos. Eles alegaram ainda que a justiça não poderia bloquear seus bens uma vez que não ocorreram demissões e elas ainda encontram-se em atividade. Essa manobra jurídica, na verdade, busca apenas protelar uma situação que se arrasta há anos. As empresas não pagam seus débitos, que vão aumentando a cada dia, e eles sacrificam a população alegando que não podem investir pela falta de recursos. Ocorre que em média, as empresas faturam cerca de R$ 7 milhões por mês, e já estão há pelo menos duas décadas atuando na praça, se não pagaram foi porque não quiseram.

Frota velha

No Brasil, a frota de transporte urbano é relativamente nova, apenas Rondônia e Roraima possuem serviços ruins. A prefeitura conseguiu cancelar o contrato com as empresas alegando uma série de irregularidades e compromissos que não foram cumpridos, entre eles a renovação da frota. Os ônibus que circulam em Porto Velho são verdadeiras sucatas, carros velhos. Para se ter uma idéia, alguns são de 2004, rodam com pneus carecas, os elevadores para portadores de necessidades especiais não funcionam, um total desrespeito aos cidadãos. Um dos argumentos usados pelas empresas é que a cidade está esburacada, talvez tivesse menos buracos, se eles recolhessem os impostos devidamente.

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Painel dos ônibus que circulam em Porto Velho
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Painel dos ônibus que circulam em Porto Velho
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Esse tipo de cadeira de fibra é proibida, ela coloca em risco a segurança e a vida dos passageiros
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Coletivos transitam com vidros quebrados
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ônibus de transporte coletivo da capital

Suspeito de estupro é preso em RO, após mãe notar hematoma em criança

Um homem de 25 anos foi preso na noite deste domingo (24), suspeito de estuprar uma menina de 11 anos, no bairro Nacional, Zona Norte de Porto Velho. Um hematoma no seio esquerdo da criança fez com que a mãe desconfiasse do crime.

Segundo o boletim de ocorrência, questionada pela mãe, a menina respondeu  que o machucado tinha sido causado por um vizinho, que mora na mesma vila de apartamentos onde as duas vivem. A criança contou que o suspeito a agarrou à força, na tarde de domingo, e a levou para o apartamento dele.

Na residência, o homem teria beijado a vítima, acariciado os seios e feito carícias nas partes íntimas da menina, por cima da calça jeans. A criança relatou que empurrou o suspeito quando ele tentou desabotoar a calça dela. O homem soltou a menina quando ouviu o barulho do carro da mãe da criança chegando. A vítima correu para casa, onde contou os fatos para a mãe, que acionou a Polícia Militar.

O suspeito foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil e pode responder pelo crime de estupro a vulnerável.

Após discussão, PM atira na esposa e se mata dentro do carro

O policial militar identificado André Ricardo Albuquerque de Novaes (32) cometeu suicídio na manhã desta segunda-feira (25), [su_frame align=”right”] [/su_frame]dentro de seu automóvel modelo Siena, após matar sua ex- mulher Andressa Gomes da Silva (29), durante uma discussão. A tragédia ocorreu na Rua Maria de Lourdes, bairro Igarapé, região leste de Porto Velho.

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Após atirar na mulher, o PM atirou contra a própria cabeça. Casal deixa um bebê

Segundo informações policiais o militar foi até a casa da vítima e chamou a mesma para uma conversa, sobre uma possível volta da relação amorosa, que ambos tinham terminado há cerca de 30 dias. Albuquerque efetuou um único disparo contra a mulher, que morreu na hora e em seguida atirou contra sua cabeça. Informações de testemunhas dão conta que Albuquerque era lotado no 5º BPM.

Presos tomam chá alicinógeno em projeto social polêmico em Rondônia

Uma folha misturada a um cipó, em uma noite de lua nova. É assim que se prepara um chá alucinógeno, descoberto pelos índios, e usado até hoje em rituais religiosos: o Daime.

Em Rondônia, no Norte do Brasil, uma instituição de ajuda a presidiários começou a oferecer o Daime a presos do regime fechado. E também massagens, banhos de lama, meditação. Esta experiência radical, e polêmica, é o tema da reportagem especial do Fantástico.

Eles são presos, mas não estão presos. Frequentam uma instituição de ajuda a condenados. Trabalham com ferramentas potencialmente perigosas. Passam o dia e alguns até dormem na instituição. Para esses, à noite, não existem guardas, só câmeras. A chave fica com eles mesmos. “A única forma de vigilância é através da nossa própria consciência “, afirma um detento.

Em Porto Velho, a capital de Rondônia, em um bairro onde existem nada menos que oito presídios. Nele fica também uma organização não-governamental chamada Acuda, uma ONG que há 15 anos oferece terapias alternativas para presos do regime fechado: assassinos, traficantes, estupradores, pedófilos. Um trabalho tão fora do comum que chamou a atenção até de um dos jornais mais importantes do mundo, o New York Times.

 

“Muitos perguntam assim: por que vocês não fizeram com idosos? Com idosos já tem muito. Por que não fizeram com criança? Porque já tem bastante gente fazendo com criança. E por que com detentos? Porque com detentos ninguém quer fazer”, afirma o diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.

As práticas da Acuda juntam elementos do espiritismo, da filosofia hippie e da chamada cultura da Nova Era. “Nós acreditamos na recuperação de todo mundo”, conta diretor-geral da ONG Acuda.

Quem passa o dia no local são cerca de 100 presos, os 13 que moram na Acuda, mais os outros que vêm de três cadeias da região e voltam no final da tarde. Para começar, meditação, ao som da Sinfonia Heroica, de Beethoven. Depois, massagem ayurvédica, uma modalidade indiana feita com óleos. Um preso aplica no outro, e depois recebe.

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E mais: a terapia do cone chinês, para purificar os ouvidos e as vias respiratórias. Também o Reiki, que os praticantes acreditam ser uma cura pelas mãos. E, no fim do dia. De todas as terapias alternativas que acontecem, a mais alternativa é o banho de lama. A ideia é que as coisas ruins saiam pelos poros.

Durante o dia, os agentes montam guarda do lado de fora da ONG, porque presos muito perigosos participam das atividades, como Marco Antônio Chaves. Em março do ano passado, ele foi condenado a 24 anos pelo estupro e morte da estudante de jornalismo Naiara Karine, em 2013. Foi um caso de enorme repercussão em Rondônia.

Ele frequenta a ONG há oito meses. Fez o pedido para direção da cadeia, que o recomendou aos coordenadores da Acuda. “Todo mundo tem direito a uma segunda chance”, diz Marco Antônio Chaves.

O Fantástico procurou Dona Linara, a mãe da vítima.

Fantástico: O que a senhora acha disso?

Linara da Costa Freitas, mãe de Naiara: Eu acho ridículo. Acho que isso não está certo. Até hoje ninguém veio nos dizer: vocês querem um apoio, vocês tão precisando de um psicólogo? Alguma coisa assim, nesse sentido. E ele, um ano de condenação já tem esses benefícios aí. Não acho certo isso.

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Marco e os outros presos, que vão e voltam da cadeia, participam de todas as atividades, menos uma. Uma iniciativa mais recente, que incluiu entre as terapias um chá alucinógeno: o Daime. Todos os presos que moram na Acuda mais alguns do regime semiaberto passaram a tomar a bebida. Para quê? “Eles têm conseguido observar o mal que se fizeram, que fizeram em suas vítimas e que provocaram na sociedade”, explica o diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.

As alucinações do Daime são causadas por uma substância de uma folha, a chacrona. O Fantástico acompanhou a preparação do chá no sítio no interior de Rondônia feita por um grupo independente da ONG. A planta é colhida com reverência e muito cuidado. As folhas são colocadas em um caldeirão. Mas elas, sozinhas, não funcionam. Como explica o cientista da USP.

Fantástico: Tem uma substancia que está na folha. Se você tomar diretamente.

Jaime Hallak: Ela não vai fazer efeito.

A nossa digestão destrói muito rapidamente o componente ativo da folha. Por isso, para mistura funcionar, é preciso mais um ingrediente. “Você precisa do cipó para poder absorver. Por isso que eles fazem esse chá”, explica o psiquiatra Jaime Hallak.

O cipó é conhecido por Mariri ou Jagube. Depois de retirado da floresta, é lavado, cortado em tiras e posto para ferver com água e as folhas da chacrona.

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A preparação acontece quatro vezes por ano. Sempre na Lua nova, sempre durante a noite. “Isso existe há milhares de anos. Os índios que perceberam isso. Você não sabe exatamente como começou”, conta Jaime Hallak.

Na língua dos índios da Cordilheira dos Andes, o Daime é chamado de ayahuasca, o cipó dos espíritos. “Ela tem uma ação que dura cerca de 40 a 50 minutos. O quadro alucinatório. Depois vem uma sensação de bem estar, um sentimento de tranquilidade, de que as coisas fazem sentido, muito bom”, afirma Jaime Hallak.

O chá aumenta a atividade em regiões muito específicas do cérebro, os pontos vermelhos que você vê no vídeo. “São áreas relacionadas à depressão. O sujeito que está com isso funcionando pouco, ele tem pouca iniciativa”, explica Jaime Hallak.

O grupo da USP faz estudos, ainda iniciais, sobre o uso da ayahuasca como antidepressivo. E uma nova pesquisa, junto com a Federal do Rio Grande do Norte, avalia efeitos também contra a ansiedade. “Todos aqueles que não melhoravam com o antidepressivo anteriormente, passaram a melhorar”, conta Jaime Hallak.

Muito longe dos laboratórios, mas também em busca de paz interior, os presidiários de Rondônia se preparam para viajar. O grupo vai até um sítio onde a ayahuasca, já preparada, espera por eles. Fica em Ji-Paraná, a 360 quilômetros de Porto Velho.

Em uma manhã de sábado, vão os 13 condenados que são do regime fechado, mas moram na ONG Acuda. Outros presos se unem ao grupo. Eles não moram dentro da instituição. Estão presos em regime semiaberto, mas também vão tomar o chá. Eles saem em vários carros. Eles vão sem nenhum tipo de escolta. Só os presos, a psicóloga e os diretores da ONG.

Para participar da viagem só com autorização do juiz corregedor dos presídios. Ele tem fama de linha dura, mas apoia a iniciativa. “Nós somos tão carentes de métodos de ressocialização, que a gente tem que correr esse risco”, afirma Renato Bonifácio de Melo Dias, juiz corregedor dos presídios.

Nos dois anos em que o juiz está no cargo, houve uma fuga no grupo que toma Daime, e o homem foi recapturado no dia seguinte. “Só que pessoas que estão sob grades, que estão dentro de muros, dentro de cadeias, fogem muito mais do que aquelas pessoas que estavam sem essa vigilância”, afirma o juiz.05

Depois de quase cinco horas de viagem, o grupo de presos finalmente chega à chácara Divina Luz. Falta pouco para começar a cerimônia do Daime. Alzimar é um dos participantes.

Fantástico: Sua pena total de quanto tempo é, Alzimar?

Alzimar Dantas Coelho, presidiário: Minha pena total é 34 anos.

Fantástico: Quantas pessoas você matou?

Alzimar: Dois, um duplo homicídio.

Foi por uma dívida de R$ 50. As duas vítimas eram menores de idade. “São vidas, né? Duas vidas que eu tirei. Me sinto muito culpado por isso e pretendo não fazer mais isso”, conta Alzimar.

Alzimar e os outros condenados têm as portas abertas na chácara do Daime, segundo o dirigente da religião.

“Eu parto do princípio do cristianismo universalista em que Jesus aceitou os gentios e ele veio para os criminosos. Então, se eu sou cristão e digo que sou cristão, eu tenho que exercer essa tarefa. Apenado é para mim uma condição temporária. Ele é apenado hoje e amanhã pode ser livre”, afirma Edílson Fernandes da Silva, dirigente da religião.

Na área coberta, cerca de 150 pessoas. Entre elas médicos, autoridades do judiciário, policiais, boa parte da elite de Ji-Paraná. Todo mundo de branco como é regra no Daime. No meio disso, os presos. Todos vão tomar o chá alucinógeno, que no Brasil é legal, se usado em rituais religiosos.

Um momento chave da cerimônia é quando o dirigente da religião faz a distribuição do Daime para as pessoas. E entre os que estão na fila, está o pessoal que está preso. As orações são repetidas como mantras. Só a equipe do Fantástico não tomou a ayahuasca. Todos os outros estão em transe.

Algumas cadeiras ficam vazias porque as pessoas saem para vomitar, um efeito colateral comum do Daime. São horas e horas de orações, cânticos e mais orações.

Os cânticos e as orações vão se sucedendo, o tempo vai passando, e o Daime faz cada vez mais efeito e nota-se que a maioria das pessoas está de olhos fechados. Elas dizem que dessa maneira, de olhos fechados, as alucinações ficam mais intensas.

Depois, uma segunda dose do chá. Mais um longo período de cânticos. Uma terceira dose. E, finalmente, a dança, quando a religião do Daime encontra a umbanda. A festa vara a madrugada.

Fantástico: Alzimar, falamos com você antes e agora está acabando, quase cinco horas depois. Como é que foi hoje para você?

Alzimar: Foi bom. Foi bom.

Fim da experiência. Já é manhã de domingo. Os presos se preparam para voltar, em um clima de leveza e tranquilidade. Mas para algumas famílias de vítimas, eles não deveriam ter esse direito.

Dona Lucimar e Dona Clélia são as mães dos jovens assassinados por um dos presos, o Alzimar. “Eu acho errado, porque ele era para estar no fechado, no fechado mesmo. Porque, olha, ele não matou dois cachorros, não. Duas pessoas de menor. Na maior crueldade do mundo”, afirma Lucimar Alvez de Carvalho, mãe de vítima.

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“Ele tinha que pagar pelo que ele fez. Isso nunca que eu vou concordar. Não acho certo, não. Leva boa vida. Quer dizer, aqueles que morreu, foi, mas agora ele que está vivo fica aí na vida boa”, diz Clélia Maria dos Santos, mãe de uma das vítimas.

“A gente já sabe que muitos vão nos bater: vocês estão passando a mão na cabeça de bandido. Por que vocês não cuidam das vítimas? Não estamos aqui para fazer apologia ao crime. Não estamos aqui para defender criminosos. Querendo ou não essas pessoas vão voltar para sociedade. E aí a grande pergunta é: nós queremos que elas voltem como?”, questiona diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.

O comboio sem escolta toma o rumo de volta a Porto Velho. No dia seguinte, logo cedo, meditação. Vai começar tudo de novo.

 

 

Saiba Mais sobre a decisão do poder de investigação do MP

Nesta semana, o quadro Saiba Mais, do canal do Supremo Tribunal Federal (STF) no YouTube, tem como tema o poder de investigação do Ministério Público (MP) em ações penais. Em entrevista produzida pela TV Justiça, o subprocurador-geral da República Mário Bonságlia explica quais os critérios fixados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para esse tema e se a decisão vale para todos os processos que discutem a questão.

O subprocurador-geral da República esclarece ainda quais as garantias dos investigados e se as apurações do MP devem seguir as regras do inquérito policial e estão sujeitas ao controle jurisdicional.