PGR vê indícios de que Cristiane Brasil integra organização criminosa

A deputada foi alvo da segunda etapa da Operação Registro Espúrio nesta terça-feira, 12, com três mandados de busca e apreensão em endereços em Brasília e Rio de Janeiro

Indicada no início do ano pelo PTB para assumir o Ministério do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil é apontada pela Procuradoria-Geral da República como suspeita de fazer parte da organização criminosa que atuava na pasta para conceder ou vetar registro de sindicatos de acordo com interesses nada republicanos. A deputada foi alvo da segunda etapa da Operação Registro Espúrio nesta terça-feira, 12, com três mandados de busca e apreensão em endereços em Brasília e Rio de Janeiro.

Cristiane Brasil, que só não assumiu o Ministério do Trabalho por força de decisões judiciais, foi pega, segundo a PGR, em uma troca de mensagens com um servidor da pasta, Renato Araújo Júnior, apontado como atendedor dos desígnios do PTB na Secretaria de Relações do Trabalho, o setor do ministério que cuidava dos registros sindicais.

“Além de orientar o servidor (Renato) em relação a como agir na análise de pedidos, há inclusive mensagens que tratam da cobrança de valores previamente combinados”, afirmou a Procuradoria-Geral da República em nota encaminhada após o cumprimento da segunda etapa da operação nesta terça-feira. A PGR não tornou públicas estas mensagens.

A PGR acrescentou que “há indícios de que Cristiane Brasil a organização criminosa que atua no Ministério e que esses indícios foram descobertos a partir da análise de telefones celulares de Renato Araújo Júnior”.

Um dos alvos da primeira etapa da operação, Renato Araújo Júnior é um exemplo dentro do Ministério do Trabalho de ascensão graças ao apoio do PTB. Responsável por elaborar notas técnicas em relação a diversos pedidos de registro, ele trocou mensagens suspeitas com diversos outros alvos da operação pelo aplicativo WhatsApp.

Meses depois de ouvir do presidente do partido, Roberto Jefferson, pai de Cristiane, que “sua hora vai chegar”, Renato chegou ao posto de coordenador da Secretaria de Relações do Trabalho em abril.

Renato afirmou em conversa no ano passado com o deputado Wilson Santiago Filho que tinha “priorizado ao máximo o senhor (Wilson Santiago Filho), Deley (deputado federal do PTB-RJ) e Cristiane Brasil”. Essa menção já havia sido destacada pela PF no primeiro pedido de diligências, mas na ocasião o delegado Leo Garrido afirmou que ainda era preciso o “aprofundamento das investigações, com vistas a aferir a possível participação de tais parlamentares neste esquema criminoso”.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a deputada Cristiane Brasil afirmou que recebeu os procedimentos investigativos com tranquilidade, pois não tem papel nas decisões tomadas pelo Ministério do Trabalho, além das relações partidárias. “Espero que as questões referentes sejam esclarecidas com brevidade e meu nome limpo”, disse a deputada.

Na primeira etapa da Registro Espúrio, o pai de Cristiane, Roberto Jefferson, pivô do escândalo do Mensalão do PT, teve seus endereços vasculhados pela PF. Também foram alvos os gabinetes dos deputados Jovair Arantes (PTB), Paulinho da Força (Solidariedade) e Wilson Filho (PTB). A sede da Força Sindical também foi alvo da ação da PF, assim como escritórios de advocacia.

Todos são apontados como integrantes do núcleo político da suposta organização criminosa que atuava na pasta.

Fonte: istoé

Após atrito com Temer, ministro da Cultura nega que irá pedir demissão

Sérgio Sá Leitão e o presidente discordam acerca da destinação de recursos

Após publicar às 13h no site do Ministério da Cultura (MinC) uma nota oficial em que classificou como “equivocada” a Medida Provisória (MP) 841, que transferiu recursos da Cultura para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), e de ter anunciado que “trabalharia incansavelmente” no Congresso para modificar a MP, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão divulgou uma segunda nota, às 16h40. Nesta, ele sustenta não ter intenção de pedir demissão – como informou a Agência Brasil, após ouvir fontes do MinC.

Na segunda nota, Sá Leitão diz que vai trabalhar não mais contra a MP, mas “pelo projeto do MinC, que, inspirado na Lei Agnelo Piva, efetivamente destina os recursos de loterias federais que cabem à Cultura para projetos culturais, por meio de seleções públicas de alcance nacional”.

Na segunda publicação, o MinC informou que a nota anterior trazia apenas uma “ressalva à eventual redução do volume de recursos disponíveis para a política pública de cultura e à incompreensão histórica, ainda presente em vários segmentos da sociedade, sobre o papel estratégico do setor cultural no combate à criminalidade e à violência e na promoção do desenvolvimento econômico e social do país”. O ministro informa ainda que sua agenda no Rio nos dias 15, 16 e 18 está mantida e diz “reiterar seu respeito e apoio ao presidente Michel Temer e à política de segurança pública do governo federal”.

As manifestações do Ministério da Cultura foram provocadas pela MP 841, que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública, com recursos das loterias federais, assinada ontem pelo presidente Michel Temer e publicada hoje no Diário Oficial da União. A Agência Brasil apurou que a primeira nota foi entendida pelo governo como um pedido de demissão. Questionado, Sá Leitão disse que sua única intenção era defender a integridade de recursos financeiros para sua pasta. Ele obteve o compromisso de que a Cultura deverá ser compensada por eventuais perdas nos repasses de verbas das loterias federais.

Fonte: agenciabrasil

Homem é detido após fazer reféns em Paris

Polícia parisiense diz que ação não parece estar ligada a terrorismo. Segundo o ministro do Interior da França, não houve feridos.

Um homem manteve ao menos duas pessoas como reféns em um prédio comercial no centro de Paris, informou nesta terça-feira (12) o comando da polícia da capital da França. Segundo a imprensa local, o agressor — que não está sendo tratado como terrorista pela polícia parisiense — libertou todas as vítimas por volta das 14h50 (hora de Brasília), após quase quatro horas de tensão.

Logo após a libertação, o agressor, cuja identidade não foi revelada, foi preso. Sabe-se apenas que ele é um marroquino de 26 anos. Segundo sites franceses de notícias, o homem não estava nas listas de suspeitos de terrorismo ou de radicalização islâmica mantidas pelo governo da França.

Até a última atualização desta reportagem, a imprensa de Paris divergia sobre total de reféns. No momento da libertação, duas pessoas estavam sob posse do agressor, mas há relatos de que outras teriam conseguido fugir pouco tempo depois do sequestro.

Quatro horas de tensão

Por volta de 10h50 (de Brasília), testemunhas procuraram a polícia para informar sobre um homem que mantinha um grupo de pessoas reféns em um prédio na Rua des Petites Écuries, no 10º Arrondissement (distrito) de Paris.

De acordo com a agência Reuters, o imóvel invadido seria uma agência de publicidade. O local fica próximo à Estação do Leste, uma das mais movimentadas da rede ferroviária francesa.

As informações sobre o que ocorreu durante a invasão ao imóvel são desencontradas, segundo a imprensa francesa. Sabe-se que o agressor pedia um contato com a embaixada do Irã para enviar uma carta ao governo francês.

O jornal Le Parisien informou que o homem dizia estar armado com uma bomba e uma pistola — o que não foi confirmado pela polícia de Paris.

O agressor também teria dito que já havia agredido as vítimas, inclusive uma mulher grávida. No entanto, o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, negou a existência de feridos.

“O homem foi detido, e os reféns estão fora de perigo. Eu saúdo o profissionalismo e o poder de reação das forças policiais e de socorro, em especial a BRI [Brigada de Intervenção e Buscas] da polícia e dos bombeiros, cujos apoios foram determinantes”, disse Collomb, pelo Twitter

Ainda de acordo com o jornal Le Parisien, o agressor não teria resistido à prisão. Ao diário Le Monde, no entanto, uma fonte teria informado que o homem se feriu após “trocar golpes” com policiais.

Não era um terrorista, disse a polícia

Por enquanto, segundo indicaram à Agência Efe fontes policiais, as motivações do agressor não são conhecidas, mas não há elementos que indiquem uma ação terrorista.

“Os agentes vão tentar começar uma negociação com o homem”, disse o policial Yves Lefebvre à BFM TV, que também reporta que o incidente não parece estar relacionado com terrorismo.

Antes da libertação, os policiais disseram aos jornalistas franceses que “as negociações estavam difíceis porque o homem dizia frases desconexas”.

A polícia afirmou que não pode confirmar que o homem estava armado. Uma fonte disse à agência Reuters que ele estaria com uma arma falsa.

O site de notícias “actu17” reportou que o homem afirmava estar em posse de duas bombas e que quer falar com o embaixador do Irã e com o governo francês. Outros veículos de imprensa indicaram que o autor do crime estava armado com uma faca.

Agentes do BRI, a unidade de elite da polícia francesa, foram deslocados até o local do incidente, no 10º distrito da cidade, junto com equipes do serviço de emergências médicas.

Fonte: g1

Homem é preso por abusar sexualmente de mulher em vagão de metrô em SP

Suspeito foi acusado de violação sexual mediante fraude contra uma mulher

Um homem de 32 anos foi preso após abusar de uma mulher de 29 anos em um trem do Metrô, na estação Pedro II, da Linha 3-vermelha, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 11.

Segundo a Polícia Militar, a vítima afirmou que o homem havia mostrado seu órgão genital, tentando encostar nela, dentro do vagão e, após reagir, ele fugiu correndo do local.

A Polícia Civil informou que o homem foi preso em flagrante no viaduto 25 de Março, na região do Brás e encaminhado para audiência de custódia. Ele foi acusado de violação sexual mediante fraude contra uma mulher. Segundo a Polícia, as câmeras de monitoramento do vagão serão analisadas para ajudar na elucidação dos fatos.

Em nota, o Metrô disse que condena a prática de crimes dentro ou fora do transporte público e que para coibir este tipo de crime, a companhia possui uma rede de auxílio com mais de 3 mil agentes de segurança e de estação, treinados e preparados para atender e acolher as vítimas dentro do sistema metroviário, que é monitorado por câmeras de vigilância instaladas nas estações e trens, para ajudar na identificação dos infratores.Com informações do Estadão Conteúdo.

Gilmar Mendes diz que houve abuso no uso de algemas em Cabral

Caso ocorreu quando ex-governador foi transferido do Rio para Curitiba

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse hoje (12) que houve abuso de autoridade no uso de algemas durante a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para um presídio em Curitiba, no início do ano.

Mendes é relator do inquérito aberto na Segunda Turma do STF para apurar irregularidades na transferência. Em abril, o colegiado decidiu que o ex-governador deve retornar ao sistema penitenciário do Rio de Janeiro. Com isso, foi anulada a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a transferência.

De acordo com o ministro, houve abusos no uso de algemas e na exposição de Cabral perante à imprensa. Segundo Gilmar, durante apresentação do ex-governador para exame de delito, em Curitiba, após a transferência, agentes da PF posicionaram a viatura em local inadequado, fato que possibilitou a exposição à imprensa.

O ministro também citou depoimentos de agentes da PF, no inquérito, que teriam afirmado que presos que se tornaram delatores tinham tratamento melhor na carceragem.

“Os excessos, claramente aqui constatados, atentam contra a integridade física do preso, expondo-o a constrangimentos e humilhações, constituem em abuso de autoridade”, afirmou.

Após as conclusões, Gilmar Mendes também pediu providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ministério de Segurança Pública e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Transferência

Em janeiro, ao transferir Sérgio Cabral para um presídio em Curitiba, Moro atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), ante constatação de supostas regalias ao ex-governador na unidade em que estava preso no Rio, como entrada de alimentos proibidos, uso de aquecedor elétrico, chaleira, sanduicheira, halteres, dinheiro além do limite permitido e colchões diferenciados fod das demais celas. Cabral retornou ao Rio de Janeiro em abril, após decisão da Segunda Turma do STF.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, Moro pediu esclarecimentos à Polícia Federal sobre os motivos do uso de algemas. Em seguida, o delegado responsável pelo caso disse que a transferência de Cabral foi realizada desta forma para garantir a segurança da operação. Segundo a PF, o mesmo procedimento foi adotado em situações semelhantes, “não fazendo distinção entre custodiados tendo em vista seu poder econômico ou status social”.

Fonte: agenciabrasil

STF restringe foro e envia inquérito contra Blairo Maggi para 1ª instância

Maggi foi denunciado no início do mês passado, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por corrupção

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (12), por 4 votos a 1, enviar à primeira instância da Justiça do Mato Grosso um inquérito contra o atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

Maggi foi denunciado no início do mês passado, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por corrupção. Ele foi acusado de participar de esquema de compra de vaga no Tribunal de Contas do Mato Grosso em 2009, quando era governador do estado. Ele hoje está licenciado do mandato de senador para exercer o de ministro.

Ao baixar o caso de instância, a Primeira Turma aplicou o entendimento estabelecido pelo STF em 3 de maio em relação a deputados e senadores. Naquela data, o plenário decidiu que só devem permanecer na Corte os processos contra parlamentares que tratem de supostos crimes cometidos durante e em função do cargo.

“A razão de decidir do julgamento [de maio] se aplica indistintamente em relação a qualquer hipótese de prerrogativa de função”, afirmou o relator do caso, ministro Luiz Fux, ao votar pelo envio do caso de Blairo Maggi à primeira instância. Ele foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber.

O ministro Alexandre de Moraes também votou para que o caso fosse baixado de instância, mas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não ao primeiro grau, pois o conselheiro do Tribunal de Contas do MT Sergio de Almeida também foi denunciado, e devido ao cargo ele teria foro naquela corte, mesmo que os supostos crimes tenham sido cometidos antes de ele assumir.

Moraes ressaltou que, para ele, a decisão sobre a restrição do foro de parlamentares não poderia se estender a conselheiros de tribunais de contas sem que houvesse outro julgamento, por não se tratar de cargo eletivo, mas sim vitalício. No caso de Maggi, ele considerou que o ministro é, antes de tudo, senador, motivo pelo qual seu foro já estaria restrito.

Barroso destacou que no caso de outros cargos, que não parlamentares, ficou estabelecido em maio que a restrição do foro seria decidida no caso a caso. “Como surgiu essa hipótese aqui, estou me pronunciando no sentido de que a conselheiro de estado se aplica o mesmo entendimento”, disse, ao votar pelo envio da denúncia à primeira instância, e não ao STJ.

Denúncia

A denúncia contra Blairo Maggi é resultante da Operação Ararath, iniciada em 2013 para apurar a atuação de “bancos de propina” clandestinos no Mato Grosso, bem como a existência de organização criminosa no alto escalão dos poderes Executivo e Legislativo do estado. A operação resultou na abertura de mais de 50 inquéritos policiais.

No caso da denúncia contra Maggi, as investigações apontaram que ele tomou parte em repasses de ao menos R$ 4 milhões em propina para que um dos conselheiros do TCE-MT se aposentasse no momento mais conveniente para a nomeação de um aliado.

Uma das bases para a denúncia foi a delação premiada de Silval Barbosa, vice-governador do Mato Grosso em 2009. Ele assumiu o comando do Executivo estadual em 2010, com a saída de Maggi, que se candidatou a senador.

Fonte: agenciabrasil

Ministro da Cultura deverá pedir demissão

Sérgio Sá criticou a transferência de recursos da área para segurança

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, deverá colocar hoje (12) seu cargo à disposição. Sérgio Sá cancelou o compromisso que teria no Rio de Janeiro. O ministro divulgou mais cedo uma nota oficial em que classificou de “equívoco” a decisão do governo, efetivada via medida provisória (MP), que transfere recursos da Cultura para o recém-criado Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A reação do ministro da Cultura pegou de surpresa seu colega de ministério Raul Jungmann (Segurança Pública). O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o episódio.

Em sua nota, Sérgio Sá antecipa um breve balanço de sua administração. “Em quase um ano de trabalho, esta gestão revitalizou o MinC e implementou uma política pública de cultura eficiente e eficaz, de Estado e não apenas de governo, com resultados concretos para o setor e a sociedade, a despeito da exiguidade de recursos”, afirmou.

Segundo o ministro, a MP assinada ontem (11) pelo presidente Michel Temer “põe em risco esta política e penaliza injustamente o setor cultural”. Ele prometeu lutar contra a proposta do governo no Congresso. “Esperamos que o Congresso Nacional modifique a MP. Trabalharemos incansavelmente por isso. Trata-se de um imperativo ético”, acrescentou.

As críticas de Sérgio Sá Leitão focam a MP 841, que criou o Fundo Nacional de Segurança Pública. Segundo ele, a medida reduz “drasticamente” a participação do Fundo Nacional de Cultura na receita das loterias federais. Ainda de acordo com os dados do ministro, o percentual, que era de 3%, poderá cair a partir de 2019 para 1% e 0,5%, dependendo do caso.

“Trata-se de uma decisão equivocada, que não tem o apoio do Ministério da Cultura”, disse. “Reduzir os recursos da política cultural é na verdade um incentivo à criminalidade, não o oposto. Mais cultura significa menos violência e mais desenvolvimento.”

Sérgio Sá reconheceu que o investimento em segurança pública é “crucial neste momento crítico que o país vive”. Mas ressaltou que o “combate à violência urbana não deve se dar em detrimento da cultura”.

Fonte: agenciabrasil

STF torna senador Agripino Maia réu por corrupção pela 2ª vez

A denúncia da PGR diz que o senador recebeu R$ 1 milhão em propina

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (12) aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador José Agripino Maia (DEM-RN). Com a decisão, o senador se torna réu no processo por corrupção, lavagem de dinheiro e uso de documento falso.

De acordo com a PGR, Agripino foi citado em um depoimento de delação premiada de um empresário do Rio Grande do Norte, que o acusou de receber aproximadamente R$ 1 milhão em contrato de inspeção veicular entre uma empresa privada e o governo do estado, em 2010, durante a gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini, cuja denúncia foi arquivada.

O julgamento foi retomado nesta tarde após registrar um empate na votação, durante a sessão da semana passada. Ao decidir a questão, o ministro Celso de Mello entendeu que há indícios mínimos para abertura do processo criminal, como depósitos de valores em espécie na conta do parlamentar.

Na semana passada, os ministros Edson Fachin e Ricardo Lewandowski votaram pelo recebimento da denúncia. Dias Toffoli discordou em parte do relator por entender que a delação premiada deveria ter sido assinada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e não por auxiliares indicados por ele. Gilmar Mendes votou pelo arquivamento da denúncia

No processo, a defesa do senador Agripino negou a prática dos crimes e afirmou que “décadas de vida pública sempre gozou de reputação ilibada, sendo leviana a denúncia apresentada”.

O senador Agripino já se tornou réu em outro processo no STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pela suposta participação em um esquema envolvendo a construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014 em Natal, que teria resultado em prejuízo de R$ 77 milhões aos cofres públicos. De acordo com a PGR, o senador teria usado sua influência política para liberar créditos que se encontravam travados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em favor da construtora OAS, responsável pela obra.

Fonte: agenciabrasil

STF absolve deputado Wladimir Costa por suposto desvio de salários de funcionários

Ministros da Segunda Turma da Corte entenderam que não há provas de crime contra o parlamentar. Wladimir Costa ficou conhecido por tatuar nome de Temer no ombro no ano passado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira (12) o deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) por suposto desvio de salários de funcionários do gabinete dele na Câmara.

Por unanimidade, os cinco ministros da Segunda Turma da Corte concluíram não haver provas de crime no caso e, com isso, inocentaram o parlamentar e o irmão dele (também acusado).

Conforme o Ministério Público, três servidores lotados no gabinete de Wladimir Costa repassaram ao deputado e ao irmão dele, em 2005, parte dos salários que recebiam da Câmara.

No julgamento, os ministros consideraram que o MP não comprovou que os funcionários eram fantasmas e apontaram depoimentos contraditórios das testemunhas.

“À luz do acervo probatório, que sem embargo de ter havido justa causa para a abertura da ação penal, concluída a instrução, mostra-se insubsistente a condenação, porque depreendo ausência de inequívoca comprovação de que os referidos assessores realmente teriam repassado a remuneração tanto ao primeiro quanto ao segundo corréu”, disse na sessão o relator do caso, Edson Fachin.

Ele foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Na sessão, a defesa e o Ministério Público não se manifestaram, em razão dos votos pela absolvição.

Tatuagem

Wladimir Costa se tornou conhecido nacionalmente no ano passado, após fazer uma tatuagem temporária com o nome do presidente Michel Temer no ombro. Também havia uma bandeira do Brasil.

Foto publicada por Wladimir Costa que mostra a tatuagem com a inscrição ‘Temer’ e uma bandeira do Brasil (Foto: Reprodução/Facebook)

À época, a Câmara analisava uma denúncia do Ministério Público Federal contra Temer pelo crime de corrupção passiva.

“Derramo o meu sangue pelos meus companheiros. E, se preciso for, até a última gota”, escreveu o deputado no Facebook na ocasião.

Wladimir Costa se envolveu recentemente em uma polêmica em razão dessa tatuagem. Em abril, um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou o parlamentar agredindo um cidadão que questionou a tatuagem.

Polêmica

Em março, a Justiça Federal suspendeu a nomeação de Yorann Christie Braga da Costa no cargo de delegado de Desenvolvimento Agrário do Pará.

Yorann é filho de Wladimir Costa e administrava R$ 100 milhões no Pará, com salário de cerca de R$ 10 mil.

Fonte: g1

Uber registra patente de tecnologia que detecta passageiros bêbados

O projeto de inteligência artificial conseguiria identificar como você digita e até a forma como segura o celular para saber se está embriagado

Todo motorista de Uber deixa bem claro que odeia passageiros bêbados. Ao que parece, a empresa Uber também não é lá muito fã. Um pedido de patente registrado em 2016 e divulgado esta semana mostrou que a empresa está desenvolvendo uma inteligência artificial capaz de ler o padrão de comportamento do usuário – e, possivelmente, identificar passageiros alcoolizados. De acordo com o resumo protocolado pela empresa, o propósito seria outro: a IA tem o objetivo de entender comportamentos incomuns de maneira geral entre os usuários, o que pode colaborar na segurança dos passageiros e motoristas.

A ideia é que o sistema use e compare informações como a sua localização, a precisão com a qual você digita (e quantos erros tipográficos você comete) e até mesmo o ângulo em que segura o celular. Esses dados vão servir como base para identificar o que eles chamam de “atividade de usuário não característica”. Quando isso acontecer, a empresa poderá enviar uma mensagem ao motorista informando que o passageiro está “diferente” – muito provavelmente, embriagado.

Também faz parte do projeto que a IA consiga reconhecer incidentes de segurança ou conflitos antes da viagem. Assim, a Uber poderá tomar atitudes, como, por exemplo, alterar os pontos de embarque e desembarque para áreas melhor iluminadas e de fácil acesso. No caso de um passageiro embriagado, o sistema também poderia tomar a liberdade de encaminhar a corrida para um motorista que tenha experiência e saiba lidar com situações adversas.

Nem tudo são rosas. Alguns especialistas se mostraram preocupados com certos aspectos do projeto. Se o motorista saberá que o passageiro está embriagado, isso não facilitará alguém mal intencionado a atacar pessoas vulneráveis? A corrida ficará mais cara para quem está em “atividade não característica”? Ainda não há respostas satisfatórias para essas questões.

A empresa, por sua vez, se mostra na defensiva. Em comunicado à imprensa, Uber disse que está sempre explorando novas maneiras de melhorar a experiência dos usuários, mas que registrar uma patente não significa que ela irá de fato colocar a ideia em prática.

A reputação da Uber acaba dando peso às preocupações: em 2017, foi divulgado que a empresa tentou esconder por um ano um vazamento de dados que afetou 57 milhões de contas. A empresa pagou aos hackers US$ 100.000 para que apagassem as informações dos usuários. Não seria agradável se descobríssemos que hackers podem adivinhar quando estamos de porre.

Fonte: superinteressante