STF condena deputado Nilton Capixaba a seis anos de prisão

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou hoje (27) o deputado federal Nilton Capixada (PTB-RO) a seis anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de corrupção.  Cabe recurso contra a condenação.

Por unanimidade, os ministros entenderam que o deputado participou do desvio de verbas de emendas parlamentares para compra de ambulâncias para municípios de Rondônia em 2003.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Capixaba destinou emendas para compra de ambulâncias que beneficiaram a empresa Planam, investigada na Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal em 2007. De acordo com a acusação, em troca dos benefícios, o parlamentar recebia uma porcentagem dos repasses em propina.

Durante o julgamento, a defesa de Nilton Capixada disse que o deputado limitou-se a apresentar as emendas, não podendo ser responsabilizado por eventuais desvios. Os advogados também alegaram que um dos responsáveis pela empresa retificou suas declarações ao Ministério Público e disse que nunca fez depósitos e repasses para o parlamentar.

Mãe é suspeita de estuprar filha de 9 anos em GO

Uma mulher de 33 anos está foragida após ser acusada de estuprar a filha, de 9 anos, em Hidrolândia, Goiás. O caso chocou a cidade por não ser comum abusos cometidos por mães. O pai da criança, de 43 anos, foi preso na segunda-feira (26/2) devido ao fato de ser conivente com os abusos sexuais cometidos pela esposa. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

Segundo informações da Polícia Civil, a denúncia ocorreu após a menina admitir à professora de educação sexual o que vinha acontecendo com ela dentro de casa. Entretanto, em depoimento à PC, o casal negou o crime. As investigações duraram quatro meses, e, segundo o delegado Diogo Rincón, a suspeita é de que os abusos vinham sendo cometidos há pelo menos dois anos.

Após a prisão do pai, a vítima se mudou para a casa da avó paterna. “Os abusos aconteciam, à princípio, dentro da casa da criança. Conseguimos prender o pai, mas a mãe também é investigada”, declara Rincón. O delegado anunciou, também, que ouviu a menina confessando os abusos: “Eu a ouvi, ela afirmou categoricamente. Ela já tinha falado para o pai, e ele disse ‘fica quieta e vai dormir, amanhã você esquece disso’”. Ricón enfatiza que a vítima se encontra abalada.

Barroso prorroga por 60 dias inquérito que investiga o presidente Michel Temer

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (27) prorrogar por 60 dias o inquérito que tem o presidente Michel Temer entre os investigados – saiba detalhes sobre as investigações mais abaixo.

A prorrogação das investigações foi pedida pela Polícia Federal no último dia 20. Consultada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou favoravelmente a conceder o novo prazo.

No ofício enviado ao STF, Dodge ainda havia pedido a Barroso que emitisse ordem judicial para o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, se abster de “qualquer ato de ingerência” sobre o inquérito, sob pena de afastamento do cargo.

Sobre o pedido, Barroso afirmou no despacho: “[Segovia] já manifestou, por escrito nos autos, e oralmente perante este relator, o compromisso de não interferir em qualquer medida no inquérito em curso. Considero-o, portanto, devidamente ciente de que deve se abster de qualquer pronunciamento a respeito.”

Entenda o caso Segovia
No último dia 9, Fernando Segovia disse em entrevista à Reuters que, no inquérito, não foi encontrado indício de crime por parte de Temer.

Segundo a agência, o diretor-geral da PF também indicou que a PF pediria o arquivamento das investigações.

As declarações de Segovia causaram intensa repercussão, a ponto de os delegados da PF que atuam no Supremo divulgarem mensagem contra o que ele disse.

Além disso, Barroso intimou o diretor-geral a dar explicações. Segundo o ministro, Segovia disse ter sido mal interpretado.

“Quaisquer manifestações a respeito de apurações em curso contrariam os princípios que norteiam a Administração Pública, em especial o da impessoalidade e da moralidade”, afirmou Raquel Dodge ao Supremo nesta segunda (26).

O inquérito
O inquérito foi aberto em setembro do ano passado com base nas delações de Joesley Batista, dono do grupo J&F, e de Ricardo Saud, ex-executivo do grupo.

As investigações apuram o suposto pagamento de propina na edição, por Temer, de um decreto relacionado ao setor de portos.

De acordo com as investigações, a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos (SP), teria sido beneficiada. Temer e a empresa negam a acusação.

Fonte: g1

Procuradora denuncia violações de direitos humanos de venezuelanos em RR

Trabalho análogo ao de escravo, discriminação salarial em função da origem, mendicância de crianças em semáforos, relatos de abuso sexual de mulheres contratadas para trabalhar como domésticas e prostituição. Essas violações de direitos humanos são apenas alguns dos problemas pelos quais os venezuelanos estão passando em Roraima. O relato foi feito hoje (27) pela procuradora do Trabalho da 11ª Região no Estado de Roraima, Priscila Moreto, em uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

A procuradora defendeu a busca por soluções para a crise migratória em Roraima e destacou que impedir a entrada dos venezuelanos no Brasil contraria a Constituição. “É impossível o fechamento de fronteira. É constatado que o ingresso desses migrantes não traz só prejuízos, mas méritos à economia local, com o acréscimo de mão de obra. Mais de 70% dos migrantes vivem em casas alugadas, essas pessoas consomem alimentos e pagam seus aluguéis”, ponderou.

Sobre a interiorização dos venezuelanos anunciada pelo governo, com a transferência de Roraima para outros estados, a procuradora afirmou que a medida precisa ser planejada, porque as pessoas não podem ser levadas a outros locais de “qualquer forma”.

Durante o debate na comissão, o oficial de meios de vida do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil,  Paulo Sérgio Almeida, defendeu a interiorização dos venezuelanos como uma estratégia de atendimento a essas pessoas. Ele destacou que hoje 600 pessoas estão na Praça Simon Bolívar, em Boa Vista, sem abrigo, entre elas mais de 70 crianças.

Uma das principais preocupações do Acnur em relação aos venezuelanos, segundo Almeida, é a situação dos grupos mais vulneráveis, como indígenas, pessoas com problemas de saúde, crianças e vítimas de violência de gênero e sexual.

Fonte: agenciabrasil

STF determina prisão de pastor evangélico acusado de estupro no RJ

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão nesta terça-feira (27/2), determinou a prisão do pastor evangélico Marcos Pereira da Silva. Condenado a 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo crime de atentado violento ao pudor contra uma fiel, o líder da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, no município de São José do Meriti (RJ), estava solto desde dezembro de 2014, por força de liminar do ministro Marco Aurélio Mello.

Na sessão desta terça, a Turma julgou o mérito da liminar e a cassou. O crime ocorreu em 2006. Segundo os autos, o réu afirmou que a vítima estava possuída por um espírito maligno e a estuprou nas dependências da igreja.

Os advogados do pastor pediram a anulação da sentença de primeira instância por cerceamento da defesa, e, caso o pedido não fosse concedido, a prescrição da denúncia. Segundo os defensores, à época do estupro, crimes sexuais ainda partiam de iniciativa privada, ou seja, eram instaurados caso houvesse interesse da vítima. Em 2009, essa responsabilidade passou a ser do Ministério Público.

O argumento, no entanto, não convenceu o presidente da 1ª Turma, ministro Alexandre de Moraes, nem a ministra Rosa Weber, que votaram pela cassação da liminar. O ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção da medida. Os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux estavam ausentes e, portanto, a decisão foi tomada por 2 votos a 1.

Fonte: metropoles

Coluna – Maurão pode mudar o cenário político de Rondônia; basta querer

O que falta?

Confúcio Moura teve as contas como prefeito de Ariquemes reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e como governador, também teve suas contas rejeitadas no mesmo tribunal por dois anos seguidos. Até hoje a Assembleia Legislativa não se manifestou sobre isso, e deveria, afinal Confúcio deve explicações, e muitas sobre seus gastos. Mas, escovado, Confúcio escalou seu fiel escudeiro, Emerson Castro para acalmar Maurão de Carvalho, o único que tem força para resolver, de uma vez, a bagunça que vem sendo armada por Moura e sua turma no Estado.

Falta firmeza

Falta a Maurão se livrar da influência que vem sofrendo por parte de membros do governo, e do MDB, que estão enrolando o presidente da Assembleia desde sempre. Confúcio descumpriu sistematicamente todos os acordos políticos que foram feitos, inclusive o apoio do próprio Confúcio à sua candidatura. Maurão está no MDB como um “visitante”, quando deveria estar como dono da casa. Ele tem mandato, tem o comando do principal poder na estrutura do Estado e permite que fiquem usando sua pré-candidatura como “moeda de troca”.

Protagonista

Maurão se consolidou com uma liderança política de peso desde que saiu da sombra de Ivo Cassol. Vem fazendo uma gestão tranquila como presidente, coisa rara por essas bandas, não se envolveu em escândalos, e mesmo assim vem deixando que outros conduzam o processo. A ausência de Confúcio em pelo menos dois eventos importantes para Maurão comprovam que o governador não dá muita bola para o sonho do deputado de governar Rondônia. Maurão precisa tomar as rédeas de seu futuro político e se colocar como protagonista do jogo, do contrário, vai virar história, e ficar conhecido como o “marido traído”, aquele que todo mundo sabe, mas ele mesmo vendo o vídeo, não acredita na traição.

Game over

O senador Acir Gurgacz foi condenado a quatro anos, seis meses e 228 dias-multa por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal. O Senado deverá decidir pela perda de mandato, prevista na sentença, coisa que não tem na condenação de Ivo Cassol. Para Gurgacz, a condenação enterra suas pretensões de disputar o governo. E ele ainda terá que pagar uma multa no valor de 5 salários mínimos/dia de 228 dias (valor vigente à época).

E cabe recurso?

Cabem embargos de declaração e embargos infringentes, mas o próprio STF vem rejeitando sucessivamente esses recursos, que a Corte considera meramente protelatórios. A conclusão, entre publicações, prazos, etc, deve adiar o cumprimento da sentença por alguns meses. De qualquer forma, o prejuízo político para Acir é inegável e complica inclusive a permanência dele dentro do PDT, que vem tentando ser o “mais limpo possível”. E o candidato à presidência do partido, Ciro Gomes, não é chegado a “alisar” políticos condenados quando se trata de críticas. Resta saber como Carlos Lupi vai conduzir esse processo internamente.

“Virou”

Sobre a condenação de Acir, Ivo alfinetou, “ele desejou pra mim uma tornozeleira ou uma cela com grades. Eu não desejo o mal de ninguém, mas ofereço a ele tudo que ele quis dar para mim”, cutucou o senador, desafeto declarado de Gurgacz.

Olha essa

A bancada federal destinou ano passado R$ 150 milhões para os municípios de Rondônia adquirirem equipamentos, como tratores, caminhões, pás carregadeiras, etc. Ainda ano passado o Estado conseguiu licitar as caçambas e o governo federal repassou R$ 30 milhões (serão cinco parcelas de R$ 30 milhões). Mas agora em 2018 começa o problema de verdade.

Explico

Os recursos são para comprar 28 motoniveladoras, 440 tratores de pneus com grade aradora e carreta, 14 escavadeiras hidráulicas, 47 pás carregadeiras, 43 retroescavadeiras, 87 caminhões caçambas traçados e trucados, 4 caminhões de carroceria de madeira, 2 micro ônibus adaptados para cadeirantes e 8 micro ônibus normais. Esses equipamentos devem ser distribuídos entre os 52 municípios, mas a licitação está longe de desenrolar e o mais grave, o governo federal não tem dinheiro e nem tempo devido às eleições. Como não se pode realizar nenhum tipo de ato, como entregas, contratações ou inaugurações nos meses que antecedem as eleições, dificilmente essas compras serão concluídas agora em 2018.

Outro ponto

A bancada federal havia colocado no projeto de compra, para que fosse inserido no edital de licitação, a exigência de que as empresas que vendessem esses equipamentos, tivessem serviços de revenda de peças e manutenção no Estado, o que foi rejeitado pelo governo federal, alegando que isso seria um “direcionamento de licitação”. Como o sistema de compras funciona com “menor preço”, certamente a vencedora será alguma empresa que importa maquinário da China. Preço baixo, qualidade baixa e sem peças de reposição. O resultado, um desastroso pátio cheio de máquinas quebradas em menos de um ano.

E mais

Esses equipamentos se transformam em uma tremenda dor de cabeça para alguns prefeitos, que tem outras prioridades. Nesta quarta-feira, 28, a bancada federal deve se reunir para que cada parlamentar apresente as indicações, definindo para onde vai cada um dos maquinários. A parte da bancada foi feita, o problema está no governo do Estado, que não consegue fazer as licitações e em alguns municípios, que estão inadimplentes. E mesmo que tudo estivesse “ok”, o governo federal não tem o dinheiro para liberar.

E fechando

Michel Temer, ao menos esse ano, deve concentrar todos os esforços na pauta da segurança pública. Nenhuma matéria de interesse do governo está prevista, então os parlamentares não terão uma “moeda de troca” para negociar. Portanto, prefeito que estiver aguardando esse maquinário para 2018, pode começar a buscar outra solução.

Tic-tac

Em 2015, PAINEL POLÍTICO revelou com exclusividade, que o governo do Estado havia desapropriado uma área na margem esquerda do Rio Madeira para doar às famílias que haviam ficado desabrigadas com a enchente de 2014. A área de 40 hectares havia sido comprada 9 meses antes da desapropriação pela bagatela de R$ 60 mil e o governo pagou R$ 4,1 milhões. O processo todo feito administrativamente e o dono era um auditor fiscal do Estado. Pois é, a água está rolando…

Reconhecimento

Recebi nesta terça-feira, das mãos do radialista Fábio Camilo, presidente da Federação Nacional dos Comunicadores, a medalha Abelardo Barbosa (O Chacrinha), que foi entregue a comunicadores do Brasil em um grandioso evento que aconteceu em dezembro de 2017 no Rio de Janeiro. Infelizmente, por compromissos marcados anteriormente, não pude comparecer, mas Fábio fez a gentileza de me entregar. A medalha é o reconhecimento pelo meu trabalho em PAINEL POLÍTICO, que neste ano completa 9 anos. Quero deixar registrado meu agradecimento à Fenacom, uma entidade que vem crescendo em todo país, pela homenagem.

Estudo afirma que para emagrecer tanto faz cortar gordura ou carboidratos

Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, compararam os efeitos das dietas com redução de carboidrato e de gordura. Mas o que é melhor para emagrecer? Os resultados estão na revista médica “Journal of the American Medical Association” (JAMA).
Segundo os cientistas, quando se fala em redução de peso, as duas opções têm efeitos similares: levam à redução de peso de forma equivalente. Eles também tentaram responder se os níveis de insulina ou algum padrão genético específico poderia prever o sucesso de uma pessoa com uma dieta – e a resposta é não, apesar dos achados ainda precisarem de mais considerações na avaliação dos próprios cientistas. Para o nutrólogo Hélio Osmo, os resultados do estudo são “decepcionantes”, principalmente no que tange à não influência da genética na escolha da dieta. O nutrólogo não esteve envolvido diretamente no estudo, mas analisou os resultados da pesquisa. “Em relação à saúde, o estudo mostrou o que já é conhecido: para baixar o colesterol, melhor uma dieta pobre em gordura. Para diminuir triglicérides, melhor uma dieta baixa em carboidrato”

URGENTE: Jungmann demite Segovia do comando da Polícia Federal

O novo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, decidiu trocar o comando da Polícia Federal (PF), que foi transferida do Ministério da Justiça para a nova pasta. Fernando Segovia será substituído pelo delegado Rogério Galloro.

Galloro era o preferido do ministro da Justiça, Torquato Jardim, para assumir a PF no momento em que Segovia foi nomeado, em novembro. Em troca, Torquato o escolheu para comandar a Secretaria Nacional de Justiça.

A demissão ocorre após Segovia ter causado polêmica ao declarar, para a agência Reuters, que o inquérito que investiga o presidente Michel Temer poderia ser arquivado e que o delegado responsável pelo caso poderia ser punido.

Ele foi intimado pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), a se explicar sobre a entrevista. Em um encontro com o ministro, disse que suas declarações foram distorcidas e garantiu que não iria interferir no inquérito.

Na segunda-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu para Barroso emitir uma ordem judicial para proibir Segovia de comentar a investigação. Nesta terça-feira, em um despacho, o ministro afirmou considerar que o diretor-geral estava “devidamente ciente de que deve se abster de qualquer pronunciamento” sobre o processo.

DECLARAÇÕES POLÊMICAS

As falas de Segovia foram feitas em entrevista à agência internacional de notícias “Reuters”. Na conversa, o diretor-geral da PF disse que era possível “concluir que não havia crime” da parte de Temer.

— Porque ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos, as pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo de corrupção, não há indícios realmente de qualquer tipo de recurso ou dinheiro envolvidos. Há muitas conversas e poucas afirmações que levem realmente a que haja um crime — disse Segovia.

Além do comentário sobre o resultado do inquérito, Segovia também fez ressalvas ao trabalho do delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelas 50 perguntas feitas ao presidente.

— Ele pode ser repreendido, pode até ser suspenso dependendo da conduta que ele tomou em relação ao presidente — disse o diretor-geral, ao abrir a possibilidade em caso de pedido da Presidência.

Fonte: oglobo

STJ nega pedido do MPF e mantém Nuzman em liberdade

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na tarde desta terça-feira o pedido de prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio-2016, feito pelo Ministério Público Federal (MPF) na semana passada.

O ex-cartola havia sido preso no início de outubro do ano passado durante a Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Ele ficou preso por duas semanas, mas ganhou liberdade após pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Na semana assada, o MPF encaminhou parecer ao STJ defendendo o retorno de Carlos Arthur Nuzman à prisão. Os procuradores argumentavam que Nuzman poderia destruir provas e prejudicar as investigações. Em julgamento nesta terça, contudo, a Sexta Turma do tribunal negou o novo pedido por unanimidade. Compõem o colegiado os ministros Maria Thereza de Assis Moura, Sebastião Reis Júnior, Rogério Schietti Cruz, Nefi Cordeiro e Antonio Saldanha Palheiro.

A defesa do ex-dirigente comemorou a decisão. “A decisão é justa e correta, no passo em que erigiu um muro de contenção ao apetite acusatório por arbitrária e descabida prisão preventiva”, afirmou, em nota o advogado Nélio Machado. “A manutenção da liberdade foi assegurada, por unanimidade, pelos Ministros da Sexta Turma. A defesa agora espera que a denúncia seja rejeitada diante da falta de justa causa para ação penal”.

Fonte: veja

Com 100 episódios inéditos no Brasil, Multishow estreia ‘Chaves’ e ‘Chapolin’ em maio

Multishow anunciou nesta terça-feira a data de estreia das séries mexicanas Chaves e Chapolin no canal: 21 de maio. O pacote comprado pela emissora conta com mais de 500 episódios, incluindo mais de 100 inéditos na TV brasileira. Segundo o canal, será possível assistir aos episódios também com áudio original, em espanhol.

As séries são do Multishow para a TV paga e no video on demand. Depois da exibição na televisão, os episódios serão inclusos no catálogo do serviço de streaming Multishow Play, disponível para os assinantes de pacotes de operadoras de TV paga que contenham o canal.

Na TV aberta, os direitos de exibição continuam sendo do SBT, que comprou as séries em meados dos anos 1980 em um pacote de programas da Televisa. Atualmente, Chaves é exibido na emissora de Silvio Santos aos sábados, às 6h, e aos domingos, às 9h. Chapolin está fora da grade do canal.

Fonte: veja

Sistema carcerário é ‘home office’ do crime organizado, diz Raul Jungmann

Forças Armadas não vão lidar com presos, diz ministro

Em discurso de posse no comando do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o ministro Raul Jungmann disse que “quadrilhas” continuam de dentro do sistema carcerário a apavorar a cidadania e que o sistema se tornou o “home office” do crime organizado.

“Se nos olharmos mais amplamente o que vem acontecendo em termos do crime organizado, o cenário é tão desolador ou mais. […] É dentro do sistema prisional brasileiro que surgiram as grandes quadrilhas que nos aterrorizam. Quadrilhas estas que continuam, de dentro do sistema carcerário, a controlar o crime nas ruas e a apavorar a nossa cidadania. Sistema carcerário esse que, infelizmente, continua a ser em larga medida o home office do crime organizado”, afirmou o ministro.

Uma das funções de Jungmann no novo ministério será gerenciar o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que, junto com Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional passarão a ser coordenadas pela nova pasta e não mais pelo Ministério da Justiça.

Raul Jungmann deixou o Ministério da Defesa, pasta que ocupava desde o início da gestão de Temer, em maio de 2016, para assumir o Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

A pasta foi criada por meio de medida provisória publicada na edição desta terça-feira (27) do “Diário Oficial da União”. Com a saída dele da Defesa, assumiu a pasta de forma interina o general de Exército Joaquim Silva e Luna.

Durante a cerimônica de posse no Planalto, o ministro afirmou, ainda, que a criação do ministério tem o objetivo de integrar ações com estados e municípios. Jungmann afirmou que a criação do ministério tem o objetivo de integrar ações com estados e municípios.

“Eu diria que a União precisa ampliar suas responsabilidades e coordenar e promover a integração entre os entes federativos, estados e municípios”, disse.

O ministro defendeu o combate ao crime organizado, porém sem violar direitos humanos. “Combater duramente, enfatizo, duramente, o crime organizado, sem jamais desconsiderar a lei e os direitos humanos”, declarou.

Drogas e crime organizado

Ele também criticou a classe média que “pela froudidão dos costumes” e “ausência de valores” perde a capacidade de entreder “os limites entre o que lícito e ilicito passa a consumir as drogas” que financiam o crime organizado, ao mesmo tempo em que cobram segurança.

“Na outra ponta, nós temos aqueles a que nada falta, aqueles tem recursos, aqueles que, muitas vezes chamamos de classe média, mas que pela froudidão dos costumes, pela ausência de valores, pela ausência de capacidade de entreder os limites entre o que licito e ilicito passam a consumir as drogras”, pontuou Raul Jungmann.

“Me impressiona, presidente, por exemplo, no Rio de Janeiro a onde eu vejo durante o dia as pessoas clamarem contra a insegurança, clamarem contra a violência, clamarem contra o crime e estão corretas; E a noite financiarem esse mesmo crime através do consumo de drogas”, concluiu.

Carreira política

No discurso de mais de 30 minutos, Jungman, que já foi deputado federal, informou que “encerra” a carreira política para se dedicar ao ministério. Ele informou que pedirá ao PPS, partido ao qual é filiado, a suspensão suas atribuições na legenda.

Suplente na atual legislatura da Câmara dos Deputados, Jungmann avaliava deixar o governo para disputar as eleições. Com a nova missão, decidiu permanecer na equipe de Temer.

“Quero dizer que ao aceitar este cargo abro mão de uma das coisas mais caras da minha vida: a minha carreira política. Eu encerro a minha carreira política para me dedicar integralmente a essa luta”, disse o ministro.