Edson Martins garante recursos para recapeamento de ruas em Presidente Médici

O Deputado Estadual Edson Martins (PMDB), 1º Vice-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia recebeu nessa terça-feira (24) em seu gabinete, o vereador Zezinho do Estrela do município de Presidente Médici.

Zezinho do Estrela relatou ao deputado as atividades que vêm desenvolvendo principalmente na zona rural e nos distritos de Presidente Médici. O vereador aproveitou a oportunidade e solicitou o apoio de Edson Martins para aquisição de uma ambulância para atender a população no distrito de Estrela de Rondônia.

Edson Martins se comprometeu a analisar o pedido do parlamentar para atender o distrito do município.

O deputado aproveitou o encontro para transmitir uma excelente notícia para a população da Presidente Médici. Edson Martins garantiu recursos para recapeamento das ruas e avenidas nos bairros do município. O recurso foi garantido graças a emenda parlamentar individual do deputado Edson Martins no valor de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais).

Edson Martins explicou que os recursos foram solicitados pelos vereadores da bancada do PMDB no município Zezinho do Estrela, Sargento Rubi e Gilmar Moura.

Coluna – SEDAM silencia sobre rompimento na barragem de Apertadinho; secretário vai para Paris

Acidente causado por falhas grotescas no projeto destruíram mais de 1300 hectares de floresta, poluiu região e segue sem punição. Procurada, SEDAM silenciou

Estupidez

Já vi muita idiotice na minha vida, mas essa de propagar a idéia “não vamos eleger ninguém” foi a mais tosca dos últimos tempos. Algum sem noção resolveu acreditar que todos devem votar em branco ou simplesmente se abster nas eleições…então tá…acabou Jéssica?

Demorou

O governador Confúcio Moura após muitas idas e vindas finalmente enxergou a luz e decidiu exonerar o coronel bombeiro que comandava o DER, cujo maior feito foi criar a “Coordenadoria de Operações Aéreas” em um órgão que não tem nem uma asa delta. Provavelmente Lioberto Caetano deve assumir algum cargo na estrutura governista e vai cair no ostracismo, tal qual aconteceu com Míriam Spreáfico, Ricardo Sá, Basílio Leandro de Oliveira e outros. De qualquer forma, está fora!

Assume

Ezequiel Neiva, que foi deputado estadual entre 2007 e 2010 e não conseguiu se reeleger, apesar de ter tido votação expressiva nas eleições subsequentes. Por causa disso, conseguiu ser indicado para adjunto da Casa Civil, que é a mesma coisa que nada. Agora terá uma grande chance em sua vida, que pode lhe render uma carreira bem sucedida, ou o fundo do poço de uma vez por todas. O DER é uma pasta importante do governo e é só não se deixar levar pelas vaidades ou pelo papo furado de alguns deputados que a coisa vai funcionar. Mas em primeiro lugar ele deve pensar em prol da população do Estado que só quer uma coisa, estradas boas para trafegar. O resto é consequência. Então, vamos observar primeiro a composição de sua equipe. Melhor começar mandando logo o pelotão de bombeiros de volta para o quartel. Dizem que o DER tem mais bombeiro que Ji-Paraná.

Mariana é aqui!

Há 7 anos o rompimento de uma barragem da hidrelétrica de Apertadinho, em Vilhena, destruiu uma área de 1.324 hectares e até hoje ninguém foi punido. A SEDAM foi procurada pela reportagem da Folha de São Paulo na semana passada para falar sobre o assunto e ver quais as providências foram tomadas. Sabe o que eles responderam, governador? Nada. Na época, foi aplicada uma multa conjunta entre IBAMA e SEDAM de R$ 100 milhões, que até hoje não foi paga. Vistoria técnica feita à época indica que o acidente destruiu mata nativa e fauna em áreas de preservação permanentes, causou assoreamento e deposição de detritos no rio e erosão do solo, entre outros estragos. O acidente deu início a uma série de idas e vindas de decisões judiciais e a uma disputa que chegou até ao Congresso. Mas ninguém foi responsabilizado definitivamente pelos danos ambientais. E a obra segue parada. Dona do empreendimento, a concessionária Cebel (Centrais Elétricas Belém), representada pelo operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, culpa as construtoras Schahin Engenharia e EIT pelos prejuízos. As empresas negam e afirmam que o acidente foi causado por falha no projeto, que não era de sua responsabilidade. Em 2009, o Ministério Público abriu uma ação civil pública contra a Schahin e a EIT, para que elas fossem obrigadas a recompor vegetação, solo e rio num prazo de cinco anos. O processo está parado, porque as empresas questionam a isenção do perito responsável pelo laudo que embasou a ação.

[su_frame align=”right”]//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js // [/su_frame]Sabe o que isso mostra?

Que o caso de Mariana possivelmente vai ter o mesmo desfecho. Vai rodar, vão apontar o dedo uns para os outros. Vão ser aplicadas multas, mas daqui a pouco é natal, ano novo e carnaval. Sabe quem se lascou? As famílias que perderam tudo. E o meio ambiente. Quer ler a reportagem da Folha sobre o caso? CLIQUE AQUI!

Enquanto isso

Vilson de Salles Machado, secretário da SEDAM vai viajar para Paris para acompanhar a conferência do Clima, que acontece entre os dias 2 e 11 de dezembro, para fazer companhia ao fiscal de postura da prefeitura de Porto Velho, Robson Damasceno Silva Júnior, que está cedido para o Estado e paga de “técnico”. O governador está cometendo um erro absurdo ao enviar Robson nesta viagem. Ele não é servidor do Estado e a SEDAM tem gente qualificada, como Valdir Harmatiuk, servidor de carreira e esse sim, especialista no assunto. Mas ele foi rifado. Não é amigo do peito…

Interessante

Que a prefeitura de Porto Velho não tem fiscais. O quadro está defasado, mas mesmo assim o fiscal Robson foi “gentilmente cedido” ao governo do Estado. Confúcio, aproveita que eles vão estar viajando e já exonera logo. Mas antes, é bom lembrar que a SEDAM deve celebrar um instrumento de acordo para fim de garantir o retorno do investimento feito (a viagem). Ou seja o servidor deve se comprometer a apresentar relatório circunstanciado de sua participação no evento, além da obrigação de reproduzir os conhecimentos no âmbitos da SEDAM. Do contrário, deverá ressarcir os valores das passagens e diárias. Ademais, deve existir um processo administrativo no qual deve ser destacada a motivação da despesa, a pertinência com os atributos do servidor e da oportunidade e conveniência da SEDAM. Em suma, deve restar comprovado o interesse público!

Para você saber

A SEDAM tem uma coordenadoria de educação ambiental. Lá tem um Grupo Operacional Transitório (GOT) também conhecido como “grupo de trabalho”. O grupo é composto por um coordenador (CDS 11), quatro sub-coordenadores (CDS 10), equipe técnica de 11 membros (CDS 9), apoio de 2 membros (CDS 8). Só que dessa turma toda aí, cerca de cinco apenas vão trabalhar todos os dias. Tem gente que não aparece há quatro meses.

Mas isso

O governador parece ignorar. Enquanto ele reclama dos comissionados, cuja ilustração utilizada por ele próprio foi uma mulher mamando na teta de uma vaca, a turma vai empurrando “portariado” para todo o lado. Abre o olho Confúcio, estão te fazendo de marido traído…Mas aqui a gente conta o chifre.

Adivinha quem é?

Ele tem cinco delatores acusando-o de corrupção; Tem a Procuradoria Geral da República em seu encalço pedindo mais de 100 anos de prisão; tem quatro contas na Suíça não declaradas; responde a cinco inquéritos no STF, e usa o cargo para obstruir a ação penal e continua solto?

Tudo parado

Além da SEDAM, que não funciona como deveria, nós aqui em Porto Velho estamos com outros problemas criados pelo governo do Estado. A reforma do ginásio Cláudio Coutinho é um deles. Se arrasta há meses e não avança. Também temos as obras no Estádio Aluízio Ferreira, fechado há anos e também emperrado. O Parque dos Tanques virou uma coisa que ninguém sabe direito para que serve. O governo acabou com a Expovel e agora patina, tentando coisa ou outra, e claro, não poderíamos esquecer do Espaço Alternativo, obra que rendeu até cadeia, mas também não é concluída.

Também temos

Problemas relacionados à prefeitura. No último domingo estava andando pela cidade e me deparei com dois conjuntos habitacionais populares que estão ocupados, mas estão longe de estarem com suas obras concluídas. Um deles fica na Avenida José Vieira Caúla e virou uma favela verticalizada, cuja energia elétrica é clandestina, assim como a água. O local é precário e é um absurdo que tenham pessoas vivendo naquelas condições. Realmente a coisa está sem controle.

 

Deu ruim

O pecuarista e empresário José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente Lula acordou com a Polícia Federal na porta de seu apartamento em Brasília nesta terça-feira. Foi preso na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava-Jato e deixou os petistas com as barbas de molho, literalmente. Bumlai sabe demais e vinha repetindo há tempos que não aguenta cadeia nem pressão, “entrego todo mundo antes de pousar em Curitiba”, dizia. Ele foi acusado pelo lobista Fernando Baiano como intermediário em contratos envolvendo a Petrobrás e segundo a PF, usava a amizade com Lula para vender favores. Vai feder…

Reflexo da pesquisa

Dia desses publicamos que a Eletrobrás Distribuição Rondônia havia ganho um “prêmio índice de satisfação da ANEEL”, após uma “pesquisa” feita pela agência com consumidores que estavam satisfeitíssimos com o trabalho da empresa. Não é brincadeira, CLICA AQUI para ver. A Eletrobrás deve ter acreditado nessa palhaçada e em parceria com a generosa ANEEL vai brindar os consumidores rondonienses com um singelo reajuste de 13,4% nas contas de energia a partir do dia 30 deste mês. Se você estava pensando em decorar sua árvore de natal com muitas luzes, apague essa idéia…seu bolso agradece.

Horror

Um homem-bomba se explodiu na frente do ônibus com os seguranças do presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi. Vítimas contabilizadas até o momento: 12 mortos e 17 feridos. Ninguém ainda reivindicou o atentado, mas é muito provável que tenha sido o Estado Islâmico, responsável por dois atentados no país, só neste ano: o que matou 21 turistas num museu, em março, e outros 38 num balneário, em junho. No Egito subiu para seis o número de vítimas em decorrência do atentado em um hotel em El-Arish, no norte da Península do Sinai, mesma região em que um avião russo foi derrubado. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque. Entre os mortos estão dois juízes, três policiais e um civil. Ao menos 12 pessoas ficaram feridas.

Clínica Mais Saúde informa – Religião e espiritualidade previnem doenças mentais

Religião e espiritualidade têm implicações significativas na prevalência, no diagnóstico, tratamento e até na prevenção de doenças mentais. É o que diz a Associação Mundial de Psiquiatria (WPA, na sigla em inglês). De acordo com um documento assinado pela WPA, nas últimas décadas houve uma crescente conscientização sobre a relevância da espiritualidade e da religião no que se refere a problemas de saúde mental. Os mais de 3.000 estudos analisados sobre o assunto indicam que a religião e a espiritualidade impactam na qualidade de vida e na sociabilidade, o que ajuda no combate ao stress causado por perdas, à depressão, na prevenção do suicídio e na recuperação de suicidas. Por outro lado, a falta da espiritualidade ou uma visão distorcida dela pode piorar quadros depressivos e aumentar o risco de transtornos mentais e abuso de substâncias ilícitas. Os recursos espirituais e religiosos avaliados nos estudos variaram — crer ou não em Deus ou em um poder superior, participar de programas de meditação e de perdão espiritual.

Comissão de Educação aprova texto que regulamenta o Revalida, exame para médicos estrangeiros

Senado tem últimas votações antes de impeachment e eleições

Médicos estrangeiros em atuação no Brasil podem ser obrigados por lei a passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por universidades estrangeiras (Revalida). É o que estabelece o projeto de lei do Senado (PLS) 138/2012, que regulamenta o Revalida e foi aprovado nesta terça-feira (24) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O texto, que reforça o que já é estabelecido por meio de portaria do governo, inclui o Conselho Federal de Medicina como colaborador do governo na realização do exame.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Do ex-senador Paulo Davim, o texto foi aprovado em caráter terminativo e teve relatório favorável do senador Otto Alencar (PSD-BA), que incluiu emenda para determinar que o Ministério da Educação realize o Revalida no primeiro trimestre de cada ano, caso haja necessidade, por provocação de interessados.

Ele observou que o projeto não se diferencia muito da portaria vigente, destacando que o PLS 138/2012 teria um nível menor de detalhamento. A diferença mais significativa é a inclusão do Conselho Federal de Medicina (CFM) como um colaborador do governo na realização do exame.

Otto Alencar lembrou que o CFM apoia o Revalida, que combina questões de múltipla escolha, prova discursiva e prática. Esta última avalia habilidades clínicas em simulações de situações reais de atendimento. Ele destacou que a Matriz de Correspondência Curricular, que orienta o Revalida, abrange habilidades nas cinco grandes áreas do exercício profissional: a cirurgia; a medicina de família; a pediatria; a ginecologia-obstetrícia e a clínica médica.

Ônibus articulados podem ser lorota de Nazif

Agradecimentos

Por dever de ofício tenho que agradecer aos leitores advogados que acolheram o pedido na coluna passada de votar na chapa 10, liderada por Andrey Cavalcanti. Foi uma vitória da OAB-RO retumbante. Agora, mãos à obra!

Tetas

Repercutiu nos meios políticos a forma direta e dura pela qual o governador Confúcio Moura (PMDB) utilizou para desabafar sobre a pressão sofrida com pedidos de nomeações em cargos comissionados. Embora a forma não tenha sido a mais adequada para quem se reelegeu com uma mobilização enorme desses servidores, o que o governador escreveu é a mais pura verdade.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Pressão

A regra nos executivos estaduais, municipais e legislativos sempre foi nomeação desses cargos de confiança por indicação (pressão) política sem as referências meritórias. Esta mazela por aqui vem desde o descobrimento quando Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil, teria pedido um emprego para o genro ao rei de Portugal, Dom Manuel, em 1º de maio de 1500. Apesar de o nepotismo sofrer contrição legal, a forma do pedido de nomeações continua a mesma. Haja pressão.

Desejo

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, está propenso a deixar o PP para migrar ao ninho do PSDB. É uma mudança que exigirá muitos ajustes para quem possui a ambição de disputar o Governo de Rondônia. Aliás, todos que sentam na cadeira de presidente do Legislativo são picados por este desejo, apenas um logrou êxito. Ainda assim encerrou a carreira.

Lorota

Um empresário do ramo do transporte anunciou a aquisição de ônibus articulados, com estrutura moderna para melhorar a rede de transportes coletivos da capital. O curioso é que o prefeito, interessado nos dividendos políticos da melhoria, ficou quieto sobre esses ônibus. Espero que esta suposta melhora não seja mais uma lorota da administração Mauro Nazif. A ver!

Multa

O setor de maior eficiência na administração municipal de Porto Velho é o de multa. Em menos de uma semana conseguiram instalar com eficiência um redutor de velocidade na Avenida Imigrantes, perto da rotatória inacabada que dá acesso à Avenida Lauro Sodré. Nos principais sinais da cidade a prefeitura colocou três guardas (um contingente exagerado) para lavrar as multas e garantir uma boa arrecadação de final de ano à ‘viúva’.

Golpe baixo

Há uma disputa renhida nos bastidores entre vários grupos políticos com o Governo do Estado pela indicação do novo superintendente do Sebrae. Dois nomes carimbados impostos pelo governador foram rifados pelo órgão nacional e, um terceiro, que está limpando as gavetas no Palácio, começa a ser gestado. Mas há vetos. A disputa pelo SEBRAE promete desdobramentos futuros, pois o governo anda chutando abaixo da cintura os concorrentes.

Extorsão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou o reajuste anual médio na tarifa de energia elétrica aplicada em Rondônia de 13,41%. Esse reajuste é válido a partir de segunda-feira (30) e sua influência no valor das contas se dará de forma gradativa e proporcional aos dias de consumo a partir dessa data base. Na medida em que o governo federal aumenta a energia elétrica, aumenta também a indignação da população com a majoração das tarifas públicas e destroça o que ainda resta de aprovação da governante.

Futricas

O ex-senador e ex-ministro Jorge Bornhausen, fiel aliado quando FHC governava, está “P” da vida com o livro lançado pelo ex-presidente sobre as memórias de governo. É possível que Bornhausen tenha se identificado com algum episódio narrado no livro, visto que considerou uma obra de futricas e disse que o autor se “apequenou”. Quem leu a obra (este cabeça chata vai ler neste final de semana), gostou!

Incredulidade

Quem publicou mais um livro foi o médico José Odair Ferrari, lançado mês passado. A obra ficcional divaga entre a crença religiosa e a razão. Além de constar uma dose da incredulidade do menino do interior paulista de formação cristã que se esmera para esconder o medo da morte e ora todas as vezes que o paciente parte. O livro é uma boa provocação a crédulos e incrédulos. Recomendo.

OAB propõe a Confúcio Moura a desoneração tributária para implementar o PJe em RO

OAB/RO garante acesso a prontuários médicos mediante procuração simples

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO), Andrey Cavalcante, apresentou ao governador do estado, Confúcio Aires Moura, na tarde desta terça-feira (23), proposta que visa a implementação e efetiva operacionalização do Processo Judicial Eletrônico (PJe) por meio da redução da carga tributária dos equipamentos necessários a utilização do sistema.

A OAB/RO pede apoio ao Governo para apreciação e implementação de proposição legislativa (Poder Executivo) visando materializar a norma constitucional que garante a universalização do acesso jurisdicional pelo cidadão, com adoção de políticas públicas tributárias consistentes na desoneração fiscal sobre os insumos dos equipamentos indispensáveis ao exercício do múnus público da advocacia.

Andrey Cavalcante explicou ao governador que, após o CNJ instituir a obrigatoriedade do PJe como sistema de processamento de informações e prática de atos processuais, a classe advocatícia se viu obrigada a informatizar seus escritórios para poder cumprir com o preceito constitucional, adquirindo computadores, notebooks, scanners, softwares dos mais variados, pontos de internet, com custos exorbitantes, face a alta do dólar e a elevação dos tributos por parte dos governos Federal e Estadual.

“O alto custo destes equipamentos prejudica principalmente os novos advogados que ainda estão iniciando no mercado de trabalho, o que os impede de representar os jurisdicionados, já que não possuem condições para comprar os equipamentos”, enfatizou Andrey.

O conselheiro federal Elton Assis complementa que a adoção de uma política pública tributária consistente na desoneração fiscal estadual sobre os insumos destinados a implementação do PJe no âmbito de Rondônia, não só contribuiria para o pleno exercício da advocacia, mas também para a melhor prestação jurisdicional, tendo em vista que a utilização de equipamentos adequados acarretaria na celeridade dos trabalhos.

Já o conselheiro federal Elton Fülber, enfatizou que hoje o uso do sistema é essencial para os advogados e a isenção tributária contribuirá principalmente para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.

Após a implantação do Processo Judicial Eletrônico no estado, a OAB Rondônia fez um amplo investimento em tecnologia com a implantação de 13 salas de apoio aos advogados instaladas na capital e 20 salas instaladas em diversos municípios do estado, com uma moderna estrutura tecnológica, além dos cursos de capacitação para que os profissionais pudessem se familiarizar melhor com o sistema.

Confúcio enfatizou que o bom relacionamento para dividir com outros segmentos a competência de governar é importante para o crescimento do estado. O governador se comprometeu estudar a melhor forma de atender ao pedido.

Andrey Cavalcante aproveitou parabenizar a gestão do governador Confúcio e reafirmou que a Ordem dos Advogados continua integralmente a disposição do Executivo estadual para auxiliar em todas as grandes causas sociais que visam o fortalecimento da democracia e da legitimidade dos cidadãos quanto aos seus direitos constitucionais.

Lava Jato não descarta investigar Lula

Lula está reunido com deputados para discutir rumos do PT

A Polícia Federal e a força-tarefa da Lava Jato devem investigar se o governo do ex-presidente Lula beneficiou o pecuarista José Carlos Bumlai em contratos com a administração pública. Embora Lula não seja formalmente alvo de investigação, ele foi frequentemente citado pelo próprio Bumlai como a autoridade que poderia destravar impasses – desde a manutenção do ex-diretor Nestor Cerveró na Petrobras até a confirmação de um contrato de sondas pelo grupo Schahin. Por ora, a ofensiva dos investigadores deve se focar em empréstimos de instituições financeiras, como o BNDES, utilizados para o esquema de corrupção, mas a PF não descarta apurar se o Palácio do [su_frame align=”right”] [/su_frame]Planalto, sob a gestão Lula, interferiu em contratos operados por Bumlai.

Em sua delação premiada, o lobista Fernando Baiano disse que, na tentativa de emplacar um contrato entre a empresa OSX, do ex-bilionário Eike Batista, com a Sete Brasil, empresa gestada no governo Lula para construir as sondas de exploração do petróleo do pré-sal, o empresário José Carlos Bumlai foi acionado para interceder junto a Lula. Em troca, o pecuarista teria recebido comissão de 2 milhões de reais, que acabaram repassados a uma nora do ex-presidente para a quitação da dívida de um imóvel.

“Em relação ao ex-presidente Lula, são citações ainda sem qualquer conteúdo de prova efetiva. É muito comum que o nome seja usado sem autorização. Pode ser esse o caso, mas tem que apurar, ver se houve realmente alguma interferência do Palácio do Planalto nesses contratos”, defendeu hoje o delegado Igor Romário de Paula, que atua na Lava Jato.

Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, a força-tarefa da Lava Jato já está investigando “dezenas de milhões de reais” em contratos suspeitos, incluindo documentos envolvendo as empresas São Fernando Açúcar e Álcool e São Fernando Energia, administradas pelos filhos de José Carlos Bumlai, e do frigorífico Bertin. De acordo com depoimento do ex-presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, os petistas Delúbio Soares e José Dirceu, condenados no julgamento do mensalão, intercederam para que a instituição financeira liberasse um empréstimo de cerca de 12 milhões de reais a Bumlai. Esse empréstimo, dizem os investigadores, teria sido fraudado para dar ares de veracidade ao repasse de recursos que quitariam dívidas de campanha do ex-presidente Lula em 2002. Ao final, com o dinheiro na conta de Bumlai, os valores foram transferidos para contas do Frigorífico Bertin.

“Existem outros empréstimos de instituições financeiras que estão sob investigação e somam quantias de dezenas de milhões de reais. Há suspeita de outros empréstimos. Caso haja realmente esse vínculo [com esquema de corrupção na Petrobras], tomaremos as medidas cabíveis em relação aos investigados”, disse Mattos.

As informações são da Revista Veja

Ezequiel Neiva assume DER na próxima terça; não é grande coisa, mas deve ser melhor que Caetano

Está marcada para a próxima terça-feira, 1, a posse do novo diretor do DER de Rondônia, Ezequiel Neiva (PMDB), primeiro suplente do PMDB. Ele disse que ainda está tomando pé da situação no órgão e adiantou que em breve vai anunciar as primeiras medidas para viabilizar suas ações no órgão.

Policial militar por formação, Neiva foi deputado de 2007 a 2010, e disputou as duas últimas eleições tentando retornar à Assembléia. Em ambos, foi bem votado, mas acabou não conquistando o mandato por causa do coeficiente eleitoral. Este ano ele ocupou a pasta de adjunto da Casa Civil, mas deixou o cargo.

Neiva assume no lugar do coronel bombeiro Lioberto Caetano, que ficou nove meses à frente do DER e só conseguiu criar um Grupo de Operações Aéreas no órgão que cuida de estradas. O DER não tem aviões e não dá conta de cuidar dos aeroportos de sua responsabilidade, Ji-Paraná, Cacoal e Ariquemes.

Ezequiel Neiva não teve grande expressão como deputado estadual, talvez esse seja o motivo de não ter conseguido ser reeleito, mas a gente espera que ele não seja tão ruim ou pior que seu antecessor.

76 milhões de brasileiros já tem internet no smartphone

Telefonia celular registra queda de 1 milhão de linhas em setembro

O número de pessoas que usam o smartphone com acesso à internet no Brasil chegou a 76,1 milhões no terceiro trimestre de 2015. O ritmo de crescimento da posse de smartphones em 2015 foi de mais de 1 milhão de pessoas por mês, segundo a Nielsen IBOPE.

Total de pessoas que usam smartphone com internet – Brasil – 3º. trimestre de 2014 a 3º. trimestre de 2015, em milhões

Fonte: Mobile Report, Nielsen IBOPE

[su_frame align=”right”] [/su_frame]17% querem trocar o smartphone nos próximos três meses

De acordo com a pesquisa, 51% dos usuários de smartphones têm o aparelho há mais de um ano. E, dos 76,1 milhões que atualmente já usam a internet no smartphone, 5% querem trocar o aparelho dentro de um mês e 12% querem um novo entre um e três meses.

Intenção de troca do smartphone – Brasil – setembro de 2015

Você pretende trocar o seu smartphone?
Fonte: Mobile Report, Nielsen IBOPE

E que horas os brasileiros costumam usar mais o smarthphone? Segundo os dados da Nielsen, 63% do público tende a usar mais o aparelho durante a noite, das 20h às 22h. O horário do almoço (53%), 12 às 14, e do pós-trabalho (55%), também são bem requisitados.

Os horários de uso do smartphone com internet – Brasil – setembro de 2015

Em quais horários você usa a internet do smartphone?
Fonte: Mobile Report, Nielsen IBOPE

Acesso pelo computador domiciliar chega a 95,6 milhões de brasileiros

A presença de computador com internet na casa dos brasileiros cresceu 10 vezes nos últimos 15 anos. Em setembro de 2000, 9,8 milhões de pessoas moravam em residências com computador conectado. Em 2015, esse número chegou a 95,6 milhões.

Os maiores saltos ocorreram em 2004, quando os brasileiros começaram a usar mais os sites sociais e, em 2007, quando o acesso se popularizou com o aumento da renda.

Evolução do acesso à internet por computador em residências – Brasil – 2000 a 2015, com base no mês de setembro de cada ano

Depoimentos da Lava-Jato coincidem com narrativas de Marcos Valério

Embora Salim Schahin tenha dito à força-tarefa da Lava Jato que o empréstimo solicitado por José Carlos Bumlai era para o PT, sem citar Celso Daniel, sua narrativa dos fatos coincide com a de Marcos Valério.

Ele conta que, em meados de 2004, Bumlai foi levado ao banco por Sandro Tordin, um de seus executivos, com o pedido dos R$ 12 milhões. O pecuarista tomaria o empréstimo em nome do PT, pois havia uma “necessidade que precisava ser resolvida de maneira urgente”.

Se era uma dívida de campanha de dois anos antes, por que motivo sua quitação teria se tornado “urgente”. Seja como for, Schahin conta que autorizou o empréstimo para se aproximar “efetivamente do governo do PT”, abrindo a possibilidade de retorno em negócios e oportunidades futuras.

Houve uma segunda reunião, com a presença de Delúbio Soares, como narrou Valério em 2012. Nessa oportunidade, o então tesoureiro do PT reiterou a “urgência” do empréstimo, que deveria ser “concluído o quanto antes”. “Bumlai e Delúbio informaram que, como evidência adicional, a ‘Casa Civil procuraria um dos acionistas do banco e, dias depois, Salim recebeu um telefonema de José Dirceu. “A mensagem estava entendida”.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Como Bumlai não pagou nenhuma parcela do financiamento, Schahim pressionou o pecuarista que pediu novamente a intercessão de Delúbio. No primeiro semestre de 2005, Valério e Delúbio foram ao banco. “Delúbio explicou que Marcos Valério já estava ajudando o PT e que estaria disposto a nos ajudar na solução do problema”.

Leia os trechos da delação de Salim Schahin. É um tratado histórico da corrupção petista.

“Que, em meados de 2004, José Carlos Bumlai foi trazido ao Banco Schahin por Sandro Tordin um executivo do Banco na época, buscando tomar um financiamento de R$ 12 milhões de reais; que a primeira reunião foi realizada no prédio da Rua Vergueiro, nº 2009, em São Paulo, onde ficava a sede do Banco; que participaram do encontro Sandro Tordim, Carlos Eduardo Schahin, Milton Schahin e José Carlos Bumlai; que o declarante passou rapidamente por esta reunião e lhe foi relatado posteriormente que na ocasião foi apresentado um pedido de empréstimo, alegando-se, inclusive, que se tratava de um pedido do Partido dos Trabalhadores e ele, José Carlos Bumlai, tomaria o empréstimo em nome do Partido, pois havia uma necessidade do PT que precisava ser resolvida de maneira urgente;”

“Que após a reunião, o depoente ponderou que, apesar das duas preocupações que manifestou, deveria conceder o financiamento pois poderia ser útil aos interesses do Grupo, aproximando-o efetivamente ao Governo do PT e abrindo a possibilidade de retorno em negócios e oportunidades futuras; que, no entanto, o valor envolvido na operação era grande demais e o declarante não se sentia confortável para seguir adiante; que dias depois foi realizada uma nova reunião na sede do Banco Schahin, e igualmente participaram Sandro, Carlos Eduardo, Milton e José Carlos Bumlai e, como novidade, Bumlai veio acompanhado de Delúbio Soares; que a presença de Delubio Soares trouxe um pouco mais de conforto ao declarante, tendo em conta que ele, diferentemente de Bumlai, tinha relação direta com o PT; que o depoente passou brevemente pela reunião; que, nesse novo encontro insistiram na necessidade de urgência do empréstimo e foram detalhados os termos do financiamento pretendido; que nessa ocasião o próprio Delúbio Soares confirmou o interesse do Partido para que a operação fosse concluída o quanto antes; que José Carlos Bumlai e Delúbio Soares informaram que, como evidência adicional, a ‘Casa Civil’ procuraria um dos acionistas do Banco Schahin; que, dias depois, o depoente recebeu um telefonema de José Dirceu; que a conversa tratou de amenidades, não abordando a operação de José Carlos Bumlai, mas a mensagem estava entendida;”

“Que desde o primeiro mês já iniciou o inadimplemento, o que foi mantido por todo o período e este fato incomodava muito o declarante e os demais acionistas do Banco; que em função disso e para não gerar o vencimento antecipado da dívida, o empréstimo foi renovado por meio de aditivos em 01/03/2005 no valor de R$ 13.795.589,16, em 04/05/2005 no valor de R$ 14.618.895,69, em 27/07/2005 no valor de R$ 15.776.155,99; que apesar das insistentes cobranças, nenhuma das parcelas foi paga e, de forma a não incorrer em vencimento antecipado do débito, como acima mencionado, foram feitos sucessivos aditamentos ao financiamento, com a incorporação dos encargos devidos ao saldo devedor; que diante da não ocorrência das devidas amortizações do débito, ainda durante o primeiro semestre de 2005, antevendo que os Auditores, e posteriormente o Banco Central, passariam a questionar a qualidade da operação e a exigir provisionamentos, o setor de cobrança do Banco Schahin intensificou as pressões contra Bumlai para que efetivasse a quitação da dívida; que em decorrência disso, Bumlai teria pedido que Delúbio Soares procurasse o Banco Schahin. Assim, ainda durante o primeiro semestre de 2005, o depoente recebeu Delúbio Soares, que veio acompanhado de Marcos Valério e nessa ocasião, Delúbio explicou que Marcos Valério já estava ajudando o PT e que estaria disposto a nos ajudar na solução do problema, mas nenhuma solução foi dada, obtendo nas como resposta nessas oportunidades que o PT estava buscando uma solução para isso”.

As informações são de O Antagonista

Bumlai prometeu acionar o ‘Barba’ para fechar contrato

A revista Veja informa que em depoimento prestado depois de fechar acordo de delação premiada, o lobista Fernando Baiano narrou à força-tarefa da Lava Jato como o pecuarista José Carlos Bumlai se comprometeu a procurar o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli e o ex-presidente Lula para garantir um contrato para a Schahin.

Amigo íntimo de Lula, Bumlai utilizava-se de um apelido para se referir ao ex-presidente. “O depoente pressionou Bumlai para que ele acionasse os contatos dele, em especial Gabrielli e o presidente Lula”, diz trecho da delação de Baiano. “Bumlai respondeu que o depoente poderia ficar tranquilo, pois iria acionar Gabrielli e o ‘Barba’, que era como Bumlai se referia ao presidente Lula”, pressegue o documento.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]”Bumlai disse ao depoente que, assim que tivessem feitos os contatos, iria avisá-lo para que a questão fosse colocada em pauta”. O pecuarista foi preso nesta terça-feira, na 21ª fase da Lava Jato.

Já o blog O Antagonista divulgou o trecho em que Fernando Baiano cita Lula em seu depoimento. Veja:

Eis a íntegra do trecho do depoimento em que o delator Fernando Baiano conta em detalhes como se deu a contratação da Schahin pela Petrobras, para operar o navio-sonda Vitória 10.000 e a influência de Lula no negócio.

Vale a pena ler até o final:

“que, em relação ao tema, no final de 2006, não se recordando o mês exatamente, o depoente teve uma conversa com José Carlos Bumlai, na qual ele veio conversar com o depoente; (…) que Bumlai queria consultar o depoente se poderia ajudá-lo em uma pendência que existia entre ele o grupo Schahin; que questionado sobre qual era tal pendência, segundo o relato de Bumlai, consistia em obter um contrato de construção e aluguel de uma ou duas sondas em favor da Schahin junto à área de Exploração e Produção da Petrobrás;

que Bumlai, há aproximadamente dois anos, buscava viabilizar tal projeto, mas sem êxito; (…) que Bumlai explicou que esta pendência se devia a um empréstimo que o Partido dos Trabalhadores havia contraído junto ao Banco Schahin e que Bumlai constava como avalista deste empréstimo; que então Bumlai queria a ajuda do depoente para favorecer o grupo Schahin na obtenção destes contratos com a Petrobras; que, em outras palavras, o contrato com a Petrobras seria uma forma de ressarcir o empréstimo feito ao Banco Schahin; que o empréstimo com o Banco Schahin não seria pago pelo Partido dos Trabalhadores e a forma de compensar seria o Grupo Schahin obter os contratos de sondas junto à área de Exploração e Produção da Petrobras; (…) que questionado ao depoente por qual motivo o Partido dos Trabalhadores fez um empréstimo no Banco Schahin, o depoente ouviu do próprio Bumlai que tal empréstimo tinha por finalidade quitar dívidas contraídas pelo Partido na campanha presidencial de 2002;

(…) que questionado por qual motivo Bumlai teria sido o fiador do empréstimo para o Partido dos Trabalhadores, o depoente respondeu que Bumlai tinha uma relação de amizade muito forte com o ex-Presidente Lula; que o depoente nesta época não tinha muita amizade com Bumlai, relação que se fortaleceu apenas após tais fatos, mas ouviu de terceiros que Bumlai e Lula eram muito próximos; que inclusive presenciou Bumlai atendendo e fazendo ligações telefônicas para o então Presidente Lula e o grau de intimidade nas conversas era realmente muito grande; que Bumlai procurou o depoente pedindo sua ajuda exatamente na mesma época em que estava negociando a aquisição do Segundo navio sonda construído pela Samsung (Vitória 10.000); que o depoente disse a Bumlai que não poderia ajudá-lo na Diretoria de Exploração e Produção, pois não tinha nenhuma relação com qualquer funcionário da área; que, no entanto, comentou com Bumlai que havia esta negociação em curso, na Diretoria Internacional, e que inclusive a Petrobras não tinha ainda um sócio escolhido para este empreendimento, pois a Petrobras não queria mais a Mitsui como sócia; que disse a Bumlai que o depoente precisaria conversar com Nestor Cerveró e com Luis Carlos Moreira para verificar a possibilidade de trazer a Schahin como sócia no empreendimento Vitoria 10.000;

que, então, ainda em 2006, o depoente conversou com Nestor Cerveró e com Luis Moreira na Petrobras sobre isto, oportunidade em que o depoente colocou claramente a situação, exatamente como havia sido relatado por Bumlai, assim como esclareceu quem ele era; que, inclusive, mencionou a proximidade de Bumlai com o então presidente Lula e até mesmo com o próprio Delcídio do Amaral; que Bumlai era próximo de Delcídio pois Bumlai é um dos maiores fazendeiros e empresários do Mato Grosso do Sul; que Bumlai conheceu Delcídio quando este saiu da Petrobrás e foi ser Secretário de Estado do Governo do Zeca do PT, no Mato Grosso do Sul; que Nestor Cerveró disse que não via nenhum problema, desde que se comprovasse a capacidade econômica, financeira e técnica da Schahin; QUE Cerveró pediu também a Moreira que fizesse uma avaliação para analisar justamente esta capacidade da Schahin; que assim que houvesse tal avaliação, seria marcada uma reunião com o pessoal da Schahin para discutir tal possibilidade; que o depoente deu retorno para Bumlai e pediu para que ele já conversasse com o pessoal da Schahin;

que ficou combinado com Bumlai que assim que houvesse um ‘de acordo’ de Nestor Cerveró seria marcada uma reunião com o grupo Schahin; que houve, inclusive, uma reunião entre Bumlai, Cerveró e o depoente na Petrobras, para tratar deste tema e no qual o depoente apresentou Bumlai a Cerveró para que se conhecessem e para que Cerveró escutasse do próprio Bumlai o que o depoente havia lhe relatado; que alguns dias depois Nestor Cerveró deu o OK para que a reunião fosse agendada, o que realmente ocorreu; que nesta primeira reunião vieram os dois irmãos, Milton e Salim Schahin, além de outra pessoa, que não se recorda se Sandro Tardim, que era o presidente do Banco Schahin na época, ou se Fernando Schahin, filho de um dos dois irmãos; que esta reunião foi em 2006; que nesta reunião foi tratado sobre como compatibilizar os interesses da Petrobras e do grupo Schahin; que em um primeiro momento a Petrobras demonstrou um certo receio em colocar a Schahin como sócia, em razão do tamanho do empreendimento; que a Schahin estava negociando, na área de Exploração e Produção, sondas de águas rasas, de valores entre US$ 100 a 150 milhões de dólares, enquanto a sonda Vitória 10.000 era um equipamento de altíssima tecnologia, para águas profundas e de um valor considerável, aproximadamente US$ 600 milhões de dólares;

(…) que, no entanto, a Schahin acabou sendo contratada para ser a operadora do Vitoria 10.000; que, porém, esta aprovação da Schahin como operadora também teve diversos obstáculos, pois a questão foi levada por três vezes para análise da Diretoria Executiva e somente na terceira vez é que foi aprovada; que a questão foi levada por três vezes em um ínterim de no máximo seis meses; que quem levou sempre a proposta para a Diretoria Executiva foi Eduardo Musa; que em cada assunto se escolhia um técnico da área para apresentar a questão à Diretoria Executiva e nesse caso, o técnico escolhido foi Musa; que nas duas primeira vezes, a Diretoria Executiva não aprovou, tirando de pauta, e solicitando explicações técnicas suplementares; que diante das dificuldades que enfrentaram para colocar a Schahin o negócio, o depoente sempre comentava com Bumlai que talvez precisasse do apoio político dele e que fosse conversado com Gabrielli, para que conversasse com os demais diretores; que nas duas primeiras vezes o depoente não chegou a cobrar de Bumlai quem seriam os interlocutores dele; que na terceira vez, porém, o depoente pressionou Bumlai para que ele acionasse os contatos dele, em especial Gabrielli e o Presidente Lula; que Bumlai respondeu que o depoente poderia ficar tranquilo pois iria acionar Gabrielli e o ‘Barba’, que era como Bumlai se referia ao Presidente Lula;

que Bumlai disse ao depoente que, assim que tivessem feitos os contatos, iria avisá-lo para que a questão fosse colocada em pauta; que Bumlai posteriormente avisou o depoente que tudo estava certo e que poderia levar a questão à Diretoria Executiva, pois seria aprovada; que Bumlai não citou nomes, mas afirmou que tinha conversado com as “pessoas”; que nesta conversa, ao contrário da anterior, Bumlai não mencionou quem seriam tais pessoas; que, então, o depoente avisou Musa; que Musa então levou à questão à Diretoria Executiva e realmente foi aprovado o grupo Schahin como operador do navio sonda Vitória 10.000; (…) que, porém, em determinado momento, por volta novembro/dezembro de 2006, o depoente foi procurado por Jorge Luz, antigo lobista da Petrobras, que disse que soube da negociação que o depoente estava fazendo com o grupo Schahin; que Jorge Luz questionou se poderia ajudar o depoente na negociação da comissão com o Grupo Schahin; que o depoente respondeu a Jorge Luz que não existia negociação de comissão no caso, porque o Grupo Schahin tinha vindo, em atendimento a uma solicitação do Partido dos Trabalhadores; que Jorge Luz disse que tinha uma relação antiga e forte com o grupo Schahin e que ele teria condição de obter uma comissão para o grupo; que questionado quem seria o grupo, respondeu que incluiria o depoente, Nestor Cerveró, Luis Carlos Moreira, Cezar Tavares e Eduardo Musa;

(…) que posteriormente Jorge Luz trouxe Fernando Schahin e o Sandro Tordin para conversar com o depoente e com Jorge Luz; que questionado onde ocorreu esta reunião, afirmou não se recordar, mas acredita que foi em algum restaurante; que nesta reunião Jorge Luz disse ao depoente, na frente deles, que já havia conversado e acertado o pagamento de uma comissão, pela Schahin, para o grupo; que a comissão seria em torno de três a quatro milhões de dólares; que tais valores seriam pagos a Jorge Luz, que se encarregaria de repassar ao depoente; que questionado sobre a reunião ocorrida em 20 de dezembro de 2006, ocorrida na Petrobras, com a presença de Cerveró, Jorge Luz, o depoente e Sandro Tardin, o depoente afirma que tal reunião era para tratar não das comissões mas ainda sobre a participação do grupo Schahin como sócia do empreendimento; que em relação à comissão, houve um ou dois pagamentos do Grupo Schahin para Jorge Luz; que Jorge Luz dizia que havia recebido e comentava com o depoente, dizendo que tinham um crédito com ele; que, porém, o grupo Schahin começou a atrasar os pagamentos e Jorge Luz disse que não estava mais sendo pago; que questionado se o restante do grupo sabia sobre este acerto, respondeu que sim; que Jorge Luz não repassou tais valores ao depoente e nem a ninguém do grupo, ao que saiba;

(…) que Bumlai ficou muito grato com o depoente em razão de sua atuação neste caso do grupo Schahin, pois o depoente resolveu um problema para Bumlai; que Bumlai, uma ou duas vezes, disse na frente do filho dele que foi o depoente quem teria resolvido um problema familiar de Bumlai, pois o Banco Schahin ficava ameaçando tomar fazendas de Bumlai que teriam sido dadas em garantia no empréstimo para o Partido dos Trabalhadores; (…)”