Coluna – A pergunta do milhão, Cassol registra ou não sua candidatura?

E ainda, Hildon Chaves perde tempo demais com vereadores e esquece de administrar a cidade

Um ano

Passou desde que Hildon Chaves assumiu o comando da capital de Rondônia. Cercado de expectativas por grande parte da população, graças a um discurso que ele próprio desenvolveu durante a campanha, de que seria o “grande salvador da cidade”. E começou embalado, com muitas selfies, lives, elogios e postagens de incentivo, parecia que a coisa ia funcionar. Mas, logo de cara começaram as críticas, e ele passou a usar seu então adversário nas eleições, Léo Moraes, como “recalcado”, ou que “ele não desceu do palanque”. Léo silenciou. Foi cuidar de seus afazeres como deputado estadual.

Porém

A culpa não era de Léo. Hildon passou a ocupar grande parte de seu tempo reunido com vereadores, entre pedidos de cargos, futricas palacianas, viagens e bate-boca com munícipes. Alguns episódios, bem lamentáveis foram registrados e viralizaram nas redes sociais. Hildon acostumou a deixar seus eleitores “falando sozinhos”. Desacostumado à críticas, coisa que promotor nenhum gosta, adotou uma postura agressiva em relação a quem queria apenas aconselha-lo. Fez isso com praticamente todos os aliados de primeira hora, deixando-se ficar cercado apenas de quem tece elogios. Esse é o caminho mais rápido para o fundo do poço.

Salvando

A jornalista Ivonete Gomes foi a grande surpresa da gestão Chaves. Ela assumiu a secretaria de Esportes do município e graças a seu perfil empreendedor vem conseguindo salvar a pele do prefeito. Bem articulada, Ivonete transformou uma secretária insípida em vitrine de gestão. Mas, isso não é suficiente para garantir a popularidade de Hildon, que a cada semana despenca três ou quatro degraus naquela escala de 0 a 100.

Falha grave

A falha mais grave que Hildon vem cometendo é típica de quem não tinha um plano definido, ou experiência política, a falta de definição de prioridades. Enquanto o prefeito perde tempo precioso atendendo vereadores o dia inteiro, todos os dias, se torna refém das picuinhas trazidas por eles. Hildon tinha que dedicar apenas um dia da semana para atender as demandas trazidas pelos edis. Tinha que se cercar de três ou quatro assessores competentes que definiriam prioridades do dia a dia e ter um chefe de gabinete com traquejo para lidar com os assuntos mais espinhosos. Enquanto ele perde tempo com as futricas, a população começa a achar que a armadura do cavaleiro não era assim tão brilhante.

A coisa só não está pior

Porque muitos ainda não querem dar o braço à torcer, reconhecendo que fez uma má escolha. O fenômeno outsider que pipocou nas eleições de 2016 está se mostrando um fiasco em todos os lugares que adotaram essa novidade. Política não é para amadores, e boa vontade não faz de ninguém um bom gestor. Se Léo Moraes seria melhor? Honestamente não sei responder a essa pergunta, mas certamente ele não teria se deixado envolver na teia a qual Hildon está perdido agora. E se ele não se encontrar rápido, vai ter problemas bem mais sérios no futuro.

Por falar em futuro

A pergunta do milhão nessas eleições é, Ivo Cassol registra ou não sua candidatura à governador? Essa resposta vai depender fortemente do jurídico de campanha que ele escolher. Os tribunais superiores estão constantemente revendo seus próprios entendimentos, e o que não podia, passou a ser novamente discutido. É inegável que a situação jurídica de Cassol é delicada, então, se estivéssemos em uma bolsa de apostas, eu diria que a possibilidade é de meio a meio.

Não se discute

É que o futuro de Cassol mexe com o tabuleiro das eleições em Rondônia. Sem entrar no mérito de pesquisas de opinião, entre os prefeitos que circulam por Brasília, o nome do senador é sempre lembrado como “forte concorrente” e alguns recordam com saudosismo de sua gestão. Cero também é que ele tem planos bem definidos para caso seja eleito, “tudo que eu podia errar, errei quando fui governador eleito e reeleito. Se Deus permitir que eu assuma o comando do Estado novamente, as coisas vão ser muito diferentes, a começar pela equipe. Hoje eu sei quem estava junto para trabalhar em benefício próprio. Já deu para saber quem são os traíras”, declarou o senador à coluna.

Vai pensar muito

Já o ex-senador Expedito Júnior, também muito lembrado quando o assunto é governo, anda pensando seriamente em ficar onde está. Apesar de ser o segundo do grupo, caso Cassol não consiga registro, Expedito avalia que sua vida anda bem tranquila ultimamente, “tenho tempo de me dedicar à família e cuidar um pouco de mim”, disse o ex-senador. Mas, a política fala mais alto. A pressão para que Expedito volte à vida pública é grande, e ele se livrou de todos os empecilhos jurídicos do passado, “sofri muito com acusações e condenação injusta, mas enfim, é a vida”, desabafou essa semana ao ser questionado se seria ou não candidato, “essa é uma decisão que não tomarei agora”, afirmou.

Contas à pagar

Confúcio Moura deixou algumas dívidas bem grandes nas eleições de 2014. Algumas ele pagou, outras jogou nas costas do MDB, que agora anda querendo fechar o balanço, mas algumas não estão fechando. Resta saber quem vai assumir o prejuízo, o partido ou Confúcio. “Pedalada” é com Confúcio mesmo. Que o digam as contas do Estado de Rondônia. À conferir nos próximos meses.

Sai mais não

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, que pelo jeito só não roubou a estátua do Cristo Redentor porque ela pesa demais, levou mais uma condenação por lavagem de dinheiro e suas penas somadas chegam a um século. Isso mesmo, 100 anos de prisão acumulados. Como no Brasil ninguém fica mais que 30 anos preso, Cabral vai sair da cadeia com uns 85 anos…completou 55 no dia 27 de janeiro.

Evite redes sociais 30 minutos antes de dormir

Os jovens de hoje passam uma quantidade impressionante de tempo diante de telas – adolescentes entre 11 e 15 anos, por exemplo, entre seis e oito horas por dia, isso sem incluir o tempo gasto em frente ao computador para fazer as tarefas de casa. Aliás, até mesmo o adulto médio no Reino Unido passa mais tempo olhando para uma tela do que dormindo, indicam as pesquisas. Desde o crescimento meteórico das redes sociais, Brian Primack, diretor do Centro de Pesquisa em Mídia, Tecnologia e Saúde da Universidade de Pittsburgh, tem estudado seu impacto na sociedade. Junto com Kessica Levenson, ele examina as relações entre tecnologia e saúde mental, observando o lado bom e o ruim. Ao pesquisarem a possível ligação entre redes sociais e depressão, eles esperavam um efeito duplo – que as redes sociais pudessem às vezes aliviar a depressão e às vezes exacerbá-la, um resultado que pode criar uma curva em formato de “u” em um gráfico. No entanto, uma pesquisa com quase 2 mil pessoas revelou algo muito mais surpreendente. Não houve curva alguma, a linha era reta e em uma direção indesejável. Em outras palavras, um aumento do uso de redes sociais está associado a um aumento da possibilidade de sofrer de depressão, ansiedade e um sentimento de isolamento social. Mas há outro impacto preocupante. Em um estudo de setembro de 2017 com mais de 1,7 mil jovens adultos, Primack e seus colegas descobriram que, em termos de interação nas redes sociais, o horário do dia tem um papel fundamental. O engajamento durante os últimos 30 minutos do dia era o mais forte indicador de uma noite de sono ruim. “Era completamente independente do tempo total de uso durante o dia”, diz Primack.

Sérgio Cabral é condenado a 13 anos por lavagem de dinheiro e chega a 100 anos pena

Ex-governador foi condenado em 5 processos da Justiça Federal. Juiz Marcelo Bretas condena ainda Adriana Ancelmo, mulher de Cabral.

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Cabral já havia sido condenado a 87 anos em outros quatro processos. As penas agora chegam a 100 anos, em cinco ações: quatro com Bretas, no Rio, e uma com o juiz Sérgio Moro, no Paraná.

De acordo com o juiz Marcelo Bretas, a culpa de Sérgio Cabral “se mostra bastante acentuada”. Para o magistrado, o ex-governador é o principal idealizador do esquema de lavagem de dinheiro revelado a partir da operação Calicute, deflagrada em novembro de 2016.

“A magnitude de tal esquema impressiona, sobretudo pela quantidade de dinheiro movimentado. Especificamente no caso dos autos, foram “lavados” mais de quatro milhões de reais em apenas 5 operações de compra de joias. Não bastasse isso, a lavagem de dinheiro que tem como crime antecedente a corrupção reveste-se de maior gravidade, por motivos óbvios, merecendo o seu mentor intelectual juízo de reprovação mais severo”, escreveu Marcelo Bretas em sua decisão.

Foram condenados nesta sexta-feira (2):

  • Sérgio Cabral – 13 anos e 4 meses de prisão
  • Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador – 10 anos e 8 meses de prisão
  • Carlos Miranda, operador de Sérgio Cabral – 8 anos e 10 meses de prisão
  • Luiz Carlos Bezerra, chamado de “homem de mala”, do ex-governador – 4 anos de prisão.

Na avaliação do juiz Bretas, Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do RJ, teria sido a “principal beneficiária da lavagem de dinheiro”. De acordo com o magistrado, a mulher de Cabral adquiriu uma quantidade de joias que chegam a R$ 4,5 milhões.

Fonte: g1

Criminosos fazem cordão humano com reféns durante assalto a banco no RS

Bandidos conseguiram roubar os caixas, mas a polícia não revelou a quantia levada

Ao menos cinco homens fortemente armados invadiram a agência do Banco do Brasil localizada em Três Palmeiras, município da região norte do Rio Grande do Sul, e fizeram uma espécie de cordão humano com pessoas feitas reféns. O assalto aconteceu por volta das 10h da manhã desta sexta-feira (2/3).

De acordo com a Brigada Militar, os criminosos conseguiram roubar os caixas, mas a polícia não revelou a quantia levada. Na fuga, os bandidos renderam pessoas que circulavam em frente ao banco e fizeram o cordão humano. Os homens foram obrigados a tirar a camisa. Os criminosos fugiram disparando para o alto.

Visto permite que brasileiros trabalhem na França por 1 ano; entenda

Programa Férias-Trabalho, que entrou em vigor nesta quinta-feira, permite que jovens entre 18 e 30 anos trabalhem por até um ano no país europeu

Se a falta de oportunidades no mercado de trabalho e a baixa qualidade de vida nas cidades aparentam ser uma porta fechada na vida dos jovens brasileiros, uma nova janela pode se abrir. E o melhor: com vista para a França. É que o governo francês lança, nesta quinta-feira (1º/3), o programa Férias-Trabalho para o Brasil. Por meio dele, pessoas que têm entre 18 e 30 anos podem morar e trabalhar por até um ano no país europeu, sem nem mesmo precisar saber falar o idioma local.
Além da idade, o único pré-requisito é uma comprovação financeira de 2,5 mil euros (ou seja, que você tenha cerca de R$ 9,8 mil guardados), mais o necessário para comprar as passagens de ida e volta. Apesar de não ser exigido, o conhecimento da língua francesa é recomendado. Se atender às primeiras exigências, o candidato deve entrar no site da Embaixada, preencher um formulário e agendar a entrevista presencial, para a qual deve ir levando estes documentos. O visto deve ser solicitado com uma antecedência máxima de dois meses em relação à data desejada para a viagem.
Alexandra Mias, porta-voz da Embaixada da França no Brasil, explica que o objetivo do programa é possibilitar que os jovens brasileiros possam descobrir o país e conhecer melhor a cultura francófona. “Para eles, a facilidade dos trâmites administrativos é muito interessante, além da experiência cultural do intercâmbio com as pessoas do país, seja no contexto pessoal ou profissional. Muitas vezes, representa também uma primeira experiência profissional no exterior, que pode ser valorizada na volta”, avalia.
O programa ficará aberto por tempo indeterminado e a ideia é que o número de vagas cresça progressivamente ao longo dos anos, conforme o número de interessados. A Embaixada não precisou um número, mas disse esperar que a procura seja alta, “levando em consideração a influência da cultura, modernidade e civilização francesas no Brasil.” A representação destacou ainda que o programa, que começa a valer agora para os brasileiros, já existe há 20 anos e funciona em outros países, como Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.
O acordo é bilateral. O que significa que jovens franceses também poderão trabalhar no Brasil. A Embaixada crê que o programa será um sucesso também na outra mão desta via. “De maneira geral, os franceses são apaixonados pelo Brasil e sua rica cultura, pela qual têm uma fascinação profunda há muito tempo”, conclui Mias.

Tire suas dúvidas sobre o programa

É fácil conseguir um emprego na França? 
De acordo com alguns brasileiros que já foram em busca de uma vaga, sim. A mineira Larissa Miranda enfrentou esse desafio em maio de 2016, bem antes de o programa entrar em vigor. Inicialmente, ela trabalhou como babá. Depois, com a ajuda da indicação de uma amiga, conseguiu uma vaga de garçonete em um restaurante. Larissa afirma que vagas como essa podem ser encontradas sem grandes dificuldades. “Seja em loja ou em restaurante, estão sempre contratando, e falar português é um bônus. Mas tem que falar francês bem né? É essencial”, pondera.
Outro brasileiro que também partiu para a Europa em busca de trabalho foi Heitor Garcia, 25 anos. Para ele, todo o processo foi facilitado pelo fato de já ter estudado e se formado na França. Na avaliação do paulista, o programa recém-lançado pode ajudar outros jovens a terem as mesmas chances que ele. “É uma ótima oportunidade pra quem quer conhecer o país e adquirir uma experiência internacional, podendo se bancar e deixar um pouco mais barato. Pra quem não estuda, abre muitas portas e agiliza demais para empresas que possam estar interessadas, porque uma das grandes barreiras é justamente a obtenção do visto de trabalho, que além de longa é bastante complicada na administração francesa”, justifica.
Quanto eu gastaria para participar do programa?
Em relação aos custos de uma empreitada como essa, o diretor de vendas da agência de intercâmbios e viagens Student Travel Bureau (STB), Rui Pimenta, estima que, além das passagens, os jovens brasileiros gastarão, em média, 900 euros (R$ 3,5 mil) mensais com moradia, alimentação e transporte na capital francesa. Na avaliação dele, o programa é uma boa opção para quem quer aprender o idioma francês e, posteriormente, retornar ao país para fazer uma pós-graduação, por exemplo.
“O programa vai contribuir, principalmente por que a França tem um perfil acadêmico e muitos jovens desejam ir para lá para fazer uma pós com um custo benefício bom”, diz. “A gente entende que os jovens querem, sim, viajar. Mas a maior parte está de olho na área acadêmica”, acrescenta.
Consegui um emprego. Posso ficar mais de um ano?
Não. O visto de Férias-Trabalho não pode ser prorrogado. Segundo a Embaixada da França, se um brasileiro tiver um projeto que ultrapasse os 12 meses, ele deve voltar ao Brasil e pedir um outro visto que se adeque à situação (trabalho, estudos, etc), justificando a necessidade dessa nova autorização.
Fonte: correiobraziliense

Ministério Público Eleitoral pede retirada de outdoors com Bolsonaro

Os outdoors são veiculados nos municípios baianos de Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida. O artigo 36 da Lei das Eleições impede expressamente a propaganda eleitoral antes de 15 de agosto

O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede a retirada imediata de outdoors com suposta propaganda eleitoral antecipada em favor do deputado federal e pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Os outdoors são veiculados nos municípios baianos de Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida. O artigo 36 da Lei das Eleições impede expressamente a propaganda eleitoral antes de 15 de agosto. Já o artigo 39, veda a propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive eletrônicos, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil a R$ 15 mil.
Segundo Humberto Jacques, os outdoors têm “o objetivo de massificar a imagem do pré-candidato para o pleito futuro, retirando o equilíbrio da disputa”. No agravo interno, vice-procurador-geral eleitoral questiona decisão do ministro Luiz Fux, que, no exercício da presidência do TSE durante o período de recesso, negou liminar do Ministério Público Eleitoral que pedia a retirada dos outdoors, alegando não haver pedido expresso de votos nas peças.
“Imaginar que peças publicitárias de um candidato em uma eleição não contenham pedido explícito de votos é subestimar a inteligência dos publicitários, de candidatos e eleitores”, afirmou. De acordo com ele, o pedido explícito de votos exigido pela lei como caracterizador da irregularidade não está vinculado, necessariamente, à expressão “vote no candidato x”.
Histórico
No documento enviado ao TSE, Humberto Jacques lembra que outros outdoors foram localizados em outros 33 municípios de 13 estados com mensagens de apoio a Bolsonaro. Segundo ele, ao admitir a prática, a decisão do TSE pode dar ensejo à utilização indiscriminada desse tipo de propaganda.
Após a decisão que manteve provisoriamente os outdoors em circulação, Bolsonaro publicou um vídeo na internet defendendo que o uso do artifício estaria liberado pela Justiça Eleitoral. “Ora, qual seria a finalidade de tantos outdoors espalhados pelo País, com escritos similares entre si, que não a eleitoral, especialmente tratando-se de notório pré-candidato? A busca explícita de votos, ainda que disfarçada de apoio ao candidato, levando à massificação de sua imagem, constitui propaganda duplamente irregular, tanto por sua extemporaneidade quanto pela utilização de meio vedado”, sustenta Jacques.
Para ele, imaginar que mensagem positiva de pré-candidatos, exposta em outdoors – posteriormente replicada em redes sociais – não se configura em propaganda eleitoral antecipada “é fazer letra morta da legislação eleitoral que, como já reconhecido por essa Corte Superior Eleitoral, tem por escopo proteger o próprio processo eleitoral”, afirma Jacques, no documento.
Fonte: correiobraziliense

Homem é preso após vender espetinhos de bem-te-vi como se fossem de frango

Ambulante, que tentava vender carne de passarinho como se fosse frango, também foi multado em R$ 10 mil

A lenda urbana do ‘espetinho de gato’ ganhou um novo capítulo na tarde deste primeiro de março. Um ambulante, de 59 anos, foi preso em flagrante no litoral de São Paulo, na cidade de Ilha Comprida, por suspeita de matar aves nativas da região e vendê-las na praia como se fossem ‘espetinhos de frango’. A informação foi divulgada pela Polícia Militar Ambiental da cidade e, além de ser detido, ao homem também foi aplicada uma multa de R$ 10 mil.
O homem foi encontrado durante uma patrulha de rotina de uma das equipes da Polícia Militar Ambiental, nas proximidades de sua casa. Com a aproximação da viatura, o ambulante demonstrou nervosismo e os policiais, por cautela, realizaram uma abordagem. Ao ser questionado, o homem declarou que possuía uma espingarda de pressão e permitiu que os agentes entrassem em sua casa para uma vistoria. O resultado da operação foi a apreensão de dez aves abatidas, que estavam guardadas em um freezer, e a arma portada pelo infrator.
(foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental)
A suspeita de que o homem utilizava a carne dos passarinhos para venda de espetinhos veio quando, ao encontrarem o material, os agentes da Polícia Militar Ambiental depararam-se com as dez aves completamente depenadas. A teoria dos policiais ganhou mais força quando, em outro compartimento encontrado na casa, foram encontrados mais de 240 quilos de carne sem procedência.
O suspeito foi, então, detido e a Vigilância Sanitária local foi acionada para que pudesse apurar o caso. A fiscalização constatou que todos os produtos encontrados pelos agentes eram “impróprios para consumo” e os encaminhou para o descarte.

Aves

As aves encontradas na residência do ambulante eram de diversas espécies, como sabiá, bem-te-vi e columbina, e foram caçadas com a espingarda portada pelo suspeito dentro da Área de Proteção Ambiental de Ilha Comprida, como admitiu o suspeito. O homem negou que as aves mortas foram utilizadas para revenda de espetinhos, mas, por precaução, sua licença de trabalho foi cancelada pela prefeitura.
O suspeito foi enquadrado pela Lei de Crimes Ambientais e por comercializar ‘produtos impróprios para o consumo humano e multado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
Fonte: correiobraziliense

Cliente é estuprada, forçada a sacar dinheiro e banco nega reembolso

Os representantes do Itaú alegaram que a cliente agiu com imprudência por estar sem o namorado no momento do crime

Uma mulher, estuprada e obrigada a sacar dinheiro do Itaú Unibanco, foi acusada pelos advogados da empresa de ter provocado o crime. A vítima pediu à Justiça o ressarcimento do valor retirado em um caixa eletrônico em São Paulo. Durante o processo, os representantes da instituição financeira alegaram que a cliente agiu com imprudência por estar sem o namorado no momento do crime.

O Itaú foi criticado nas redes sociais após seus advogados declararem que a vítima teria agido com “absoluta imprudência”, além de ter reconhecido que aceitou “diversos convites” [para sair] sem o namorado. Os argumentos foram rechaçados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que deu razão à cliente, considerando-a “enganada, roubada e estuprada”.

Em nova decisão, o desembargador José Luiz de Jesus Vieira considerou a opinião do banco um “absurdo incomensurável”, decretando que o Itaú pague à mulher o valor de R$ 9.370, além de R$ 628,40, o valor sacado no caixa eletrônico. Em nota, o Itaú pediu perdão à vítima, reconhecendo que deveria ter solucionado a questão no primeiro contato com a cliente. As informações são do jornal Extra. Confira:

O Itaú Unibanco errou ao deixar que esse caso chegasse à esfera judicial, sem uma solução imediata no primeiro contato da cliente. O discurso utilizado pelo escritório de advocacia contratado afronta os nossos princípios e valores éticos, que exigem respeito e empatia com situações de vulnerabilidade.

O Itaú Unibanco se compromete a revisitar seus processos internos e seus procedimentos com prestadores de serviço para que situações desse tipo não voltem a ocorrer. O banco cumprirá integralmente a decisão da Justiça, indenizando a cliente. Pedimos desculpas à nossa cliente, a todas as mulheres e à sociedade em geral“.

Fonte: metropoles

Associação vai à Justiça por direito de produzir maconha para tratar pacientes com câncer e microcefalia

Decisão pode beneficiar 50 pessoas, incluindo pacientes com Alzheimer e epilepsia.

Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (Cannab) entrou com um pedido de liminar na Justiça da Bahia pelo direito de pesquisar, cultivar e produzir o óleo de maconha para fins medicinais. A substância, o canabidiol, já é utilizada em diversos tratamentos neurológicos pelo mundo, mas, no Brasil, o acesso ao medicamento ainda esbarra em questões burocráticas e, principalmente, financeiras.

O pedido foi feito em nome de 50 pacientes que são associados à entidade. Dentre eles, portadores de Alzheimer, microcefalia, câncer, esclerose múltipla e epilepsia. Leandro Stelitano, presidente da associação, explica que era preciso estipular um número exato de pessoas beneficiadas para formular o pedido de liminar. “Mas temos mais de 300 pessoas interessadas”, diz.

Nicole, de dois anos e dois meses, é um dos 50 nomes que estão nas mãos da juíza Rosana Kaufmann, da 6ª Vara Federal da Justiça da Bahia, que julgará o caso. A menina é uma das diversas vítimas da epidemia de microcefalia que atingiu o Brasil há cerca de dois anos em decorrência do Zika Vírus. Por causa da doença, ela sofre recorrentes ataques epiléticos.

Como os medicamentos comuns não estavam surtindo grandes efeitos, a mãe de Nicole, Ingrid Graciliano, 27, passou a pesquisar outras formas de tratamento até chegar ao canabidiol. “Em 15 dias de tratamento já vi efeito”, conta. “Os ataques de epilepsia diminuíram consideravelmente. Antes do canabidiol, eram sete ou oito crises por dia. Hoje, ela tem um ou dois ataques, às vezes nenhum”. Ingrid conta que a filha toma o canabidiol juntamente com outros quatro medicamentos. “Só depois de aliar o canabidiol aos demais remédios é que eu pude ver a melhora”, diz.

Para chegar a esses resultados, porém, Ingrid percorreu um longo caminho. “Fui buscar em documentários e textos as informações sobre o tratamento com canabidiol”, conta a mãe, que vive em Salvador. Depois, teve de convencer a pediatra de Nicole a prescrever o medicamento. Terminado o trâmite burocrático requerido pela Anvisa (leia mais abaixo), precisou de 5.000 reais para importar dois frascos do remédio, já que a substância não é produzida no Brasil. Nicole usa um frasco por mês, mas toma o remédio juntamente com outros quatro medicamentos.

A dificuldade, tanto burocrática, quanto financeira de Ingrid se repete em diversas outras famílias e pacientes que precisam do canabidiol para auxiliar e tratar de enfermidades neurológicas. “A lei brasileira hoje é pela metade”, diz Leandro Stelitano. “Você só pode importar o produto, não pode produzir”. Ele afirma que um frasco de 30 ml do canabidiol custa em média 1.500 reais. “A nossa previsão é que o frasco produzido aqui no Brasil custe de 180 a 200 reais, mas o valor tende a diminuir conforme mais gente esteja autorizada a compra-lo”, explica.

Ingrid e a filha, Nicole. ARQUIVO PESSOAL

Apoiado na jurisprudência, Stelitano se diz otimista com o resultado do julgamento, que ainda não tem data marcada para acontecer. No ano passado, a Associação Brasileira de Apoio Cannabes Esperança (Abrace), de João Pessoa, conseguiu na Justiça da Paraíba o direito de produzir o óleo da maconha para fins medicinais. A Abrace é a primeira e única entidade, até o momento, que produz e comercializa a substância no Brasil.

Cassiano Teixeira, diretor-executivo e fundador da entidade, explica que a briga começou em 2014. Com um irmão epilético desde os 15 anos, ele se juntou a outros familiares para importar o canabidiol. Na época, a substância era proibida no Brasil, sendo liberada para a importação pela Anvisa somente em 2015. Mas naquele mesmo ano, o dólar passou de quatro reais, fazendo com que o acesso, ainda  que liberado, fosse dificultado. “Naquele momento, éramos em mais de 120 famílias importando”, conta ele. “Surgiu então a ideia de a gente lutar para produzir aqui”.

Ele afirma que passou então a produzir ilegalmente a substância, na cozinha de casa. “Eu me adiantei”, diz. “Quando chegamos na Justiça, em 2016, já tínhamos feito o rótulo, receita para o óleo, ponto fixo e CNPJ da associação”, conta. “A gente vinha se arriscando ilegalmente. Mas quando fomos à Justiça, pedimos pelo direito de continuar a fazer o que já estávamos fazendo, e ela concedeu”.

Hoje, Teixeira conta que a entidade tem uma “fazendinha” em João Pessoa, com 14 funcionários, onde é possível, desde que com receita e laudo médico, comprar o medicamento. Ele afirma que somente em janeiro deste ano atenderam 700 pessoas. “Mas nosso plano é chegar no ano que vem atendendo a 10.000 pessoas”, diz. Para isso, iniciarão a produção em Campina Grande, onde, segundo Teixeira, o clima é mais propício para o plantio da maconha. “O clima em João Pessoa é quente e úmido, enquanto Campina Grande é o oposto: frio e seco, perfeito para o plantio”. Ele diz que a entidade cobra 1 real por miligrama do óleo.

Frasco do canabidiol produzido pela Abrace, em João Pessoa.

No campo da pesquisa e acessibilidade do canabidiol, o Nordeste tem estado à frente do restante do país. No final do ano passado, o governo do Piauí anunciou o investimento de um milhão de reais para os estudos do canabidiol. O trabalho será desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Piauí (UFPI), a Universidade Estadual do Piauí (Uespi), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), a Secretaria Estadual de Saúde e o Centro Integrado de Reabilitação.

Para importar o Canabidiol

Atualmente, para importar o medicamento, é preciso que o paciente ou familiar primeiro preencha um formulário que pode ser encontrado no site da Anvisa, que requer dados pessoais e do médico que fará a prescrição. É preciso um laudo médico com a justificativa para a utilização do medicamento e uma prescrição do produto contendo a posologia, quantidade necessária e tempo de tratamento. Além disso, é preciso preencher uma declaração de “responsabilidade e esclarecimento”. A autorização tem validade de um ano. Todas as informações podem ser encontradas no site da Anvisa.

Embora o Conselho Federal de Medicina aprove o uso do canabidiol “para o tratamento de epilepsias da criança e do adolescente refratárias aos tratamentos convencionais”, o uso do medicamento ainda encontra muita resistência mesmo entre familiares dos pacientes. É o que conta Ingrid Graciliano, mãe de Nicole e também presidente da Associação de Pais de Anjos da Bahia (Apab), que luta por melhores condições de tratamento para as vítimas do Zika Vírus na Bahia.

“Existe bastante resistência [ao remédio] entre os pais”, conta ela. “Inclusive o pai da minha filha é contra, porque vem da maconha e por isso ele acha que vai dopar a criança”, afirma. “O que dopa é o THC, é a falta de informação, a ignorância e a cultura nossa de marginalizar a maconha”. Corretora de imóveis, ela afirma trabalhar apenas meio período, para poder se dedicar mais aos cuidados da filha. O remédio importado, além de ser caro, dificulta o fechamento das contas da casa de Ingrid. “O pai da Nicole não ajuda com as contas, então eu tenho que me virar sozinha”.

Fonte: elpaisbrasil

Operação policial apreende 1,5 tonelada de cocaína no RJ

Uma operação conjunta da Polícia Federal, da Polícia Civil e da Receita Federal apreendeu aproximadamente uma tonelada e meia de cocaína pura que estava escondida em contêineres no porto do Rio, no fim da noite de quinta-feira (1º/3). Os agentes utilizaram cães farejadores e aparelhos de raio-X para localizar a droga.

O objetivo também era localizar armas de fogo e munições que poderiam estar em carregamentos em trânsito no porto. A apreensão foi considerada uma das maiores realizadas na história do Rio. O material estava acondicionado em malas e sacolas de viagem acondicionadas nos contêineres.

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal vai investigar a origem e qual seria o destino do carregamento.

Fonte: Fonte: metropoles

Vereador Alan Queiroz ouve reivindicações de moradores do Bairro Nacional

O vereador Alan Queiroz compareceu pessoalmente no bairro Nacional, nas ruas Martins e Mangueira, local conhecido como “Porteirinha”, para ouvir as reivindicações dos moradores e buscar uma solução.

Os moradores reivindicaram este serviço junto ao gabinete do vereador. O pedido foi realizado pelo gabinete do vereador Alan Queiroz à Secretaria Municipal de Infraestrutura, Urbanismo e Serviços Básicos (Semusb).

Alan Queiroz teve seu pedido atendido entregue ao secretário João Chrisótomo e máquinas da Semusb devem se deslocar até o local para fazer a manutenção das vias. O vereador solicitou também que seja realizada com urgência, a recuperação da iluminação desta e de outras vias do bairro.

“Quero agradecer à Prefeitura de Porto Velho, em nome do prefeito, Hildon Chaves, ao secretário da Semisb, João Chrisóstomo Moura, por atender esse pedido que vai beneficiar os moradores e as pessoas que vivem naquele local esquecido nas gestões passadas”, concluiu o vereador Alan Queiroz.

 

 

* Divulgação de Atividades Parlamentar.