STJ nega a Lula produção de provas periciais em ação da Lava Jato

Se provo sapato e não levo, ele não é meu, diz Lula sobre tríplex

Os pedidos de provas foram feitos na ação proposta pelo MPF que atribui a Lula supostos crimes de corrupção passiva e de lavagem de capitais.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer rejeitou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a produção de provas periciais, documentais e testemunhais na ação penal contra o petista em curso na 13ª Vara Federal de Curitiba, que analisa os processos relacionados à Operação Lava Jato na primeira instância judicial. As informações foram divulgadas no site do STJ (Habeas Corpus 390433).

Os pedidos de provas foram feitos na ação proposta pelo Ministério Público Federal que atribui a Lula supostos crimes de corrupção passiva e de lavagem de capitais.

Com as provas, a defesa pretendia esclarecer, entre outros fatos se houve desvio de recursos da Petrobras em contratos firmados com a empreiteira OAS e, acaso comprovados os desvios, alegava poder demonstrar que tais valores não foram destinados ao ex-presidente.

Também houve requerimento de perícia no Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), para verificação de eventuais benfeitorias realizadas pela empreiteira como pagamento de vantagem indevida, além de pedido para que o Congresso Nacional informasse a situação de todos os projetos apresentados pela Presidência da República entre os anos de 2003 e 2010, para verificação de eventual formação de organização criminosa composta pela base aliada do ex-presidente.

Cerceamento de defesa

De acordo com a defesa, os pedidos foram indeferidos pelo juiz federal Sérgio Moro, o que configuraria “cerceamento de defesa”. Também houve negativa dos pedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que indeferiu liminar em habeas corpus.

Contra a decisão liminar do TRF4, por meio de novo habeas corpus dirigido ao STJ, a defesa buscava a anulação de todas as decisões proferidas desde o recebimento da denúncia contra o ex-presidente.

O ministro Fischer lembrou inicialmente que “o acusado tem o direito de requerer a produção das provas que entender pertinentes para o exercício de sua defesa”.

Entretanto, conforme o artigo 400, parágrafo 1º, do Código Penal, o magistrado pode indeferir os pedidos de provas que forem considerados “irrelevantes, impertinentes ou protelatórios”.

Desvios

Em relação ao pedido de perícia sobre os supostos desvios da Petrobras destinados ao ex-presidente, o ministro disse que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal não fez ligação entre os contratos investigados e os valores supostamente recebidos diretamente por Lula, pois apontou um “caixa geral de propina”, o que impede eventual constituição de prova por meio de perícia.

No tocante ao requerimento de perícia no Condomínio Solaris, o ministro lembrou que o juiz de primeiro grau entendeu que a apuração seria desnecessária e inadequada, pois os fatos demandariam prova documental e oral, e não pericial.

Fischer também entendeu como correto o indeferimento do pedido de encaminhamento do status dos projetos de lei apresentados durante o governo Lula, já que os dados são públicos e podem ser acessados diretamente pela defesa.

“Enfim, não se evidencia manifesta ilegalidade na decisão liminar proferida no habeas corpus perante o Tribunal Regional Federal a justificar o conhecimento do presente habeas corpus, já que o caso ainda está pendente de julgamento do Tribunal Regional Federal”, concluiu o ministro Fischer ao indeferir o pedido.

A decisão levou em conta a Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual, salvo em situações de flagrante ilegalidade, não cabe ao STJ admitir o processamento de habeas corpus contra decisão de instância anterior que apenas negou a liminar, quando ainda não houve na origem o julgamento de mérito do habeas corpus ali impetrado.

Fonte: exame.com

Anvisa interdita lote de linguiça devido a irregularidades

Anvisa interdita lote de linguiça devido a irregularidades

A Anvisa interditou um lote de linguiça calabresa defumada da marca Frigosantos, um dos alvos da Operação Carne Fraca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou um lote de linguiça tipo calabresa defumada da marca Frigosantos devido a irregularidades encontradas na análise de microrganismos (Estafilococus coagulase positiva). O estabelecimento é um dos frigoríficos envolvidos nas investigações da Operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal para investigar possíveis adulterações no processamento das carnes e seus derivados. A resolução, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, tem caráter preventivo, com duração de 90 dias, e determina o recolhimento do produto e a proibição da comercialização ou preparação do lote com prazo de validade 30/04/2017.

A medida foi tomada após o recebimento de um documento encaminhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que apontava os resultados das análises laboratoriais em produtos de origem animal de alguns estabelecimentos alvos da Carne Fraca. Os testes realizadas pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro) mostravam que o lote da linguiça tipo calabresa defumada, fabricada pela Indústria e Comércio de Carnes Frigosantos Ltda, apresentou condições sanitárias insatisfatórias quanto à análise de microrganismos (foi encontrada uma quantidade de Estafilococus coagulase positiva maior que a permitida por lei).

Em 2001, a Anvisa publicou o Regulamento técnico sobre padrões microbiológicos para alimentos que estabeleceu padrões sanitários que visam, em primeiro lugar, a proteção à saúde da população. O descumprimento desses parâmetros, portanto, constitui uma infração sujeitando penalidades aos infratores.

Posicionamento

Por e-mail, a Indústria e Comércio de Carnes Frigosantos Ltda disse a VEJA: “A Resolução-RE nº 984, de 11/04/2017, apenas formaliza os termos da entrevista coletiva concedida pelo Sr. Eumar Novacki, Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no último dia 06/04/2017.

Por outro lado, a Frigosantos informa que não se conforma com o resultado do Certificado Oficial de Análise (COA) nº 04080/17 Lanagro/RS, sendo que, inclusive, requereu análise de contraprova no dia 10/04/2017, pois sempre zelou pelas condições sanitárias de seus produtos.

Inclusive, em análises realizadas em outros produtos como cozidos, linguiça frescal e matéria prima, de lotes de 28/03/2017, todos os resultados foram satisfatórios, atendendo às normas pertinentes.

Assim, com o objetivo de comprovar a qualidade de seus produtos, a Frigosantos já efetuou o recolhimento do lote de vencimento 30/04/2017 da Linguiça Tipo Calabresa Defumada e suspendeu a linha de produção desta até que saia o resultado da contraprova.”

Fonte: veja.com

Prefeitos de seis capitais são citados em delações da Odebrecht

Prefeitos de seis capitais são citados em delações da Odebrecht

Como os gestores municipais não detêm prerrogativa de foro junto ao STF, os depoimentos dos delatores foram enviados a outras instâncias.

Entre os prefeitos das capitais, seis foram delatados pelos executivos da Odebrecht, como mostram as declinações de competência do ministro Edson Fachin.

Como os gestores municipais não detêm prerrogativa de foro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), os depoimentos dos delatores foram enviados a outras instâncias.

Os prefeitos citados são os de Salvador, ACM Neto (DEM), de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), de Vitória, Luciano Rezende (PPS), de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), de Teresina, Firmino Filho (PSDB), e de Macapá, Clécio Luís Vieira (Rede).

Salvador

Sobre ACM Neto, as delações de André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior apontam repasses “por meio de vantagens a pretexto de contribuição eleitoral não contabilizada”.

O caso aconteceu 2012, quando ACM Neto venceu as eleições da capital baiana. Neste caso, os depoimentos serão enviados para o Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), em Brasília. A Corte federal tem jurisdição na Bahia, inclusive.

Manaus

O prefeito da capital amazonense, Arthur Virgílio Neto, teria sido beneficiado “a pretexto das campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012”.

Em 2010, quando concorreu ao Senado, Virgílio teria recebido R$ 300 mil, por meio do “departamento de propina” da Odebrecht.

Repasses também teriam sido realizados em 2012, na corrida à Prefeitura de Manaus. Os depoimentos também serão encaminhados ao TRF1.

Vitória

Os repasses a Luciano Rezende estão nos depoimentos de Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Sérgio Luiz Neves. Eles implicam não só o prefeito de Vitória, mas também o ex-governador do Espírito Santo José Renato Casagrande (PSB) e o ex-assessor Paulo Brusque.

Segundo os delatores, os pagamentos totalizaram R$ 2,3 milhões, no âmbito das campanhas eleitorais dos anos de 2010, 2012 e 2014. Neste caso, os documentos serão apresentados ao Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2), sediado no Rio e com jurisdição no Espírito Santo também.

Goiânia

O prefeito da capital goiana, ex-governador de Goiás Iris Rezende teria recebido R$ 300 mil em caixa 2, na campanha eleitoral de 2010. As informações constam da delação dos ex-executivos da empreiteira João Antônio Pacífico Ferreira, Ricardo Roth Ferraz de Oliveira e Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Os depoimentos serão encaminhados à Justiça de Goiás.

Teresina

O delator Alexandre José Lopes Barradas, ex-diretor da Odebrecht Ambiental, afirmou que foram pagos R$ 500 mil a Firmino Filho, prefeito da capital piauiense. Os pagamentos “a pretexto de doação eleitoral” teriam ocorrido em 2012, quando o tucano foi eleito prefeito pela terceira vez.

Macapá

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o executivo Alexandre José Lopes Barradas relatou o pagamento em caixa 2, no valor de R$ 450 mil, no âmbito da campanha eleitoral de Clécio Luís Vieira à prefeitura da capital do Amapá em 2012.

Na época, o político era filiado ao PSOL e foi eleito. Clécio se reelegeu em 2016, desta vez como candidato da Rede Sustentabilidade. O depoimento será enviado ao TRF1, em Brasília.

Fonte: exame.com

Mulher é agredida nas partes íntimas com garrafa após ‘dar um fora’

Mulher é agredida nas partes íntimas com garrafa após 'dar um fora'

Homem teria golpeado a vítima em uma casa noturna em Pinheiros; jovem teve de passar por cirurgia.

Uma estudante de 19 anos foi agredida em uma casa noturna por volta de 21h30 deste sábado, 8, na Rua Cardeal Arcoverde, bairro Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O pai da vítima contou que a jovem estava em uma festa de confraternização da faculdade quando recusou a investida de um rapaz.

Momentos depois, o jovem pegou uma garrafa e a golpeou provocando ferimentos em suas partes íntimas. A vítima foi socorrida ao pronto-socorro do Hospital Metropolitano e, em seguida, transferida para a maternidade da Lapa, onde foi submetida a uma cirurgia.

O caso foi registrado como lesão corporal no 14° DP.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Após lista de Fachin, vice-presidente da Câmara defende que não é momento de votar reforma da Previdência

Após lista de Fachin, vice-presidente da Câmara defende que não é momento de votar reforma da Previdência

Muito influente na bancada mineira, o deputado foi eleito para a primeira-vice-presidência da Câmara em uma candidatura avulsa que não teve o apoio de seu partido, o PMDB.

O vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), defendeu nesta quarta-feira que não é o momento de o Congresso analisar temas polêmicos como a reforma da Previdência e a recuperação fiscal de Estados super endividados, um dia após a divulgação de lista de políticos a serem investigados pelo STF com base em delações de executivos da Odebrecht.

O deputado acredita que o clima criado após a autorização para a abertura de inquérito de ministros, governadores e parlamentares –incluindo os presidentes da Câmara e do Senado, importantes lideranças e relatores de propostas prioritárias para o governo–, entre outras autoridades, pode atrapalhar o andamento dos trabalhos no Congresso.

“Neste momento é muito ruim passar qualquer tipo de reforma aqui no Parlamento”, disse Ramalho a jornalistas. “Eu, se fosse o governo, recolheria ela (a reforma da Previdência). É melhor recolher ela do que perder. E mandaria uma nova Reforma da Previdência discutida com a sociedade. É a melhor maneira de ganhar essa batalha.”

Muito influente na bancada mineira, o deputado foi eleito para a primeira-vice-presidência da Câmara em uma candidatura avulsa que não teve o apoio de seu partido, o PMDB. Desde então, tem mostrado pouco alinhamento com o governo do presidente Michel Temer.

Questionado, Ramalho afirmou que a lista de inquéritos autorizados pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, também pode atrapalhar a votação na Câmara de projeto que estabelece um regime de recuperação fiscal a Estados super endividados.

“Acho que o momento hoje é de você recolher, pensar, e acho que o governo tem que ver realmente qual é a estratégia de agora para frente”, afirmou.

Fonte: extra.globo

PT e PMDB lideram acusações de corrupção e caixa 2

Janot adia votação de resolução que pode afetar a Operação Lava Jato

Nos pedidos de abertura de inquérito encaminhados ao STF pelo procurador Rodrigo Janot os dois partidos aparecem com maior número de filiados citados.

O PT e o PMDB são os partidos com maior número de filiados citados nos pedidos de abertura de inquérito encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Ao todo, o jornal O Estado de S. Paulo achou 20 petistas na lista e 19 peemedebistas. O terceiro lugar entre os mais citados é do PSDB, com 14 nomes.

A lista de acusados é completada pelo PP (9), Democratas (8), PSD (6), PSB (5), PR e PRB (3), PPS e PCdoB (todos com 2) e Solidariedade, PTdoB e PTC, cada um com um nome. Completam o quadro um ministro do TCU e 12 pessoas que a reportagem não conseguiu determinar se elas tinham filiação partidária.

Quando se divide os acusados pelo tipo de acusação – caixa 2 ou corrupção – o PMDB e o PT lideram a lista dos casos de corrupção com 13 e 11 acusados respectivamente. Mais uma vez são seguidos pelo PSDB (7) e pelo PP (6).

No caso do PT, são citados por corrupção e lavagem de dinheiro os senadores Paulo Rocha (PA) e Humberto Costa (PE) e os deputados como Carlos Zarattini (SP) e Arlindo Chinaglia (SP). Entre os peemedebistas estão os senadores Romero Jucá – que é acusado em cinco casos – e Renan Calheiros e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). Entre os tucanos estão os senadores José Serra (SP), Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP). No caso do PP, há o senador Ciro Nogueira (PI) e o ministro Blairo Maggi.

Caixa 2

Os citados por caixa 2 no PT são 9, na sua maioria deputados federais, como Maria do Rosário (RS) e Vicentinho (SP). No PMDB há 6 citados, entre eles a senadora Marta Suplicy (SP). Os tucanos têm 7, entre eles o deputado Jutahy Magalhães (BA) e o senador Cássio Cunha Lima (PB), e o PP abriga 3 citados, como o deputado Júlio Lopes (RJ).

Esse tipo de crime é menos grave e portanto traz algumas vantagens para os acusados que podem tentar um acordo ou mesmo contar com a grande chance de prescrição.

O artigo 350 do Código Eleitoral, que pune o caixa 2, não prevê uma pena mínima. Ela pode ser fixada pelo juiz em até no máximo 5 anos. Os acusados podem tentar um acordo para suspender o processo com base na lei dos juizados especiais.

Se não cometer nenhum crime por um período de dois a quatro anos o processo é extinto sem qualquer julgamento. Segundo o advogado Celso Vilardi, desde que o acusado não tenha usado o cargo para se beneficiar, ele pode usar da prerrogativa da suspensão.

Surpresa

O advogado criminalista Juliano Breda diz que foi uma surpresa a procuradoria geral fazer uma divisão dos crimes, amenizando algumas acusações ao tipificar apenas com o crime de caixa 2.

“Havia um excesso de acusações por parte dos procuradores em alguns casos, atrelando o crime de caixa 2 a outros mais graves” diz Breda.

Nesta primeira fase, o STF apenas instaurou inquéritos e os casos ainda precisam ser denunciados para virarem processos. Breda é advogado do ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (PT), que está na lista do Fachin, em inquérito que apura indícios de corrupção.

Apesar de não ter mais foro privilegiado, o ex-ministro foi citado em um esquema de pagamentos de propinas que envolve o ministro Eliseu Padilha e por isso o caso será analisado pelo STF. Os delatores citam que houve pagamentos para o andamento de uma obra no Rio Grande do Sul.

Fonte: veja.com

Reino Unido diz que encontrou gás sarin em amostras de ataque na Síria

Reino Unido diz que encontrou gás sarin em amostras de ataque na Síria

Reino Unido, França e Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança uma resolução sobre o ocorrido em Khan Sheikhoun.

O gás sarin ou uma substância similar foi encontrado em amostras recolhidas no local do suposto ataque químico cometido na semana passada na Síria e analisadas por cientistas britânicos, segundo revelou hoje (12) o Reino Unido à Agência EFE.

“O Reino Unido, portanto, compartilha a análise dos Estados Unidos [EUA] de que é altamente provável que o regime [do líder sírio Bashar al-Assad] é responsável por um ataque com sarin”, disse o embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft, em discurso no Conselho de Segurança.

Constatação dos EUA

Os EUA consideram que as forças do presidente sírio Bashar al-Assad utilizaram esse tipo de arma química na localidade de Khan Sheikhoun. O país considera que a Rússia, provavelmente, sabia com antecedência do ataque.

Funcionários do Conselho de Segurança Nacional dos EUA declararam ontem (11) à imprensa que têm “provas fisiológicas” de que o regime sírio usou gás sarin contra a população em uma área de domínio rebelde e que existem inúmeras evidências que indicam a autoria de Damasco.

Segundo Rycroft, especialistas britânicos tiveram acesso a amostras recolhidas no local do ataque e as análises também confirmaram a presença de sarin ou de um agente neurotóxico similar.

Reino Unido, França e Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança uma resolução sobre o ocorrido em Khan Sheikhoun, um texto que está previsto para ser votado hoje mesmo, e que a Rússia deve vetar.

Apesar de os países ocidentais terem culpado Assad pelo ataque, a minuta não indica nenhum responsável e se concentra em condenar o episódio e a pedir cooperação com a investigação internacional.

Governo agiliza exame de patentes e entrada de genéricos no mercado

Procura de remédio na rede pública cresce 30%

Enquanto a patente está vigente, não é possível lançar medicamentos genéricos.

O exame de patentes de medicamentos e a chegada de novos genéricos ao mercado serão agilizados com a assinatura de acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A avaliação é dos presidentes da Anvisa, Jarbas Barbosa, e do Inpi, Luiz Otávio Pimentel.

Hoje (12), no Palácio do Planalto, em Brasília, foi assinada uma portaria conjunta que põe fim ao impasse de 16 anos entre os dois órgãos na área de produtos e processos farmacêuticos. A medida envolve mais de 20 mil pedidos de patente.

Saúde Pública

Com a nova regra, a Anvisa fica responsável pela análise dos pedidos com foco no impacto à saúde pública, enquanto o Inpi será responsável pelos critérios de patenteabilidade.

De acordo com Barbosa, a medida ajudar a ampliar o lançamento de produtos genéricos por conta da análise mais rápida. Isso porque o impasse entre os órgãos fazia com que a patente ficasse vigente por prazo superior ao previsto de 10 anos.

“Dá previsibilidade e o tempo da patente só vai ser o previsto na lei, não vai ter essa extensão indevida”, disse.

Como a depressão pós-parto afeta um em cada 25 homens que se tornaram pais

Como a depressão pós-parto afeta um em cada 25 homens que se tornaram pais

Não se sabe ao certo quais são as causas da depressão pós-parto em mulheres. Muitas vezes, é visto – erradamente – como um problema hormonal.

O jornalista britânico Martin Daubney sofreu de depressão pós-parto, uma condição bem mais comum em mulheres que tiveram filho. Segundo um estudo neozelandês, o problema é bem mais comum do que se supunha – afeta um em cada 25 homens que se tornaram pais – e muitos sofrem em silêncio.

Veja abaixo o relato de Daubney sobre o seu caso e o de outros homens, em depoimento concedido a um documentário do canal online BBC 3.

“Assim como muitas pessoas, eu fiz piada com o conceito de depressão pós-parto para homens. Pelo menos, até o dia 29 de maio de 2009.

Foi quando o dia que deveria ter sido o mais feliz da minha vida se transformou em um pesadelo.

Por volta das 7h daquela manhã, depois de um tortuoso trabalho de parto que durou três dias, minha parceira, Diana, sofreu uma convulsão assustadora.

Naquele momento horrível, eu temi que Diana pudesse morrer, levando nossa criança, que ainda não tinha nascido, com ela.

Diana foi levada às pressas a uma sala de emergência. Por alguma razão estúpida, eu filmei a cena. Foi um erro. Era como uma cirurgia numa zona de guerra.

Eventualmente, nosso menininho foi tirado, cinza e aparentemente sem vida. Ele foi colocado num carrinho de aço onde, depois de dois minutos agonizantes, finalmente começou a respirar.

Meu primeiro pensamento foi: ‘bom, nada disso estava em nenhum livro para pais’. Mas meu principal sentimento nesse momento foi o de total impotência.

Pensei que a paternidade me transformaria num super-herói. Mas eu me senti como um superfracasso. Achei que era tudo minha culpa.

Nos meses que se seguiram, caí em depressão e sofri calado com os flashbacks do nascimento do meu filho. Eu trabalhava até mais tarde porque não queria voltar para casa. Fiquei sem fazer sexo – que via como a causa de tudo.

Atenção devida

Diana passou a receber visitas e aconselhamento psicológico – ela estava lutando contra melancolia pós-parto. Enquanto ela recebia tratamento, era como se eu não existisse. Em nenhum momento me perguntaram como estava lidando com a situação, mesmo sendo nova para mim também.

Agora, contudo, depressão pós-parto em homens parece finalmente estar recebendo a atenção que merece.

Não se sabe ao certo quais são as causas da depressão pós-parto em mulheres. Muitas vezes, é visto – erradamente – como um problema hormonal. Mas ela pode ser ativada por sentimentos de isolamento, eventos estressantes, histórico de problemas de saúde mental ou outros problemas não resolvidos do passado. E tudo isso pode ocorrer também com os homens.

No mês passado, um estudo na Nova Zelândia indicou que um em cada 25 homens apresentaram sintomas de depressão pós-natal – e um em 50 foram afetados por depressão pré-natal.

Esses homens foram avaliados respondendo um questionário de dez itens conhecido como Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (EPDS). Normalmente aplicado em mulheres, identifica sintomas de depressão, como sentimentos de culpa, distúrbios do sono, baixa energia e até pensamentos suicidas.

A autora do estudo, Lisa Underwood, afirmou: ‘Não há exame de rotina para homens depois ou antes do nascimento dos filhos. Dado o potencial da depressão paternal em afetar direta e indiretamente as crianças, é importante identificar e tratar os sintomas entre os pais o mais cedo possível’.

Mark Williams teve um ataque de pânico no nascimento do filho e sofreu de depressão junto com a mulher
Mark Williams teve um ataque de pânico no nascimento do filho e sofreu de depressão junto com a mulher

Mark Williams, de 42 anos, é de Bridgend, no País de Gales, e faz campanha pró-saúde mental. Ele sofreu depressão pós-parto por seis anos depois do nascimento do filho Ethan, em 2004.

‘Eu tive um ataque de pânico no nascimento do Ethan porque pensei que minha mulher ia morrer’, conta Williams. ‘Eu tinha pesadelos, depressão e pensamentos suicidas. Não disse à minha mulher porque não queria sobrecarregá-la. Depois, tive um colapso nervoso’, completa o galês.
A mulher de Mark, Michelle, também sofreu de severa depressão pós-parto e acredita que temos de mudar completamente a forma sobre a qual lidamos com a doença.

‘Mark sofreu em silêncio por anos. Apenas quando ele teve um colapso que a verdade veio à tona’, relata. Para ela, é preciso de uma abordagem mais holística.

Esse é um sentimento compartilhado por Andrew Briggs, psicoterapeuta infantil do serviço público de saúde em Sussex, na Inglaterra. Nos últimos 30 anos, ele já tratou de cerca de 400 homens que sofriam de depressão pós-parto.

‘Há tantos tipos de depressão pós-parto assim como há homens sofrendo disso’, diz o psicoterapeuta. ‘No entanto, nos homens, é muitas vezes visto como ridículo. Está profundamente arraigado dentro da psique cultural que os homens devem apenas se recompor’, avalia Briggs.

Por essa razão, acredita o especialista, a prestação de cuidados ainda é muito centrada nas mães – os homens raramente são vistos como parte igualmente importante no quebra-cabeça familiar. ‘Estamos deixando os homens largados no tabuleiro’, afirma o psicoterapeuta.

André Tomlin relata que a depressão atapalhou não apenas a relação com a mulher mas o transformou num pai menos atento
André Tomlin relata que a depressão atapalhou não apenas a relação com a mulher mas o transformou num pai menos atento.

André Tomlin, de 47 anos, é diretor de uma empresa em Bristol, na Inglaterra, e, recentemente, superou um longo ano de depressão que veio após o nascimento do terceiro filho.

‘Minha depressão pôs uma tensão enorme em meu relacionamento com minha esposa, Leah, e eu realmente fui um pai menos atento por um tempo no período mais profundo da minha doença. O apoio apropriado aos pais simplesmente não está disponível da mesma maneira que o oferecido às mães. Mas tive sorte de ter uma família amorosa e compreensiva ao meu redor’, afirma Tomlin.

Para Tomlin, o que o ajudou foi a combinação de algumas coisas, entre elas admitir que precisava ser ‘resgatado’, aceitar receber apoio, exercício físico, antidepressivos, música e terapia. ‘O que teria me ajudado ainda mais seria poder compartilhar experiências com outros homens que passaram pela mesma situação, mas essa rede de apoio simplesmente não existe’, completa Tomlin.

Novo rumo

No meu caso, meu caminho para a cura começou a ser traçado quando finalmente me abri para minha mulher Diana, há quatro anos. Ela me deu um apoio maravilhoso e organizou terapia de casal para nós no serviço público de saúde britânico – que é de graça e excelente. Houve uma quantidade enorme de lágrimas e percebi que tive muita sorte de ter tido uma criança.

Larguei meu trabalho como editor de uma revista para ficar mais em casa. E Sonny, meu filho, é um garoto de sete anos saudável e feliz.

O quebra-cabeça final foi nossa filha, Dolly, que chegou ao mundo em 2 de março de 2014. O nascimento dela foi tudo o que o de Sonny não foi: rápido, natural e, segundo Diana me garante, relativamente indolor.

Diana diz que eu deveria ter me aberto mais cedo e que viu minha admissão como um ponto forte, não uma fraqueza. Assim, fomos capazes de melhorar juntos.

Fonte: bbc.com

Entenda os próximos passos após a abertura de inquéritos no STF

STF volta a discutir inelegibilidade por rejeição de contas e define tese

Se a denúncia for aceita, somente então o suspeito passa à condição de réu acusado de ter cometido crime previsto no Código Penal. Se for recusada, o caso é arquivado.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de 76 novos inquéritos ligados à operação. Os despachos foram assinados no dia 4 de abril e divulgados ontem (11).

Com a autorização da abertura dos inquéritos, as 108 pessoas, incluindo 83 políticos, passaram à condição de suspeitos investigados no Supremo. Mas um longo caminho processual ainda deve ser percorrido antes que possam ser, porventura, condenados ou absolvidos.

Investigações

Como os inquéritos são de responsabilidade do STF, caberá agora ao Ministério Público Federal (MPF) conduzir as investigações. Sob a supervisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma equipe de procuradores deverá tomar providências para a produção de novas provas contra os suspeitos. Cada passo da investigação, como a realização de diligências policias, por exemplo, deverá ser autorizado pelo ministro Fachin.

Nos inquéritos abertos agora pelo STF, Janot já havia incluído em suas petições as solicitações de autorização para que, em cada caso, novas diligências fossem realizadas pela Polícia Federal. Fachin deu 30 dias à PF para que cumpra cada uma dessas providências iniciais.

Daqui em diante, outras diligências poderão ser solicitadas pelo MPF, de modo a acrescentar novos elementos aos autos do processo. As defesas dos suspeitos também podem fazer pedidos a Fachin, como por exemplo que se junte provas favoráveis aos suspeitos.

Não há prazo para a conclusão das investigações. No momento em que julgar haver elementos suficientes de que o suspeito de fato cometeu algum crime, a acusação oferece uma denúncia.

Foro privilegiado

No caso dos políticos com foro por prerrogativa de função no STF, somente o procurador-geral da República está apto a oferecer as denúncias. Ele pode também, conforme o caso, considerar que não há elementos suficientes para comprovar o crime, e pedir o arquivamento.

Após a denúncia chegar ao STF, os ministros da Segunda Turma da Corte, colegiado responsável por analisar as questões relativas à Lava Jato, devem analisar se aceitam a acusação ou se ela é improcedente. No caso dos presidentes da Câmara e do Senado, caberá ao plenário do tribunal decidir.

Com a aceitação da denúncia, o inquérito criminal passa à condição de Ação Penal (AP), que possui uma série de prazos específicos para a apresentação de recursos e solicitação de diligências. O primeiro passo da AP é a abertura da fase de instrução, em que o juiz analisa as provas disponíveis, interroga testemunhas de acusação e defesa e avalia a necessidade de coleta de elementos adicionais.

Após o final da fase de instrução do processo, contam-se novos prazos para defesa e acusação se manifestarem em alegações finais e, só então, o caso pode ser julgado em seu mérito pelos ministros do STF.