Morre Kid Vinil, 62, precursor do punk rock paulista

Morre Kid Vinil, 62, precursor do punk rock paulista

Dono de hits como Tic Tic Nervoso e A Gata Comeu, o cantor e compositor Kid Vinil faleceu nesta sexta-feira, aos 62 anos, vítima de complicações de um ataque cardíaco sofrido no mês passado.

O artista nasceu em 1955, em Cedral, cidade do interior paulista. Foi vocalista da banda Magazine, e ganhou fama como um dos precursores do punk rock paulista. Depois de alguns anos no palco, Kid Vinil foi convidado para apresentar um programa na Rádio Excelsior, batizado com seu nome. Lá, o cantor deu espaço para grupos do punk rock e pós-punk paulistas.

Entre os sucessos de Kid, estão as músicas Sou Boy, Adivinhão e Glub Glub no Clube. Além da Magazine/ Verminose, Kid Vinil também fez parte das bandas Kid Vinil e os Heróis do Brasil e Kid Vinil Xperience. Seu último álbum, Kid Vinil Xperience, foi lançado em 2014, posteriormente a um DVD ao vivo, Vinil Ao Vivo.

Vinil também fez carreira na televisão. Em 1987, o músico apresentou os programa Boca Livre (um show de talentos) e Som Pop na TV Cultura. Depois, ele migrou para Rede Bandeirantes, no comando da atração Mocidade Independente. Nos anos 2000, Kid entrou para o time de VJ’s da MTV, à frente do Lado B, que apresentava clipes de bandas estrangeiras pouco conhecidas.

Kid Vinil passou mal ao fim de um show na cidade Conselheiro Lafaiete (MG), onde foi internado com urgência. Segundo o produtor Márcio de Souza, da equipe do músico, os médicos que o atenderam no Hospital e Maternidade São José, no interior mineiro, chegaram à conclusão de que ele teve um ataque cardíaco, que reduziu a oxigenação no cérebro e levou à formação de um edema.

Sedado, Kid Vinil foi transferido na terça-feira, 18, para o Hospital da Luz, na Vila Mariana, em São Paulo, mas não resistiu às complicações.

Kid Vinil, segundo da esquerda para a direita, na banda Magazine nos anos 80, que emplacou sucessos como “Tic Tic Nervoso” (Banda Magazine/Site Oficial/Reprodução)

Fonte: veja.com

Saiba qual é a rede social que mais impacta a saúde mental

Saiba qual é a rede social que mais impacta a saúde mental

De acordo com um estudo da Sociedade Real para Saúde Pública, do Reino Unido, o Instagram é rede social que mais impacta negativamente a saúde mental dos jovens. O questionário criado pelos pesquisadores mostrou que o aplicativo de compartilhamento de imagens afeta de forma negativa o sono, a percepção do corpo e o fear of missing out (em tradução livre, o ‘medo de ficar por fora’) dos usuários britânicos, principalmente mais jovens.

A necessidade de estar sempre online para acompanhar as postagens dos amigos pode ser extremamente prejudicial, levando a comparações irreais, ansiedade e depressão.

Opinião dos jovens

Na pesquisa, 1.500 jovens britânicos com idade entre 14 e 24 anos avaliaram como as plataformas de mídias sociais que usavam impactavam questões como depressão, ansiedade, solidão e o senso de comunidade. O site com mais respostas positivas foi o YouTube, seguido pelo Twitter e Facebook. Já os aplicativos Snapchat e Instagram foram considerados os piores nestes quesitos. Um problema presente em quase todas as mídias foi o vício no uso das redes, que pode estimular a insônia.

Só o Instagram tem 500 milhões de usuários ativos e mais de 95 milhões de fotos postadas e 3,5 bilhões de curtidas diariamente. “É interessante como o Instragram e o Snapchat, ambos aplicativos focados no culto à imagem, foram indicados como os piores para a saúde mental e bem-estar. Eles parecem estar mais ligados ao sentimento de inadequação e ansiedade entre os mais jovens”, explicou Shirley Cramer, chefe executiva da Sociedade Real para Saúde Pública, ao The Telegraph.

Um dos participantes do questionário apontou a constante preocupação com o que os outros pensam sobre suas fotos e postagens. Outro entrevistado contou também que passa muito tempo nas redes e acaba perdendo o sono, atividades escolares e até oportunidades de sair com amigos e familiares.

Busca pela identidade

“As plataformas que deveriam ajudar as pessoas a se conectarem com outras podem, na verdade, estar alimentando uma crise na saúde mental”, disse a equipe de pesquisa em comunicado. Apesar disso, 1.479 dos jovens disseram que o Instagram também promove formas de expressão e a busca pela identidade pessoal, assim como Twitter e YouTube. O site de compartilhamento de vídeos foi classificada como uma mídia para aumentar a conscientização dos jovens. Já o Facebook foi listado como um importante meio para busca de apoio emocional e coletividade.

Segundo Becky Inkster, pesquisadora honorária da Universidade de Cambridge, jovens e adolescentes sentem a necessidade de se sentirem confortáveis ao falarem sobre problemas pessoais e acabam recorrendo às redes sociais e ambientes online. “Como profissionais da saúde, precisamos fazer todas as tentativas para entender as expressões, os léxicos e os termos da cultura da juventude moderna para melhor se conectar com seus pensamentos e sentimentos”, explicou ao The Telegraph.

Alertas nas redes sociais

Segundo o estudo, sete em cada 10 dos jovens entrevistados acham importante que as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, apresentem algum suporte sobre o assunto. No entanto, os alertas atuais são bastante discretos.

Em relatório, os especialistas sugeririam que os sites em questão procurassem alertar os usuários sobre os riscos relacionados ao comportamento e acesso constante, considerado vicioso, e ajudá-los a procurar ajuda, caso demonstre perigo à saúde mental.

“Alguns estudos já mostraram que as redes sociais podem ser tão viciantes quanto o cigarro e o álcool, e hoje elas são tão intrínsecas à vida dos jovens que é impossível ignorar os problemas que causam à saúde das pessoas”, disse Shirley.

De acordo com um porta-voz da ONG britânica Mental Health Foundation, cujo nome não foi citado, essa é uma área que precisa de mais estudos. “Comparar-se com os outros é um problema ainda maior quando é a partir de postagens nas redes sociais, envolve comparar o irreal com a vida real”, disse ao Daily Mail.

Fonte: exame.com

“PSDB vai mais uma vez ajudar o Brasil”, diz Alckmin

Os grandes nomes para eleição indireta são FHC e Tasso, diz Alckmin

Na primeira agenda pública do governador Geraldo Alckmin (PSDB) após as revelações da delação da JBS, que provocaram a abertura de uma investigação contra o presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF) e o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de suas funções parlamentares, o tucano paulista afirmou, na manhã desta sexta-feira, 19, na capital paulista, que o “PSDB vai mais uma vez ajudar o Brasil”.

Alckmin deu essa declaração após ser questionado sobre a situação de Aécio, que até ontem ocupava o posto de presidente nacional do partido – ele pediu licenciamento do cargo.

Aécio teria sido flagrado em conversa com o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, pedindo R$ 2 milhões.

O dinheiro seria usado para ajudar a pagar sua defesa. A informação veio à tona com a revelação do conteúdo do acordo de delação premiada firmado por Wesley com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que chegou a pedir a prisão do senador, mas teve o pedido negado pelo STF.

“O Aécio tomou atitude correta, necessária, se afastando da presidência do partido para cuidar da sua defesa. O senador Tasso Jereissati (que assumiu a função ontem) era a pessoa mais indicada. Já foi presidente do PSDB, pessoa extremamente preparada, experiente, um grande governador do Ceará e senador da República. É um momento que exige compromisso com o País, serenidade. Acho que o PSDB vai mais uma vez ajudar o Brasil”, disse.

Sobre a crise que se instalou no Palácio do Planalto, com Temer oficialmente investigado, o governador paulista evitou opinar se o presidente consegue se manter no cargo após a PGR decidir, com autorização do STF, investigá-lo por supostamente dar aval para suborno do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“O Brasil já atravessou, já passou e superou outras crises. Vai também ultrapassar e superar essa crise. Nosso foco tem de ser proteger a nossa população. Nós estamos infelizmente com 14 milhões de desempregados e 6 milhões no desalento. Temos de ter serenidade e responsabilidade neste momento. A apuração avança, a investigação avança e dentro da legalidade.”

Alckmin ainda ressaltou que a Constituição Federal deve ser rigorosamente cumprida e que o momento agora é o de “preservar a economia, tentar avançar com as reformas e ajudar o Brasil”.

Fonte: exame.com

Irmã de Aécio queria R$ 40 milhões para apartamento, diz Joesley

Andrea Neves pede para ser julgada pela Justiça comum

A empresária Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), pediu R$ 40 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para a compra de um imóvel no Rio de Janeiro.

A informação foi revelada por Joesley em depoimento de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ele disse que condicionou o pagamento à nomeação de um indicado seu para o comando da Vale, mas que a operação não se concretizou.

Andrea Neves foi presa preventivamente nesta quinta-feira, 18, por suspeita de intermediar pagamento de propina de R$ 2 milhões ao irmão, que foi afastado do cargo.

Além dela, foi preso Frederico Pacheco, primo do tucano, flagrado recolhendo o dinheiro.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), entendeu ser “imprescindível” a decretação da prisão de Aécio, mas não o fez, justificando que a Constituição não autoriza encarcerar integrantes do Congresso, salvo “em flagrante de crime inafiançável”.

O ministro deixou a decisão para o plenário da Corte, em caso de eventual recurso do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Nomeações

Conforme um dos depoimentos do delator, Andrea cobrou os R$ 40 milhões para a compra de um apartamento da mãe.

Nesse contexto, ele explicou que pediu a Aécio a nomeação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras, para presidir a Vale.

O dono da JBS explicou que, com a nomeação de Bendine, resolveria o problema dos R$ 40 milhões pedidos por Andrea.

Mas Aécio, segundo ele, disse que já havia indicado outra pessoa para a vaga, dando a ele a oportunidade de escolher qualquer uma das outras diretorias da mineradora.

O tucano teria dito para o delator esquecer o pedido milionário da irmã, pois todos os contatos seriam feitos com ele próprio.

O depoimento de Joesley diz que Aécio teria pedido várias outras quantias a ele.

Chegou, por exemplo, a vender um apartamento superfaturado, de R$ 17 milhões, a uma pessoa indicada pelo senador para passar o dinheiro a ele.

O advogado de Andrea Neves, Marcelo Leonardo, disse que só se pronunciará depois de ter acesso integral ao inquérito.

A defesa de Aécio justificou, em nota, que a conversa com Joesley se referia a uma relação entre “pessoas privadas”, sem a negociação de contrapartidas, ato ilegal ou relação com o poder público.

“Tratou-se única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal”, afirma o advogado José Eduardo Alckmin.

Fonte: exame.com

Serra pediu caixa dois de R$ 6,4 milhões, afirma delator

Serra pediu caixa dois de R$ 6,4 milhões, afirma delator

O empresário Joesley Batista confessou, em delação premiada, ter pago R$ 6,4 milhões por meio de caixa dois à campanha do senador José Serra à Presidência da República – o tucano foi candidato ao Planalto em 2002 e em 2010. Segundo a delação, outros R$ 13 milhões foram doados oficialmente ao tucano.

De acordo com Joesley, o senador pediu R$ 20 milhões ao Grupo JBS.

“R$ 6 milhões através de notas frias para a empresa LRC Eventos e Promoções, com a falsa venda de um camarote no Autódromo de Interlagos, em São Paulo; R$ 420 mil para a empresa APPM Analista e Pesquisa, também em notas frias”, diz o anexo da delação do dono do grupo JBS.

O delator explica que outros R$ 13 milhões foram doados oficialmente, conforme indicação do candidato.

Joesley afirmou que o ‘sr. Furquim’ ficou responsável pela operacionalização dos pagamentos – Luiz Fernando Furquim morreu em 2009 e foi responsável pelas contas de campanha do senador tucano.

COM A PALAVRA, SERRA

“As contas de todas as campanhas de José Serra foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. José Serra jamais recebeu qualquer tipo de vantagens indevidas das empresas de Joesley Batista. E mais que isso, nunca tomou medidas que tenham favorecido a Joesley ou a seu grupo empresarial em nenhum dos diversos cargos que ocupou em sua longa carreira pública.
O senador esta confiante que a investigação irá comprovar a lisura de sua conduta.”

Assessoria de imprensa de José Serra

Fonte: O Estado de S. Paulo

MBL desiste de pedir renúncia, e Vem Pra Rua adia protesto

MBL desiste de pedir renúncia, e Vem Pra Rua adia protesto

O MBL (Movimento Brasil Livre), que até ontem pedia a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB), desistiu de pedir a saída do presidente do cargo. Mudança ocorre após divulgação do conteúdo dos áudios feitos por Joesley Batista, dono da JBS, que gravou uma conversa com Temer na qual ele teria dado o aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Temer nega ter consentido com essa situação.

Ontem à noite, o MBL publicou um post em página oficial do Facebook protestando contra a corrupção. “Queremos que todos os políticos corruptos sejam punidos. Não importa o partido. Não estamos a serviço de um projeto de poder, estamos a serviço do futuro do país.” A frase era acompanhada de uma montagem com imagens de Lula, Dilma, Temer e Aécio Neves.

Já nesta sexta-feira, entretanto, o movimento definiu como sensacionalista a matéria que revelou a gravação do empresário da JBS. “Ainda há de se investigar mais a fundo algumas partes, mas não era tudo que foi alardeado. O Brasil perdeu muito com essa brincadeira – menos Joesley Batista, que saiu lucrando”.

O Vem Pra Rua adiou a manifestação prevista para o próximo domingo, dia 21. Segundo o coordenador do movimento, Rogério Chequer, o mote ‘prendam todos os corruptos’ continua. “Conversamos com a Polícia Militar ontem e eles disseram que não poderiam oferecer o mesmo nível de segurança que tivemos em outros atos por conta da Virada Cultural”.

Em comunicado, o movimento reafirmou que a decisão não significa um recuo e que ainda não houve definição de nova data para o ato. “[Temer] tem que renunciar e o Aécio tem que ser totalmente investigado pelo o que ele fez. A justiça tem que acelerar todos esses casos, de Lula, Dilma, Temer e Aécio. São todas pessoas que estão no comando do país e têm que ser investigadas e punidas”, continuou Chequer.

A coordenadora do movimento NasRuas, Carla Zambelli, publicou na noite da última quinta-feira um vídeo nas redes sociais em que diz que é hora de “assentar a poeira, colocar o pé no chão e ver o que está acontecendo” . O movimento havia decidido esperar a liberação dos áudios para se posicionar e não fez convocação para manifestações.

Carla ainda ressalta que os áudios não foram conclusivos para fazer a ligação entre Michel Temer e o deputado Rodrigo Rocha Loures, que teria recebido dinheiro para o presidente.

Outro movimento, o Movimento Liberal Acorda Brasil (MLAB), defendeu em sua página no Facebook uma “faxina geral na política”. Apesar de não convocar para atos, o MLAB comentou os áudios. “Vai ficar chato se continuarem a dizer que a gravação não é nada demais. É tao difícil assim entender que ela é só um pequeno extrato de MUITO mais?”.

Fonte: veja.com

Quem é Ticiana Villas Boas, mulher do homem-bomba da República

Ticiana Villas Boas pode ter levado, como declarou certa vez, glamour ao mundo do marido, o bilionário goiano que é dono da maior empresa processadora de carne do mundo, aquela que tem Tony Ramos como garoto-propaganda da sua marca mais conhecida. Isso não a impediu, no entanto, de ver seu nome envolvido em um escândalo que, de glamouroso, não tem nada. Da mesma forma que se afastar da bancada do Jornal da Band, que ela trocou pelos reality shows de culinária do SBT em 2015, não evitou que fosse parar no centro do noticiário mais quente do país em anos. Ticiana, o rosto à frente dos programas Bake off Brasil, Barbecue Brasil e Duelo de Mães, do canal de Silvio Santos, é mulher de Joesley Batista, o homem-bomba de Aécio Neves e Michel Temer.

Nesta quarta-feira, a Globo anunciou que Joesley gravou encontros que implicariam de forma pesada Temer e Aécio. O tucano, que segundo a denúncia pediu 2 milhões de reais ao empresário e ainda falou em “matar”quem transportasse o valor “antes da delação”, foi afastado nesta quinta-feira do Senado pelo STF e da presidência do PSDB pelos correligionários. Temer, segundo o mesmo noticiário político, começa a admitir que a governabilidade estaria se tornando insustentável.

Enquanto isso, Ticiana e Joesley estão nos Estados Unidos, onde se refugiam da repercussão atômica da bomba lançada por aqui pelo empresário – repercussão que incluiria ameaças de morte à família Batista. O destino exato não se sabe. O casal adquiriu um apartamento em Manhattan que já pertenceu ao publicitário Nizan Guanaes, mas, por isso mesmo, um endereço conhecido e evitado no momento.

O imóvel não é o único de passeio de Joesley e Ticiana. Eles também têm um lar em Angra dos Reis, esse comprado do  apresentador Luciano Huck, e um barquinho ancorado na ilha caribenha de St. Barth – além, é claro, de um jatinho para levá-los a esses lugares todos.

Quem insinuar que Ticiana ganhou o mundo – e subiu na vida – graças a Joesley vai deixar a baiana de 36 anos arretada. Ticiana Villas-Boas, 36, é filha de uma família tradicional de Salvador – parentes, diz, dão nome a rua e edifício na cidade – e afirma ter ralado muito até chegar à bancada do Jornal das Band e ao terceiro maior salário da emissora do Morumbi, de onde se transferiu para os estúdios construídos por Silvio Santos à beira da rodovia Anhanguera. Quando conheceu Joesley, segundo conta, ele era um tipo quase tacanho, acostumado a lidar com “donos de venda” e “açougueiros”.

Ticiana diz que levou glamour à vida do empresário, mas não escapou ao escândalo em que ele se meteu. Seu marido, já levado coercitivamente para depor no ano passado, no âmbito da Operação Greenfield, que investiga a J&F, holding proprietária da JBS, acaba de apertar o botão que pode implodir a gestão de Michel Temer. Pode ter uma aura de poder, mas também tem tudo a ver com corrupção.

1. Ticiana Villas Boas e o marido, Joesley Batista

Ticiana Villas Boas e o marido, Joesley Batista (Leo Franco/Dedoc)

2. Casamento da jornalista Ticiana Villas Boas e do empresário Joesley Batista, presidente do Grupo JBS Friboi

Casamento da jornalista Ticiana Villas Boas e do empresário Joesley Batista, presidente do Grupo JBS Friboi (Vinicius Matos/Dedoc)

3. Ticiana Villas Boas no almoço de lançamento da nova grade de programação da Band, no Terraço Daslu

Ticiana Villas Boas no almoço de lançamento da nova grade de programação da Band, no Terraço Daslu (Luciana Prezia/Dedoc)

4. Casamento da jornalista Ticiana Villas Boas e do empresário Joesley Batista, presidente do Grupo JBS Friboi

Casamento da jornalista Ticiana Villas Boas e do empresário Joesley Batista, presidente do Grupo JBS Friboi (Vinicius Matos/Dedoc)

6. Jornalista Ticiana Villas Boas

Jornalista Ticiana Villas Boas (Rafael Cusato/Dedoc)

Fonte: veja.com

Lula e Dilma tinham US$ 150 milhões em ‘conta-corrente’ de propina da JBS, diz Joesley

O termo de colaboração 1 do empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, descreve o fluxo de duas ‘contas-correntes’ de propina no exterior, cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O empresário informou à Procuradoria-Geral da República que o saldo das duas contas bateu em US$ 150 milhões em 2014. Ele disse que o ex-ministro Guido Mantega (Fazenda/Governos Lula e Dilma) operava as contas.

A reportagem do Estadão confirmou com procuradores próximos ao caso que a conta estava em nome de empresas offshores em banco na Suíça. A utilização de offshores caracteriza, para os investigadores, tentativa de camuflagem dos reais beneficiários da conta.

Procurado, o Ministério Público da Suíça se recusou a comentar e afirmou que não daria informações sobre ‘pessoas investigadas ou não’ pela Procuradoria.

As duas contas foram ‘zeradas’ em 2014. Segundo Joesley Batista, o dinheiro foi utilizado para financiar campanhas políticas de partidos e candidatos elencados pelo ex-ministro Guido Mantega. Segundo o empresário, ele foi ‘explícito’ em uma reunião com Dilma sobre a existência desse dinheiro. De acordo com sua delação premiada, os gastos eram tratados em reuniões entre Guido Mantega e Batista.

“Foi até zerar, até acabar. Acabou a da Dilma e acabou a do Lula. Eu avisei quando acabou.”

O empresário não soube dizer se os partidos que se beneficiavam dos recursos usavam o dinheiro ‘em caixa 1, em caixa 2, por dentro ou por fora’. Segundo ele, quem cuidava dessa relação de pagamentos era Edinho Silva na época, o tesoureiro da campanha.

O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e no ano seguinte, outra para Dilma.

Joesley revelou que em dezembro de 2009, o BNDES adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de US$ 2 bilhões, ‘para apoio do plano de expansão’ naquele ano.

“O depoente escriturou em favor de Guido Mantega, por conta desse negócio, crédito de US$ 50 milhões e abriu conta no exterior, em nome de offshore que controlava, na qual depositou o valor”, relatou Joesley.

Segundo o empresário, em reunião com Mantega, no final de 2010, o petista pediu a ele ‘que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma.

“O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente”, contou o empresário.

“O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema, e Guido confirmou que sim.”

Joesley declarou que foi feito um financiamento de R$ 2 bilhões, em maio de 2011, para a construção da planta de celulose da Eldorado. O delator disse que Mantega ‘interveio junto a Luciano Coutinho (então presidente do BNDES) para que o negócio saísse’.

“A operação foi realizada após cumpridas as exigências legais”, afirmou Joesley. “Sempre percebeu que os pagamentos de propina não se destinavam a garantir a realização de operações ilegais, mas sim de evitar que se criassem dificuldades injustificadas para a realização de operações legais.”

O empresário declarou que depositou, ‘a pedido de Mantega’, por conta desse negócio, crédito de US$ 30 milhões em nova conta no exterior,

“O depoente, nesse momento, já sabia que esse valor se destinava a Dilma; que os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef; que esses saldos somavam, em 2014, cerca de US$ 150 milhões.”

Segundo Joesley, a partir de julho de 2014, Mantega ‘passou a chamar o depoente quase semanalmente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, ou na sede do Banco do Brasil em São Paulo, para reuniões a que só estavam presentes os dois, nas quais lhe apresentou múltiplas listas de políticos e partidos políticos que deveriam receber doações de campanha a partir dos saldos das contas’.

Neste trecho de seu depoimento, Joesley cita o partido do Governo Michel Temer. O empresário destacou que o executivo Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F (controladora da JBS), fazia o contato com partidos e políticos.

“A primeira lista foi apresentada em 4 de julho de 2014 por Guido ao depoente, no gabinete do Ministro da Fazenda no 15º andar da sede do Banco do Brasil em São Paulo, e se destinava a pagamentos para políticos do PMDB; que a interlocução com políticos e partidos políticos para organizar a distribuição de dinheiro coube a Ricardo Saud, Diretor de Relações Institucionais da J&F, exceção feita a duas ocasiões”, relatou.

Joesley disse que em outubro de 2014 no Instituto Lula, encontrou-se com Lula e relatou ao petista que as doações oficiais da JBS já tinham ultrapassado R$ 300 milhões.

“Indagou se ele (Lula) percebia o risco de exposição que isso atraía, com base na premissa implícita de que não havia plataforma ideológica que explicasse tamanho montante; que o ex-presidente olhou nos olhos do depoente, mas nada disse”, contou.

Em outra ocasião, em novembro de 2014, Joesley disse que ‘depois de receber solicitações insistentes para o pagamento de R$ 30 milhões para Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, veiculadas por Edinho Silva (tesoureiro da campanha de Dilma em 2014), e de receber de Guido Mantega a informação de que “isso é com ela”, solicitou audiência com Dilma’.

“Dilma recebeu o depoente no Palácio do Planalto; que o depoente relatou, então, que o governador eleito de MG, Fernando Pimentel, estava solicitando, por intermédio de Edinho Silva, R$ 30 milhões, mas que, atendida essa solicitação, o saldo das duas contas se esgotaria; que Dilma confirmou a necessidade e pediu que o depoente procurasse Pimentel”, narrou aos investigadores.

Joesley afirma que, no mesmo dia, encontrou-se com Pimentel no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e disse ao petista ‘que havia conversado com Dilma e que ela havia indicado que os 30 milhões deveriam ser pagos’.

“Pimentel orientou o depoente a fazer o pagamento por meio da compra de participação de 3% na empresa que detém a concessão do Estádio Mineirão; que afora essas duas ocasiões, Edinho Silva, então tesoureiro da campanha do PT, encontrava-se, no período da campanha de 2014, semanalmente com Ricardo Saud e apresentava as demandas de distribuição de dinheiro; que Ricardo Saud submetia essas demandas ao depoente, que, depois de verificá-las com Guido Mantega, autorizava o que efetivamente estivesse ajustado com o então ministro da Fazenda.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULA

Nota

Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.

A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.

A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-Presidente.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

COM A PALAVRA, DILMA ROUSSEFF

A propósito das notícias a respeito das delações efetuadas pelo empresário Joesley Batista, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece que são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário:

1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário, nem de terceiros doações, pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos.

2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.

3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

COM A PALAVRA, FERNANDO PIMENTEL

Nos trechos divulgados para a imprensa é possível perceber que as afirmações de Joesley Batista em relação ao governador não têm nenhum suporte em provas ou evidências materiais. Novamente, acusações levianas vêm a público sem que a versão do acusador apresente comprovações que sustentem sua versão.

Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa do governador Fernando Pimentel

Nota Fernando Pimentel no Twitter

Estou sendo acusado mais uma vez de forma leviana e mentirosa. O acusador não apresenta provas para sustentar sua versão. Eu não tenho e nunca tive, em tempo algum, qualquer ligação com esse escritório de advocacia.
Nos trechos vazados à imprensa é possível perceber que as afirmações de Joesley Batista em relação a mim não têm nenhum suporte em provas ou evidências materiais.

A verdade é que a minha vida e de meus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Polícia Federal. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum ilícito foi encontrado. Eu não tenho imóveis escondidos, não tenho conta no exterior, nem tenho dinheiro não declarado.

Confio na Justiça e espero que o mais rápido possível ela seja capaz de mostrar a verdade. Tenho a consciência tranquila e aguardo com serenidade o devido processo legal, que comprovará minha inocência.

COM A PALAVRA, EDINHO SILVA

O coordenador financeiro da campanha presidencial de Dilma em 2014 afirma que esteve por diversas vezes com o empresário Joesley Batista solicitando doações para a campanha, já que essa era sua função, mas todas ocorreram de forma lícita, seguindo rigorosamente a legislação eleitoral. Todas as doações estão declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.
Assessoria de Imprensa

Fonte: O Estado de S. Paulo

Cunha nega recebimento de dinheiro de Joesley: “Não estou em silêncio”

Cunha nega recebimento de dinheiro de Joesley: “Não estou em silêncio”

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) escreveu nota de próprio punho na qual diz que Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, mentiu. Cunha nega que recebia dinheiro do empresário para se manter em silêncio.

“Estou exercendo o meu direito de defesa, não estou em silêncio e tampouco ficarei”, afirma Cunha no texto, segundo informações da Folha de S.Paulo. O deputado cassado inicia a nota dizendo que rechaça “com veemência as informações divulgadas de que estaria recebendo qualquer benefício”. “São falsas as afirmações atribuídas a Joesley Batista de que estaria comprando o meu silêncio.”

O ex-presidente da Câmara acrescenta que “jamais” pediu “qualquer coisa ao presidente Michel Temer”. “Recentemente, após entrevista dele [Temer], o desmenti com contundência, mostrando que não estou alinhado com nenhuma versão dos fatos que não seja a verdadeira”, finaliza.

A carta data de quinta-feira (18/5) e está assinada por Eduardo Cunha.

Nenhuma doação feita pelo grupo JBS nas últimas eleições e registrada nas contas apresentadas à Justiça Eleitoral foi lícita. A revelação consta do primeiro termo da delação premiada firmado pelo empresário Joesley Batista ao Ministério Público Federal (MPF). Em vídeo, ele declara que os R$ 400 milhões doados regularmente a políticos (candidatos a presidente, senador e deputado) eram “contrapartida a ajustes ilícitos”.

Após seis anos, Suécia arquiva processo contra fundador do WikiLeaks

Após seis anos, Suécia arquiva processo contra fundador do WikiLeaks

A Procuradoria da Suécia arquivou a investigação contra o fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, que há quase sete anos foi acusado de estupro pela relação sexual com duas mulheres. Em anúncio nesta sexta-feira (19/5), a promotora pública Marianne Ny disse que foi decidido “interromper a investigação”, alegando que não há “possibilidade de prisão” no “futuro imediato”.

De acordo com a Procuradoria, o processo pode ser reaberto a qualquer momento em que Assange pisar na Suécia, dentro do prazo de 2020, quando prescreve.

Assange vive refugiado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres e sempre se negou a ir para a Suécia responder pelo processo, pois alegava que corria o risco de ser extraditado ao Estados Unidos, onde poderia ser julgado por crimes contra o Estado devido à revelação de segredos militares e diplomáticos de Washington via WikiLeaks.

Além do processo, as autoridades suecas também revogaram o mandado de captura internacional contra Assange que o impedia de deixar a embaixada equatoriana no Reino Unido.

Assange era investigado sob acusação de ter praticado sexo sem consentimento com duas mulheres na Suécia, mas o jornalista australiano sempre negou os crimes. Ele argumentava que estava sendo perseguido pelas autoridades dos EUA pelo vazamento de dados sigilosos, apesar de o país nunca ter aberto uma ação formal contra ele.

Revelações
O WikiLeaks anunciou nesta sexta-feira que publicará novos documentos sobre o projeto “Athena” da CIA, o qual consegue afetar computadores que possuem o novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 10, e roubar dados.

As denúncias vêm uma semana depois de um ataque global de hacker contra 200 mil computadores em 150 países. Especialistas dizem acreditar que os hackers utilizaram tecnologia de invasão desenvolvida pelas agências americanas de inteligência

Justiça
Após arquivar a investigação contra Julian Assange, a Justiça da Suécia revogou nesta sexta-feira (19/5) o mandado de captura internacional contra o australiano.

Fonte: metropoles.com