Van sobe em calçada e bate em prédio em Seattle; 4 ficam feridos

(Reuters) – Quatro pessoas foram levadas a um hospital após uma van ter invadido uma calçada no centro de Seattle e se chocado contra um prédio nesta quinta-feira, disse o Corpo de Bombeiros de Seattle no Twitter.

O corpo de bombeiros não deu mais informações sobre a condição das pessoas ou o que pode ter causado o incidente.

Fonte: exame

 

Anvisa proíbe a venda de quatro marcas de azeite

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu na terça-feira a comercialização de quatro marcas de azeite e de uma pimenta-do-reino devido a resultados insatisfatórios em laudos de análise fiscal. Os azeites de oliva extra virgem das marcas Torre de Quintela, Malangueza e Olivenza, fabricados pela Olivenza Indústria de Alimentos Ltda., foram proibidos por apresentarem índices de refração e iodo acima do recomendado, o que descaracteriza os produtos como azeites puros.

Foi vetado também um lote do azeite de oliva extra virgem Lisboa. De acordo com a Anvisa, o produto apresentou, segundo laudo de análise fiscal, perfil de ácidos graxos, determinação de ácidos graxos monoinsaturados, determinação de ácidos graxos poli-insaturados e pesquisas de matérias estranhas acima das faixas recomendadas. A agência determinou que a Natural Óleos Vegetais e Alimentos Ltda remova o estoque existente no mercado do azeite em questão.

Confira abaixo os lotes proibidos:

Nome do Produto – Marca Laudos de Análise Fiscal (definitivos) Lotes Data de fabricação Data de Validade
Azeite de Oliva Extra Virgem – Torre de Quintela 127.CP/2016106.00/2016

 

0817H1615K11 08/201611/11/2016 08/201911/11/2018
Azeite de Oliva Extra Virgem – Olivenza 109.CP/2016164.1P.0/2016

26.CP.0/2017

1706F160821K16

1520A17

06/201621/11/2016

20/01/2017

06/201921/11/2019

20/01/2020

Azeite de Oliva Extra Virgem – Malaguenza 145.1P.0/201687.00/2016 1623F1617E16 23/06/201605/2017 23/06/201905/2019
Azeite de Oliva Extra Virgem – Lisboa 2692.1P/2016 26454-361 23/05/2019

Pimenta-do-reino

A Anvisa determinou também a proibição da comercialização e o recolhimento de todos os lotes com data de fabricação 07/2016 da pimenta-do-reino em pó preta da marca Brusto. A medida foi motivada pelo resultado do laudo de análise fiscal definitivo 383.1P.0/201 que acusou presença de pelos inteiros e fragmentos de pelos de roedor (indicativo de risco) e de insetos (indicativo de falha de boas práticas) no produto.

O que dizem as empresas

Em nota enviada a VEJA por e-mail, a Distribuidora de Produtos Brusto LTDA, responsável pela pimenta-do-reino em pó preta Brusto afirmou que todos os produtos já foram retirados da comercialização “e não está mais sendo produzido até que seja descoberto o motivos dos problemas”.

A Olivenza Indústria de Alimentos LTDA, responsável pelas marcas de azeite extra-virgem Torre de Quintela, Olivenza e Malaguenza afirmou apenas que está “à disposição para análises necessárias dos órgãos competentes de avaliação dos produtos, afinal, primamos pela qualidade atendendo sempre os requisitos exigidos”.

A Natural Óleos Vegetais e Alimentos Ltda, responsável pelo azeite extra-virgem Lisboa, afirmou que há mais de um ano o referido lote está fora das prateleiras brasileira. “Por iniciativa própria e em consonância com os órgãos reguladores a Natural Alimentos retirou todos os produtos com a numeração descrita em setembro de 2016. Portanto, hoje não há sequer um desse produto nos mercados e varejistas do país. A empresa parou de produzir e de comercializar os produtos por distorções identificadas pela própria Natural a cerca da qualidade nos produtos importados.”

 

Fonte: veja

Policial civil usa arma da corporação para roubar celulares no DF

agente da Polícia Civil Márcio Gonçalves Dias, que tem 22 anos de profissão e é chefe de plantão da 6ª DP (Paranoá), foi preso na noite de quarta-feira (27), no Distrito Federal, por suspeita de realizar roubos. Ele estava com uma pistola de serviço, distintivo e colete da corporação quando foi detido em flagrante com outros dois homens.

Como conta o ‘Metrópoles’, a denúncia foi feita por um homem de 19 anos, que alega que os três homens roubaram o telefone celular dele e fugiram num Hyundai I30 preto. Policiais Militares fizeram a busca e localizaram os suspeitos.

Quando abordado, o policial civil se identificou e disse que procurava por um grupo de ladrões que teria levado o celular do filho dele. Contudo, ao fazer as buscas no veículo, os policiais localizaram alguns telefones celulares e duas armas de fogo.

Fonte: noticiasaominuto

 

Pobres doam 2 vezes mais que população com renda maior no Brasil

pesquisa Country Giving Report 2017 Brasil realizado pelo YouGov apontou que brasileiros com renda de até R$ 10 mil ao ano doam proporcionalmente duas vezes mais do que pessoas que recebem R$ 100 mil no ano. O estudo foi realizado a pedido da CAF (Fundação de Auxílio de Caridade). As informações são do jornal ‘Folha de S. Paulo’.

“Em termos de percentual da renda, o brasileiro que ganha menos doa mais, apesar de o valor absoluto ser maior”, diz Paula Fabiani, representante da CAF no país.

De acordo com os dados apresentados pelo estudo, a doação típica dos mais pobres ficou em torno de 1,2% de sua renda anual – o equivalente a R$ 100. Já a doação de quem recebe mais representou 0,4% da renda dos últimos 12 meses, cerca de R$ 300.

Fonte: noticiasaominuto

 

Amigos pagam R$ 4 mil por passagem para Noronha e ficam sem roupas

Era para ser uma viagem inesquecível, mas acabou se tornando um pesadelo para cinco amigos que embarcaram para Fernando de Noronha (PE). Isso porque, quando deixaram São Paulo, na terça-feira (26/12), rumo à ilha, os amigos foram surpreendidos com a notícia: alguns passageiros chegariam sem as bagagens ao destino sonhado.

Em vídeo gravado pelo grupo e compartilhado no Facebook, uma mulher identificada como Valquíria, que seria supervisora da companhia Azul Linhas Aéreas do aeroporto de Recife (PE), noticia que algumas pessoas ficariam possivelmente sem as malas na ilha, uma vez que o avião não teria capacidade para carregar todo o peso acumulado entre passageiros e bagagens.

Acertar a Mega é 500 mil vezes mais difícil que Loteria Federal

Mega-Sena da Virada deve pagar um prêmio de 280 milhões de reais para quem acertar as seis dezenas do concurso 2.000, que será sorteado no último dia do ano. A probabilidade de acertar os seis números é de uma em 50 milhões.

É difícil, mas não impossível. As chances de o sorteio não ter nenhum acertador é praticamente zero, segundo o matemático José Dutra Vieira Sobrinho. “A probabilidade é de apenas 0,5%. Deve ter algum acertador.”

Dutra diz que não gosta de comparar as chances de ganhar na Mega-Sena com a probabilidade de queda de raio ou de avião, por exemplo. “Se a pessoa mora no deserto, a chance de cair um raio nela vai ser quase zero. Esse tipo de comparação não faz muito sentido.”

Para o matemático, é mais relevante mostrar ao apostador quanto ele vai ganhar, já que a chance de acertar sozinho também é pequena. “A maior chance é de que o prêmio saia para de quatro a sete apostas. Sabendo quantos vão acertar, dá para saber quanto cada um vai receber.”

Segundo ele, a quantidade de acertadores varia de acordo com os números sorteados. Em 2004, por exemplo, 15 apostas do Nordeste acertaram a Mega-Sena, levantando suspeitas sobre o sorteio. Após investigação, segundo Dutra, descobriu-se que os números sorteados tinham sido tirados de um biscoito chinês da sorte.

Outro caso inusitado ocorreu no sorteio 309, realizado em 2001. Cinco dos seis números sorteados foram idênticos ao da premiação 308, o que fez com que muitas pessoas acertassem a Quina. “Isso mostra que não existe muito critério, é muito pessoal”, diz Dutra.

Dutra diz que tem um amigo que adota a estratégia de apostar dezenas acima de 30 para elevar as chances de acertar sozinho. “Porque 60% das apostas são de números de 1 a 30, pois as pessoas utilizam a data de nascimento.”

Para mostrar o grau de dificuldade de acertar a Mega-Sena, o matemático diz preferir fazer comparações com a Loteria Federal. A chance de acertar o primeiro prêmio da Loteria Federal é de uma em 100 mil. “Acertar a Sena é 500 vezes mais difícil do que ganhar o primeiro prêmio da Loteria Federal.”

A estratégia para elevar as chances de acertar a Mega-Sena é apostar mais, afirma o matemático. Mas é melhor fazer várias apostas de seis dezenas ou uma com mais dezenas> Dutra diz que é a chance de ganhar mais é apostando mais dezenas. “Com mais números na aposta, há a chance não apenas de fazer a Sena, mas também a Quina e a Quadra.”

As chances de ganhar aumentam conforme a quantidade de dezenas apostadas. Para quem se dispõe a fazer uma aposta de 15 dezenas por 17 mil reais a chance é de uma em 10.000. Mas quem vai gastar tudo isso? Dutra sugere recorrer aos bolões. “Na minha família sempre fazemos bolões. É melhor todos ganharem e ficarem ricos juntos do que só um ganhar. Tudo isso tem que ser encarado como diversão.”

 

Fonte: veja

Deputados de SP criam Segunda Sem Carne no Estado

Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta semana o projeto de lei que institui a chamada Segunda Sem Carne em órgãos públicos do Estado. De acordo com o projeto, fica proibido o fornecimento de carne às segundas-feiras em bares, restaurantes, escolas públicas e estabelecimentos que servem alimentação dentro dos órgãos públicos.

De autoria do deputado Feliciano Filho (PEN), o projeto determina que restaurantes, lanchonetes, bares e refeitórios dos órgãos públicos fixem em local visível ao consumidor um cardápio alternativo sem carne e seus derivados.

Em sua justificativa para a criação da Segunda Sem Carne, o deputado diz que o objetivo da proposta é chamar a atenção da sociedade sobre as consequências do consumo de carne, “relacionando tal questão diretamente aos direitos dos animais, à crise ambiental, ao aquecimento global, à perda de biodiversidade, às mudanças climáticas e às diversas doenças que afligem a população humana”.

O texto vai agora para sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Entidades de defesa dos animais e vegetarianas já defendem há tempos a Segunda Sem Carne como forma de mudar o hábito alimentar das pessoas.

Fonte: veja

Ministério da Saúde altera modelo de financiamento do SUS para 2018

O modelo de repasse de recursos pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios vai mudar em 2018. O novo formato segue o direcionamento do SUS Legal, sistema que vem sendo ensaiado pela pasta desde o início de 2017. A partir de 31 de janeiro próximo, a verba será transferida de maneira única, e não mais por meio de blocos temáticos, o que, segundo o ministério, “engessava” a aplicação do orçamento e encarecia o sistema.

“Estamos mudando para melhorar”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (28/12). Ele classificou a nova regra de repasse como resultado de um “acúmulo de decisões” tomadas ao longo de todo o ano na área da saúde.

Atualmente, a transferência de recursos federais aos estados e municípios é dividida em seis blocos temáticos fixos: Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Assistência Farmacêutica municipal e estadual, Vigilância Sanitária e Vigilância em Saúde. O cálculo era feito por número de habitantes e o valor, creditado em contas bancárias distintas. O novo modelo unifica a transferência apenas em “custeio” e “investimento” e dá aos gestores locais maior autonomia para gerir o dinheiro de acordo com as necessidades da população.

Até então, o ministério contava com 1,2 mil artigos que regulavam o repasse. A partir de janeiro de 2018, todos eles caem e dão lugar ao novo modelo. A transferência de verbas passará a ser feita de acordo com os planejamentos de saúde locais e os pedidos de cada município. O órgão calcula que, em 2017, cerca de R$ 7 bilhões destinados à área devam ficar estacionados nas contas locais por má distribuição de verba. Em 2016, a pasta repassou R$ 75 bilhões a estados e municípios.

Tem cidades com 60% da população em área rural. Outras são 100% urbanas. Os gestores locais estão mais próximos da população. Eles têm uma ideia da necessidade que nós, no Ministério, talvez não tenhamos.

Ricardo Barros, ministro da Saúde

“Essas regras foram criadas por nós mesmos ao longo dos anos. O SUS Legal simplifica o sistema”, resumiu Barros. A ideia era que a desburocratização acontecesse já pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018, mas a negociação não vingou junto ao Ministério do Planejamento. A ideia é que o modelo seja considerado na LDO 2019.

O Ministério da Saúde vai monitorar a aplicação do dinheiro virtualmente, por meio do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS). Embora a nova organização de transferências vise “empoderar” as gestões locais – nas palavras do ministro –, ao final de cada ano orçamentário os gestores deverão prestar contas à União.

Se o gasto estiver em desacordo com o plano inicial, eles devem apresentar uma decisão do Conselho de Saúde local que justifique o remanejamento de verba. A medida, segundo a pasta, evita o enxugamento de determinadas áreas, como a Saúde Básica, em detrimento de outras.

Sem plano, sem verba
Pelas contas do ministério, dos 5.570 municípios brasileiros, cerca de 400 não contam com um planejamento de saúde. Pela legislação, eles poderiam ter os repasses para a área suspensos pela União, o que, segundo o Ministério, nunca aconteceu. As novas diretrizes de repasse, no entanto, podem fazer valer a lei brasileira ao exigir os planos para o cálculo das transferências.

Como a regra nunca foi aplicada, no entanto, a ideia é que, nos próximos meses, a pasta estipule um prazo para que esses municípios elaborem e apresentem seus planos para, só então, estipular os mecanismos de corte de verbas.

Fonte: metropoles

Unicef alerta para aumento no uso de crianças como arma de guerra

Crianças presas em zonas de conflito estão cada vez mais sendo usadas como armas de guerra, alertou o Unicef. Em uma retrospectiva dos principais acontecimentos do ano, o fundo da ONU que defende direitos de crianças e adolescentes de todo o mundo afirmou que “crianças foram deliberadamente atacadas em vários conflitos: foram usadas como escudos-humanos, mortas, mutiladas e recrutadas”. Além de muitas vezes serem alvos diretos de ataques militares, houve um aumento dos casos de recrutamento de soldados infantis, assim como de crianças usadas em bombardeios suicidas.

Segundo o comunicado publicado nesta quinta-feira, 2017 foi um ano “devastador” para crianças presas em zonas de conflito. O Unicef destacou a situação de países como IraqueSíriaIêmenSudão do SulNigériaCongoUcrânia Mianmar.

Crianças foram “atacadas em espaços onde deveriam estar seguras — em suas casas, escolas, em hospitais e parques”, afirmou o fundo. O Unicef também alertou para o fato de que, mesmo quando não são alvos diretos dos conflitos, as crianças são especialmente vulneráveis à degradação das condições de vida nessas regiões e são as primeiras vítimas de doenças contagiosas e da falta de comida e água.

Iêmen

Mulher segura seu filho em um centro de tratamento contra desnutrição de um hospital em Sanaa, no Iêmen – 24/07/2017 (Khaled Abdullah/Reuters)

“2017 foi um ano horrível para as crianças do Iêmen” afirmou a representante da Unicef no país, Meritxell Relaño, à agência de notícias das Nações Unidas. O país vive uma complexa guerra desde 2015 que causou uma dos maiores desastres humanitários das últimas décadas.

Apenas durante o mês de dezembro, mais de 80 crianças foram mortas ou feridas, segundo a agência. Outras milhões de crianças sofrem com a epidemia de cólera, a falta de alimentos, a interrupção dos serviços de saúde e bloqueios militares que impedem a entrega de suprimentos por agências humanitárias.

Relaño relatou um encontro com uma muher e seu filho de sete anos que estava à beira da morte em um hospital na cidade de Aden. “Ele era pele e osso. Eu perguntei porque eles não tinham procurado o hospital antes, e ela respondeu que ela não tinha dinheiro para a passagem de ônibus. O nível de pobreza que as família atingiram é insustentável”, afirmou.

Em outubro de 2016, a foto de Saida Ahmad Baghili chocou o mundo. Sofrendo de desnutrição severa, a menina de 18 anos não aparentava sua idade.

Mianmar

Cerca de 400 mil refugiados rohingya fugiram para Bangladesh desde o final de agosto durante o surto de violência no estado de Rakhine, em Mianmar – 26 /09/2017 (Cathal McNaughton/)

Desde 25 de agosto, mais de 655 mil pessoas cruzaram a fronteira com Bangladesh fugindo de operações militares direcionadas à minoria muçulmana rohingya.

ONGs de direitos humanos denunciaram a realização de uma limpeza étnica em Mianmar, que tem maioria budista e não reconhece os rohingya como cidadãos birmaneses. A ONU já comparou a conduta do exército do país à prática de genocídio.

Casos de estupros, assassinatos em massa e destruição de vilarejos inteiros foram registrados no estado de Rakhine, que faz fronteira com Bangladesh.

Estima-se que a maior parte dos refugiados sejam mulheres e crianças.

Sudão do Sul

Criança deslocada depois de fugir nos conflitos no Sudão do Sul é fotografada na cidade de Lamwo na fronteira norte de Uganda – 05/04/2017 (James Akena/Reuters)
Depois de décadas de guerra civil, a nação conseguiu a independência do Sudão em 2011. Mas em 2013, o presidente do país acusou o vice de tentar um golpe.A disputa política se transoformou em uma guerra sem precedentes entre as duas maiores etnias da região: os dinkas e os nuers.

Mais de 1,7 milhão de sudaneses foram obrigados a buscar refúgio em países vizinhos — a grande maioria deles são mulheres e crianças. Em agosto, a vizinha Uganda chegou a marca de um milhão de sudaneses refugiados em seu território. Segundo o jornal inglês The Guardian, mais de dezenove mil crianças foram recrutadas por grupos armados no Sudão do Sul desde 2013.

Fonte: veja

Nova lei prevê prisão de 5 a 8 anos a quem dirigir bêbado?

Desde a semana passada, quando o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou a lei que endurece penas a motoristas alcoolizados que causam acidentes com vítimas, tem sido compartilhado no WhatsApp um áudio em que um suposto delegado dá “dicas” sobre a mudança na legislação.

Segundo o homem, que não se identifica, irão para a cadeia todos os motoristas que forem flagrados bêbados ao volante. “Caiu no plantão, vai pra tranca, a gente prende todo mundo que vai lá (…) Não tem mais fiança não hein? Não tem mais fiança, vai pra tranca. ‘Ah, não vou assoprar o bafômetro’. É [sic.] as mesmas multas, mais algumas e ainda vai pro plantão, vai se submeter a exame clínico se não quiser fazer o bafômetro e vai pra tranca do mesmo jeito”, afirma o tal delegado.

As “explicações” do gaiato não procedem. A Lei 13.546/2017, sancionada por Temer na semana passada, altera alguns artigos da Lei 9.503/1997, que regulamenta o Código de Trânsito Brasileiro. Uma das mudanças se deu no Artigo 302, que dispõe sobre “homicídio culposo na direção de veículo automotor”, ou seja, trata apenas de casos de acidentes com vítimas.

O texto assinado pelo presidente acrescentou ao Artigo 302 um terceiro parágrafo, que prevê aumento de penas a quem provoca acidentes automobilísticos com morte “sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência”. Com a nova lei, as punições, que antes variavam entre 2 e 4 anos, agora partem de 5 anos e podem chegar a 8 anos, além da suspensão do direito de obter habilitação para dirigir.

Repita-se, as penas contidas no novo texto são aplicadas apenas em caso de acidentes com morte – e não em todo e qualquer caso de embriaguez ao volante.

Conforme o Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, incluído pela Lei 12.760/2012, conhecida como Nova Lei Seca, dirigir “com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência” gera penas que variam de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão da habilitação. O Artigo 165 considera infração gravíssima estar ao volante nestas condições.

Além do áudio do suposto delegado, uma leitura desavisada da lei sancionada por Michel Temer também pode causar confusão. Como o texto da Lei 13.546/2017 oculta com reticências o conteúdo do Artigo 302 e mostra apenas as alterações, ou seja, o terceiro parágrafo (veja imagem abaixo), o leitor mais descuidado lê apenas:

“Se o agente conduz veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:

Penas – reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.”

(Reprodução/Reprodução)

Em todo caso, valem, mais do que nunca, as velhas máximas: se beber, não dirija; se for dirigir, não beba.

Fonte: veja