Coluna – Rondônia nunca é a mesma após os meses de agosto

No mês do “cachorro louco” é quando as coisas acontecem por aqui. Quer ver?

9 anos atrás

Há exatos 9 anos Rondônia era abalada com a notícia da maior operação policial que se tinha notícia no país, a chamada Operação Dominó, que no dia 4 de agosto de 2006 prendeu altas autoridades do Estado e colocou 23 dos 24 deputados estaduais sob investigação. A ação, inédita por sua grandeza, parecia tão insólita que era difícil de digerir. No âmbito do legislativo não existia precedentes para punir a maioria dos parlamentares e como aqui é Brasil, eles próprios se inocentaram.

A operação

Deu início a uma série de outras, seguindo os mesmos moldes por todo o país. Ao longo desses 9 anos, a Polícia Federal e os Ministérios Públicos estaduais e federal aprenderam com os erros. A Dominó fez um barulho enorme, o problema é que quase uma década se passou e a vida seguiu normalmente para os principais acusados. Até hoje ninguém foi condenado definitivamente. Mas soube hoje que antes de fechar a década, vai ter gente cumprindo sentença. E sem ter mais onde recorrer.

A coisa foi tão séria

Que na época, o então ministro da Justiça, Márcio Thomás Bastos chegou a ser provocado para que fosse feita uma intervenção da União no Estado. Ele descartou a possibilidade no dia 7 de agosto, “não será necessário”, disse ele. Eu discordei na época, e ainda discordo.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Acabou

O Ministério Público de Rondônia praticamente extinguiu o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) não se sabe por quais motivos. A equipe foi a responsável por grandes operações em Rondônia, incluindo a Termópilas, Ludus e Platéias.

Falando em investigação

A Polícia Civil havia aberto inquérito para apurar responsabilidades sobre um incêndio ocorrido em 5 de agosto de 2012 na colônia penal Ênio Pinheiro, onde sete presos morreram carbonizados. Existia a suspeita de que o fogo começou em virtude de um curto-circuito na rede elétrica. As famílias das vítimas cobram uma solução, mas sequer o inquérito da Polícia Civil foi concluído. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados chegou a aprovar requerimento do então deputado federal Padre Ton (PT-RO) para realização de diligência no presídio Enio Pinheiro,em razão de incêndio. Mas, como tudo nesse país acaba em pizza, não resultou em nada o tal requerimento. A única certeza, por enquanto, é que 7 presos morreram queimados.

Outra

Investigação que esfriou mais que o inverno na Sibéria foi sobre o Caso Naiara, o assassinato da jovem que foi violentada, asfixiada e esfaqueada por um grupo de homens em uma manhã ensolarada de janeiro de 2013 em Porto Velho. Alguns estão presos e juram inocência e outros estão até tomando chá de Mariri e ganhando massagens relaxantes como “terapia experimental”. A família da vítima deu o pinote de Rondônia e cobra justiça até hoje.

LIBERTA

Grave bem esse nome. Falaremos sobre ele nos próximos dias.

Sabe o DER?

Pois é, continua tudo igual por lá. Na Supel também.

Ratazanas

Um vídeo postado em redes sociais nesta terça-feira mostra um bando de ratos, isso mesmo um bando, circulando alegremente pelo hospital João Paulo II, em Porto Velho. A cena, no mínimo bizarra, é uma síntese das condições que se encontra a saúde de Rondônia. Os ratos não se intimidaram com as pessoas que estavam filmando, sinal que já estão acostumados com o convívio.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Bom lembrar

Que em janeiro de 2011 o governo da enganação cooperação chegou a montar um hospital de campanha em frente ao João Paulo II, alegando “estado de calamidade na saúde”. Pelo que eu me lembre nessa época não haviam ratos passeando pelo hospital, apesar de também não estar nenhuma maravilha. Mas agora a coisa chegou a um ponto, que, se de fato as imagens tiverem sido feitas dentro do hospital, tem que mandar prender de cima a baixo os responsáveis por tal aberração.

No Acre

Hildebrando Pascoal, o “deputado da moto-serra” foi posto em liberdade condicional nesta terça-feira. Pascoal foi deputado federal pelo Acre, onde era coronel da Polícia Militar. Diz a lenda (e hoje acredito naquela de quem conta um conto aumenta um ponto) que ele “tocava o terror” por lá, chegando a matar seus desafetos com uma moto-serra. Que ele era truculento e ameaçador não é invenção. Tempos atrás, conversando com o advogado rondoniense Oscar Luchesi (que defendeu Hildebrando logo que ele foi preso), ele disse a seguinte  frase, “Hildebrando só foi condenado porque o PT tinha interesse direto em seu fim. E porque ele é feio pra diabo, se não, teria sido absolvido da maioria das acusações”.

Em Ariquemes

Para quem não sabe ou não lembra, o hoje governador Confúcio Moura só ganhou as eleições para prefeito em Ariquemes em 2004 porque teve uma ajuda enorme do PT. Na época, a turma da estrelinha conseguiu mexer os pauzinhos e manter preso, por 100 dias, sem acusação formal, o então candidato Ernandes Amorim (ele foi preso, advinha? isso mesmo, em agosto). Não que Amorim seja santo, mas que ele ia ganhar aquela eleição, ia. Perdeu porque estava preso e até hoje não foi feita nenhuma acusação formal sobre aquele episódio. Pois é amiguinhos, às vezes a Polícia Federal também é usada como instrumento político. E na maioria das vezes nem sabe disso.

Lá vem

Agosto pega fogo. Poeira, fumaça e calor. Péssima época para o sujeito ficar preso em Rondônia. Como eu disse na última coluna, segura a onda, que ela vem aí e vem pesada. Não creio que vá sobrar muita coisa depois disso. Eu aviso uns dias antes para vocês programarem o despertador. Só posso adiantar o seguinte, durmam como o José Dirceu, preparado, acordando sempre às 5 da manhã, toma um banho, se veste e espera. Eles sempre chegam às 6. Vai ser um terremoto de escala 9.

Taí

Se eu fosse fazer uma operação policial chamaria ela de “Escala 9”, em função dos estragos causados por terremotos dessa classificação. Abala todas as estruturas, e como diria Roberto Jefferson, em depoimento na CPI do Mensalão exatamente no dia 4 de agosto de 2005,  “provoca os instintos mais primitivos”. Vamos ver.

Tentando barrar

O governo está se mexendo para tentar acabar com a CPI da Evasão Fiscal regimentalmente. A idéia é “matar no ovo”. Vamos acompanhar as manobras.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Pesquisa relaciona consumo de pimenta a baixo risco de morte

Uma equipe internacional coordenada por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Médicas examinou a associação entre o consumo diário de alimentos apimentados e o risco de morte a partir de um estudo feito entre 2004 e 2008, com 487.375 participantes com idades entre 30 e 79 anos. Pesquisas anteriores já sugeriam benefícios na ingestão de capsaicina, rica em antioxidantes e com propriedades para o combater obesidade, inflamações e até o câncer. Todos os voluntários responderam a um questionário sobre saúde e alimentação. Participantes com histórico de câncer, doenças cardíacas e derrame foram excluídos do estudo, e fatores como idade, estado civil, nível de escolaridade e atividades físicas também foram levados em conta. No acompanhamento feito por sete anos e dois meses após o estudo houve 20.224 mortes. Comparados com os participantes que comiam alimentos apimentados menos de uma vez por semana, os que comiam uma ou duas vezes por semana apresentaram redução de 10% no risco de morte, e nos que incluíam pimenta na dieta de três a cinco e de seis a sete vezes por semana, o risco diminuía em 14%. A associação foi a mesma para homens e mulheres, e mais forte naqueles que não consumiam álcool. Pimenta chilli fresca e seca — rica em capsaicina, vitamina C e outros nutrientes — foi a mais usada entre os que relataram maior consumo na pesquisa.

Artigo: “A sede e a justiça”, por Andrey Cavalcante

A absurda 'boa fé' do juiz - Por Andrey Cavalcante

O Brasil ainda é uma República frágil e uma democracia cambaleante.

Os elevados números da corrupção em todas as esferas do poder público brasileiro não nos deixam enganar acerca dos nossos problemas.

Melhoramos muito como Nação e como Estado, desde a reabertura democrática.

Mudanças estruturais profundas nos levaram do arcaísmo do poder personalíssimo dos governantes militares a um elevado nível de institucionalização dos poderes dirigentes.

O aperfeiçoamento dos processos eleitorais de massa e o ingresso nas carreiras públicas mediante concurso foram, aos poucos, conferindo legitimidade ao exercício do poder. O fortalecimento da sociedade civil e da imprensa também nos permitiram avançar na fiscalização do poder e na tomada de contas daqueles que governam.

Em vários sentidos, nos distanciamos de muitos povos que ainda estagiam na barbárie de uma ditadura, declarada ou velada, ou mesmo daqueles que ainda acreditam que a salvação popular depende de uma família de governantes, de um clã de privilegiados, de um plano traçado pela consciência de um iluminado da vez.

O resgate da força econômica do país e a redução das desigualdades sociais das últimas décadas completaram essa grande mudança de estágio sociopolítico – inegável e admirável, sob muitos aspectos.

Mas, todo otimismo precisa conviver com doses altas de realismo.

A cultura política brasileira ainda é forjada por estranha simbiose entre interesse público e privado.

O poder público existe para tornar melhor a vida das pessoas. Mas, no Brasil da menoridade política, o interesse particular teima em prevalecer sobre o interesse coletivo na gestão da res publica.

Indivíduos e grupos insistem em se aproximar do poder para colonizar o público, com a finalidade de servir aos seus interesses particulares.

Corrupção há por toda parte. Mas, o modo como prolifera nas práticas menores do cotidiano, bem como em escalas gigantescas faz do Brasil um país quase único.

Por isso, não há como não festejar todo passo dado na direção de se punir, exemplarmente, os criminosos que se esbaldam na colonização do espaço público, fazendo de seus quintais o destino final dos bens e recursos que deveriam servir a todos.

A população, cansada de tanta falta de vergonha e descaramento, clama por uma reação. A sede de justiça é grande!

Mas é exatamente nesse ponto em que damos sinais de que nossa menoridade política grassa também em nossa macrovisão de um verdadeiro Estado de direito.

Não é possível matar a sede de justiça sem justiça.

Não é possível depurar a nossa carência de justiça abrindo mão dos princípios e mecanismos da justiça que moldam as nossas maiores expectativas.

Precisamos investigar, processar, julgar e punir os culpados. Mas não podemos fugir, um passo sequer, dos parâmetros estabelecidos pelos direitos básicos que são a garantia de que nosso furor não irá despencar na irracionalidade e no desgoverno de nossas ações.

Ou alguém acredita que seja possível realizar a justiça abrindo mão de ser justo?

É muito difícil conviver com a ideia de que devemos conceder tolerância aos intolerantes, direitos a quem não reconheceu em suas vítimas direito algum, defesa a quem, como a raposa diante do galinheiro, assaltou na surdina a despensa de toda uma população carente.

Mas o poder público não pode se assemelhar aos ladrões, aos assaltantes, aos assassinos que busca punir.

Por esse motivo a Ordem dos Advogados do Brasil, sendo a maior representação da sociedade civil no sistema brasileiro de justiça, não negocia direitos fundamentais. Sua preocupação não é a de preservar a integridade do malfeito, não é apoiar esse ou aquele grupo político, não é a de comungar a lealdade ou o companheirismo oriundo de um estatuto político de qualquer espécie.

A OAB atua como fiscal de um pacto social pela justiça democrática que deverá servir de modelo para a construção de um estado melhor, sem corrupção, mas que não abra mão do devido processo, do mais amplo direito de defesa possível, da dignidade humana, do livre exercício das prerrogativas do advogado, do promotor de justiça, do magistrado.

Saudamos o momento que pode ser histórico com o fim da impunidade dos grandes corruptores da coisa pública. Mas vigiamos para que o lugar do povo não seja tomado por quem se julgue acima dele.

Em cada pequeno e distante rincão do país um cidadão comum sofre para ver seus direitos levados a sério. Aqui e acolá, a corrupção do dia a dia cansa suas pernas, fadiga seu coração, derrama o suor de seu rosto, mata suas esperanças. Esse quadro é inaceitável!

Mas, em cada um desses pequenos rincões também há um agente público sério, um magistrado determinado, um promotor ou um defensor público aguerrido, um advogado combatente e independente lutando contra essa longa e triste cultura de corrupção que mancha nossa dignidade cívica. O que precisamos compreender é que essa luta por justiça somente será vencida com mais justiça, nunca com a falta dela.

Edson Martins apoia trabalho do Cernic de Cacoal

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O Deputado Estadual Edson Martins (PMDB, primeiro Vice-Presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, visitou o Centro de Reabilitação Neurológica Infantil de Cacoal – CERNIC. Edson Martins atendeu ao convite dos diretores da instituição e estava da equipe da Associação de Pais e Amigos do CENE de Porto Velho que também foram conhecer a estrutura e o conteúdo pedagógico da instituição que é referente do setor.

Edson Martins conheceu as salas de oficinas onde os alunos do Cernic aprendem a confeccionar peças e artigos de artesanato, graças ao trabalho desenvolvido pela direção do centro especializado juntamente com o corpo docente formado por técnicos e especialistas em educação.

Na oportunidade o deputado Edson Martins visitou outros setor da escola especializado e parabenizou os professores pelo trabalho desenvolvido. “Esse trabalho diferenciado de atenção aos alunos especiais, deve ser copiado por outras instituições e até mesmo prefeituras. Aqui vejo iniciativas extremamente técnicas e importantes para o aprendizado de nossas crianças”, destacou.

Encantando com a estrutura e dedicação de pais e professores, Edson Martins se reuniu com diretores e colaboradores e se comprometeu em trabalhar em busca de recursos para implantação de um laboratório de informática para o Cernic.

Uma equipe formada por pais e representantes da Associação de Pais e Amigos do Centro de Ensino Especial (CENE) de Porto Velho acompanharam Edson Martins durante a visita em Cacoal. Eles destacaram que o parlamentar vem apoiando o Cene da capital, onde recentemente recebeu um laboratório de informática.

Também participaram a visita Amarildo Verdan, liderança de Cacoal, a professora Nazira diretora do Cernic, professor Severino Bertino Coordenador Regional de Educação de Cacoal, Laura Dantas Coordenadora de Educação Especial do Cene, Ana Paula representante da Seduc, Jhonatan de França do PMDB de Ji-Paraná, além de lideranças e assessores.

Assessoria.

Dirceu chega à carceragem da PF em Curitiba sob grito de ‘ladrão’ e foguetes

MPF faz nova denúncia contra José Dirceu na Operação Lava Jato

Preso na nova fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro José Dirceu chegou por volta das 17h30 desta terça-feira (4) na sede da Polícia Federal em Curitiba, sede das investigações, sob gritos e foguetes. Cerca de 50 pessoas, abraçadas a bandeiras do Brasil e com buzinas, apitos e faixas elogiando a Justiça e a Polícia Federal, aguardavam o ex-ministro em frente à sede da PF. Gritavam “ladrão” e “vagabundo”.

Uma delas soltou fogos quando Dirceu chegou ao local, escoltado por policiais e dentro de uma viatura. “José Dirceu ladrão, o seu lugar é na prisão”, gritou outro. “Polícia Federal, orgulho nacional”, afirmava outro grupo. O ex-ministro entrou direto no prédio na PF, sem aparecer para o batalhão de jornalistas que o aguardava. Ele aterrissou na cidade em um avião da PF, vindo de Brasília, pouco depois das 16h40.

O voo durou cerca de 2 horas e 20 minutos. Entre os manifestantes, havia integrantes de movimentos organizados, como o Acorda Brasil, o Movimento Brasil Livre e o Direita Curitiba. Outros diziam ter ido sozinhos. “É o primeiro dos grandes. Se o povo não vier apoiar, pode acabar em pizza”, disse a psicóloga Liliana Padilha, 53, que estava desde as 15h na PF com o marido, o engenheiro aposentado Carlos Padilha, 58. “É o cabeça do esquema.

Que maravilha ele estar preso”, elogiava a dona de casa Rosane Sachet, 61, abraçada a uma bandeira do Brasil. Até mesmo os servidores da PF saíram do prédio ou se posicionaram nas janelas para acompanhar a chegada do ex-ministro. Dirceu cumpria prisão domiciliar desde novembro em Brasília pela condenação no escândalo do mensalão.

Sua transferência a Curitiba foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele irá permanecer detido na carceragem da PF, no bairro Santa Cândida, a oito quilômetros do centro da cidade. No local, já estão outros 14 presos da Lava Jato, como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, além dos outros sete detidos na última fase da Lava Jato, deflagrada nesta segunda (3).

Na carceragem da PF, a comida é servida três vezes por dia, com talheres de plástico. Os presos têm direito a uma hora de sol diariamente, e precisam limpar a própria cela. Às quartas-feiras, eles recebem visitas de familiares e amigos. Conversam por cerca de meia hora em um parlatório, por meio de um telefone, separados por um vidro. ‘PIXULECO’ O petista foi preso nesta segunda (3), na casa onde mora, em Brasília, durante a 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. Ele foi apontado pelo Ministério Público Federal como um dos responsáveis pela criação do esquema de corrupção na Petrobras. “Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele”, disse o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pelas investigações.

Os procuradores da Lava Jato apontam Dirceu como responsável pela indicação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que foi responsável pela negociação de contratos de obras da Petrobras de 2003 a 2012 e é acusado de cobrar propina dos fornecedores da estatal. O procurador Lima afirmou que o esquema de corrupção na Petrobras reproduziu características do mensalão, porque parte do dinheiro abasteceu políticos do PT e de outros partidos governistas.

“O DNA é o mesmo: compra de apoio partidário”, disse. Para ele, o esquema foi “sistematizado” no governo Lula. Questionado se o ex-presidente também seria investigado, Lima disse que “nenhuma pessoa no regime republicano está isenta de ser investigada”. José Dirceu é preso MAL ESTAR Nesta segunda, Dirceu chegou ao prédio da PF queixando-se de mal estar e solicitou a presença de um médico de sua confiança.

Segundo o delegado da Polícia Federal, Luciano Lima, foi constatado que o ex-ministro -que já esperava que fosse preso estava com pressão alta. Ele foi medicado e passa bem. O delegado relatou ainda que Dirceu comeu a mesma marmita que os demais presos, porém, sem sal, em virtude de sua condição de saúde. No final da tarde desta segunda, o petista recebeu a visita de sua companheira, Simone Patrícia Tristão Pereira. Ela levou roupas e roupas de cama para Dirceu.

Como foi examinado na superintendência, o ex-ministro não precisou fazer exame corpo de delito. ‘PRISÃO POLÍTICA’ O advogado do ex-ministro José Dirceu, Roberto Podval, afirmou nesta segunda que os pagamentos recebidos pela empresa de seu cliente referem-se todos a serviços prestados. A prisão de Dirceu não tinha “justificativa jurídica”, segundo o defensor, que a classificou como “política”. Disse ainda que Dirceu se tornou um “bode expiatório” da Operação Lava Jato. “A justificativa colocada me parece mais uma justificativa política”, declarou Podval. Questionado, explicou que o juiz federal Sergio Moro reagiu “a uma pressão popular” ao decretar a prisão.

Governo de Rondônia apoiará Bolívia em testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais

Rondônia estenderá ao Departamento do Beni [Amazônia Boliviana] ações das unidades do Serviço Ambulatorial Especializado, destinadas aos testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C.

O secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, definirá com o Ministério da Saúde recursos e a extensão às ações de fronteira, informou nesta terça-feira (4) o coordenador do Núcleo Estadual de Doenças Sexuais Transmissíveis na Agência Estadual de Vigilância em Saúde [Agevisa], biomédico Natanael Costa Arruda.

Na semana passada, ele se reuniu em Guayaramerín com a Equipe Farmoterapêutica do Ministério da Saúde. “É admirável a força de vontade dos profissionais de saúde bolivianos, mas eles ainda são dependentes de insumos”, disse Arruda.

As próximas reuniões com a equipe do país vizinho ocorrerão nos dias 29 e 30.

Da população mundial, 2 bilhões de pessoas têm hepatites B [destes, 90% têm cura]. Entre 25% e 40% desenvolvem insuficiência hepática ou cirrose, ou seja, de 350 a 400 milhões adquirem hepatite crônica, informou a enfermeira do Núcleo Estadual de DST, Cleidineia Amaral.

Segundo ela, dentro de um mês o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical [Cepem] da Secretaria Estadual de Saúde [Sesau] concluirá o levantamento de prontuários de pacientes, que incluem pessoas transplantadas de rim ou fígado, cujos dados não constam no Sistema de Notificação de Agravo [Sinan]. Apenas 50% desses pacientes são conhecidos.

O Cepem não notifica, cabendo à atenção básica [unidades de pronto atendimento] providenciar diagnósticos. “Por exemplo, não havia preocupação com a hepatite B oculta, mas o ministério já determinou investigação e o estado vai inserir protocolo de diretrizes terapêuticas para a vigilância”, adiantou.

COBERTURA TOTAL

Presente em 206 hospitais e maternidades em 52 municípios de Rondônia, os testes rápidos de Aids, sífilis, e hepatites virais mobilizam até quarta-feira (5) mais um grupo de profissionais de saúde. Eles também estarão aptos a assinar laudos, entregando o resultado ao usuário em menos de uma hora. Desde 2011, essa capacitação se tornou rotineira na Agevisa. O curso atual, ministrado 13 a 15 vezes por ano, é o 59º. Em 2014 a Sesau totalizou 429 mil testes. Gestantes têm prioridade na primeira consulta durante o exame pré-natal. “Quanto antes ele for feito, é melhor: se positivo, evita-se a transmissão vertical, abortos, natimortos e sequelas. Sífilis, por exemplo, provoca baixo peso do recém-nascido”, explicou Arruda.

Mensalmente, ou quando há emergência, um caminhão refrigerado entrega material [preservativos masculino, feminino e gel lubrificante] e insumos nas regionais de saúde de Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente medicamentos ao paciente soropositivo recém-diagnosticado. Segundo Arruda, dessa maneira o portador mantém a carga viral suprimida, evitando que transmita o vírus a alguém e que venha a óbito.

PALESTRAS

Participam de palestras e aulas práticas os departamentos de Vigilância e do Controle de Infecções Hospitalares do Hospital de Base Ary Pinheiro; Unimed, Hospitais Samaritano, Regina Pacis, Cosme e Damião, Prontocordis e Guarnição (Exército Brasileiro); e Distrito Sanitário Indígena em Rondônia .

Farmacêuticos, psicólogos, enfermeiros e odontólogos recebem orientações a respeito do encaminhamento de pacientes, perfil epidemiológico [em Rondônia, no país e no mundo] manejo e manifestações clínicas.

O biomédico destaca o papel das parcerias importantes, entre as quais, a Base Aérea de Porto Velho, que a cada seis meses recebem aproximadamente 200 homens; e do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. O Hospital de Câncer Barretinho iniciou a capacitação em julho.

Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste está caindo aos pedaços

Coletes vencidos, armas com defeito, contingente reduzido, excesso de presos e até falta de papel higiênico

A Secretaria de Estado de Justiça de Rondônia – SEJUS/RO – pouco, ou melhor dizendo, muito pouco está fazendo para, ao menos, amenizar a caótica situação em que se encontra a Casa de Detenção do município de Ouro Preto do Oeste, que foi apelidada de “bomba relógio” pelos moradores que residem em seu entorno e até mesmo pelos próprios agentes penitenciários.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]A situação, de acordo com os poucos servidores que estão lotados naquela unidade prisional, é precária, insalubre e desumana, sendo estes mesmo servidores obrigados a trabalhar com coletes a prova de bala vencidos e tirar plantões com apenas quatro agentes, quando o mínimo deveria ser de pelo menos 10. Como se já não bastasse, quatro das sete armas (espingardas) que são utilizadas para dispararem balas de borrachas estão danificadas há meses.

Nos plantões, principalmente fora do expediente, os quatro agentes têm a difícil missão de cuidar de aproximadamente 160 detentos, quando o local, de acordo com funcionários, deveria conter apenas 110 presos, estando, portanto, com 50 acima do limite.

Outro grande problema para a administração daquela Casa são os detentos do regime semiaberto, já que o local é inadequado, e se agrava mais ainda devido os mesmos estarem muito próximos dos encarcerados que cumprem regime fechado. É comum o registro de apreensão de aparelhos celulares e drogas que são jogados por pessoas do lado de fora e escondidos por alguns dos reclusos do semiaberto que, posteriormente, os jogam para dentro das celas.

Quanto à estrutura do prédio, é considerada caótica, com infiltrações e parte elétrica em péssimas condições, além de não possuir o Projeto de Proteção Contra Incêndio e Pânico – PPCIP, exigido pelo Corpo de Bombeiros, como também não cumprir exigências da Vigilância Sanitária do município.

Há meses a Secretaria de Estado de Justiça de Rondônia não disponibiliza sequer papel higiênico à Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste, sendo os agentes obrigados a comprar com o próprio dinheiro e os parentes dos detentos a levar para seus presos. Além disso, também falta material de expediente.

Sem respostas

Entramos em contato com a Assessoria de Imprensa da SEJUS através de telefone por diversas vezes. Em um desses atendimentos nos foi solicitado que enviássemos um e-mail contendo todas as perguntas. No dia 29 de abril enviamos os questionamentos e posteriormente ligamos, e eles confirmaram o recebimento. Dias após, efetuamos um novo contato, onde nos foi informado que as perguntas já haviam sido entregues aos departamentos responsáveis. No entanto, até o fechamento desta matéria não fomos contatados pela assessoria da SEJUS.

As informações são da GazetaCentral

Ex-coronel Hildebrando Pascoal ganha liberdade condicional no Acre

Ele já cumpriu dois terços da pena a que foi condenado por crimes hediondos e a fração de um terço nas condenações por delitos de menor potencial ofensivo

A juíza Luana Campos, da Vara de Execuções Penais, concedeu na manhã desta terça-feira (4) a liberdade condicional ao ex-coronel da Polícia Militar, Hildebrando Pascoal. A progressão de regime estava sendo aguardadada pela família do ex-deputado desde a sexta-feira (31).

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Hildebrando aguarda apenas o cumprimento de um trâmite previsto em lei para deixar a carceragem do Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro e seguir para sua residência, no Bairro Aviário, onde a ex-mulher, dona Rosângela Gondim, os três filhos e os quatro netos o esperam.

O diretor da unidade precisa assinar o alvará de soltura perante um oficial de justiça. O ex-coronel fará o percurso até a sua casa no carro de sua advogada, sem algemas e sem escolta policial.

Hildebrando Pascoal poderá passar o dia e a noite com a família por 21 dias durante o ano. Ou seja, não será obrigado a voltar ao presídio em períodos intercalados de sete dias até o mês de dezembro. O próprio preso poderá escolher quais dias ele pretende ficar em casa, de acordo com decisão da Justiça.

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Hildebrando estava preso desde 1997

A soltura de Hildebrando Pascoal está assegurada na Lei de Execuções Penais. Ele já cumpriu dois terços da pena a que foi condenado por crimes hediondos e a fração de um terço nas condenações por delitos de menor potencial ofensivo. O bom comportamento dele nos anos em que ficou sob custódia pesou na decisão. Além disso, não há registro de que o ex-deputado tenha se envolvido em confusão com outros detentos. O parecer do Ministério Público, que sugeriu exames criminológicos como condição para a progressão de regime foi desconsiderado.

“Ele está com a saúde muito fragilizada”, comentou a advogada Fátima Pascoal, cunhada de Hildebrando. A advogada entrou com um pedido de prisão domiciliar, o que daria direito a Hildebrando permanecer em sua residência tempo integral. No entanto, este benefício ainda depende da avaliação no estado clínico do ex-coronel, por uma junta médica.

As informações são do site http://www.contilnetnoticias.com.br/

Video postado na internet mostra ratos dentro do Pronto Socorro JP II

Imagens passaram a  circular no Facebook nesta terça-feira

Um vídeo com 52 segundos mostra a atual situação em que se encontra a saúde pública em Rondônia. Ratos passeiam livremente dentro de um local que supostamente seria o [su_frame align=”right”] [/su_frame]maior e único pronto socorro de Rondônia, o João Paulo II que é administrado pelo governo do Estado. As imagens são nojentas e mostra que os ratos já estão acostumados a circular livremente pelo local, uma vez que eles nem se assustam.

O governador cassado Confúcio Moura, logo nos primeiros dias de seu primeiro mandato, decretou “estado de calamidade” pública na saúde, alugou um hospital de campanha superfaturado e chegou a chamar o Jornal Nacional, da Rede Globo para mostrar o que ele chamou de “descaso na saúde”, promovido, segundo ele, por seu antecessor Ivo Cassol. Mas na época ratos não circulavam pelo local.

Veja o vídeo postado no perfil de Willian, o Homem do Tempo

 

Homem é preso transportando cerca de 100 quilos de maconha

Cleison S.S. de 32 anos foi preso em flagrante no início da tarde da terça-feira (04) na BR-364, em Candeias do Jamari pela PRF com cerca de 100 quilos de maconha que estava sendo transportado dentro de uma geladeira em cima de uma picape.

Segundo informações, ao ser abordado o acusado tentou fugir, foi seguido e preso.

Cleison informou para os agentes federais que pegou a droga na cidade de Ariquemes e tinha como destino Porto Velho, porém não soube explicar para quem entregaria o material ilícito.