Ex-funcionário da Globo e amigo afirmam que vazaram vídeo de Waack

Dois jovens admitiram terem vazado o vídeo em que William Waack se prepara para uma passagem durante a cobertura da eleição de Donald Trump, no ano passado. Ele aparece reclamando de um motorista que buzina, afirmando que “é coisa de preto”.  Ele foi afastado do Jornal da Globo depois do vazamento. O operador de VT Diego Rocha Pereira, 28 anos, e o designer gráfico Robson Cordeiro Ramos, 29, afirmaram à Jovem Pan que foram eles os responsáveis por divulgar as imagens.

Ex-funcionário da Rede Globo, Diego diz que a equipe de link externo estava se preparando para a entrada de Waack com um consultor – mesmo quando a imagem não está sendo transmitida, os operadores têm acesso a ela. “Tudo aconteceu enquanto a produção estava colocando o microfone nele”, explica Diego. “Eu ainda voltei as imagens para ter certeza, não estava acreditando que ele teria falado aquilo. Fiquei tão revoltado que filmei com meu celular”, diz.

Quem divulgou o vídeo foi Robson.  “Soltei o vídeo em um grupo de líderes do movimento negro”, conta, garantindo que a intenção não era necessariamente atingir Waack. “Mas não foi premeditado essa repercussão, a ideia era mostrar para os amigos que um jornalista influente como ele também poderia ser racista”, afirma.

Segundo os dois, eles já tinham mostrado o vídeo para algumas pessoas da imprensa, mas não houve interesse.  “Chegamos a ouvir, ‘se não é do William Bonner’, não interessa”, conta Ramos. Diego conta que chegou a perder o vídeo, mas acabou recuperando. “O vídeo original ficou em um celular que perdi durante o Carnaval. Mas o Robson tinha ele em um backup, quando foi atualizar o telefone recentemente, o vídeo apareceu”,

Comentário preconceituoso
Os dois amigos afirmam que se ofenderam com o comentário de Waack e dizem que esse tipo de fala parece ser comum para o jornalista. “Ele faz o comentário de graça, tá tudo normal no estúdio, e ele fala de graça”, diz Diego. “Eu me revolto porque ele trabalha com milhões de negros dentro da Globo. Ele é o âncora, ele traz a informação, mas em volta dele tem um monte de negros trabalhando. Fico imaginando como ele é fora da câmera”, acrescenta o amigo.

Eles acham que a punição a Waack pode ter uma repercussão positiva na sociedade.  “As pessoas vão pensar: ‘olha o que aconteceu com ele, se eu tiver a mesma atitude, acontecerá comigo também’”, acredita Ramos. Diego reclama que no cenário da fala de Waack, não houve nenhuma repreensão dos presentes. “Ali estava cheio de gente, tinha coordenador, diretor de imagem, o próprio entrevistado poderia ter reclamado da ‘piadinha”, afirma.

Afastamento
A Globo afirmou que a princípio o jornalista está afastado até que “a situação esteja esclarecida” e que a partir de amanhã vai discutir as implicações a longo prazo. Diz ainda que é “visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações”. O próprio Waack ainda não veio a público para comentar o caso, mas segundo a nota da Globo ele “afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza”, mas pede desculpas a quem se sentiu ofendido.

Além do afastamento do Jornal da Globo, o “Painel”, programa de Waack na Globonews, foi cancelado. O programa era apresentado desde o ano 2000 por Waack. Ele tinha acabado de ser reformulado e já tinha sido gravado em cenário novo. Não há previsão sobre se a atração vai voltar ao ar com outro apresentador. No “Painel”, Waack recebia convidados e especialistas em várias áreas para debater assuntos atuais.

A hashtag #WilliamWaack foi para o segundo lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil na tarde de hoje por conta do vídeo. “Quem trabalha na Globo e decidiu vazar esse vídeo do William Waack tem nossa eterna gratidão”, comentou um usuário do Twitter. “Vazou um vídeo do William Waack sendo racista. Eu não deveria estar chocada, mas estou”, comentou outra internauta.

Leia a nota divulgada pela Globo:

“Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.

Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.

William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos”.

Fonte: correio24horas

Câmara aprova projeto que restringe saída temporária de presos

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) o Projeto de Lei 3468/12, do deputado Claudio Cajado (DEM-BA), que muda regras de saída temporária de presos em regime semiaberto, conhecida como “saidão”. A matéria será enviada ao Senado.

Esse tipo de saída ocorre em dias festivos como Natal e Dia das Mães, com o objetivo de contribuir para a ressocialização dos presos. Os críticos da medida, no entanto, argumentam que os condenados aproveitam a saída para cometer novos crimes.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), incorporando emendas apresentadas em Plenário.

De acordo com o substitutivo, para o juiz conceder o benefício dependerá de parecer favorável da administração penitenciária e, se o preso for reincidente, terá de ter cumprido metade da pena, em vez de ¼ como é hoje.

Hediondos
Para os condenados a crimes hediondos, prática de tortura, tráfico de drogas e terrorismo, o cumprimento mínimo de pena aumenta para poder concorrer ao saidão. Se for réu primário, terá de cumprir 2/5 da pena e, se reincidente, 3/5.

O tempo total é reduzido de sete para quatro dias e a quantidade de vezes que a saída temporária poderá ser renovada no ano passa de quatro para apenas uma vez.

Outra novidade no relatório de Almeida é que o juiz deverá determinar o uso de equipamento de monitoração (tornozeleira eletrônica), se disponível; e comunicar aos órgãos de segurança pública quais presos contarão com o benefício.

Agravantes
O texto também introduz novos agravantes no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40). O agravante aumenta a pena inicial que o juiz poderia estipular para um determinado crime.

Um deles é para o caso de crime cometido pelo preso no período em que foi beneficiado pela saída temporária. Os outros casos são para crime cometido enquanto a pessoa está no presídio ou para crime cometido em concorrência com pessoa já presa.

Fonte: agenciacamara

Candidato do Enem que não transcreveu frase no cartão resposta terá prova corrigida, diz Inep

A prova dos participantes que se esqueceram de transcrever a frase do Caderno de Questões para a o Cartão-Resposta do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será corrigida. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quinta-feira (9).

O Inep informou que esta foi uma decisão interna do instituto que só foi possível porque os novos mecanismos de segurança do Enem – a prova personalizada, a partir de 2017; e a coleta do dado biométrico, desde 2016 – podem ser combinados para cumprir a função da transcrição da frase.

“Pode prescindir, por essa razão, a função da transcrição da frase, excepcionalmente em caso de esquecimento por parte do participante, de forma a impedir que outra pessoa faça a prova no lugar de um inscrito. A frase permitia a verificação grafológica, com o objetivo de checar se o autor da redação era realmente a pessoa inscrita. Com o dado biométrico, a Polícia Federal pode checar todas as digitais. Já a prova personalizada impede a troca de Cadernos de Questões”, diz o texto.

Entretanto, o Inep deixa claro que é necessário transcrever a frase na segunda etapa de aplicação, deste domingo (12). 

“A decisão pela correção dos participantes que se esqueceram da transcrição é uma decisão extraordinária. Tal medida, em caráter excepcional, visa evitar qualquer tipo de prejuízo ao participante que, por esquecimento, deixou de transcrever a frase”, afirma o Instituto.

Frase na capa da prova do Enem precisa ser transcrita no cartão de respostas. (Foto: Arquivo/G1)

Fonte: g1

‘The Economist’ diz que Bolsonaro é um ‘menino travesso’, e não um messias

LONDRES – O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), potencial candidato a presidente nas eleições de 2018, ganhou as páginas da revista britânica The Economist que chega às bancas e aos assinantes neste fim de semana. Para a publicação, no entanto, ele não é um “Messias”, como sugere o segundo sobrenome dele, mas, sim, um “menino muito travesso”. “Pode um demagogo como Jair Bolsonaro se tornar o próximo presidente?”, questiona o semanário, que traz uma foto do parlamentar com um grande sorriso.

A área de chegadas do Aeroporto Internacional de Belém (PA) foi escolhida pela reportagem para dar o clima de emoção de centenas de apoiadores, que aguardavam Bolsonaro monitorados por policiais. Alguns carregavam bandeiras com o slogan já escolhido para a campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Outros usavam camisetas do filme ‘O Poderoso Chefão’, com o rosto dele no lugar do de Marlon Brando. “Quando o candidato, finalmente, emerge pelas portas deslizantes, a multidão avança, esforçando-se para vê-lo. Enquanto os guarda-costas o escoram, a multidão persegue Bolsonaro como se ele fosse um herói de volta à casa”, ilustra.

A visita a Belém é um ato precoce na campanha de Bolsonaro para conquistar as eleições presidenciais em outubro de 2018, de acordo com a The Economist. Assim a revista o descreve: um nacionalista religioso, ex-capitão do Exército, anti-homossexual, favorável às armas e apologista de ditadores que torturaram e mataram brasileiros entre 1964 e 1985.

Bolsonaro, cita a revista, ataca a elite política exposta na Operação Lava Jato, e a mensagem ressoa. Se as eleições fossem realizadas hoje, um oitavo dos brasileiros votaria no deputado do PSC do Rio, segundo o Ibope. Com isso, ficaria em segundo lugar, atrás apenas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem o apoio de um terço do eleitorado.

Bolsonaro e Lula se enfrentariam num segundo turno. O apelo do deputado do PSC, no entanto, pode desaparecer à medida que a economia se recupera de uma recessão e os eleitores prestam mais atenção às eleições. “Mas seu posto de segundo lugar diz muito sobre o clima turbulento entre os brasileiros”, avalia o veículo britânico. Uma escolha entre Bolsonaro e o ex-presidente, que foi condenado por um tribunal de primeira instância por corrupção, “seria realmente sombria”. Lula recorre.

Trump brasileiro. Bolsonaro espera ser um Donald Trump brasileiro. Sua retórica é ainda mais indecorosa, de acordo com a revista. Em 2016, ele dedicou o voto de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff ao “torturador-chefe” da ditadura, Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Em 2014, disse a uma congressista que não a estupraria: “Você não merece”. Para o semanário, Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, fala pouco sobre o que faria como presidente, além de restaurar o direito e a ordem. Recentemente, admitiu em uma entrevista ter um “entendimento superficial” de economia.

O potencial candidato possui algumas opiniões convencionais, como a de realizar uma reforma gradual da cara Previdência Social brasileira. Outras, são menos convencionais, como liberar leis de controle de armas e restringir o investimento chinês no Brasil. A The Economist conta que a opinião pública se tornou mais militante e que a influência do conservadorismo tem mostrado crescimento.

Em setembro, exemplifica, o Banco Santander encerrou abruptamente uma exposição de arte em Porto Alegre, no sul do País, que incluía uma pintura que mostrava que alguém fazendo sexo com um animal. “Ativistas disseram que a instituição promoveu blasfêmia e bestialidade.”

Cerca de mil pessoas se juntaram a uma “marcha cristã para o Brasil” em 16 de outubro, em São Paulo. Alguns empunhavam bandeiras que exigiam que os militares assumissem o País. Bolsonaro, que foi batizado no rio Jordão no ano passado, atrairá o apoio dos evangélicos. Eles constituem o quinto da população, de acordo com o recenseamento realizado em 2010 – três décadas antes, eram um em cada 15.

A raiva com a economia, o crime e a corrupção aumentarão o apoio a Bolsonaro, prevê a publicação. Apesar de uma recente recuperação do crescimento econômico, a taxa de desemprego ainda está alta, em 12,4%, e a pobreza está aumentando. A taxa de homicídio está subindo. Michel Temer, o atual presidente, sobrevive no cargo apenas porque o Congresso rejeitou duas vezes os recursos dos promotores para julgamento por corrupção. Sua aprovação é de 3%. Apenas 13% dos brasileiros pensam que a democracia funciona bem; um terço queria outro golpe. Quase 60% deseja um presidente de fora de um dos três maiores partidos.

Preço pago. Bolsonaro tem uma carreira de 26 anos no Congresso e é agora membro do Partido Social Cristão, que tem apenas 11 dos 513 assentos na Câmara dos Deputados. Ele paga um preço: o dinheiro público para campanhas e horários na televisão e no rádio é distribuído de acordo com a participação dos partidos no Congresso.

“Mas o dinheiro tornou-se menos importante, uma vez que as reformas recentes limitaram as despesas de campanha e proibiram as doações corporativas”, comenta a reportagem. O potencial candidato se orgulha de gastar apenas R$ 1 milhão em sua campanha (em 2014, Dilma gastou 300 vezes mais).

Ele está apostando nas mídias sociais: tem 4,8 milhões de seguidores no Facebook, mais do que qualquer outro político brasileiro, e publica vários vídeos por dia, muitos dos quais são vistos por mais de 1 milhão de pessoas. Sua campanha está bem organizada, na avaliação da The Economist. Em Belém, ele contratou mulheres para lidar com qualquer manifestante feminina que pudesse aparecer; enviar homens para enfrentá-las poderia produzir uma cobertura de imprensa negativa.

“Bolsonaro é o único candidato honesto que temos”, explica Bárbara Lima, uma voluntária de 27 anos. “Não há provas de que ele é racista ou homofóbico.” Os mais antigos lembram a ditadura militar com carinho. “Minha infância foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Eu tinha liberdade, segurança e saúde”, lembra Tom Meneses. “Então, os socialistas chegaram ao poder”. Apesar da fúria e nostalgia, as probabilidades vão contra Bolsonaro se tornar presidente. Um terço dos brasileiros se nega a votar nele no primeiro turno.

À medida que a economia melhora, menos podem apostar em uma presidência radical, considera a revista. O sistema eleitoral de duas rodadas torna difícil para os extremistas ganharem; em uma segunda volta, a maioria moderada se desvia para o concorrente mais convencional.

“O único candidato com taxas de rejeição mais altas que Bolsonaro é Lula, mas ele pode não ser capaz de concorrer se um tribunal superior sustentar sua condenação”, explicou a publicação. Sua desqualificação tornaria as coisas ainda mais difíceis para o radical do Rio. Mesmo assim, a forte exibição precoce de Bolsonaro é um sinal de alerta, destaca a The Economist. “Os candidatos de centro devem provar que estão mais bem preparados do que os extremistas para reparar o dano que os políticos fizeram.”

 

Aécio Neves decide colocar Alberto Goldman na Presidência do PSDB

Pouco depois de destituir Tasso Jeiressati (CE) do comando nacional do PSDB e assumir a legenda, o senador Aécio Neves (MG) resolveu deixar na Presidência do partido o vice-presidente Alberto Goldman. Ex-governador de São Paulo, Goldman é o vice mais velho da sigla e, por isso, teria sido escolhido pelo mineiro.

Na tarde desta quinta-feira (9/11), Aécio foi pessoalmente ao gabinete de Tasso comunicá-lo de sua decisão. Ele teria sido pressionado por ministros tucanos para tomar essa atitude. O ex-governador de Minas Gerais argumentou que era preciso garantir a isonomia na disputa pela Presidência do PSDB, marcada para dezembro. Segundo Aécio, liderando os tucanos, Tasso estaria em vantagem – nesta quarta (8), o cearense formalizou sua candidatura a presidente nacional do PSDB.

Além de Jereissati, concorre ao cargo o governador de Goiás, Marconi Perillo. Em nota divulgada por volta das 17h30, o goiano classificou de “correta e justa” a retirada do rival do comando partidário. Segundo ele, a medida “restabelece o equilíbrio de formas para a disputa na Convenção Nacional.”

“Seria antiético e nem um pouco isonômico o processo se essa decisão não fosse adotada, já que a máquina partidária poderia pender para o lado de quem estivesse no comando do partido”, ressaltou Perillo, em trecho da nota divulgada. Ele também destacou a história e biografia “respeitáveis” de Alberto Goldman. “Por certo, conduzirá com isenção, espírito público e ética o processo sucessório interno nos 30 dias que antecedem a convenção, marcada para 9 de dezembro”, acrescentou.

Fonte: metropoles

Assassino de estudante de GO invadiu casa da jovem antes de matá-la

Assassino confesso da estudante Raphaella Noviski, 16 anos, Misael Pereira Olair, 19, chegou a invadir a casa da jovem dias antes de matá-la. O ato foi apenas uma das investidas dele contra a estudante, confirmando a obsessão que sentia. “Ele a conheceu em uma lan house. Fez de tudo para se aproximar. Tentou dar um colar a ela, que não aceitou. Entrou na casa dela. A jovem relatou para a família esse fato”, contou a delegada Rafaela Azzi, responsável pelo caso.

Nesta quinta-feira (9/11), novas testemunhas serão ouvidas pela delegada. Parentes, colegas e profissionais da escola em que Raphaella estudava e onde foi morta, em Alexânia (GO), vão colaborar com depoimentos.

Misael fará avaliações psicológicas e psiquiátricas no Instituto de Criminalística de Goiânia. A data da viagem para a capital do estado não foi confirmada, mas a transferência deve ocorrer nos próximos dias. O rapaz atentou contra a própria vida pelo menos três vezes desde segunda-feira (6), quando foi preso logo após invadir a Escola Estadual 13 de Maio e dar 11 tiros na adolescente.

O resultado desses exames vai abastecer o inquérito que está sendo feito pela Delegacia de Alexânia. Rafaela Azzi confirmou que espera concluir o caso até 20 de novembro. “Já tenho a minha opinião formada sobre o feminicídio, mas esses laudos vão colaborar com novos materiais para o julgamento do Misael”, disse ao Metrópoles.

A reportagem apurou que Misael juntou dinheiro para adquirir a arma com a qual efetuou 11 disparos em Raphaella. “Essa questão da arma trouxe novos pontos para a investigação, mas não posso dar maiores detalhes”, despistou a delegada.

Advogado sofre ameaças
Responsável pela defesa de Davi José de Souza, 49 anos, homem apontado como comparsa de Misael no crime, o advogado Joel Pires de Lima relata que ele e sua família têm sofrido retaliações. “Estamos sendo ameaçados. Recebemos ligações anônimas”, denuncia. “Uma sociedade que se diz cristã e protestante, pega os ensinamentos de Cristo e joga no lixo”, desabafa.

Joel lembra que ele não está à frente da defesa de Misael Pereira Olair. Esclarece que, no dia da audiência de custódia do réu, foi intimado pelo juiz a participar do caso pelo fato de a família do assassino confesso não ter indicado um advogado. “A população atacou apenas o acusado e com razão, mas ninguém apontou a responsabilidade do Estado. Não foi falado de aumentar a segurança nas escolas”, observa Joel.

Caso não seja indicado um advogado para Misael, a Defensoria Pública do Estado de Goiás definirá um profissional para atuar no caso.

Caso chocou Alexânia
O crime chocou Alexânia, cidade com 26 mil habitantes, a 88 quilômetros do DF. Raphaella foi assassinada com 11 tiros à queima-roupa, sete deles no rosto, em 6 de novembro. Misael pulou o muro da escola 13  de Maio, invadiu a sala onde a jovem estudava e disparou contra ela. A entrada dele no local e o pânico dos estudantes foram registrados por câmeras de segurança.

Na sequência, Misael tentou fugir em um carro conduzido por Davi, que havia levado o rapaz até o colégio. A dupla acabou presa. Além do revólver calibre .32, o assassino confesso portava uma faca e uma máscara, utilizada por ele na hora do crime. Em depoimento, Misael disse que matou a estudante por sentir “ódio” dela, já que a jovem não correspondia às investidas dele.

Fonte: metropoles

Dois corpos são encontrados enterrados em Florianópolis

Polícia Civil encontrou na tarde de quarta-feira (8), dois corpos enterrados no Morro do Mosquito, em Florianópolis, Santa Catarina. A corporação ainda conseguiu apreender cinco armas, sendo quatro pistolas e uma submetralhadora, além de munições.

De acordo com informações adiantadas pelo portal G1, dois adolescentes de 14 anos e uma garota de 15 anos foram apreendidos e dois jovens de 18 e 19 anos foram presos, mas negaram autoria das mortes.

“Os cinco foram presos em uma residência, as munições foram achadas dentro da residência e a maioria das armas foi encontrada em uma mata próxima a casa, com auxílio do cão farejador”, detalha o delegado Antônio Seixas Joca, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Os corpos de dois homens estavam em duas covas rasas. De acordo com o delegado Ênio Oliveira Matos, nesta quinta-feira (9) a Delegacia de Homicídios aguardava a confirmação das identidades.

Os dois seriam do Morro da Costeira e pertenciam a um grupo criminoso rival ao dos suspeitos presos. Os mortos teriam sido sequestrados quando um grupo criminoso rival invadiu o Morro da Costeira.

Fonte: noticiasaominuto

Professora de Maringá (PR) é denunciada por agressão contra alunos de 4 e 5 anos

A Secretaria Municipal de Educação de Maringá investiga a denúncia contra uma professora de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei). Mães de cinco alunos alegaram que a professora teria agredido física e psicologicamente as crianças de quatro a cinco anos. Segundo a Secretária de Educação do Município, Valquíria Trindade, a professora foi afastada da sala de aula.

Os pais afirmam que a professora teria levado os alunos pelo braço ao banheiro, ameaçado colocar a cabeça deles no vaso sanitário e acionar a descarga para puni-los por indisciplina. O caso também é investigado pela Polícia Civil.

Quatro mães registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil. Elas gravaram conversas com os filhos, que dão indícios de agressões. A professora também registrou boletim de ocorrência contra os pais das crianças por se sentir perseguida. Segundo a Secretaria de Educação, ela atua neste Centro de Educação Infantil há treze anos e nunca teve nenhum tipo de denúncia registrada. A administração municipal abriu sindicância para apurar o caso. O prazo é de 60 dias, mas pode ser prorrogado.

Fonte: bandnews

Atriz Portia de Rossi denuncia Steven Seagal por assédio sexual

A atriz australiana Portia de Rossi se juntou nesta quinta-feira, 9, às mulheres que denunciaram assédio sexual em Hollywood, ao relatar no Twitter um infeliz encontro com o diretor e ator Steven Seagal. Conforme ela escreveu, o caso aconteceu no escritório de Seagal, onde os dois marcaram de se encontrar.

“Ele me falou o quão importante era ter química fora da tela, enquanto me sentava e desabotoava sua calça de couro. Eu corri e liguei para a minha agente. Sem se espantar, ela respondeu: ‘Bom, eu não sabia se ele era seu tipo'”, publicou a atriz, casada com a apresentadora Ellen Degeneres, mas sem mencionar quando tudo aconteceu.

A atriz Portia de Rossi em 2014 Foto: Phil McCarten/REUTERS

Há poucos dias, a atriz Julianna Margulies, protagonista da série The Good Wife – Pelo Direito de Recomeçar, revelou num programa de rádio uma experiência similar com Steven Seagal nos anos 90. O caso teria acontecido em um hotel de Nova York onde estava marcado um teste de elenco. “Saí ilesa, não sei como. Gritei para poder sair dali “, explicou Margulies.

Destituído do comando do PSDB, Tasso critica Aécio e diz que eles têm diferenças ‘muito profundas’

Destituído do comando do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) fez duras críticas nesta quinta-feira (9) ao senador Aécio Neves (MG), afirmando que os dois têm diferenças “muito profundas”.

Aécio estava licenciado da presidência do PSDB desde maio e, nesse período, Tasso comandou a legenda de maneira interina.

De lá para cá, os grupos dos dois senadores se distanciaram, principalmente porque Aécio defendeu a permanência do PSDB no governo do presidente Michel Temer e Tasso, o desembarque.

No próximo dia 9 de dezembro, o PSDB fará a convenção nacional para eleger o novo presidente para os próximos dois anos. Tasso já lançou a candidatura dele e, segundo o senador, Aécio o procurou para que deixasse a presidência interina do partido em prol da “equidade” da disputa.

“Eu disse para ele que pedia dele uma certa sinceridade quando viesse argumentar as razões, porque, afinal de contas, nós éramos amigos, somos, espero, durante 30 anos, e que eu sabia perfeitamente que ele não queria isso em nome da equidade”, disse Tasso.

“E pedi apenas para que ele falasse comigo com toda a franqueza: que ele, na verdade, não queria que eu fosse candidato nem presidente do partido, que era essa a questão, porque nós temos hoje diferenças profundas, muito profundas”, acrescentou o senador.

Indagado, então, sobre quais são essas diferenças, Tasso respondeu:

“São conhecidas de todos vocês, são diferenças profundas, desde comportamento político, comportamento ético, visão de governo, fisiologismo, a questão de fisiologismo desse governo. Não é que ele seja fisiologista, o que eu não acredito, mas concordar e se omitir é tão grave quanto ser.”

Crise no PSDB

Ao comentar a saída da presidência interina do PSDB, Tasso foi questionado sobre o fato de “algumas pessoas” do partido afirmarem nos bastidores que Aécio não estava pensando no coletivo do partido.

“Tenho dito, vocês sabem, que ele não está pensando no coletivo do partido há muito tempo, desde quando ele está agarrado à essa presidência, e sabendo que ele ficando na presidência não traria vantagem para o partido nesse momento. E se ele estivesse pensando no coletivo do partido, isso não estaria acontecendo hoje. Nem essa crise estaria acontecendo hoje”, disse.

Fonte: g1