Relator do PSDB dá parecer favorável a Temer; saiba o que acontece agora

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentou nesta terça-feira um parecer contrário ao prosseguimento da segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) também foram denunciados pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A peça da PGR é fruto do inquérito sobre o “quadrilhão” do PMDB, aberto ainda em 2015. Para Janot, Temer liderava uma organização criminosa que desviou dinheiro da Petrobras, da Caixa Econômica e de Furnas, entre outras. O valor movimentado chegaria a R$ 587 milhões.

O parecer de Bonifácio terá de ser votado pelos deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O objetivo do governo é obter na CCJ um placar melhor do que o conseguido na votação da primeira denúncia, quando o parecer favorável a Temer foi aprovado por 41 votos a 24. O rito da tramitação da segunda denúncia contra Temer é o mesmo adotado na primeira acusação.

É bem provável que os integrantes da CCJ peçam vista do projeto. Como o prazo é de duas sessões do Plenário da Câmara, a discussão só deve ser retomada na próxima terça ou quarta-feira (18 de outubro).

No texto, Bonifácio acusa o MPF de tentar criminalizar a atividade política. “(…) não existem indícios que apontem para a existência de uma Organização Criminosa, estruturada, estável, coordenada, voltada para a prática sistemática de crimes. Ao contrário, o que se vê são atividades político-partidárias sendo tratatadas como criminosas, o que é inspiração antidemocrática”, diz um trecho do relatório.

“O afastamento do Presidente da República, neste momento, representará uma crise de altas proporções para o povo brasileiro e para desenvolvimento de nossas instituições, tudo isso em decorrência de uma denúncia claramente duvidosa”, escreve o relator em outro momento.

Presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia pretende levar denúncia a plenário ainda em outubro | Foto: Gilmar Felix / Câmara dos Deputados

A denúncia será votada pelo plenário da Câmara independentemente do resultado na CCJ: todos os 513 deputados terão oportunidade de se manifestar, mesmo que o relatório de Bonifácio seja vencedor na comissão. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) já disse que pretende levar o tema ao pleno antes do fim do mês, possivelmente na semana de 22 a 28 de outubro.

A eventual vitória na Câmara não livra Temer e os ministros da investigação: se os deputados rejeitarem a denúncia, Temer terá de responder pelas acusações quando deixar o cargo de presidente da República. Se a denúncia for aceita, o presidente é afastado do cargo por até 180 dias, enquanto ocorrem as investigações.

Por que Bonifácio de Andrada?

Segundo governistas, Bonifácio de Andrada foi escolhido para relatar a segunda denúncia contra Temer por sua formação jurídica: é advogado (pela PUC-RJ) e doutor em direito público (pela UFMG), e já lecionou em várias faculdades de direito. Assim, estaria em condições de apresentar um parecer técnico sobre o caso.

Além disso, Andrada votou a favor de Michel Temer quando a Câmara analisou a primeira denúncia contra o peemedebista. A escolha foi feita pelo presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

Segundo governistas, formação jurídica favoreceu a escolha de Bonifácio de Andrada como relator de segunda denúncia contra Temer | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na primeira denúncia contra Temer, Pacheco já havia escolhido um tucano mineiro: Paulo Abi-Ackel foi o autor do relatório favorável ao presidente, e o texto dele acabou vitorioso na CCJ. Por isso, tucanos que fazem oposição ao governo dizem que Pacheco estaria tentando angariar o apoio do PSDB mineiro com o objetivo de viabilizar-se como candidato a um cargo majoritário (de senador ou governador) nas eleições do ano que vem.

A BBC Brasil tentou contato com Pacheco, que não respondeu. Ao anunciar a escolha, o presidente da CCJ disse à imprensa que atendeu a critérios “técnicos” e não partidários. E que o tucano era “o mais experiente para relatar a denúncia”. Bonifácio está no décimo mandato como deputado.

O que é certo é que a escolha de Andrada criou mais um atrito entre o PSDB e o governo Temer. O líder da bancada do PSDB, Ricardo Tripoli (SP) pediu oficialmente a Pacheco que não escolhesse um tucano para relator. Na semana passada, os tucanos chegaram a tirar a vaga de Pacheco como titular da CCJ, o que inviabilizaria o relatório dele. O PSC, partido aliado ao governo federal, cedeu a vaga de Marco Feliciano (PSC-SP) para que Andrada pudesse permanecer na CCJ.

Planalto quer ampliar margem

“Quem votou contra (a primeira denúncia) não tem nenhum incentivo para votar a favor agora. E quem votou a favor idem. Portanto, se não surgir nenhum fato novo, a tendência é que o quadro continue o mesmo”, diz o líder da bancada do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB).

Para políticos mais próximos ao governo, a tendência é que o Planalto amplie o placar da primeira votação, quando a denúncia foi rejeitada por 263 votos a 227. É o que acredita o deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais defensores de Temer no Congresso. “Estamos fazendo o corpo-a-corpo, conversando um a um. Achamos que será possível ampliar o resultado”, diz Mansur.

Governistas apostam em margem maior de votos favoráveis ao presidente em segunda denúncia

Governistas citam o caso do PP: a bancada deu sinais de descontentamento com o governo em agosto e setembro, mas agora já estaria “pacificada”. De fato, o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) disse ontem à agência Reuters que a segunda denúncia contra o presidente é “muito fraca” e “difícil de ser comprovada”.

Pesam ainda a favor de Temer as liberações de cargos e de projetos de interesse dos deputados nas últimas semanas. As nomeações teriam sido para cargos de segundo escalão no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no INSS e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre outros.

Uma das últimas iniciativas de Temer nesta área é um projeto que visa substituir o antigo imposto sindical, extinto durante a reforma trabalhista. A nova contribuição – cujos detalhes ainda não são conhecidos – seria criada por meio de um projeto de lei com urgência, a ser enviado pelo Executivo ao Congresso nos próximos dias.

A informação foi confirmada à BBC Brasil pelo secretário-geral da central Força Sindical João Carlos Gonçalves, o Juruna. Ele diz, porém, que a criação do novo imposto interessa a todas as centrais sindicais – e não só à Força – e que a proposta não teria relação com a votação da segunda denúncia de Temer.

Fonte: BBC

Pintura de meio-fio ‘desvia’ de veículos estacionados e caso gera polêmica em RO

O serviço de pintura de um meio-fio vem causando polêmica entre a população de Vilhena (RO), no Cone Sul. No começo do último fim de semana, todos os veículos que estavam estacionados em uma rua da cidade ganharam um “contorno” de tinta, durante o trabalho de pintura feito pelos funcionários da prefeitura.

Ao invés de pintarem manualmente trechos do meio-fio onde haviam carros estacionados, servidores desviaram dos “obstáculos” com a tinta.

O caso aconteceu na Avenida Benno Luiz Graebin, próximo ao Colégio Tiradentes. Um morador da cidade gravou um vídeo debochando do serviço.

Uma auxiliar de odontologia, de 40 anos, contou que estava trabalhando quando viu os servidores pintando o meio-fio.

“Não fiquei observando o que eles estavam fazendo, porque não esperava algo desse tipo. Quando sai, não acreditei no que vi. Minha moto havia ganhado uma vaga de estacionamento ‘exclusivo’. É muita sorte”, brincou.

O empresário Volnei Rauh, de 52 anos, tem uma loja de informática na rua e se indignou com o serviço. Além de chamar o trabalho de “preguiçoso”, disse que a pintura no meio-fio também foi mal feita.

“Ficou toda borrada nas laterais. Como é que vão consertar essa palhaçada? O que me deixa mais revoltado é que eles viram que tinha gente aqui na loja e ainda assim não pediram para tirarmos o carro”, ressaltou Rauh.

Procurada, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que o equipamento utilizado para a pintura do meio-fio foi adquirido recentemente e que, apesar dos servidores terem recebido um treinamento antes de utilizá-lo, ocorreu possivelmente uma falha no manuseamento da máquina.

“Vamos conversar ainda com o funcionário responsável para ver o que realmente aconteceu. Estaremos enviando uma equipe ao local para lavar a pintura irregular e terminar as partes inacabadas”, declarou o secretário adjunto da Semosp, Rudimar Mazieiro.

Fonte: g1

Danúbia Rangel, mulher do traficante Nem, é presa no RJ

Danúbia Rangel, mulher do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, foi presa nesta terça-feira (10) na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A prisão foi feita por agentes da 39ª DP (Pavuna) e 52ª DP (Nova Iguaçu). Ela foi levada no fim de tarde para a Cidade da Polícia, também na Zona Norte do Rio.

Ela foi presa na casa de uma amiga, numa das ruas de acesso ao Morro do Dendê, na Ilha do Governador. Após a prisão, Danúbia não quis dar muitos detalhes aos policiais. Disse que não sabe praticamente nada da guerra da Rocinha e que tem poucas informações do marido, já que não podia visitá-lo porque encontrava-se foragida.

Danúbia Rangel foi solta pelo desembargador Siro Darlan em março do ano passado. Depois, ela foi julgada e condenada a 28 anos de prisão por tráfico de drogas, associação com o tráfico e corrupção. Passou, então, a ser foragida e nunca mais foi presa.

Em abril deste ano, o advogado de Danúbia entrou com pedido de prisão domiciliar. O objetivo era que ela deixasse de ser foragida e passasse a cumprir a pena em casa.

Três desembargadores da 7ª Câmara Criminal avaliaram o caso. Dois foram contrários e um a favor da domiciliar.

Segundo investigações, mesmo expulsa da Rocinha a mando do traficante Rogério 157 Danúbia ainda tem influência na comunidade da Rocinha.

Danúbia é mulher e ‘herdeira’ de Nem (Foto: Reprodução/Facebook)
Danúbia, que aparece em conta no Facebook que seria sua, é a quarta esposa de Nem (Foto: Reprodução/Facebook)

Fonte: g1

STF rejeita denúncia contra Renan Calheiros e Aníbal Gomes

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira (10/10) denúncia oferecida contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), no âmbito da Operação Lava Jato. Os parlamentares eram acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) da prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O senador e o deputado eram acusados de receber propina no valor de R$ 800 mil, por meio de doação eleitoral, com o objetivo de viabilizar um contrato entre a empresa Serveng Civilsan e a Petrobras. De acordo com o MPF, ambos teriam atuado para manter Paulo Roberto Costa no comando de uma das diretorias da estatal, que, em troca, trabalharia para a manutenção dos contratos pela empresa.

O relator do processo, ministro Edson Fachin, avaliou que não há elementos indiciários suficientes no caso para o recebimento da denúncia e a instauração da ação penal. Ao acompanhar o relator, Ricardo Lewandowski assentou que solidifica-se na Turma, gradativamente, o entendimento de que “denúncias baseadas apenas em delações premiadas não se sustentam e não podem ser acolhidas”.

Fonte: metropoles

Mulher é sequestrada e estuprada por falso policial em área nobre de SP

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo faz buscas para localizar um homem que, na sexta-feira passada, 6, se passou por um falso policial federal para render uma mulher, entrar em seu carro, circular com ela pela cidade durante três horas e, nesse período, estuprá-la e fazê-la sacar R$ 3 mil de um caixa eletrônico.

A mulher foi rendida quando saía de um supermercado na Rua Augusta, na região dos Jardins, área nobre da capital paulista.

O homem estava esperando o carro sair do estacionamento e, do meio da rua, encostou o falso distintivo para a mulher, que achou se tratar de um policial de verdade e abriu o vidro. O homem a convenceu a abrir a porta. Foi quando ela foi rendida.

O delegado seccional da região Centro, Marco Antônio de Paula Santos, afirmou que as investigações “estão avançadas” e que, por isso, preferia não dar detalhes sobre o caso, para não atrapalhar a captura do criminosos. Também não deu nenhum detalhe sobre a vítima, fortemente abalada após a agressão.

Nesta terça, depois que grupos de WhatsApp começaram a espalhar a história, mais mulheres começaram a contar relatos de supostas abordagens mal sucedidas que teriam ocorrido, na mesma região, por um homem que também teria um distintivo nas mãos.

O delegado, entretanto, afirma que não há informações na Polícia Civil de outras vítimas.

Fonte: exame

Fim do relacionamento pode ter motivado morte de casal em motel, diz delegado

A Polícia Civil suspeita que o empresário Márcio Rodrigues Borges, de 46 anos, não aceitava o fim do relacionamento com a professora Maira Gomes Vila Nova, de 53, por isso teria matado a ex-companheira e se suicidado em seguida. Os corpos deles foram encontrados no quarto de um motel às margens da BR-060, em Anápolis, a 55 km de Goiânia.

O titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade, Renato Rodrigues, afirmou que o casal teve um relacionamento de cerca de cinco anos, mas havia terminado há cerca de três semanas. No entanto, o empresário estaria com dificuldades de aceitar o fim do namoro.

“Parece que ele chegou a falar para algumas pessoas que se não fosse dela ela não seria de ninguém. Temos informações de que ele a procurava no trabalho querendo voltar. No entanto, durante o relacionamento deles não há registro de histórico de violência”, disse ao G1.

Parentes das vítimas começaram a ser ouvidos na GIH de Anápolis, que apura o caso. O corpo da professora foi velado e enterrado em um cemitério da cidade nesta terça-feira (10). Ela deixou dois filhos. Ainda não há informações se o corpo do empresário também já foi sepultado.

Crime

Os corpos foram encontrados no quarto de um motel. Funcionários do local perceberam que eles estavam há mais de 24h no local sem fazer qualquer solicitação, sem atender a chamados no telefone ou atender à porta. Portanto, chamaram a Polícia Militar, que entrou no local e encontrou as vítimas.

Segundo o delegado Vander Coelho, que esteve no local do crime, a forma como o casal foi encontrado indica que homem matou a mulher e depois cometeu suicídio.

“A vítima do sexo feminino foi alvejada com dois disparos, sendo um na região do tórax e outro na cabeça. Já a vítima do sexo masculino portava essa arma de fogo e tinha um disparo na lateral da cabeça […]. Tudo indica que as mortes ocorreram pouco depois que eles chegaram ao motel, já que nenhum objeto estava fora do lugar, eles ainda estavam com sapatos e roupas e não houve nenhum consumo no quarto”, explicou.

Fonte: g1

STF substitui prisão de Jacob Barata Filho por medidas cautelares

O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ordem em habeas corpus, nesta terça-feira (10/10), para substituir a prisão preventiva decretada contra Jacob Barata Filho por medidas cautelares. Com a decisão, o empresário está proibido de deixar o país, manter contato com outros investigados, além de ter de cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana. As medidas também foram aplicadas a Lélis Marcos Teixeira, ex-presidente da Fetranspor.

A maioria da 2ª Turma seguiu o voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Para o ministro, as medidas impostas são suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva e reduzir o alegado risco de fuga. Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski acompanharam o entendimento. Único a divergir, o ministro Edson Fachin declarou que caberia para aguardar decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o caso.

Barata Filho foi preso em flagrante em julho, quando tentava embarcar, no aeroporto do Rio de Janeiro para Lisboa, por ordem da 7ª Vara Criminal Federal do RJ. A ação ocorreu no âmbito da Operação Ponto Final, que investiga irregularidades no setor de transporte de passageiros no estado do RJ. O empresário foi denunciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e organização criminosa.

Liminar controversa
Em agosto, atendendo a pedido da defesa de Barata Filho, Gilmar Mendes substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas. A decisão gerou controvérsia, já que o ministro foi padrinho de casamento da filha do empresário. O fato motivou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a solicitar o reconhecimento da suspeição de Mendes para atuar no caso.

Nesta terça-feira, os ministros da 2ª Turma reclamaram da “prática do Ministério Público”. Gilmar Mendes explicou que mora em Brasília desde os anos 1970 e conhece “um sem número de pessoas” — “obviamente essas pessoas não são íntimas”. O ministro subiu o tom para rebater o impedimento solicitado por Janot e voltou a criticar o ex-PGR.

“Não tinha estatura para estar onde estava”, disse Gilmar sobre Janot. “Aí uma figura dessa, lamentável, vem arguir a suspeição de um ministro. O seu melhor epitáfio é a foto com Pierpaolo Bottini, em um bar de Brasília. (…) Estava usando óculos escuros, faltou-lhe a peruca.”

Fonte: metropoles

Relator na CCJ recomenda rejeição da denúncia contra Temer

A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) envolve os crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Pela Constituição, para que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se processa o presidente e os ministros, é exigida a autorização da Câmara.

O parecer de Bonifácio ainda passará por votação na CCJ, antes de seguir para o plenário principal da Câmara. Se for derrotado, outro relator será indicado para a apresentação de um novo texto, que represente a posição majoritária da comissão.

“Conclui-se pela impossibilidade de se autorizar o prosseguimento dessa denúncia contra o presidente Michel Temer”, afirmou o deputado, após quase uma hora de leitura.

Depois de se debruçar sobre a denúncia contra Temer, o relator passou a analisar a denúncia contra os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral).

Após a leitura, os advogados de defesa dos acusados terão direito a fala pelo mesmo tempo usado pelo relator. Em seguida, é esperado um pedido de vista, concedendo mais tempo para que os deputados analisem o relatório. Com isso, a votação do parecer deve ser feita na semana que vem.

A sessão

Na reunião desta terça, Pacheco rejeitou pedidos para fatiar a denúncia contra Temer, Moreira e Padilha. Parlamentares oposicionistas queriam uma votação para cada acusado. No entanto, Pacheco afirmou que a CCJ produzirá um relatório único, fruto de apenas uma votação.

Ele ressaltou que, se o texto trouxer entendimentos diferentes para cada um dos denunciados, um eventual fatiamento pode ocorrer no plenário da Câmara, onde será analisado o relatório votado na CCJ.

Pacheco também negou um pedido feito pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) para que Andrada fosse retirado da relatoria.

Na última semana, o relator, do PSDB de Minas Gerais, foi destituído da vaga que ocupava pelo partido na CCJ. Os líderes tucanos argumentaram que a relatoria poderia intensificar o racha na bancada, que diverge entre apoio e oposição ao governo Temer.

Ele permaneceu no posto depois que o PSC cedeu uma cadeira ao deputado. Para Zveiter, embora a troca seja aceita pelo regimento da Câmara, seria “ética e moralmente é inaceitável”.

O relatório

Durante a leitura, Bonifácio de Andrada afirmou que o Ministério Público é um “órgão poderoso que se utiliza e domina a Polícia Federal”.

O parlamentar declarou ainda que o MP “mancomunado com o Judiciário” trouxe um “desequilíbrio nas relações entre os Poderes da República”.

“Era um órgão [o MP] de autonomia limitada, que passou a ter plena independência. Um novo Poder, com atribuições fortalecidas”, declarou.

Bonifácio comparou as atribuições do Ministério Público antes e depois da Constituição de 1988, afirmando que o órgão ganhou muito poder e “ficando, de certa forma, com uma força de um certo aspecto até maior do que a do próprio juiz”.

O relator fez críticas à ação do MP hoje, afirmando que exerce uma atuação “policialesca” com o apoio “do noticiário jornalístico que fortalece essas atuações espetacularizadas pelos meios de comunicação”.

Em outro trecho do relatório, Bonifácio de Andrada chamou a denúncia apresentada pela PGR de “relatório de acusações que atingem homens públicos desde 2001”.

Ele também declarou que a “tese do Ministério Público é que o presidente da República seja um chefe de organização criminosa”.

“[Para a PGR], ele [Temer] seria um chefe da Cosa Nostra”, declarou Bonifácio em referência à máfia italiana.

Para ele, a denúncia faz um “ataque generalizado aos homens públicos do pais, sem distinção” e, ao acusar os partidos de integrarem uma organização criminosa, tenta “criminalizar a atividade político-partidária”.

“É inadmissível que um partido político constitua uma associação para fins criminais”, afirmou.

Bonifácio também pondera que o crime de obstrução à Justiça trata-se de um delito “amplo e vago”, que “acaba por criminalizar uma série de condutas licitas”.

“O que nos fica claro é que a tentativa de envolver ministros e o presidente não encontra respaldo nas várias páginas da denúncia”, disse.

Bonifácio recorreu ao artigo da Constituição que diz que um presidente da República não pode ser processado por atos estranhos ao seu mandato. Ele citou manifestações de ministros e juristas que trataram do tema, caso de Alexandre de Moraes e Celso de Mello.

“Desse modo, no campo jurisprudenical, somente os fatos após maio de 2016 é que serão objeto de análise penal”, declarou Bonifácio, lembrando que Temer assumiu a Presidência em maio de 2016, após o afastamento de Dilma Rousseff em decorrência da abertura de processo de impeachment contra a petista no Senado.

Fonte: g1

Mulher sobe em caminhão e fica pelada, em Porto Velho

Uma mulher, ainda não identificada, subiu em um caminhão baú na manhã desta terça-feira (10) e chamou a atenção de transeuntes ao tirar a roupa. O fato inusitado aconteceu na Avenida Amazonas com Rua Portela, bairro Cuniã, zona Leste de Porto Velho.

O veículo estava parado descarregando mercadorias, quando a mulher subiu, tirou a roupa e afirmou que desceria apenas com a chegada de militares do Corpo de Bombeiros. Porém, o Samu foi acionado e juntamente com a uma equipe da Polícia Militar que passava no local conseguiram convencer ela a descer.

A mulher foi encaminhada para a UPA da região e medicada. Populares informaram que ela possui problemas psicológicos.

Fonte: Rondoniaovivo

AO VIVO: Relator apresenta parecer sobre denúncia contra Temer, Padilha e Moreira

O relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), apresenta na tarde desta terça-feira o seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) são acusados de organização criminosa e obstrução da Justiça.

A CCJ retomou os trabalhos depois de uma mobilização para derrubar a sessão do plenário da Câmara. Os governistas foram ao plenário e pediram que a base entrasse em obstrução. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), abriu a sessão para votar uma Medida Provisória que interessa à área econômica.

Aliados comentaram que Maia quis marcar posição, como ocorreu ainda na condução da primeira denúncia, que foi rejeitada pela CCJ e depois pela Câmara. Pelo regimento interno da Câmara, as comissões não podem funcionar ao mesmo tempo que uma sessão acontece no plenário.

O relator chegou chegou à CCJ pouco depois das 15h, acompanhado de filhos e netos. Segundo o colunista Lauro Jardim, Bonifácio só finalizou o relatório em cima da hora, no início da tarde. No corredor da comissão, Bonifácio de Andrada disse que o relatório tem 35 páginas. Ele se sentou à mesa e foi cumprimentado por colegas como Paulo Maluf (PP-SP), Paulo Abi-ackel (PSDB-MG) e Sergio Zveiter (Pode-RJ).

— Boa sorte — disse Zveiter a Bonifácio.

Também estão a postos na comissão, acomodados próximos à mesa, o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, o advogado do ministro Eliseu Padilha, Daniel Gerber, e o advogado de Moreira Franco, Antonio Pitombo.

Pela manhã, o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), negou o pedido de fatiamento da denúncia, ou seja, para separar as acusações contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). A Procuradoria-Geral da República os acusa de organização criminosa e obstrução da Justiça.

Outro pedido que Pacheco negou foi o do deputado Sergio Zveiter (Pode-RJ), de rejeitar a mudança feita pelo PSDB, de retirar Andrada da vaga de suplente na CCJ na tentativa de estancar a disputa entre tucanos pró-governo e a ala dissidente do partido que prega a continuidade das investigações. Como Andrada é da ala pró-governo, na semana passada um partido da base aliada, o PSC, cedeu uma de suas vagas na comissão para que Andrada a ocupasse, permanecendo assim no cargo de relator.

Nas tratativas para barrar a denúncia na Câmara, Temer retomou, na segunda-feira, encontros com parlamentares e reforçará os contatos hoje.

Líderes da base aliada vêm pressionando o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, a liberar as emendas impositivas, que têm efeito direto nas bases eleitorais dos deputados, o que vale ouro às vésperas do período eleitoral. O ministro alegava falta de dinheiro para pagar as emendas já empenhadas, mas, segundo fontes do governo, com a abertura de crédito suplementar, a tendência é que sejam destravados esses gargalos, especialmente para os deputados aliados.

O Planalto está monitorando os votos porque recebeu alertas de que haveria insatisfações na base. A coesão dos partidos do chamado “centrão” garantiu a vitória de Temer na primeira denúncia, que foi rejeitada pela Câmara.

Fonte: oglobo