Paraguai suspende importação de armas para evitar tráfico para o Brasil

PF diz que maior parte do armamento pesado de criminosos brasileiros é fabricada nos EUA e chega ao país contrabandeada, após ser vendida ao Paraguai

O governo do Paraguai decidiu suspender todas as importações de armas feitas pelo país até que todos os sistemas de controles de exportação sejam aprimorados para evitar o tráfico, informou nesta terça-feira a Divisão de Material Bélico do país.

A decisão veio depois de pressão do governo dos Estados Unidos, que havia imposto uma moratória de três meses à venda de armas ao Paraguai cobrando a melhoria dos controles, e em uma operação também negociada com o governo brasileiro, contou à Reuters uma fonte governamental do Brasil que tem conhecimento do assunto.

Relatórios preparados pela Polícia Federal mostram que a maior parte do armamento pesado encontrado em poder de criminosos no Brasil vem principalmente dos Estados Unidos, mas, em boa parte dos casos, é vendido no Paraguai e entra como contrabando no país, já que existe uma proibição de importação de armas do Paraguai.

A PF iniciou um sistema de rastreamento das armas pesadas apreendidas no Brasil em 2014.

Em relatório preparado no final do ano passado, ao qual a Reuters teve acesso, os policiais concluíram que a origem da maioria das armas longas ilegais apreendidas no Brasil é dos Estados Unidos, por meio de três métodos: contrabando da arma completa diretamente dos Estados Unidos para o Brasil, contrabando de componentes de armas diretamente dos Estados Unidos para o Brasil, contrabando dos Estados Unidos para o Brasil utilizando terceiros países, especialmente Bolívia e Paraguai.

O relatório mostra, por exemplo, onde foram compradas as armas encontradas no Brasil. Das oito lojas, seis são norte-americanas, mas a primeira da lista, no entanto, é paraguaia, que fica no centro da capital do país, Assunção, e vende pistolas automáticas, fuzis e munições, no atacado e no varejo.

O governo brasileiro vem trabalhando em conjunto com os Estados Unidos para tentar aumentar o controle das armas que chegam ao país. De acordo com informações obtidas pela Reuters, o governo dos EUA negociou com o governo paraguaio um reforço nas medidas de controle de venda das armas no país, especialmente das que vem dos Estados Unidos.

Uma fonte do Departamento de Estado dos EUA confirmou à Reuters as negociações para aumentar a regulação da venda de armas.

“A lei americana exige que as embaixadas façam monitoramento para garantir que o usuário de todas as armas importadas dos Estados Unidos sigam as condições exigidas pelo governo americano para uso, transferência e segurança dessas armas. Se essas checagens revelam problemas de segurança, o governo precisa investigar essas questões”, disse a fonte do Departamento de Estado.

A Divisão de Material Bélico do Paraguai informou que o período de suspensão será usado para atualizar os programas de informática usados. Ao mesmo tempo, serão regulamentadas normas para trabalhar em conjunto com a polícia do Brasil, disse o diretor da entidade, Enrique Caballero.

“Queremos dar razoabilidade. O mercado ilícito é uma preocupação nossa e queremos frear isso”, disse Caballero à Reuters. Ele não confirmou a informação de que os Estados Unidos haviam decidido suspender a venda de armas ao Paraguai.

Fonte: exame

Casal americano entra na Justiça para obrigar filho de 30 anos a sair de casa – e vence

De acordo com o processo, Michael Rotondo não trabalha, não ajuda os pais nem com as tarefas domésticas e ignorou cinco cartas de despejo

Os pais de um homem de 30 anos tomaram medidas drásticas para que seu filho finalmente fosse morar sozinho: eles o processaram.

De acordo com a documentação judicial, Michael Rotondo não ajudava com os custos da casa nem com as tarefas domésticas, e ignorou as ofertas de ajuda financeira de seus pais para que fosse viver em outro local.

Christina e Mark Rotondo dizem que seu filho, que voltou a morar com eles há oito anos após ficar desempregado e hoje administra um site, se recusava a sair mesmo após receber da família cinco cartas de despejo desde o início de fevereiro.

Michael argumentava que não havia recebido aviso prévio suficiente, alegando que um período de seis meses seria um tempo mais razoável preparar para a mudança

O casal entrou, então, com a ação na Suprema Corte do Condado de Onondaga, próxima de Camillus, cidade onde mora a família, no Estado de Nova York. O advogado dos Rotondo, Anthony Adorante, disse ao site Syracuse.com que seus clientes não encontraram outra forma de obrigar o filho a se mudar.

‘Você precisa trabalhar’

“Após discutir o assunto com sua mãe, decidimos que você deve deixar essa casa imediatamente”, disse o casal na primeira carta de despejo enviada ao filho, em 2 de fevereiro, segundo os documentos do processo.

Quando Michael ignorou a mensagem, seus pais redigiram uma ordem de despejo propriamente dita, com a ajuda do advogado. “Você está sendo despejado por meio desta”, diz o documento assinado por Christina em 13 de fevereiro.

“Medidas legais serão tomadas imediatamente se você não se mudar até 15 de março de 2018.” Michael não saiu.

O casal escreveu, então, uma nova mensagem em 18 de fevereiro, oferecendo US$ 1,1 mil (cerca de R$ 4 mil) para que ele saísse. O texto incluía alguns comentários pessoais sobre o filho.

“Há empregos disponíveis para aqueles com um histórico profissional ruim como o seu. Consiga um – você precisa trabalhar”, disseram os pais.

‘Retaliação’

Em 5 de março, eles redigiram uma nova carta lembrando do prazo estipulado: “Não notamos nenhum sinal de que você está se preparando para sair. Saiba que tomaremos as medidas necessárias para garantir que você saia de casa como foi ordenado.”

No entanto, em 30 de março, mesmo que estivesse cada vez mais claro que Michael não tinha intenção de se mudar, eles tentaram por uma última vez, com uma carta em que mandavam que o filho removesse seu carro quebrado da entrada da casa.

Em abril, os Rotondo desistiram de tentar sozinhos e recorreram à Justiça local. Como Michael era seu parente, eles ouviram que teriam de recorrer à Suprema Corte para conseguir retirá-lo de casa.

De acordo com a emissora WABC News, Michael considerou a ação movida por seus pais como uma “retaliação” e pediu que a Corte rejeitasse seu pedido.

Nesta terça, o caso foi julgado, e o casal saiu vitorioso. O juiz ordenou que o filho saia de casa. Michael disse que a decisão é “revoltante” e entrará com recurso.

TJ mantém decisão que anulou júris do massacre do Carandiru e determina novos julgamentos

Tribunal de Justiça rejeitou embargos de declaração do Ministério Público que contestavam decisão de anular condenações de PMs que mataram presos em 1992 em SP

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou nesta terça-feira (5) os embargos de declaração do Ministério Público (MP) contra a decisão da segunda instância de 2016, que anulou a condenação de policiais militares pelos assassinatos de presos no massacre do Carandiru em 1992.

Ao rejeitar esse recurso da Promotoria por decisão unânime, os desembargadores da 4ª Câmara do TJ mantiveram, na prática, a posição anterior deles, que anulou os cinco júris da primeira instância da Justiça quando 74 agentes da Polícia Militar (PM) haviam sido condenados pelos assassinatos de 77 detentos.

Além disso, o TJ manteve decisão já conhecida anteriormente, que determinava que os policiais fossem julgados novamente pelos crimes. Para isso, um juiz da primeira instância terá de marcar a data dos júris. Isso ainda não ocorreu. Caso o Ministério Público (MP) recorra da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), existe a possibilidade de que a terceira instância suspenda a marcação de novos julgamentos dos agentes da PM.

O julgamento dos embargos declaratórios foi refeito pelo TJ por determinação do STJ, que representa a terceira instância. Em abril, o STJ atendeu pedido do MP para os desembargadores Ivan Sartori, Camilo Léllis e Edison Brandão analisarem novamente o recurso e fundamentarem a decisão que anulou os júris do Carandiru.

A alegação da Promotoria era a de que, no primeiro julgamento dos embargos contrários à anulação das condenações dos PMs, quando os magistrados do TJ rejeitaram o recurso, eles não os tinham julgado corretamente. E, até que esse recurso fosse apreciado novamente, a decisão do Tribunal de Justiça que anulou os júris do Carandiru deixava, na prática, de ter validade e ficava suspensa temporariamente, isso segundo o MP.

Foto de 92 mostra multidão de parentes e curiosos na entrada do Carandiru à espera de notícias (Foto: Heitor Hui/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Embargos do MP
Mas nesta terça, a 4ª Câmara voltou a negar o recurso da Promotoria, mantendo, na prática, a decisão anterior que anulou os cinco júris do Carandiru. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, os embargos de declaração são um tipo de recurso para esclarecer pontos específicos da decisão.

De acordo com o MP, porém, os desembargadores teriam a possibilidade de rever no julgamento dos embargos a decisão anterior do próprio TJ, que anulou os júris que condenaram os PMs, e até mudarem de opinião.

Essa era ao menos a expectativa do promotor Márcio Friggi, que nesta terça criticou a decisão do Tribunal, que rejeitou os embargos, e informou que irá recorrer ao STJ para tentar revogar a anulação dos júris e manter a condenação dos PMs.

“Lamentamos a decisão, que desrespeita uma vez mais a soberania da vontade popular”, disse Friggi. “Acreditamos firmemente que o STJ restabelecerá a justiça alcançada pelas diversas decisões proferidas pelo júri”.

Os policiais tinham sido julgados e condenados entre 2013 e 2014. Haviam recebido penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão. Apesar disso, somente um dos agentes está preso, mas por outros crimes. Os demais continuam soltos.

Ao todo, 111 presos foram mortos durante invasão da PM no dia 2 de outubro de 1992 para conter rebelião na Casa de Detenção na Zona Norte da capital paulista. No tumulto, outros 34 detentos teriam sido mortos pelos próprios colegas de cela. Os PMs alegaram que atiraram nos presos para se defender.

Contradições
O promotor Márcio Friggi havia apontado contradições no mérito do acórdão do TJ que anulou os cinco júris do Carandiru. Agora, as respostas dos desembargadores aos questionamentos do MP vão embasar novos pedidos da Promotoria às intâncias superiores para tentar revogar a decisão do Tribunal.

Os magistrados alegaram que não seria possível individualizar a conduta de cada policial para saber quem ele matou. O Ministério Público pedia que essa decisão do TJ fosse revista em virtude, entre outros pontos, do seu desacordo com o artigo 29 do Código Penal, que dá base legal para a condenação de réus que tenham concorrido para a prática do crime de homicídio.

Segundo Friggi, os policiais “contribuíram de modo efetivo e eficaz para a produção da ‘obra comum’, cada qual colaborando conscientemente com a conduta dos companheiros de tropa”.

Defesas dos PMs
A reportagem não localizou as defesas dos policiais para comentarem o assunto. Elas chegaram a pedido ao Superior Tribunal de Justiça para que não houvesse novos júris dos PMs. O STJ não atendeu esse pedido.

Fonte: g1

Greve de caminhoneiros pode deixar aeroporto de Brasília sem combustível

Caso situação não seja normalizada, reserva pode acabar nesta terça-feira

O aeroporto de Brasília corre risco de enfrentar problema de falta de combustível (querosene de aviação) por causa da paralisação dos caminhoneiros, motivada pela alta no preço da gasolina. Segundo a Inframérica, que administra o aeroporto, a reserva de combustível já está sendo usada, com contingenciamento no fornecimento, e pode acabar nesta terça-feira se a situação não for normalizada. A frota de caminhões que abastece o terminal está parada no Entorno do Distrito Federal, em Luziânia.

Em nota, a Inframérica informou que já notificou às companhias aéreas que operam no aeroportos sobre a restrição de combustível no aeroporto da capital. As aeronaves devem pousar com combustível suficiente para outros destinos. A concessionária destaca ainda que está tomando medidas para garantir a segurança e minimizar os problemas para os usuários. Os passageiros devem procurar as empresas para saber informações dos voos.

“A Inframerica lamenta o transtorno que a situação pode gerar aos passageiros (…). A concessionária respeita o direito de manifestação democrática e pacífica. Contudo, o exercício de tal direito deve preservar a infraestrutura aeroportuária e não se sobrepor aos valores fundamentais, como o direito de ir e vir dos passageiros, bem como o inegociável direito à segurança das operações aeroportuárias”.

 

Fonte: oglobo

A pedido do Vereador Alan Queiroz Semisb inicia tapa-buracos na Farqhuar

Segundo o vereador, as chuvas fazem grandes estragos nas ruas de Porto Velho anualmente, e agora é aproveitar o verão para fazer a manutenção de todas elas.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Básicos de Porto Velho iniciou a operação tapa-buracos em toda a extensão da avenida Farqhuar, que interliga a zona Norte ao centro da cidade. O trabalho é um pedido de providência feito pelo vereador Alan Queiroz (PSDB).

Ao agradecer o prefeito Hildo Chaves e ao secretário Diego Lage, o vereador lembra que esse trabalho está sendo feito diariamente em várias ruas da capital, após o fim do período chuvoso. Segundo o vereador, as chuvas fazem grandes estragos nas ruas de Porto Velho anualmente, e agora é aproveitar o verão para fazer a manutenção de todas elas.

“A Prefeitura tem se desdobrado para dar conta de tantas ruas que estão em situação difícil. Agradeço à administração por ter atendido ao pedido, pois a avenida Farquhar é uma das mais importantes vias de interligação da cidade. Por ser uma rua muito utilizada, a Farqhuar teve sua trafegabilidade prejudicada por causa dos buracos, mas o trabalho irá colocar a situação da via pública em ordem nos próximos dias”, ressaltou.

 

* Divulgação de Atividade Parlamentar.

Motorola lança smartphone com foco na bateria por menos de mil reais

Moto E5 Plus chega com bateria de 5.000 mAh e promete até 40 horas de uso com uma única carga

Motorola lança nesta semana no Brasil o smartphone Moto E5 Plus, um aparelho que tem longa duração de bateria como principal recurso e preço sugerido de 949 reais. O novo celular rivaliza com produtos como o Galaxy J2 Prime e o Zenfone 4 Max.

Com carregador TurboPower na caixa, que promete recarga rápida, o smartphone pode oferecer até 40 horas de uso, de acordo com a fabricante. Sua bateria tem capacidade de 5.000 mAh, o que é mais do que a média do mercado, é de 3.000 mAh.

O Moto E5 Plus tem tela de 6 polegadas com resolução HD e, assim como o Moto G6, sua proporção é de 18:9. Até pouco tempo atrás, o normal era que os celulares tivessem telas 16:9, um pouco menos alongadas do que as que chegam agora ao mercado devido à tendência de telas infinitas. A proposta de fabricantes como Xiaomi, Samsung, LG e Motorola é aproveitar a parte frontal tanto quanto possível, reduzindo o tamanho das bordas laterais.

Moto E5 Plus: dispositivo tem revestimento em vidro (Lucas Agrela/Site EXAME)

O novo smartphone da Motorola tem sensor de impressões digitais, câmeras de 12 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal), processador Snapdragon 425 (com clock de 1,4 GHz), 16 GB de espaço de armazenamento e 2 GB de memória RAM.

O aparelho deve chegar às lojas físicas a partir da próxima semana, mas já está à venda no site oficial da fabricante.

Fonte: exame

Pedido de vista suspende julgamento sobre relação poliafetiva pelo CNJ

A ADFAS defende a proibição da lavratura de escritura pública de relações baseadas no poliamor como união estável, que, no Brasil, se equipara ao casamento

O pedido de vistas do conselheiro Valdetário Monteiro suspendeu hoje (22) o julgamento, no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sobre a possibilidade de os cartórios em todo o país registrarem como união estável relações que envolvam mais de duas pessoas.

A discussão sobre o chamado poliamor chegou ao Conselho por meio do pedido de providência da Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS) à Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao órgão. No pedido para que seja determinado que as corregedorias estaduais proíbam a lavratura, foram citados dois casos de formalização de união entre três pessoas, sendo um em Tupã (SP), em 2012, e outro em São Vicente (SP), em 2016. Também houve reconhecimento de união entre um “trisal” no Rio de Janeiro (RJ), em 2015.

A ADFAS defende a proibição da lavratura de escritura pública de relações baseadas no poliamor como união estável, que, no Brasil, se equipara ao casamento. A associação argumenta que a legislação brasileira não tutela uniões desse tipo. No pedido, a entidade cita que a Constituição Federal (Artigo 226, §3º) e regras infraconstitucionais estabelecem que a monogamia é essencial ao reconhecimento de união estável. Sustentando tal entendimento, o relator da matéria, conselheiro João Otávio de Noronha, argumentou que “o conceito constitucional de família, o conceito histórico e sociológico, sempre se deu com base na monogamia”.

O conselheiro julgou procedente o pedido, proibindo totalmente a possibilidade de registro. Ele foi acompanhado por Valtércio Oliveira, Márcio Fontes, Fernando Mattos e Iracema Vale. O conselheiro Aloysio Corrêa da Veiga julgou o pedido parcialmente improcedente, pois considera que há ausência de previsão legal que equipare esse tipo de relação com a união estável ou mesmo à família. Para ele, por outro lado, não é possível impedir que tais relações possam ser definidas em escrituras públicas para assegurar direitos e obrigações, na forma de sociedades de fato.

“Não há outorga legislativa para que os tabeliães reconheçam, por escritura pública, união estável nas relações poliafetivas. Por isso, concluo que a decisão de convivência dos sujeitos é uma opção. Ainda que reprovável por parcela da sociedade, ela é própria da democracia e dos princípios constitucionais que fundamentam todo o arsenal de direitos, em especial o direito à dignidade, à liberdade”, argumentou Veiga. Os conselheiros Daldice Santana e Arnaldo Hossepian acompanharam o entendimento do conselheiro Veiga.

Já Luciano Frota julgou o pedido totalmente improcedente e advogou que não cabe à Justiça determinar os arranjos familiares que são legítimos. Tendo em vista as mudanças nas relações sociais, que incidem inclusive sobre “a razão de ser das relações familiares”, entende que, “dentro desse contexto de centralidade do ser humano em sua dimensão de sua dignidade é que se deve pautar o Estado na proteção da família, direcionando o amparo para as pessoas que a integram e não para as formas e estruturas tradicionais que não mais atendem ao conceito atualizado de entidade familiar”, afirmou.

Em posição intermediária, o conselheiro Arnaldo Hossepian defendeu a possibilidade de lavratura da escritura e apontou que as regras sobre matrimônio é que estabelecem a obrigatoriedade da fidelidade, ao passo que as que tratam de união estável referem-se à lealdade, ainda que não equipare as relações poliafetivas com as demais.

Outros seis conselheiros ainda devem se pronunciar, mas ainda não há data para a retomada da discussão no Conselho.

Fonte: agenciabrasil

STF impõe nova condenação a Maluf, por falsidade ideológica

Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2014, Maluf omitiu em sua prestação de contas o recebimento de R$ 168,5 mil da empresa Eucatex S.A., que pertence a sua família

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (22), por unanimidade, condenar o deputado Paulo Maluf (PP-SP) por falsidade ideológica com fins eleitorais, devido a fraudes na prestação de contas de sua campanha eleitoral de 2010. A pena é de 2 anos e 9 meses de prisão em regime semiaberto, convertido para domiciliar.

Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2014, Maluf omitiu em sua prestação de contas o recebimento de R$ 168,5 mil da empresa Eucatex S.A., que pertence a sua família.

No processo, a defesa negou que Maluf tivesse conhecimento de qualquer irregularidade, afirmando “ser humanamente impossível” que ele se dedicasse a qualquer outra atividade que não obter votos, não sendo assim responsável pelos atos de contabilidade da campanha.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, no entanto, rejeitou o argumento, destacando que a própria legislação eleitoral estabelece o candidato como responsável direto por sua prestação de contas. “Não é plausível alegar desconhecimento de uma despesa a seu favor, contratada por empresa de sua família”, reforçou a ministra Rosa Weber.

Seguindo esse entendimento, a Primeira Turma, também por unanimidade, absolveu Sérgio Stefanelli Gomes, tesoureiro que assinou a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral. Além de Fux e Rosa Weber, participaram do julgamento os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello.

Provas
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou como prova três notas fiscais de uma gráfica que costumava prestar serviços para Eucatex, nas quais encontram-se anotações referentes a “Dr. Paulo”. Somadas, as notas resultam no mesmo valor que teria sido omitido na prestação de contas.

Durante o julgamento, a advogada Patrícia Rios Salles de Oliveira, que representa Maluf, disse que não poderiam servir como prova “as anotações apócrifas, a lápis, em notas fiscais emitidas para a Eucatex”. Tais notas, segundo a defesa, não tinham relação com a campanha, mas diziam respeito a serviços que eram contratados com regularidade à gráfica pela empresa da família de Maluf.

Ao condenar Maluf, Fux destacou que as notas fiscais regularmente emitidas para serviços à Eucatex tinham valores e quantidades de itens “absolutamente diversos”, bem menores daquelas em que constam a referência a Maluf. “A disparidade é total”, destacou.

Mandato
Atualmente, Maluf cumpre pena de 7 anos e 9 meses de reclusão em casa, em São Paulo, pelo crime de lavagem de dinheiro em outro caso, relacionado a desvios em obras quando foi prefeito da capital paulista. Ele chegou a ser preso por três meses em regime fechado, em Brasília, mas teve o direito a regime domiciliar concedido pelo plenário do STF no mês passado.

Tanto na primeira condenação como na desta terça, os ministros do STF entenderam que Maluf deve perder seu mandato parlamentar, em decorrência dos julgamentos. A medida, entretanto, depende da Mesa Diretora da Câmara para ser aplicada, razão pela qual ele continua no cargo.

Em fevereiro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afastou Maluf do mandato parlamentar, convocando um suplente para substituí-lo, mas não cassou o mandato do deputado, por entender que isso só pode ser feito por deliberação do plenário da Casa, o que não tem previsão para ocorrer.

Fonte: agenciabrasil

Órgãos públicos fechados; veja o que abre no feriado desta quinta-feira em Porto Velho

Neste ano, nem Governo ou Prefeitura decretaram ponto facultativo no dia seguinte

O feriado da Nossa Senhora Auxiliadora, Padroeira do Município de Porto Velho, será comemorado por muitos fieis nesta quinta-feira (24). Nesta data, não haverá atendimento nos órgãos federais, estaduais e municipais.

O feriado municipal foi instituído pela Lei nº 190 de 14 de outubro de 1980, sancionada pelo então prefeito em exercício, o bacharel Haroldo Cristovam Teixeira Leite. Neste ano, nem Governo ou Prefeitura decretaram ponto facultativo no dia seguinte.

Veja o que abre ou fecha.

Ministério Público do Estado
A assessoria informou que não haverá expediente na quinta-feira (24) e só retorna normalmente na próxima sexta (25).

Bancos
Nesta quinta-feira não haverá atendimento ao público nas agências bancárias com o retorno na sexta-feira (25). As operações bancárias podem ser feitas em caixas eletrônicos e nas plataformas digitais.

Tribunal de Justiça
O órgão informou que nesta quinta-feira (24) não haverá atendimento ao público com o retorno na sexta-feira (25) no horário normal.

Casas lotéricas
As casas lotéricas fecham nesta quinta-feira (24), mas funcionam normalmente na sexta-feira (25).

Porto Velho Shopping
Durante o feriado de quinta-feira (24) a praça de alimentação e o cinema funcionam das 12h às 22h. Já as lojas e os quiosques abrem das 14h às 22h.

Comércio
Segundo a Fecomércio, no feriado municipal não poderá haver trabalho nos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços em geral, conforme dispõem as convenções coletivas.

Supermercados
Podem abrir normalmente, de acordo com o que definiu a convenção coletiva.

Serviços essenciais
Os serviços emergência e urgência, como saúde, segurança, coleta de lixo e limpeza, continuam sendo prestados normalmente.

Órgãos federais
Seguem a Lei que determina feriado.

Fonte: rondoniagora

Pela primeira vez em 226 anos, mulher comandará Bolsa de Valores de NY

Stacey Cunningham tem 43 anos e entrou na bolsa como estagiária, em 1994

Engenheira industrial por formação, Stacey Cunningham, de 43 anos, será a primeira mulher em 226 anos a presidir a Bolsa de Valores de Nova York – cuja sigla em inglês é Nyse. Como 67º presidente, Stacey Cunningham deixa a diretoria de Operações da Bolsa e assume no lugar de Tom Farley. A promoção será efetiva na próxima sexta-feira (25/5).

Criada em 1792, a Bolsa de Valores de Nova York está no centro da cidade, no bairro de Manhattan, em Wall Street, o coração financeiro da cidade. Na bolsa, são feitas as grandes negociações de ações de empresas norte-americanas.

É a maior bolsa de valores dos Estados Unidos ao lado da Nasdaq e da American Exchange. A Nasdaq também está sob comando de uma mulher, a executiva Adena Friedman, de 49 anos, que assumiu o posto em 2017.

Stacey Cunningham assume o comando da Bolsa de Valores meio século depois de Muriel Sibert ser a primeira mulher a ocupar um lugar de destaque na mesma instituição. Stacey Cunningham entrou na Bolsa como estagiária, em 1994.

Fonte: correiobraziliense