Brasileiros aguardam voo de Nova York para SP por mais de 60 horas

“Caos” é a palavra mais utilizada pelos 38 brasileiros que aguardam um voo de Nova York para Guarulhos desde a 23h30 (horário local) de sábado (6/1). Junto de um grupo de cerca de 100 pessoas, que embarcaram na segunda (8), eles reclamam de falta de assistência da Avianca, que teria passado poucas informações e demorado mais de 24 horas para fornecer auxílio para alimentação e hospedagem.

Dentre as reclamações, estão ainda frio, falta de diálogo e extravio de bagagens. De acordo com a companhia aérea, o voo não decolou devido à onda de frio que atinge os Estados Unidos e, também, em decorrência de um problema técnico identificado na aeronave.

“Era o caos instaurado. Tinha crianças sendo trocadas no chão frio porque as pessoas tinham medo de perder espaço”, comenta o representante comercial Eduardo Tadeu de Oliveira, de 33 anos. Segundo ele, muitas pessoas dormiram no aeroporto no primeiro dia por não terem certeza de quando embarcariam e porque a companhia ofereceu auxílio-hospedagem apenas na madrugada de domingo (7) para segunda (8).

Oliveira contesta a versão de que o voo não saiu devido às questões climáticas, pois diz ter visto outros voos pousarem e decolarem no mesmo local – o terminal 4 do Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Um dos porta-vozes dos passageiros, ele criou um grupo de WhatsApp para organizar as reivindicações de todos.

“De uma maneira geral, a Avianca não assistiu ninguém. A situação só mudou na segunda (8), quando chegaram funcionários da Avianca Brasil”, conta ele, que estava de férias nos Estados Unidos desde o dia 24 de dezembro, acompanhado da noiva.

Dentre idas e vindas, os horários de embarque mudaram entre sábado (6) e segunda (8), inclusive com a condução de passageiros para dentro de uma aeronave, na qual permaneceram por cerca de três horas. Diante da situação, o administrador de empresas Felipe Bueno, de 34 anos, resolveu comprar uma nova passagem, por outra companhia aérea, para regressar com a esposa, Camila Bueno, de 31 anos, que está com seis meses de gestação.

“Chegamos a ficar 24 horas acordados no aeroporto aguardando um voo que nunca saía. Depois de muitas reclamações e a minha esposa passar mal, a concederam uma cadeira de rodas para ela se deslocar pelo aeroporto”, conta. Segundo Bueno, Camila teve taquicardia e crises de hipertensão devido ao estresse.

De férias nos Estados Unidos, o casal teve ainda duas das quatro malas extraviadas, as quais justamente traziam o enxoval do bebê. O administrador afirma ter tido um custo de R$ 15 mil desde quinta (4) – data inicial de retorno, que foi transferida para o sábado (6) por problemas climáticos.

Já a militar Patrícia Ribeiro, de 39 anos, diz que toda a sua bagagem foi extraviada. “Estou só com a roupa do corpo”, comenta. De acordo com ela, funcionários da companhia impediam os passageiros de se aproximarem do balcão da companhia.

“Recebi um e-mail (no sábado) de que o voo estava atrasado e seria remarcado para o dia seguinte, às 10h30, e que eu deveria me apresentar com antecedência. Aí foi uma “via crucis” a noite inteira: a gente improvisou, deitou todo mundo no chão, estava muito frio porque desligaram a calefação do aeroporto por causa de um vazamento de água”, conta.

A militar reclama ainda que a empresa levou mais de 24 horas para oferecer uma vale-alimentação, que era de 15 dólares. Ela diz que tentou fazer uma queixa sobre o extravio da bagagem, mas que foi instruída de que o procedimento poderá ser feito apenas quando chegar ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.

Companhia
Segundo a Avianca, foi oferecida “toda a assistência” aos passageiros. “Parte deles seguiu para o Brasil em dois voos da companhia, um extra (9500 JFK-GRU) que aterrissou nesta terça pela manhã e outro (8501 JFK-GRU), com chegada prevista para às 16h10. Os demais virão em voos de companhias parceiras previstos para decolarem nas próximas 24 horas. Todos os passageiros estão sendo comunicados via telefone, SMS e e-mail”, respondeu por meio de nota.

“A Avianca Brasil lamenta o desconforto causado aos seus passageiros, destaca que situações adversas causadas por motivos meteorológicos são alheias à vontade da companhia e que eventuais manutenções corretivas são procedimentos, às vezes, necessários nas operações aéreas. A empresa salienta ainda que preza, acima de tudo, pela segurança de seus clientes e tripulantes”, acrescenta.

Fonte: metropoles

PGR pede ao STF novo inquérito contra presidente do PP e Edinho Silva

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a instauração de novo inquérito contra o presidente do Partido Progressista (PP), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-ministro Edinho Silva (PT), além dos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, por supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

As acusações giram em torno do suposto recebimento de vantagens indevidas pelo PP para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff (PT) em 2014 e não agir contra a ex-presidente no processo de impeachment instaurado no Congresso Nacional.

O pedido de instauração de inquérito, feito em dezembro, é baseado na colaboração premiada feita pela JBS em maio, que, segundo a PGR, revelam o pagamento de vantagens ilícitas a Ciro Nogueira em duas situações.

Em uma delas, Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara (SP), é citado como encarregado pelo PT de tratar com a J&F dos pagamentos de propina durante a campanha eleitoral de 2014, para apoio da reeleição de Dilma. No caso do PP, o valor “pelo apoio” teria sido repassado a Ciro, estipulado inicialmente em R$ 20 milhões. “Contudo, ao final, a empresa acabou pagando R$ 42 milhões”, cita a PGR. Ricardo Saud, na delação, afirma que os representantes do partido sabiam que se tratava de propina do caixa do PT.

Na segunda situação relatada pelos delatores, Joesley afirmou que se encontrou com Ciro e pediu a ele que adiasse uma reunião partidária que provavelmente decidiria pelo desembarque do PP do Governo em 2016 – o que acabou acontecendo em abril, mas com atraso. Para atender o pedido, o presidente do PP teria combinado receber de Joesley o valor de R$ 8 milhões, pago em março de 2017.

“As condutas noticiadas acima, dentro do contexto de pagamento de vantagens indevidas a membro do Congresso Nacional em razão de suas funções, em especial para não agir em relação ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, apontam, pelo menos, para o crime de corrupção passiva qualificada, assim normativamente descrito”, cita trecho do pedido feita pela PGR, que aponta também a possibilidade de cometimento de crime de lavagem de dinheiro.

Ciro Nogueira é investigado em cinco inquéritos no Supremo. Edinho Silva e Ciro foram procurados pela reportagem, que até o momento não recebeu resposta.

Fonte: metropoles

Temer assina decreto que extingue 60,9 mil cargos públicos federais

O presidente Michel Temer (PMDB) assinou na tarde desta terça-feira (9/1) um decreto que extingue 60,9 mil cargos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. A medida, que já havia sido anunciada em 2017, vale para vagas que vierem a vagar. A informação é da agência de notícias Reuters.

Segundo a agência, o Palácio do Planalto informou que o decreto será publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta (10).

Em agosto do ano passado, durante o anúncio do afrouxamento das metas de déficit primário de 2017 e 2018, o governo afirmou que a extinção dos cargos não representaria uma economia para as contas públicas, pois os postos já estavam vagos. A medida evitaria, contudo, segundo o Palácio do Planalto, o aumento de despesas futuras.

Na época, a equipe econômica do governo também justificou o congelamento dos cargos como uma adequação à realidade do trabalho contemporâneo. O decreto eliminaria dos quadros do funcionalismo funções como a de datilógrafo.

Fonte: metropoles

Aprenda a técnica japonesa para economizar 800 reais por mês e não se privar de nada

Correm tempos de salários baixos e preços altos: conseguir economizar um pouco de dinheiro no fim de mês é quase impossível, mas nem por isso deixamos de tentar. Principalmente no início de um novo ano, quando nos dispomos a mudar de hábitos e definimos metas. Na Espanha, as pessoas economizam apenas 6,5 euros (25 reais) de cada 100 euros (388 reais) que chegam à sua conta bancária (depois de descontados os impostos), segundo dados de outubro do Instituto Nacional de Estatística. É menos da metade do que ia para o cofrinho em 2009. Mas essa é a média: de cada 10 espanhóis, 6 não conseguem economizar nem um só euro. No Brasil, a estatística não deve ser muito diferente.

Os principais erros na hora de economizar

Economizar não é fácil, pois não basta querer. “O principal erro que as pessoas cometem é querer economizar no fim do mês”, afirma Luis Pita, assessor financeiro do Preahorro, engenheiro e autor do livro Ten Peor Coche que Tu Vecino (“tenha um carro pior que seu vizinho”). “Quando recebemos o salário, vamos somando gastos ao longo do mês. E o que sobrar no final, economizaremos. Esse método está condenado ao fracasso, porque, como todos sabemos, no fim do mês o que sobra no nosso bolso é zero.”

O especialista aponta outros dois erros, menos importantes, mas também frequentes. Um deles é deixar nossas economias em uma conta que não rende juros. O outro é gastar naquilo que não necessitamos. “Vivemos em uma economia comportamental e usamos como referência as pessoas que nos rodeiam. Se meu vizinho acabar de comprar um iPhone X, há uma probabilidade muito alta de que eu comece a pensar em comprar um também. Acabamos adaptando nosso nível de gastos ao das pessoas do nosso entorno, em vez de gastar no que realmente nos dá satisfação.”

Um sistema mais simples e eficaz

Conseguir chegar ao dia 30 de cada mês com um saldo positivo exige determinação e organização: é preciso manter um registro rigoroso das despesas familiares. Mas nem todo mundo tem espírito de contador. Para isso são vendidos aplicativos, mas, como ocorre com a maioria desses produtos, acabamos nos cansando logo deles. No entanto, há um sistema que muitos consideram mais simples e eficaz, que vem avalizado por seu sucesso no Japão: kakeibo (pronuncia-se “kakebo”). É de uma simplicidade zen. Trata-se de ir anotando em um caderno, para que possamos visualizar facilmente, quanto dinheiro ganhamos, quanto queremos economizar e quanto gastamos.

É um diário de economia doméstica, equivalente ao diário de calorias no qual a pessoa anota o que come e o que queima. A chave deste sistema é que registramos por escrito as receitas e as despesas, em vez de mantê-las na cabeça. Como descreve o consultor de finanças Luis Pita, “isso traz visibilidade, pois permite que você perceba que está gastando muito em determinadas coisas e possa fazer algo a respeito”. Não se trata de deixar de lado essas coisas, simplesmente de reduzir o excesso.

A chave é a disciplina

Fumiko Chiba é autor de um desses diários para economizar e explica desta forma seu funcionamento: “No Japão, um típico proprietário de kakeibo se sentaria com seu diário no dia de pagamento e planejaria cuidadosamente quanto dinheiro entrará e em quê o gastará. Com os ganhos do mês reunidos fisicamente diante de si, ele dividiria então o dinheiro em categorias: aluguel, contas, mantimentos, lazer, viagem, poupança, e atribuiria uma quantia para cada item”.

Mas esse e outros métodos não economizam sozinhos; para que funcionem, o interessado tem de ser perseverante. “Eles requerem que a cada dia você revise seus gastos e tome decisões”, esclarece Luis Pita. “Há uma pequena porcentagem da população que é muito disciplinada e faz isso muito bem, mas a maioria não quer dedicar tanto tempo e atenção a isso. É um método muito bom para poder economizar 200 euros (quase 800 reais) ao mês, se você for muito disciplinado.”

O método do envelope

Para os menos disciplinados, existem outros sistemas que podem ser muito úteis. Um deles é o método do envelope, que limita as despesas com lazer. Como seu nome indica, trata-se de colocar em um envelope, no início de cada mês, o dinheiro que queremos destinar ao lazer. Nós o usamos até que acabe, “de modo que, a partir daí, será preciso recorrer ao lazer de custo zero”, diz Pita. “É uma forma de fazer um orçamento sem ter efetivamente de fazê-lo.”

Outro método é o dia das contas. Consiste em dedicar um dia por ano para revisar todas as contas. “Ataque os gastos fixos: as mensalidades da academia, assinaturas de revistas, contas de luz… Os objetivos são eliminar e reduzir. Por exemplo, pode ser que anos atrás nos interessasse o arco e flecha e tenhamos assinado uma revista sobre isso. Agora essa febre passou, mas, por preguiça, mantemos a assinatura. É hora de eliminá-la. Com contas de luz ou gás, dedico esse dia a pensar em como posso reduzir esses gastos.”

No fim, tudo se reduz a uma regra comum: “As pessoas que economizam de verdade — e não me refiro a economizar 20 euros [78 reais] no fim do mês, mas 15% ou 20% do salário — sempre fazem isso da mesma forma: no início de mês e de modo automático”, diz o especialista. “Assim como destinamos no início do mês uma quantia para a hipoteca, é preciso destinar outra para poupar.”

Se nada disso funcionar, sempre podemos seguir os conselhos do prêmio Nobel de economia de 2017, Richard Thaler, para não gastar de forma irracional.

El País

Alexandre Frota é acusado de manipular índio para apoiar Bolsonaro; ex-ator nega

O ex-ator pornô e atual porta-estandarte da direita brasileira, Alexandre Frota, voltou a causar polêmica nas redes sociais. Ele publicou uma foto ao lado de um índio segurando cartaz de apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e agora está sendo acusado de ter enganado o indígena para conseguir a fotografia.

O registro foi feito na semana passada, quando Alexandre Frota visitou a reserva Pataxó da Jaqueira em Porto Seguro, na Bahia. Após a publicação, pessoas que se identificaram como familiares do índio fotografado disseram que o homem não sabia do que se tratava o cartaz entregue a ele pelo ex-ator.

“Esse meliante [Frota] usou a foto do meu esposo hoje. Ele [o índio] tirou a foto sem saber”, reclamou Sinoeme Braz Si. “Nunca nós indígenas seríamos contra nossos parentes”, continuou, referindo-se a declarações de Jair Bolsonaro criticando as demarcações de terras indígenas.

Outro indío, chamado Ariponã Pataxó, afirmou ser primo do homem que posou ao lado de Frota. “Ae pessoal [ sic ] pega leve nos comentários. Meu primo não fez isso por maldadae. Ele nem sabia o porquê dessa foto. E, claro, nós, povos indígenas, não iremos apoiar esses políticos bandidos”, escreveu Ariponã.

A reportagem do iG entrou em contato com Sinoeme e Ariponã, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.

A versão de Frota

Frente à repercussão que o caso tomou, Frota voltou a se manifestar sobre o episódio nesta terça-feira (9). Segundo ele, o índio não foi tomado de surpresa ao ser chamado para tirar a foto com a mensagem de apoio a Bolsonaro.

“Este índio me acompanhou até o portão de entrada quando um visitante paulistano me abordou, pediu foto com a família dele e eu fiz. Aí o rapaz me disse ‘Bolsonaro 2018’ e eu fui ao carro, peguei um adesivo do Bolsonaro e fiz a foto com a família. Tudo isso com o índio assistindo. Aí pedi ao índio para fazer a foto comigo e com o adesivo, e ele não pensou duas vezes, na hora ele fez”, escreveu Frota.

O ex-ator também rebateu a tese de que o índio seria uma pessoa “inocente” e que não entende português. “Logo na porta [da reserva] você é abordado por três índios que cobram R$ 40. Tirei uma nota de R$ 100 e ele rapidamente fez as contas e me devolveu R$ 60. Índio bom em matemática, mas a esposa diz que ele não entende português, mas conversou comigo sobre tudo, inclusive sacou um Iphone e pediu foto”, disse.

“A esposa índia foi ao Facebook dela falar que o marido foi enganado, que ele é inocente. Inocente? Inocente mas sabe cobrar, sabe dar o troco, fazer contas, falar corretamente o português, tem Iphone, Facebook”, continuou. “Acho que pelo preço que paguei para entrar e pelo que gastei, a foto saiu de graça”, concluiu o ex-ator pornô.

A reportagem tentou falar com Alexandre Frota nesta tarde, mas ele não atendeu às nossas ligações.

Fonte: ig

O brutal ataque de uma mãe a sua filha de 3 anos por causa de um tablet; vídeo

“Me dá o tablet ou vou te matar”, grita uma mãe para sua filha de três anos na frente de um bebê em uma casa em Bahía Blanca, cidade ao sul de Buenos Aires. Em um vídeo que foi viralizado nas redes sociais neste fim de semana, a mãe repete a advertência várias vezes, cada vez mais forte, ameaçando chutar a menina e depois a levanta pelos cabelos e a joga no chão.

A extrema violência contra a criança causou uma forte comoção na Argentina, onde são registrados numerosos casos de abuso infantil, mas poucos são divulgados. As autoridades locais informaram nesta segunda-feira que o vídeo foi gravado em dezembro, antes da denúncia apresentada pela avó materna das meninas para pedir a proteção delas. Desde então, a mãe, de 23 anos, perdeu a custódia e recebe assistência psicológica.

“Desde antes do Natal vivem com os avós paternos”, disse a EL PAÍS a subsecretária da Infância de Bahia Blanca, Leticia Tamborindeguy. “As meninas estão bem”, assegura a funcionária. O bebê visto no vídeo, filho de outro pai, foi transferido para uma das instituições da infância enquanto seu ambiente familiar é investigado para ver se existe alguém idôneo para cuidar dele.

“A mãe está muito angustiada, reconhece o que fez”, diz Tamborindeguy, ao detalhar que ela precisou sair de sua casa e se refugiar com sua família por causa da indignação dos vizinhos. A mulher denunciada, que foi mãe pela primeira vez aos 17 anos, viveu uma infância marcada pela violência de seu pai.

De acordo com a subsecretária da Infância de Bahía Blanca, o município atende por ano 3.200 situações de violação de direitos de crianças e adolescentes, incluindo casos de maus-tratos, abuso sexual, negligência e abandono. “Este caso teve muito impacto social pelo vídeo, porque o nível de violência física e verbal é impactante e a sociedade não está acostumada a ver estas situações ao vivo e direto. Esses casos existem, mas não são divulgados”, assegura.

A maioria dos maus-tratos a menores ocorre dentro de casa, por isso Tamborindeguy pede que parentes, vizinhos e professores das crianças denunciem os casos que conheçam.

Por outro lado, a UNICEF alertou em novembro passado que em 63% dos lares argentinos as crianças argentinas são vítimas de agressões verbais, 40% de castigos físicos e 10% de castigos físicos severos. A agência das Nações Unidas lançou uma campanha para erradicar essas práticas.

As informações são da edição digital de El País

Governo decide recorrer ao STF para que Cristiane Brasil assuma ministério

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira (9) que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da decisão liminar que impede a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como Ministra do Trabalho.

Filha do ex-deputado Roberto Jefferson, condenado no julgamento do mensalão, Cristiane foi indicada na semana passada pelo PTB para assumir o ministério após a demissão do antigo titular, Ronaldo Nogueira (PTB-RS).

A posse da nova ministra estava prevista para esta terça, mas uma ação popular foi movida após a revelação de que a deputada do PTB foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas.

A Justiça Federal do Rio suspendeu, em decisão provisória (liminar) a posse. a AGU recorreu junto ao TRF-2, mas o desembargador Guilherme Couto de Castro negou o recurso na tarde desta terça.

Com a decisão de tentar suspender os efeitos da liminar no STF, o Palácio do Planalto informou oficialmente que irá aguardar a análise do pedido para definir se discute com o PTB a indicação de outro nome para assumir o Ministério do Trabalho.

“Vamos aguardar a decisão judicial”, afirmou ao G1 o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral).

O presidente Michel Temer se reuniu na tarde desta terça com Cristiane, Jefferson e o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Ao blog do colunista do G1 Gérson Camarotti, Arantes afirmou que o partido mantém a indicação de Cristiane.

“Cristiane Brasil continua sendo o nome do partido para o Ministério do Trabalho. Agora a questão está na Justiça”, disse o deputado.

Jovair Arantes

A TV Globo apurou, porém, que, internamente, o governo entende que será difícil reverter a decisão judicial. Mesmo assim, ao recorrer, querem passar a mensagem ao PTB de que fizeram de tudo para manter a indicação de Cristiane Brasil.

Ainda que, oficialmente, Arantes tenha declarado que a indicação do partido continua sendo a deputada, a reportagem apurou ainda que o próprio líder do PTB, que era um dos nomes da lista de sugestões do PTB para assumir a pasta, trabalha para ser conduzido ao comando do ministério.

Fonte: g1

Na França, mais de 100 atrizes assinam manifesto contra “puritanismo” sexual que tomou conta dos EUA

Em Hollywood, o movimento Time’s Up, apoiado por mais de 300 atrizes, conseguiu tingir de preto a cerimônia do Globo de Ouro, em protesto contra as agressões sexuais. Na França, um grupo formado por uma centena de artistas e intelectuais tomou nesta terça-feira a direção contrária ao assinar um manifesto criticando o clima de “puritanismo” sexual que o caso Weinstein teria desencadeado. O texto, publicado no jornal Le Monde, é assinado por conhecidas personalidades da cultura francesa, como a atriz Catherine Deneuve, a escritora Catherine Millet, a cantora Ingrid Caven, a editora Joëlle Losfeld, a cineasta Brigitte Sy, a artista Gloria Friedmann e a ilustradora Stéphanie Blake.

O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista”, afirmam as autoras deste manifesto. “Desde o caso Weinstein houve uma tomada de consciência sobre a violência sexual exercida contra as mulheres, especialmente no âmbito profissional, onde certos homens abusam de seu poder. Isso foi necessário. Mas esta liberação da palavra se transforma no contrário: nos intima a falar como se deve e nos calar no que incomode, e os que se recusam a cumprir tais ordens são vistos como traidores e cúmplices”, argumentam as signatárias, que lamentam que as mulheres tenham sido convertidas em “pobres indefesas sob o controle de demônios falocratas”.

Entre as promotoras do manifesto estão personalidades que já haviam expressado opinião oposta a esse movimento, quando não abertamente contrárias a certas lutas do feminismo. Por exemplo, a filósofa Peggy Sastre, autora de um ensaio intitulado A Dominação Masculina Não Existe, ou a escritora Abnousse Shalmani, que em setembro assinou um artigo onde descrevia o feminismo como um novo totalitarismo. “O feminismo se transformou em um stalinismo com todo seu arsenal: acusação, ostracismo, condenação”, disse na revista Marianne.

Por sua vez, a jornalista Élisabeth Lévy qualificou como “abjeto” o movimento iniciado com rótulos como #MeToo ou #balancetonporc (“denuncia teu porco”). Em um tom mais moderado, Deneuve também se opôs a este fenômeno no final de outubro. “Não acho que seja a forma mais adequada de mudar as coisas. O que virá depois? Denuncia tua puta? São termos muito exagerados. E, sobretudo, acho que não resolvem o problema”, declarou na época. Também Millet, crítica de arte e autora do relato autobiográfico A Vida Sexual de Catherine M., se opôs repetidamente a um feminismo “exacerbado e agressivo”.

Na festa do Globo de Ouro, atrizes americanas protestaram usando preto

As signatárias dizem que as denúncias registradas nas redes sociais se assemelham a “uma campanha de delações e acusações públicas contra indivíduos aos quais não se deixa a possibilidade de responder ou de se defender”. “Esta justiça expeditiva já tem suas vítimas: homens punidos no exercício de seu ofício, obrigados a se demitirem [,,,] por terem tocado um joelho, tentado dar um beijo, falado de coisas íntimas em um jantar profissional ou enviado mensagens com conotações sexuais a uma mulher que não sentia uma atração recíproca”, dizem no texto. Também alertam para o retorno de uma “moral vitoriana” oculta sob “esta febre por enviar os porcos ao matadouro”, que não beneficiaria a emancipação das mulheres, mas que estaria a serviço “dos interesses dos inimigos da liberdade sexual, como os extremistas religiosos”.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO DIGITAL DO EL PAÍS

Três mulheres estão sendo investigadas por assassinato de PM no PR

A Polícia Civil já sabe quem são os envolvidos na morte do cabo Paulo Marco Chaniuk, da Polícia Militar (PM), encontrado carbonizado dentro de um carro no último sábado (6) em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Apesar de o corpo ainda não ter sido identificado oficialmente, a família tem certeza de que se trata do policial e os investigadores começaram a trabalhar a partir desta hipótese.

De acordo com o superintendente Emir Silveira, da delegacia do município, pelo menos cinco pessoas tiveram participação no crime, três mulheres e dois homens. “Nós já definimos os suspeitos que tiveram envolvimento direto com o caso, mas ainda não chegamos na motivação. Como já havia passado o período de flagrante, ainda não há ninguém detido, por isso vamos trabalhar com prisões preventivas”, disse ele em entrevista nesta terça-feira (9).

Até o momento, destas cinco pessoas, duas já foram ouvidas na delegacia. “Nós recebemos a informação de que o homicídio aconteceu em frente a uma casa, mas precisamos investigar tudo isso. Não podemos afirmar também se tudo teria se iniciado em uma discussão em um bar ou não”, completou.

De acordo com o Instituto de Criminalística, a vítima teria sido morta a facadas e, posteriormente, abandonada no próprio carro, onde foi carbonizada. O resultado do exame da arcada dentária, para identificação do corpo, deve sair em breve. A delegacia de Campo Largo continua a investigar o crime.

Pernambuco passa a ter lei anticorrupção

Pernambuco passa a ter agora a lei 16.309/18 para o combate à corrupção. Sancionada nesta segunda-feira, 8, pelo governador Paulo Câmara, a norma regulamenta a lei anticorrupção Federal em pontos sensíveis como os acordos de leniência e os processos administrativos de responsabilização.

Além da regulamentação, a lei estadual institui mecanismos inovadores de prevenção e detecção de corrupção para o Poder Público como é o caso do treinamento aos servidores e do canal de denúncia anticorrupção. A sócia da área de Compliance e Integridade do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia, Camila Oliveira, integrou a coordenação técnica na comissão especial de elaboração da lei anticorrupção estadual na Alepe – Assembleia Legislativa de Pernambuco. De acordo com Camila:

“Quando se fala em combate à corrupção é preciso atuar tanto na esfera pública quanto na privada, entendendo as nuances da relação e atuando na prevenção, detecção e resposta de atos ilícitos. Esse foi o norte para elaboração da lei estadual”

Apesar da lei anticorrupção brasileira ter dado competência aos órgãos e entidades que compõem a administração pública para aplicar penas administrativas contra pessoas jurídicas que pratiquem atos de corrupção, existiam diversos pontos que precisavam de regulamentação para aplicação com segurança. O sócio da área de Compliance e Integridade do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia, Raphael Ribeiro, também integrou a coordenação técnica na comissão especial de elaboração da lei anticorrupção estadual na Alepe. Para o sócio:

“A lei estadual veio para também para proteger as empresas das arbitrariedades durante ações de fiscalização, garantindo direito ao sigilo, à ampla defesa e ao contraditório além de preservar sua reputação até que haja a conclusão das apurações. Esse foi um esforço de todos os envolvidos.”

Lei anticorrupção brasileira

Em vigor desde janeiro de 2014, a lei anticorrupção (12.846/13) tem por objetivo endurecer as regras para punição de empresas envolvidas em atos contra a administração pública. Em 2015, Dilma assinou um decreto que regulamentou diversos aspectos da lei tais como critérios para o cálculo da multa, parâmetros para avaliação de programas de compliance, regras para a celebração dos acordos de leniência e disposições sobre os cadastros nacionais de empresas punidas.

Por ser uma lei relativamente recente, muitos municípios e Estados ainda precisam regulamentá-la a fim de afastar a insegurança jurídica sobre a aplicação das novas normas. O Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins já fizeram a regulamentação. No ano passado, o Ministério da Transparência e a CGU lançaram cartilha com sugestões de decretos para a regulamentação da lei anticorrupção nos municípios.

Confira na íntegra a lei.

Fonte: migalhas