Motorista é responsabilizado por acidente que matou ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró

Motorista é responsabilizado por acidente que matou ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró

O relatório do inquérito que apurou a morte da cantora paraibana Eliza Clívia, de 37 anos, ex-vocalista da Banda Cavaleiros do Forró, e do marido dela, o baterista Sérgio Ramos, foi concluído na manhã desta quarta-feira (13). Segundo a delegada de Delitos de Trânsito Daniela Lima, as investigações apontam que Clebton José dos Santos, motorista que dirigia o carro da cantora, foi o responsável pelo acidente, que aconteceu em 16 de junho deste ano em Aracaju.

“Podemos concluir com toda a tranquilidade, após exaurir todas as possibilidades de produção de provas através de depoimentos e provas técnicas, que a causa do acidente foi provocada pela entrada do veículo Pálio da via. E concluímos pelo indiciamento do senhor Clebton por homicídio culposo de trânsito e por lesão corporal culposa de trânsito”, explicou a delegada ao “G1”.

Lima contou que ouviu  sobreviventes e testemunhas. Ela esteve em Arapiraca, em Alagoas, para interrogar o motorista, que ainda se recupera do acidente. “Ele não tem memória do choque. Mas tem um relato de momentos antes de que estava utilizando um GPS para se guiar, já que não conhecia a cidade”.

O laudo revelou que o ônibus ia a uma velocidade entre 48 km/h a 62 km/h. O automóvel estava a 22 km/h no momento em que invadiu a preferencial. Os peritos afirmam que o motorista do ônibus levou pouco mais de um segundo para reagir, mas não seria possível evitar a batida, mas se estivesse na velocidade permitida na via, que é de 30 km/h.

O site também tentou contato com o motorista, mas não obteve retorno.

Fonte: noticiasaominuto

Idoso sai com mulher que conheceu pela internet e desaparece

O aposentado Manuel Antônio Madureira da Cruz, de 63 anos, está desaparecido desde a noite dessa terça-feira (12), quando saiu de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com uma mulher que conheceu pela internet.

O filho do idoso, Fernando Santos da Cruz, de 30 anos, disse ao “Extra” que viu o pai com uma mulher quando chegou em casa à noite, mas eles logo saíram. “Moro com meu pai, mas passei o dia fora. Quando cheguei em casa, a mulher que ele conheceu pela internet estava lá, mas logo quis ir embora. Só consegui vê-la muito rápido. Meu pai saiu para levá-la ao ponto de ônibus, mas não retornou”, contou.

A família de Manuel conseguiu rastrear o telefone celular dele. Ainda segundo o filho, o programa aponta que o aparelho está na comunidade Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da capital. “Não sei se roubaram o aparelho, ou se meu pai está dentro dessa favela. Estamos sem notícias dele”, disse.

O caso foi registrado na 59ª DP, de Duque de Caxias, nesta quarta-feira (13).

Fonte: noticiasaominuto

Janot oferece denúncia contra presidente do DEM

Fazem parte do inquérito ainda informações prestadas pelo doleiro Alberto Yousseff e por Rafael Angulo Lopez

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), informa o jornal O Globo. A denúncia está sob sigilo. A Polícia Federal tinha concluído inquérito no mês passado apontado a prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra o senador por irregularidades envolvendo o financiamento da Arena das Dunas, estádio de Natal na Copa do Mundo de 2014.

Segundo a investigação, o senador recebeu recursos em espécie e doações eleitorais oficiais da OAS em troca de ter ajudado a empresa com apoio político para a realização da obra e auxílio para obtenção de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A investigação tem por base análise de mensagens de texto extraídas do celular de José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

Fazem parte do inquérito ainda informações prestadas pelo doleiro Alberto Yousseff e por Rafael Angulo Lopez em delação premiada.

Estudante luta com ladrões e salva única cópia de sua tese de mestrado

Estudante luta com ladrões e salva única cópia de sua tese de mestrado

A ideia de perder a única cópia de sua tese de mestrado durante um assalto era inconcebível para a estudante sul-africana Noxolo Ntusi, de 26 anos.

Mesmo sob a mira de uma arma, ela se recusou a entregar aos ladrões sua bolsa, na qual estava o HD externo em que estava gravado o texto. “Não ia deixar eles levarem de jeito nenhum”, disse ela à BBC.

Ela, que é pesquisadora do Serviço Laboratorial de Saúde Nacional, em Joanesburgo, cursa uma especialização em zoologia molecular.

Ntusi voltava para casa quando foi abordada por homens que estavam dentro de um carro preto. Após correr, dois ladrões foram atrás, um deles com um arma em punho.

Câmeras de segurança registram tudo. As imagens mostram quando os bandidos conseguem pegar a sacola com o almoço da estudante, que ela deixou cair em sua fuga.

Ladrões levaram apenas a sacola com o almoço da estudante (Foto: Reprodução)

Mas, na hora de entregar a bolsa com sua tese, Ntusi se recusou, mesmo quando um dos homens colocou a arma contra sua cabeça e ameaçou atirar diversas vezes.

Ntusi explicou sua resistência dizendo que perder a tese significaria pedir que o prazo de conclusão do curso fosse adiado. Assim, ela só terminaria o mestrado no próximo ano.

“Só pensava no meu mestrado. Estou quase terminando de escrever”

“Tentei ficar numa posição fetal. Eles estavam tentando me colocar no carro, eu acho, mas me posicionei de tal forma que eles desistiram.”

Ela admite que não reagiu da forma “mais inteligente” e aconselha outros a entregarem o que bandidos pedirem, em vez de arriscar a vida.

“Queria concluir o mestrado e queria fazer isso agora. Não deixaria nada ficar no meu caminho. Mas foi muito perigoso”, afirmou.

“Você sempre pode escrever (uma tese) de novo.”

Os bandidos fugiram, mas depois acabaram presos. Segundo a polícia, um deles estava com uma pistola a gás, que não é letal.

Depois do incidente, a estudante decidiu fazer mais cópias de seu trabalho.

Estudante correu após ser liberada pelos ladrões (Foto: Reprodução)

Fonte: g1.com

Morador de rua pede para mulher abaixar som de Porsche e é baleado por ela em Nashville

Por volta de umas 3h da manhã de um sábado no mês passado, Gerald Melton estava tentando dormir, como sempre faz, na calçada em um lugar próximo da casa de shows Nashville’s Music Row, conhecido como o coração da indústria do entretenimento da cidade.

Mas o morador de rua de 54 anos estava “incomodado” pelo cheiro da fumaça de escapamento e o barulho de uma música alta que vinha de um Porsche SUV estacionado perto dali, segundo informou um comunicado divulgado pela polícia de Nashville.

Ele pediu à motorista para mover o Porsche de lugar e os dois começaram a bater boca. Em um momento, ele voltou para o lugar onde tentava dormir, como relatou à polícia.

Em seguida, a motorista, uma mulher de 26 anos identificada como Katie Quackenbush, segundo a polícia, saiu do carro e disparou duas vez contra Melton, acertando-o no estômago. Ela voltou para seu Porsche e fugiu do local.

Na segunda-feira, Katie, aspirante a cantora e compositora, foi indiciada por tentativa de assassinato em conexão com o episódio, ocorrido no dia 26 de agosto. Ela foi presa e solta após pagar uma fiança de US$ 25 mil. Melton ficou criticamente ferido e continua internado no Centro Médico da Universidade de Vanderbilt, segundo a polícia.

A notícia da prisão de Quackenbush provocou indignação nas redes sociais entre os defensores dos sem-teto. Não foi a primeira vez que Katie foi presa em razão de um episódio de violência. Em dezembro, ela foi acusada de agressão após atingir uma mulher na cabeça com um copo de vidro, de acordo com os registros da polícia do Tennesse. O caso ainda está aberto.

Quase quatro anos atrás, ela foi presa em outro caso de agressão contra uma mulher. A queixa foi retirada mais tarde.

Seu pai, Jesse Quackenbush, um conhecido advogado de Amarillo, no Texas, criticou as alegações contra a filha e alegou que ela “agiu em defesa própria”. Segundo ele, a filha e outra mulher que estava no carro estavam sendo “assediadas” pelo morador de rua. Quackenbush disse que a filha não tinha a intenção de matar o homem, mas afastá-lo.

Tanto Katie quando a outra mulher  disseram ter contatado a polícia “logo após” o incidente e “ambas concordaram em cooperar totalmente com a investigação”, afirmou o pai da cantora em um comunicado.

No entanto, um porta-voz da polícia de Nashville afirmou que nenhuma das duas acionou inicialmente a polícia para reportar o incidente. As autoridades foram chamadas por alguém que encontrou Melton ferido e buscou por ajuda. O Departamento da Polícia não havia ouvido a versão da mulher até seu advogado contar o que houve durante uma audiência judicial na semana seguinte.

Após duas horas, termina depoimento de Lula a Sérgio Moro

Após duas horas, termina depoimento de Lula a Sérgio Moro

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva encarou, nesta quarta-feira, 13, pela segunda vez, o juiz federal da Lava Jato, Sérgio Moro. Após depor por cerca de 2h30 em Curitiba, Lula segue para o ato em solidariedade a ele na Praça Generoso Marques, também na capital paranaense.

O depoimento faz parte da ação penal em que Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro supostamente por ter recebido recursos da Odebrecht para a compra de um terreno destinado a abrigar a sede do Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento vizinho ao do petista em São Bernardo do Campo.

Em maio, Lula esteve pela primeira vez frente a frente com Moro para prestar depoimento no caso do triplex do Guarujá.

O petista já foi condenado naquela ação, em primeira instância, a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Não há previsão de data para o julgamento, que vai ocorrer no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

Fonte: bandab

Cunha e Picciani teriam recebido 5 milhões de francos suíços de propina do “rei dos ônibus”

Autor de ação contra Maia visitou Cunha na cadeia

Corretor aponta repasses ilícitos do empresário Jacob Barata para o ex-presidente da Câmara e para o deputado presidente da Assembleia Legislativa do Rio

O repórter Fausto Macedo em seu blog no Estadão revelou na tarde desta quarta-feira que o corretor Lucio Bolonha Funaro afirmou em seu acordo de colaboração premiada que operacionalizou o pagamento de 5 milhões de francos suíços em propina para o ex-deputado Eduardo Cunha e para o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB-RJ). O valores teriam sido repassados pelo empresário Jacob Barata, conhecido como o ‘Rei do Ônibus’, em uma conta na Suíça operada por Funaro.

Jorge Picciani é pai do ministro dos Esportes do governo de Michel Temer. Jacob Barata chegou a ser preso em um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, mas foi solto após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder dois habeas corpus em 24 horas.

“Em 2014, o colaborador recebeu, a pedido de Eduardo Cunha, uma transferência, em sua conta no Banco Audi, no valor de cinco milhões de francos suíços. Que segundo Eduardo Cunha esses valores eram referentes a um pagamento de valores não declarados feito por Jacob Barata. Que esses valores seriam divididos entre Eduardo Cunha e Jorge Picciani, para serem usados na campanha de 2014”, diz o anexo sobre o tema entregue por Funaro à Procuradoria-geral da República.
Funaro narrou aos investigadores que não conhece Jacob Barata, mas que como Picciani não tinha conta no exterior, a pedido de Cunha, recebeu os valores em sua conta na Suíça em noma de uma offshore chamada Tuindorp Enterprises. Os valores recebidos no exterior foram transformados em reais e, segundo Funaro, disponibilizados no Brasil. A operacionalização dos valores em espécie teria sido feita por um doleiro de nome Tony.

Ainda segundo Funaro, a parte do dinheiro destinada à Picciani teria sido retirada em seu escritório, em São Paulo, por uma pessoa chamada Milton. O delator explica que foi avisado da retirada do dinheiro pelo ex-deputado Cunha por meio de uma mensagem enviada pelo aplicativo Wickr. Como prova de corroboração, Funaro entregou à PGR os extratos de sua conta no Banco Audi, na Suíça, os documentos da offshore Tuindorp Enterprises e os registros de contatos do aplicativo Wickr.

COM A PALAVRA, PICCIANI

Em nota, o deputado Jorge Picciani afirmou não conhece Funaro. “Como infelizmente a delação está em segredo de Justiça, não tive acesso a ela. Mas se de fato ele disse o que o jornal relata, esse senhor mente”, afirmou por meio de nota. A nota diz ainda que o deputado nunca recebeu nada de Funaro e que não conhece as pessoas de nome Tony e Milton. “A vontade de me envolverem não pode ser maior que a verdade”, conclui a nota.

COM A PALAVRA, JACOB BARATA

A defesa de Jacob Barata Filho repudia os boatos sobre depoimentos cuja existência ou eventual teor é desconhecido da defesa. Além disso, reitera que é falsa e caluniosa a história alegadamente narrada pelo delator.

Traficantes evangélicos obrigam mãe de santo a destruir terreiro; vídeo

Traficantes evangélicos obrigam mãe de santo a destruir terreiro; vídeo

Sete traficantes armados invadiram um terreiro de candomblé, no bairro Ambaí, no Rio de Janeiro, durante uma sessão religiosa. Eles obrigaram a yalorixá, sacerdotisa no local, a destruir as próprias imagens sob a mira de uma arma.

De acordo com a reportagem da CBN, toda a ação foi gravada e divulgada pelos criminosos nas redes sociais. Testemunhas disseram à CBN que os bandidos chegaram a urinar nos santos, dizendo que não permitiriam a prática de “bruxaria” naquela comunidade.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa apura um outro vídeo nas mesmas circunstâncias. O caso também teria ocorrido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Os “filhos de santo”, como são chamados os fiéis, foram obrigados a deixar o local. Criminosos usaram os canos das armas para arrancar as “guias”, um tipo de cordão, do pescoço deles.

No material é possível ouvir os criminosos falando as seguintes palavras: ‘Quebra tudo, quebra tudo! Apaga as velas, porque o sangue de Jesus tem poder! Arrebenta as guias todas! Todo o mal tem que ser desfeito, em nome de Jesus! Quebra tudo porque a senhora é quem é o “demônio-chefe”! É a senhora quem patrocina essa cachorrada! Quebra tudo! Arrebenta as guias todas, derrama, quero que quebre as guias todas!’

Os bandidos ameaçam a vítima com um bastão de beisebol onde está escrita a palavra ‘diálogo’. Eles dizem para a vítima que ela será morta, caso tente montar um novo terreiro na favela. O grupo chega a gritar o nome de uma facção criminosa durante a ação, além de citar o nome de Jesus Cristo e outros termos comuns em cultos evangélicos.

‘É só um diálogo que eu tô tendo com vocês, na próxima vez eu mato! Safadeza, pilantragem! Primeiramente é Jesus! Quando vocês forem bater cabeça aí na casinha do cachorro, vocês primeiro pedem licença a Jesus! Vocês não sabem que o “mano” não quer macumba aqui? Tá peitando por quê? Por que a gente tirou a boca dali? Arrebenta tudo! Eu sou da honra e glória de Jesus! Pensa por que eu não tô na favela essa p*** vai continuar? Já avisei! Se eu pegar de novo ou tentar construir esse c*** de novo, eu vou matar!’

Fonte: noticiasaominuto

Por unanimidade, Supremo rejeita suspeição de Janot para atuar contra Temer

Os ministros seguiram o voto proferido pelo relator do caso, ministro Edson Fachin

Por 9 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou hoje (13) pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para que seja declarada a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar nas investigações relacionadas ao presidente, iniciadas a partir das delações da JBS.

Os ministros seguiram o voto proferido pelo relator do caso, ministro Edson Fachin, que negou o mesmo pedido antes de o recurso chegar ao plenário. No voto proferido na sessão desta tarde, o relator disse que não há indícios de que Janot atuou de forma imparcial e com “inimizade” em relação a Temer.

Segundo Fachin, declarações do procurador à imprensa não podem ser consideradas como causa de suspeição. Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Janot disse que “enquanto houver bambu, lá vai flecha”, fazendo referência ao processo de investigação contra o presidente.

“A emissão de opinião por parte do chefe do Ministério Público da União, por si só, não se qualifica como hipótese de inimizade capital. Mais que isso, a explicitação das ações desencadeadas pelo Ministério Público afigura-se conduta potencialmente consentânea com a transparência que deve caracterizar o agir republicano,”, disse Fachin.

Votação

Votaram com o relator os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente, Cármen Lúcia.

Em seu voto, Lewandowski disse que as suspeitas contra o ex-procurador Marcello Miller, acusado de auxiliar a JBS durante o período em que esteve na PGR, não podem ser repassadas a Janot porque as causas de suspeição são pessoais. O ministro também citou que Janot não atuou exclusivamente contra Temer e apresentou denúncias contra políticos de outros partidos.

“Nós sabemos que o presidente da República não foi o alvo exclusivo das ações do procurador-geral da República. Também outros partidos, outros políticos dentro do espectro partidário foram igualmente atingidos”, disse o ministro.

Decano na Corte, Celso de Mello afirmou que a função do Ministério Público no campo penal é atuar com parcialidade por representar o poder punitivo do Estado.

“Não há que se falar em imparcialidade do Ministério Público, senão não haveria necessidade de juiz imparcial. O Ministério Público deve atuar como parte, senão debilitada estará a função repressiva. O MP não tem papel de defensor do réu e sim de órgão punitivo do Estado”, argumentou.

Cármen Lúcia

Brasília - A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, durante sessão para decidir sobre suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar nas investigações relacionadas ao presidente Michel
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, durante sessão para decidir sobre suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo JanotValter Campanato/Agência Brasil
Última a votar na sessão desta tarde, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, garantiu que mudanças no comando das instituições brasileiras não vão alterar o cumprimento da lei e da efetividade das investigações que estão em curso no país.

“O processo de apuração e o dever de apuração é da instituição, e é muito importante, na minha compreensão, que nós nos afirmemos, cada vez mais, no sentido de dar cobro a importância da institucionalidade. A chamada Operação Lava Jato e todos os processos que se referem à matéria penal não vão parar [porque muda um ou outro]”, disse a ministra.

Luís Roberto Barroso participa nesta semana de uma viagem acadêmica aos Estados Unidos e não votou. Gilmar Mendes estava ausente na votação. Mendes é alvo de pedido de suspeição feito por Janot nas investigações envolvendo o empresário Jacob Barata Filho. Rodrigo Janot não participou da sessão e foi representado pelo vice-procurador eleitoral, Nicolau Dino.

Defesa de Temer

No início do julgamento, a defesa do presidente Temer voltou a afirmar que Janot agiu de forma parcial nas investigações envolvendo o presidente. Ao subir à tribuna da Corte, o advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, disse que a prisão dos empresários Joesley e Wesley Batista, cujas delações baseiam as acusações, podem indicar que Janot não teve os devidos cuidados na investigação.

“Não houve por parte do presidente da República, ao contrário do que afirma a denúncia, não houve nenhuma ação em que ele, presidente de República, tivesse solicitado, recebido, favorecido ou aceitado qualquer benesse, elementares do crime de corrupção”, disse Mariz.