Padrasto mata enteada de 3 anos espancada após criança fazer xixi na roupa

Crime bárbaro aconteceu em Poços de Caldas e mãe da garotinha também foi presa como autora do crime. Polícia entendeu que ela não tomou nenhuma atitude para salva a filha

Está preso à disposição da Justiça o homem que matou a enteada de apenas três anos com agressões em Poços de Caldas, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Militar, Cristopher Antony Tavares Coelho, de 27 anos, espancou de forma brutal Ana Lívia Lopes da Silva, 3 anos, que ainda chegou a ser atendida no hospital, nesta quinta-feira, mas morreu na unidade de saúde em virtude de vários ferimentos, entre os quais traumatismo craniano encefálico.
Ao receber a denúncia do crime, os policiais se deslocaram até o hospital e começaram a colher as versões de testemunhas para o crime. De uma tia de Ana Lívia, a polícia ouviu que a mãe de Cristopher foi chamada por sua nora quando a mãe da criança percebeu que a filha estava muito machucada. Como a mãe do autor do crime deu um grito ao presenciar a situação, a tia de Ana foi até a casa da criança e viu que ela realmente estava cheia de ferimentos e por isso a pegou o colo e levou até o Hospital Margarita Moralles.
A mãe de Cristopher confirmou a mesma versão para a polícia. Já mãe de Ana Lívia, Letícia Lopes Fonseca, de 18 anos, chegou à unidade de saúde logo depois da garota ter dado entrada e informou que Cristopher teria agredido a criança na quarta-feira porque ela fez xixi na roupa. No dia seguinte, novas agressões, mas ela não presenciou por estar dormindo no momento do espancamento.
Por volta das 8h30 de ontem, a mãe percebeu os hematomas, mas disse que pensou que a filha fosse melhorar, o que não aconteceu. Em seguida ela perdeu a consciência, mas essa situação permaneceu até cerca de 17h, quando a garota foi levada ao hospital.
Com todas as informações colhidas, os policiais prenderam em flagrante Cristopher, que confirmou as agressões e se manteve calado com relação aos motivos, e também prenderam Letícia, como coautora do crime por não ter tomado nenhuma atitude para salvar a filha.
A perícia da Polícia Civil esteve na casa da família e recomendou a apreensão de dois celulares, de Letícia e Christopher. No aparelho da mãe da garota, mensagens pedindo desculpas foram encontradas, que teriam sido enviadas pelo celular do autor. A morte da garota aconteceu na madrugada de hoje e também há suspeita de que ela possa ter sofrido abuso sexual, conforme relato do boletim de ocorrência com base em informações dos ferimentos colhidas no hospital. O sepultamento está marcado para às 17h.
Fonte: correiobraziliense

STF pode julgar pedido de liberdade de Lula no próximo dia 26

Defesa quer suspender condenação em segunda instância do ex-presidente

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin liberou para julgamento recurso protocolado pela defesa para suspender a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso deve ser julgado pela Segunda Turma da Corte no dia 26 de junho, conforme sugestão do ministro. Se a condenação for suspensa como foi pedido pelos advogados, o ex-presidente poderá deixar a prisão e também se candidatar às eleições.

O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos segunda instância da Justiça.

Na petição enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente alega que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.

“Além de ver sua liberdade tolhida indevidamente, corre sério risco de ter, da mesma forma, seus direitos políticos cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível”, argumentou a defesa.

Além de Fachin, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski, Dias Toffoli e Celso de Mello.

Fonte: agenciabrasil

Comissão vota MP que regula atuação dos agentes comunitários de saúde

Relatada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), a MP 827/2018 atribui aos estados e municípios a competência para fornecimento e custeio dos deslocamentos dos agentes.

A comissão mista da Medida Provisória (MPV) 827/2018 reúne-se na terça-feira (19) para votação do relatório da matéria, que trata da atuação dos agentes comunitários de saúde. A reunião tem início às 14h30 na sala 3 da ala Alexandre Costa.

Relatada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), a MP 827/2018 atribui aos estados e municípios a competência para fornecimento e custeio dos deslocamentos dos agentes.

De acordo com a norma, que altera a Lei 11.350/2006, será essencial e obrigatória a presença de agentes comunitários de saúde na Estratégia de Saúde da Família – macroprograma de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) – e de agentes de combate às endemias na estrutura de vigilância epidemiológica e ambiental.

Presidente da comissão mista, o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) estima que há no país 341.960 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, dos quais 150 mil estão em situação indefinida por não saberem se pertencem aos quadros municipais ou estaduais.

A medida provisória estabelece também uma jornada de trabalho de 40 horas. A cada dois anos os agentes de saúde frequentarão cursos de aperfeiçoamento, que serão organizados e financiados, de modo tripartite, pela União, estados, Distrito Federal e municípios. Já o transporte dos agentes até os locais de atuação será financiado pelo ente ao qual o profissional estiver vinculado.

O governo afirma que a MP 827 é fruto de uma negociação com os agentes comunitários de saúde após os vetos presidenciais à Lei 13.595/2018, que alterou diversos pontos da legislação da categoria. Os vetos foram feitos, segundo o Executivo, para preservar a autonomia de estados e municípios sobre o trabalho dos agentes comunitários.

Fonte: agenciasenado

Médico e hospital vão pagar indenização por sequelas em bebê

Nos recursos apresentados ao STJ, o médico e o hospital questionaram a responsabilidade solidária e os valores arbitrados

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou indenização por danos materiais e morais para mãe e filho por conduta negligente de médico plantonista. O profissional não adotou os procedimentos necessários para a realização adequada do parto, ocasionando sequelas neurológicas irreversíveis e prognóstico de vida reduzida para o bebê.

Na sentença, o médico e o hospital foram condenados ao pagamento solidário de pensão mensal vitalícia à criança, no valor de um salário mínimo, além de indenização por danos morais no valor de R$ 120 mil. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a decisão.

Nos recursos apresentados ao STJ, o médico e o hospital questionaram a sentença.

Responsabilidade solidária
Segundo a relatora dos recursos, ministra Nancy Andrighi, a responsabilidade dos hospitais, no que tange à atuação dos médicos contratados, é subjetiva, dependendo da demonstração de culpa do preposto, não sendo possível, portanto, excluir a culpa do médico e responsabilizar objetivamente o hospital.

Para a ministra, no caso analisado, a responsabilidade do hospital ficou configurada quando foi comprovada a culpa do médico integrante do seu quadro de profissionais, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Nancy observou que sequer houve impugnação específica sobre a relação existente entre o médico e o hospital, “pois a própria prestação do serviço ocorreu por meio da atividade médica de plantão disponibilizada ao público em geral pela casa de saúde”. Desse modo, acrescentou, “a condenação deve ser imputada solidariamente ao profissional e ao hospital, na linha da firme jurisprudência do STJ”.

Provas
A relatora explicou que o juízo de primeiro grau – que teve amplo contato com as provas – identificou ter ocorrido erro médico decorrente de conduta culposa do plantonista, ficando configurados dano, nexo de causalidade e conduta ilícita.

“De qualquer ângulo, a fundamentação do acórdão recorrido, baseada em interpretação do acervo fático-probatório como um todo (prova técnica, documental e testemunhal), elimina todas as dúvidas sobre a efetiva ocorrência de danos ao recém-nascido e sua genitora”, ressaltou.

Ao não prover os recursos especiais do hospital e do médico, a turma, por unanimidade, manteve os valores arbitrados pelo tribunal de origem.

Fonte: metropoles

Cármen Lúcia diz que ministros são mais conhecidos que jogadores da Copa

STF detalha contracheque de todos os seus ministros e servidores

A ministra participou na manhã desta sexta (15/6), no TJ-MG, na capital mineira, de seminário sobre os 30 anos da Constituição

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse nesta sexta-feira (15/6) que, atualmente, o Poder Judiciário está mais próximo da sociedade, mesmo se comparado à seleção do técnico Tite. “Tenho visto com muita frequência que os brasileiros conhecem muito mais os juízes do Supremo Tribunal Federal às vezes do que os jogadores que foram para a Copa nesta ocasião”.

Para a ministra, isso não acontece apenas com integrantes do STF.”Tive a oportunidade de ver isso acontecer no Mercado Central (tradicional centro de compras da capital mineira). Uma pessoa fez referência: ‘o desembargador tá ali, comprando abacaxi’. Eu disse assim: no Judiciário já temos tantos, não sei por que comprar mais um”.

Cármen participou na manhã desta sexta-feira (15/6), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), na capital mineira, de seminário sobre os 30 anos da Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988.

Segundo a ministra, a Carta Magna restabeleceu a democracia nas instituições do país. “Nesses 30 anos de vigência da Constituição brasileira, o Poder Judiciário adquiriu um papel muito particular, muito especial para a sociedade brasileira”, afirmou. Ela disse, também, que o Poder Judiciário do país tem muitos abacaxis e que os juízes dormem mal pelo elevado número de processos que tem para julgar.

A presidente do STF comentou também o elevado o número de processos no STF. “Em abril do ano passado em conversa com Sonia Sotomayor, da Suprema Corte norte-americana, eu disse que tínhamos chegado a número mais baixo de processo que nos últimos anos. Tínhamos chegado a 70 mil processos. Agora estamos com 49 mil. E quando discutíamos 70 mil processos ela disse: ‘a senhora errou. São 70 processos’. Não senhora, 70 mil”.

A ministra dos EUA então disse à colega brasileira que, no seu país, a Corte julgou 73 processos no ano anterior, e perguntou: “mas juiz brasileiro dorme?”. “Dorme mal sempre. Porque não é possível dormir com essa responsabilidade, que é a vida do outro entregue em nossas mãos e uma grande espera por direitos fundamentais”, respondeu Cármen, conforme seu relato.

Fonte: metropoles

Alan Queiroz acompanha mutirão de limpeza e restauração de iluminação na Zona Norte

Em sessão, Alan Queiroz diz que determinação se estende há seis anos

O vereador Alan Queiroz (PSDB) acompanhou na ultima semana os serviços da Prefeitura de Porto Velho, que promoveu o mutirão de limpeza do bairro São Sebastião e os serviços de iluminação do campo de futebol no bairro Nacional, os serviços são proveniente de pedidos de providência de seu gabinete.

O lixo e os buracos estavam causando transtornos aos moradores, colocando em risco a vida das pessoas por falta de saneamento básico na região que sofre com o período de chuvas e elevaão do Rio Madeira, além dos animais peçonhentos que surgem nessas épocas de cheia.

Quanto a iluminação do Campo de Nacional é um anseio dos moradores que utilizam tal espaço para seu para o lazer e festas.

 

O vereador agradeceu aos Secretário e ao prefeito Hildon Chaves pelos pedidos atendidos. Este pedido foi um clamor da população que vive no bairro e que transita nas vias. Os próximos passos devem ser na iluminação e limpeza dos canais que atravessam os bairros.

 

 

* Divulgação de Atividades Parlamentar.

Lei permite venda direta de petróleo do pré-sal

O texto permite à Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) realizar diretamente a comercialização da parte de óleo devida à União na exploração de campos da bacia do pré-sal com base no regime de partilha

Foi transformada na Lei 13.679/2018 a medida provisória que permitiu a venda direta de petróleo do pré-sal. A nova lei foi publicada sem vetos no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15).

A MPV 811/2017 foi aprovada no Senado no último dia 23, na forma do Projeto de Lei de Conversão PLV 9/2018.

O texto permite à Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) realizar diretamente a comercialização da parte de óleo devida à União na exploração de campos da bacia do pré-sal com base no regime de partilha. Antes da MP, a lei de criação da PPSA (Lei 12.304/2010) permitia apenas a contratação de agentes de comercialização para vender o petróleo da União.

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, houve uma negociação para que fossem retiradas algumas alterações promovidas pelo relator, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Assim, foi retirada do texto a possibilidade de a União optar, nos futuros leilões de blocos de exploração do pré-sal, por receber o valor em pecúnia equivalente à quantidade em óleo que lhe cabe. Essa opção poderia ser exercida ainda nos contratos em andamento por meio de aditivo.

Outro ponto foi suprimido do projeto de lei de conversão de forma a impedir que a PPSA venda o óleo da União por preço inferior ao de referência quando não houver interessados na compra. O preço de referência é estipulado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entretanto, o leilão continua a ser uma modalidade de licitação apenas prioritária para a PPSA. Se a empresa optar pela comercialização dispensando o leilão, o ato deve ser justificado pela autoridade competente com a comprovação de haver vantagem econômica.

Fonte: agenciasenado

Assembleia Legislativa do Pará cria semana de um dia só

Não houve, no entanto, qualquer alteração nos vencimentos dos parlamentares, cujo salário bruto é de R$ 25,3 mil

Com o início da Copa do Mundo e às vésperas do período permitido para campanhas eleitorais, deputados estaduais do Pará decidiram restringir a agenda da Assembleia Legislativa. Desde o dia 5 de junho, as sessões foram concentradas em apenas um dia da semana, às terças-feiras.

Não houve, no entanto, qualquer alteração nos vencimentos dos parlamentares, cujo salário bruto é de R$ 25,3 mil, segundo o portal da Transparência da Assembleia, fora a verba de gabinete de R$ 40,8 mil.

Autores da proposta, os deputados Sidney Rosa (PSB) e Soldado Tércio Nogueira (PROS), vão concorrer nas eleições. Rosa é pré-candidato ao Senado e Nogueira vai disputar a reeleição. A medida foi tomada por meio de acordo de líderes, com apoio de todas as bancadas. Nenhum dos 41 deputados da Casa protestou.

O novo “expediente” já está em vigor. Nesta semana, as votações foram feitas em apenas uma sessão, na terça-feira. Na quarta, já não houve sessão. A próxima só acontece em uma semana. Nos outros dias, os deputados estarão livres para deixarem Belém e viajarem para o interior do estado na fase de pré-campanha. Oficialmente a campanha eleitoral só pode começar em julho, após as convenções partidárias.

O novo sistema deve ser mantido nos próximos quatro meses, ou seja, até as eleições de outubro. A justificativa é que parte dos deputados vai disputar as eleições deste ano e precisa de tempo para fazer o corpo a corpo com os eleitores.

A ideia “é fazer uma sessão às terças-feiras pela manhã e outra à tarde prolongando até a noite”, disse em nota o deputado Sidney Rosa. Segundo ele, a proposta não prejudica o andamento da Assembleia e permite aos deputados realizarem seus trabalhos “fora da Casa”.

O presidente da Casa, Márcio Miranda (DEM), concorre ao governo do Pará com apoio do atual governador Simão Jatene (PSDB). A pré-candidatura foi lançada na quarta-feira (13/6). Durante a semana, Miranda tem viajado para ao interior do Pará.

Na quinta-feira (14), estava no município de Viseu, nordeste do estado, acompanhado da assessoria de imprensa da Assembleia. O presidente nega estar viajando em campanha. De acordo com a assessoria, ele estava cumprindo agenda de deputado.

Servidores da Casa ouvidos pela reportagem dizem, sem se identificar, que a medida foi tomada devido à dificuldade em “manter o quórum de votações”, pois a maioria dos parlamentares está em campanha.

A solução de concentrar as votações em um único dia foi uma tentativa de fazer a Casa funcionar pelo menos uma vez por semana.

Quando anunciou a decisão, Miranda garantiu que, embora com sessões apenas às terças, outros setores da Casa estariam funcionando durante a semana.

Fonte: metropoles

Vacinação contra a pólio começa em 6 de agosto

Esta semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou nota pública alertando para a necessidade de atenção redobrada diante da detecção de pelo menos um caso confirmado no país vizinho e de diversos casos em investigação. A preocupação se deve ao aumento do fluxo de imigrantes pelas fronteiras brasileiras, em especial nos estados do Norte

Em meio ao aumento de casos de poliomielite identificado na Venezuela, o Ministério da Saúde informou que a campanha de vacinação contra a doença no Brasil deve ocorrer de 6 a 24 de agosto.

Por meio de nota, o ministério informou que, atualmente, a cobertura vacinal no Brasil contra a poliomielite é de 77%. Diante de casos identificados na Venezuela, a pasta enviou nota de alerta para estados e municípios sobre a importância de alcançar e manter cobertura maior ou igual a 95%, além da necessidade de notificação e investigação imediata de todo caso de paralisia flácida aguda que apresente início súbito em indivíduos menores de 15 anos.

“O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação é de extrema importância para manter o país livre da circulação de poliovírus, tanto nas ações de rotina como na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite”, destacou o comunicado.

O governo brasileiro reforçou que as vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação são seguras e eficazes. O esquema vacinal da poliomielite é composto por três doses da vacina inativada (injetável), administradas aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses e aos 4 anos, a criança recebe a vacina oral.

O último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil ocorreu em 1989. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que três países ainda são considerados endêmicos para a doença – Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Casos na Venezuela

Esta semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou nota pública alertando para a necessidade de atenção redobrada diante da detecção de pelo menos um caso confirmado no país vizinho e de diversos casos em investigação. A preocupação se deve ao aumento do fluxo de imigrantes pelas fronteiras brasileiras, em especial nos estados do Norte.

A entidade defende ainda a manutenção de elevadas e homogêneas coberturas vacinais contra a poliomielite no Brasil – acima de 95% – até que a erradicação global seja alcançada.

Doença

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, pela via fecal-oral (mais frequente); por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores; ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções (ao falar, tossir ou espirrar).

Não existe tratamento específico – todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas.

A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de rotina e em campanha nacional.

Fonte: agenciabrasil

Brasil é o segundo pior em mobilidade social em ranking de 30 países

Pobres no Brasil levam 9 gerações para alcançar renda média, segundo estudo

A chance de uma criança de baixa renda de ter um futuro melhor que a realidade em que nasceu está, em maior ou menor grau, relacionada à escolaridade e ao nível de renda de seus pais. Nos países ricos, o “elevador social” anda mais rápido. Nos emergentes, mais devagar – no Brasil, ainda mais lentamente.

O país ocupa a segunda pior posição em um estudo sobre mobilidade social feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com dados de 30 países e divulgado nesta sexta-feira.

De acordo com o estudo O elevador social está quebrado? Como promover mobilidade social, seriam necessárias nove gerações para que os descendentes de um brasileiro entre os 10% mais pobres atingissem o nível médio de rendimento do país. A estimativa é a mesma para a África do Sul e só perde para a Colômbia, onde o período de ascensão levaria 11 gerações.

O indicador da OCDE foi construído levando em consideração a “elasticidade intergeracional de renda”. Ou seja, quanto o nível de rendimento dos filhos é determinado pelo dos pais. A instituição ressalta no estudo que a simulação tem finalidade ilustrativa – para dar dimensão da dificuldade de ascensão social – e que não deve ser interpretada como o tempo preciso para que um domicílio de baixa renda atinja a renda média.

Na média entre os países membros da OCDE, a chamada “persistência” da renda intergeracional é de 40%. Isso significa que, se uma família tem rendimento duas vezes maior o que de outra, o filho terá, em média, renda 40% mais alta que a da criança que veio da família de menor renda.

Brasil ocupa segunda pior posição em estudo sobre mobilidade social feito pela OCDE com dados de 30 países – RICHVINTAGE

Nos países nórdicos, a persistência é de 20%. No Brasil, de 70%, conforme a pesquisa.

Mais de um terço daqueles que nascem entre os 20% mais pobres no Brasil permanece na base da pirâmide, enquanto apenas 7% consegue chegar aos 20% mais ricos. Na média da OCDE, 31% dos filhos que crescem entre 20% mais pobres permanecem nesse grupo e 17% ascendem ao topo da pirâmide.

Pai pobre, filho pobre

Isso é o que o estudo chama de “chão pegajoso” (sticky floor): a dificuldade das famílias de baixa renda de sair da pobreza.

Filhos de pais na base da pirâmide têm dificuldade de acesso à saúde e maior probabilidade de frequentar uma escola com ensino de baixa qualidade.

A educação precária, em geral, limita as opções para esses jovens no mercado de trabalho. Sobram-lhes empregos de baixa remuneração, em que a possibilidade de crescimento salarial para quem tem pouca qualificação é pequena – e a chance de perpetuação do ciclo de pobreza, grande.

‘O Brasil fez um bom trabalho tirando milhões de famílias da extrema pobreza, com o Bolsa Família, por exemplo. Falta agora fazer a ‘segunda geração’ de políticas’, diz diretor da OCDE – JEFFERSON RUDY/AG. SENADO

Nesse sentido, a desigualdade social e de renda, destaca o levantamento, é definidora do acesso às oportunidades que podem fazer com que alguém consiga ascender socialmente.

“Além do chão pegajoso, países como o Brasil têm também tetos pegajosos (sticky ceilings)”, acrescenta Stefano Scarpetta, diretor de emprego, trabalho e assuntos sociais da OCDE, referindo-se às famílias de alta renda.

O nível elevado de desigualdade também se manifesta sobre a mobilidade no topo da pirâmide. Aqui, é pequena a probabilidade de que as crianças mais abastadas eventualmente se tornem adultos de classes sociais mais baixas que a dos pais.

Scarpetta pondera que, ao contrário da tendência global de aumento da desigualdade, o Brasil conseguiu reduzir suas disparidades na última década, até o início da recessão. O país fez pouco, entretanto, para corrigir os problemas estruturais que mantêm em movimento o ciclo da pobreza – a qualidade precária da educação e da saúde e a falta de treinamento para os milhões de trabalhadores de baixa qualificação.

“O Brasil fez um bom trabalho tirando milhões de famílias da extrema pobreza, com o Bolsa Família, por exemplo. Falta agora fazer a ‘segunda geração’ de políticas”, disse o economista à BBC News Brasil.

A classe média

Quando se analisa a mobilidade apenas do indivíduo, e não de uma geração a outra, o estudo da OCDE verifica que, de forma geral, a classe média é o estamento com maior flexibilidade – para cima e para baixo.

No Brasil, a mobilidade da base da pirâmide para a classe média é maior do que em vários emergentes. Essa ascensão, contudo, é frágil.

A estrutura do mercado de trabalho, com uma participação elevada do emprego informal, intensifica os efeitos negativos das crises sobre a população mais vulnerável. Como aconteceu com parte da “nova classe média” durante a última recessão, o desemprego pode ser um caminho de retorno à pobreza.

Mobilidade social e crescimento econômico

O nível baixo de mobilidade social tem implicações negativas sobre o crescimento da economia como um todo, diz o estudo da OCDE. Talentos em potencial podem ser perdidos ou subaproveitados, com menos iniciativas na área de negócios e menos investimentos.

Desigualdade social e de renda é definidora do acesso às oportunidades que podem fazer com que alguém consiga ascender socialmente, diz estudo

“Isso debilita a produtividade e crescimento econômico potencial em nível nacional”, ressalta o texto.

Um elevador social “quebrado” também se manifesta sobre o bem-estar social.

A percepção de que a oportunidade de ascensão depende de fatores que estão fora do alcance – como a renda dos pais ou o acesso a educação – gera desesperança e sentimento de exclusão. Isso aumenta a probabilidade de conflitos sociais, diz a pesquisa.

Tendência global

O problema não é exclusivo dos países emergentes. Mesmo países ricos, com desempenho expressivamente superiores ao do Brasil nos indicadores de educação – França, Alemanha – estão acima da média da OCDE entre as estimativas do número de gerações necessário para que os 10% mais pobres atinjam a renda média.

“Por mais que esses países tenham bom desempenho no PISA (avaliação global do desempenho escolar), esses índices são uma média. Países como a França, por exemplo, são bastante heterogêneos”, ressalta Scarpetta.

Fonte: bbc