Funcionária do Ministério dos Direitos Humanos é morta pelo ex-marido

No fim da tarde de ontem, ela foi esfaqueada ao ir buscar as filhas na casa do ex-marido, com quem, segundo testemunhas, teria discutido

Uma funcionária terceirizada do Ministério dos Direitos Humanos foi assassinada neste sábado (14), em Santa Maria, região do Distrito Federal a cerca de 26 km do centro de Brasília. A 33ª Delegacia de Polícia registrou o caso como feminicídio. As informações são da Agência Brasil.

Janaína Romão Lúcio, 30, trabalhava como assessora do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento das Políticas Públicas para a População em Situação de Rua.

No fim da tarde de ontem, ela foi esfaqueada ao ir buscar as filhas na casa do ex-marido, com quem, segundo testemunhas, teria discutido. A Polícia Civil não revelou detalhes do caso.

Em nota, o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, lamentou a morte da funcionária e repudiou a violência contra as mulheres.

“Em nome de todo o ministério, compartilho do luto e manifesto solidariedade aos familiares e colegas de trabalho”, manifestou, destacando a gravidade da situação das mulheres vítimas da violência.

Representantes do Ministério dos Direitos Humanos já estão em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal a fim de acompanhar as investigações do assassinato de Janaína.

Também em nota, o escritório potiguar do Movimento População de Rua informou ter recebido a notícia da morte de Janaína “com imensa tristeza e pesar”.

“Esperamos que o caso seja apurado e o assassino seja preso e pague pelo crime bárbaro de feminicídio”, acrescentou o movimento, aproveitando para repudiar também a todas as mortes de pessoas que viviam nas ruas.

Pastora acusada pela morte dos filhos é transferida de presídio em MG para o ES

Juliana Sales Alves está no Centro Prisional Feminino de Cariacica, na Grande Vitória. Joaquim e Kauã, de 3 e 6 anos, morreram em Linhares, no Espírito Santo, no dia 21 de abril

A pastora Juliana Sales Alves, mãe de Joaquim e Kauã, de 3 e 6 anos, mortos em um incêndio em Linhares, foi transferida de Minas Gerais para o Espírito Santo neste sábado (14). Ela e o marido, o pastor Georgeval Alves, são acusados pelo homicídio das crianças.

Juliana estava presa em Teófilo Otoni desde o dia 20 de junho e foi levada para o Centro Prisional Feminino de Cariacica, na Grande Vitória.

Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já Juliana foi presa porque, segundo o juiz, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam.

O filho mais novo do casal foi entregue pelo Conselho Tutelar ao avô materno em Linhares, que é quem tem a tutela da criança agora.

Ordem de prisão

A ordem de prender a pastora partiu do juiz André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares. De acordo com a decisão, Juliana sabia dos desvios de caráter do marido, e mesmo assim apoiava os planos dele de se promover na igreja.

Para o Ministério Público, assassinar os próprios filhos estava nos planos do casal. Seria uma tragédia a ser usada pelo pastor para se promover na igreja.

“O pastor George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, diz a decisão.

Juliana também estava ciente sobre as diferenças de tratamento que George dava para os filhos e o enteado. A decisão diz que George deixava faltar alimento, medicamento e atendimento médico para as crianças.

Do G1