[Coluna] – Aos poucos mercado imobiliário de alto padrão começa a reagir em Porto Velho

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Novos empreendimentos estão surgindo na cidade, indicando uma retomada tímida, mas positiva na economia. Construção civil é o primeiro a sentir retrocessos e retomadas no mercado

Retomada

Desde 2015 que a economia brasileira começou a encolher e o primeiro setor a ser afetado foi o da construção civil. Porto Velho, que passou por um “boom” imobiliário durante a construção das usinas e se manteve firme até meados de 2015, sofreu uma paralisia que parecia não ter fim. Com bancos suspendendo linhas de crédito, empresas afogando-se em dívidas e investidores privados guardando dinheiro para “aguentar a chuva”, a coisa desandou. Mas, mesmo sem política pública clara em relação a economia, aos poucos o mercado imobiliário começa a aquecer na capital e novos empreendimentos estão surgindo, visando o consumidor de alto padrão e aqueles que compram para investir.

Novos empreendimentos

Na Avenida Lauro Sodré, um dos mais cobiçados endereços da capital, estão em gestação dois novos prédios, e bem próximos. Um deles terá apartamentos de 130 metros quadrados, e será erguido na Lauro Sodré esquina com Alameda Mourão, ao lado do posto de combustíveis. Um pouco mais adiante, entre o Reserva do Bosque e o hotel Slaviero, serão construídas duas torres, uma com apartamentos de 145 metros e outra com apartamentos de 165 metros quadrados e já tem até nome, será o Jardim de Monet. Na avenida Calama, esquina com a rua dos Arquitetos um imponente prédio residencial está com faixa de venda de apartamentos, também para consumidores de alto padrão. Na rua Panamá, entre Vieira Caúla e Sete de Setembro, um novo empreendimento também está bem adiantado.

Sinais positivos

Apesar da recessão que ainda afeta grande parte da população, a retomada de obras para o consumidor de alto padrão é um indicador positivo do mercado. Sinal que linhas de crédito estão sendo abertas e financiamento para as construtoras estão sendo liberados. O avanço é tímido, mas é o primeiro sinal de reação que temos. Pelo visto, o pior da tempestade já foi.

House of Paranauê

Deu amnésia geral na família. Jair Bolsonaro declarou que “não lembra do seu vizinho”, miliciano, mercenário e apontado como assassino da vereadora Marielle Franco. O filho de Bolsonaro que namorou com a filha do miliciano, também disse que “não lembra direito quem é a moça”, já que, segundo ele, “ficou com quase todas as meninas do condomínio” que fica na Barra da Tijuca e está sendo apelidado de “condomínion”.

Hospício Brasil

Não se sabe se foi bullying, influência de jogos, tara por armas ou apenas dois infelizes jovens de classe média com frustrações sexuais, mas a barbárie praticada por eles na manhã desta quarta -feira em uma escola na cidade de Suzano, em São Paulo vai marcar para sempre a vida das vítimas que foram covardemente assassinadas. O Brasil, com um povo que sempre foi elogiado pela hospitalidade e bom humor, está doente. As redes sociais externalizam bem essa enfermidade. As pessoas estão raivosas, só falam em matar, exterminar, separar. Um arremedo porco da cultura norte-americana, é o que viramos. E não interessa se é esquerda ou direita, o ódio está em todos. Precisamos de um antídoto e ele precisa vir de cima para baixo.

Greve geral

Os agentes penitenciários deflagraram greve e segundo o sindicato da categoria, “100% dos servidores estão de braços cruzados”. De acordo com a presidente do Singeperon, Dhaiane Gomes, “como ontem (terça-feira) o judiciário entendeu que era ilegal o nosso movimento mesmo o estado não cumprido com a parte dele, a categoria decidiu que sairia 100% das unidades. 100% em deliberação, já que não há percentual de ilegalidade. Então não tem porquê ficar agentes penitenciários dentro dos presídios. No caso dos agentes de segurança socioeducativas, permanecem os 30% respeitando a legalidade”, declarou.

Autoridades americanas aprovam novo antidepressivo em forma de spray nasal

As autoridades dos Estados Unidos aprovaram o lançamento no mercado de um remédio apresentado como uma revolução no tratamento da depressão, uma doença minimizada por muitos, mas devastadora para os diagnosticados com o mal. A agência americana de medicamentos, a FDA, seguiu as recomendações de especialistas e aprovou a esketamina em forma de spray nasal, que será comercializada com o nome de Spravato pela Janssen, a unidade farmacêutica de Johnson & Johnson’s. A esketamina daria uma nova esperança aos pacientes adultos que resistem atualmente aos remédios disponíveis, como o Prozac. O novo fármaco, pensado para as pessoas que já testaram outros medicamentos, é apresentado como uma revolução no combate à depressão. O laboratório afirma que a molécula permite combater os pensamentos suicidas. Porém o tratamento deve ser administrado em um centro de saúde para monitorar o paciente. A FDA restringiu a distribuição do remédio, com uso sob vigilância médica, devido ao “potencial de abuso” do medicamento. Kim Witczak, que representa os consumidores no painel da FDA e que denuncia os efeitos colaterais dos antidepressivos desde a morte de seu marido, votou contra a autorização de venda, por considerar que os testes podem ser insuficientes. A esketamina está relacionada com a ketamina, que é usada como um anestésico em humanos e animais, mas que também é um narcótico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 300 milhões de pessoas sofrem de depressão, uma doença que limita a capacidade de uma vida cotidiana normal, mas que tem sua gravidade frequentemente subestimada ou confundida com uma depressão passageira. Os casos mais graves podem levar ao suicídio.


100% dos agentes penitenciários paralisam no 2º dia de greve em RO, diz Singeperon

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Categoria pede cumprimento de acordo com o governo sobre realinhamento salarial dos agentes. Governo diz em nota que PM reforça a segurança nos presídios do estado

No segundo dia de greve, 100% dos agentes penitenciários paralisaram as atividades em Rondônia. Isso foi o que disse Dahiane Gomes, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores do Estado (Singeperon), na manhã desta quarta-feira (13). A categoria cruzou os braços com adesão de 70% na última terça-feira (12).

Na manhã desta quarta, os agentes se concentraram na Estrada da Penal, que dá acesso aos presídios da capital rondoniense.

Parte deles seguiram à Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) durante a tarde de terça-feira no primeiro dia. Os agentes já estavam em mobilização grevista desde o dia 18 de janeiro.

O motivo do movimento é pressionar o governo sobre um acordo de realinhamento salarial que foi vetado pelo chefe do Estado, Coronel Marcos Rocha (PSL). Conforme a categoria, os funcionários estão há seis anos sem reajuste.

Segundo eles, o acordo orçamentário foi prometido por Marcos Rocha enquanto ele atuava na Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Os agentes pedem também o cumprimento da recomendação de que haja um agente para cada cinco presos nas unidades prisionais. Informaram ainda que há um acordo na Justiça firmado com o governo que objetiva incorporar as gratificações ao salário base. O prazo final ao cumprimento do acordo era dia 28 de fevereiro.

Mobilização grevista começou no dia 18 de janeiro.  — Foto: Cássia Firmino/G1
Mobilização grevista começou no dia 18 de janeiro. — Foto: Cássia Firmino/G1

“Como ontem (terça-feira) o judiciário entendeu que era ilegal o nosso movimento mesmo o estado não cumprido com a parte dele, a categoria decidiu que sairia 100% das unidades. 100% em deliberação, já que não há percentual de ilegalidade. Então não tem porquê ficar agentes penitenciários dentro dos presídios. No caso dos agentes de segurança socioeducativas, permanecem os 30% respeitando a legalidade”, disse a presidente do sindicato.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) disse que a PM montou uma estrutura em todo o estado para “atender a demanda do sistema prisional enquanto durar o período grevista” (veja íntegra).

O órgão também informou que tem se reunido com representantes da categoria desde o início da gestão do executivo. No texto, a Sejus pontua que o poder judiciário “ratificou o entendimento de ilegalidade do movimento grevista” na última terça-feira.

Guajará-Mirim e Nova Mamoré

No caso dos presídios em Guajará-Mirim (RO) e Nova Mamoré (RO), pelo menos 90% dos agentes penitenciários das unidades prisionais dos municípios não foram trabalhar.

Em Guajará-Mirim, por exemplo, dos oito agentes que estavam escalados para o plantão, apenas um cumpriu com as atividades de rotina. A segurança dos presídios está nas mãos de policiais militares.

Presídio de Guajará-Mirim registra diminuição de quase 90% dos agentes penitenciários

Ao todo, as cidades contam com cerca de 170 agentes. Com capacidade para 15 detentas, 16 ocupam as celas do presídio feminino de Guajará. Já no masculino, 206 apenados seguem presos. Porém, a capacidade da penitenciária é de 161.

O presídio masculino de Nova Mamoré contém capacidade para 40 detentos. Porém, há 103 detentos atualmente.

Veja nota da Sejus sobre greve dos agentes penitenciários:

NOTA SEJUS

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) informa que a Polícia Militar montou estrutura em todo Estado para atender a demanda do sistema prisional enquanto durar o período grevista, de acordo com as peculiaridades de cada local. O Comando Geral da PM designou efetivo suficiente para suprir a demanda.

A Secretaria informa ainda que desde o início da gestão o executivo, através da Mesa Estadual de Negociação Permanente (Menp), tem se reunido com a representação da categoria, fato que pode ser comprovado por cinco atas formalizadas nas reuniões, bem como outros momentos onde a situação foi discutida com a participação da Procuradoria Geral do Estado, Assembléia Legislativa e, ainda, com a participação de membros do Poder Judiciário.

O Poder Judiciário ratificou o entendimento de ilegalidade do movimento grevista nessa terça-feira (12).

Assim o Governo demonstra que sempre esteve aberto a negociação e no presente momento a questão está em âmbito do Poder Judiciário.

Em fórum extremista, atiradores de Suzano pediram ‘dicas’ para atacar escola

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Luiz Henrique e Guilherme Taucci eram frequentadores do Dogolachan e pediram ajuda para conseguir armas, segundo administrador

Os atiradores que mataram 10 pessoas e depois se suicidaram em uma escola em Suzano, a 50 km de São Paulo, nesta quarta-feira (13), utilizaram uma das comunidades mais extremistas do Brasil para juntar dicas e fazer planos para o ataque. No fórum chamado Dogolochan, os jovens agradeceram a ajuda, e deixaram rastros para avisar seus colegas virtuais do massacre que estava por vir.

O fórum é conhecido como um local onde são discutidos abertamente a prática de crimes, violação de direitos humanos, além de racismo e misoginia.

Na foto, Guilherme Monteiro com uma arma

Tópicos do fórum mostram que Luiz Henrique de Castro, 26 anos; e Guilherme Taucci Monteiro, 17, pediram dicas de como realizar o massacre. Um print datado do último dia 7 mostra o que parece ser um dos atiradores agradecendo DPR, o administrador do Dogolachan pelos conselhos recebidos.

“Muito obrigado pelos conselhos e orientações, DPR. Esperamos do fundo dos nossos corações não cometer esse ato em vão. (…) Nascemos falhos, mas partiremos como heróis. (…) Ficamos espantados com a qualidade, digna de filmes de Hollywood”, diz a mensagem.

Em outras mensagens no Dogolachan, usuários se questionam se os atiradores eram integrantes do fórum e a resposta dada por um dos administradores foi positiva.

Publicação mostra que atiradores teriam agradecido administradores pelas dicas

Publicação mostra que atiradores teriam agradecido administradores pelas dicas

“Eles eram daqui do fórum, não?”, pergunta um deles, no que DPR (o administrador) responde: Não fiquem citando, mas era confrades daqui, sim. Logo vão encontrar algo em poder deles (…)”.

Segundo as mensagens, o sinal de que os preparativos para o ataque estavam prontos envolviam a publicação de um tópico com a letra de uma música conhecida dos integrantes do Dogolachan, aproximadamente três dias antes do crime. A publicação foi feita na última segunda (11), às 4h31, segundo registros do próprio fórum.

A foto de Guilherme aparece em uma das postagens
A foto de Guilherme aparece em uma das postagens

Um tópico com as dicas pedidas pelos atiradores enquanto planejavam o massacre foi classificado como secreto por DPR, que mudou sua URL para não ser achado em futuras investigações de autoridades.

O próprio administrador, posteriormente, deu alguns detalhes de como ajudou os dois atiradores a conseguirem armas, além de descrever Guilherme como um “um bom garoto que acabou descobrindo da pior forma possível que brincadeiras podem ser tornar pesadelos reais”.

Segundo o mesmo texto de DPR, o “Luiz entrou em contato para buscar um canal onde ele obtivesse fácil acesso a um revolver calibre 22”, e logo depois lhe apresentou Guilherme. Ele encerra a publicação afirmando que as conversas foram deletadas e jamais irá revelar o teor exato delas.

Mais tarde, DPR, o administrador, descreveu trocas de e-mails com Luiz, que teria interesse em comprar uma arma com facilidade, e que também foi apresentado à Guilherme por Luiz. Segundo o administrador, Luiz era conhecido no fórum como “luhkrcher666”, e Guilherme como “1guY-55chaN”. DPR diz ainda que cortou o contato com Luiz por e-mail pois ele deixava muitos “rastros” digitais, que facilitariam a identificação de todos os membros.

Por fim, DPR diz que Luiz era um “rapaz injustiçado”, enquanto Guilherme, de apenas 17 anos, era “inocente a ponto de transparecer sua natureza completamente infantil”. Ele afirma que todas as conversas foram deletadas e jamais irá revelar o teor exato delas.

Fórum anônimo

O Dogolachan foi criado em 2013 pelo hacker Marcelo Valle Silveira Mello, também conhecido como Psy ou Batoré. Mello é conhecido por crimes de ódio e foi a primeira pessoa condenada pela Justiça do Brasil por crime de racismo na internet, em 2009. Ele se posicionou contra as cotas raciais de maneira preconceituosa e foi condenado a um ano e dois meses de prisão.

Rastrear as atividades do fórum é difícil, após ele ter sido movido para a Deep Web, onde só é possível acessá-lo através do aplicativo TOR, que confere anonimato para seus usuários.

Até maio de 2018 o site era comandado por Marcelo Valle, preso no dia 10 na Operação Bravata, da Polícia Federal. Desde então, DPR se tornou o administrador principal e tornou o fórum ainda mais rodeado de sigilo.

O fórum está ligado também ao Massacre de Realengo, onde Wellington Menezes de Oliveira — considerado um herói no Dogolachan — matou 12 crianças, antes de se matar.

Do R7

Usuários relatam dificuldades para acessar Facebook e Instagram

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Acessar Facebook, Instagram e o app de mensagens Messenger tem sido uma tarefa complicada na tarde desta
quarta-­feira (13). Milhares de usuários de todo o mundo têm relatado dificuldades para utilizarem essas redes
sociais.

Sites que monitoram a estabilidade de serviços, como o Down Detector, relataram milhares de usuários relatando
problemas, especialmente em regiões como a costa Leste dos Estados Unidos, o Sudeste do Brasil e países da
Europa.

Já em outras redes sociais, como o Twitter, hashtags como #FacebookDown já se aproximam de 100 mil
mensagens.

Caso Marielle: Denúncia anônima faz polícia continuar investigando vereador como mandante

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Segundo testemunha, o vereador teria encomendado o assassinato por R$200 mil. Siciliano diz que DH não tem mais credibilidade para a investigação

O vereador Marcello Siciliano  (PHS) continuará sendo investigado pela polícia como possível mandante do assassinato de Marielle Franco. O nome dele foi citado como a pessoa que encomendou o crime por R$ 200 mil na mesma denúncia anônima que acusou Ronnie Lessa de ser o executor. A revelação consta da investigação da Delegacia de Homicídios (DH), que partiu desse testemunho para chegar a Lessa. O vereador já havia sido atrelado ao assassinato no ano passado, a partir de uma delação de uma testemunha que, no mês passado, admitiu ter mentido no seu depoimento.

Ontem, o delegado responsável pelo caso, Giniton Lages, disse que o parlamentar não estava descartado, mas não havia anunciado sua menção na nova denúncia. Procurado, Siciliano nega sua participação e diz se tratar de uma “operação de vingança”.

O vereador Marcello Siciliano Foto: Carolina Heringer / Agência O Globo

Na coletiva de ontem, tanto a DH quanto o Ministério Público do Rio afirmaram que ainda não é possível afirmar quem foi o mandante do crime, e que essa questão será o foco da segunda fase do inquérito. O delegado Giniton ressaltou nenhuma linha estava afastada.

No dia 15 de outubro de 2018, a DH recebeu uma denúncia anônima informando que o ex-policial conhecido como Lessa, apelidado de “Perneta”, seria o autor do assassinato de Marielle. O denunciante disse que o executor, um “ex-caveira”, teria saído do restaurante Tamboril, no Quebra-Mar rumo ao local do atentato, e que fora encomendado por R$200 mil para a empreitada criminosa. Posteriormente, a investigação chegou ao nome do ex-policial Ronie Lessa, e que o apelido seria em função da exposão ocorrida em 2009, no carro em que ele dirigia, que terminou por amputar sua perna.

A ligação com o restaurante Tamboril, atualmente conhecido como Varandas, também foi atestada pela investigação por causa de uma tentativa de assalto sofrida por Lessa, um mês após o assassinato de Marielle, justamente na saída do restaurante. No episódio, ele acabou sendo baleado no pescoço, mas o roubo foi impedido pelo bombeiro Maxsuell Simões, conhecido como Suel, que acompanhava Lessa e sacou a sua arma. Suell também está sendo investigado no caso Marielle.

Marcello Siciliano já havia sido apontado como mandante do crime por uma outra testemunha, em maio do ano passado. Segundo esse primeiro denunciante, um ex-motorista de Orlando Curicica, preso por porte ilegal de arma e acusado de ser miliciano, o vereador havia afirmado, num encontro com Orlando no restaurante Oficina do Chopp que desejava a morte de Marielle, provavelmente devido à sua atuação parlamentar na luta fundiária de Vargens, região que seria de interesse de Siciliano e Curicica.

Entretanto, essa testemunha voltou atrás do seu testemunho no ano passado, após ser interrogado pela Polícia Federal, que deflagou operação para investigar possíveis obstruções na apuração do caso Marielle. Nesse segundo depoimento, o delator disse que estava no restaurante Oficina do Chopp, junto com Orlando Curicica e Siciliano, mas que não pôde ouvir o que ambos conversaram. Ele disse que inventou a história como forma de incriminar seu então chefe, Orlando Curicica, de quem desejava se vingar.

Mesmo com esse novo testemunho, Giniton Lages afirmou, na coletiva dessa terça, que Siciliano continuava sendo um dos investigados.

— Em nenhum momento a DH legitimou ou deixou de legitimar qualquer linha de investigação. A testemunha voltou atrás de seu depoimento, mas não afastamos nenhuma linha para a segunda fase do inquérito. Nem Siciliano nem ninguém está afastado — afirmou o delegado, que, por outro lado, não havia mencionado a nova denúncia sobre Siciliano.

Nas investigações acessadas pelo GLOBO, a DH diz que, apesar do falso testemunho, “com o surgimento de novas informações acerca do envolvimento deles (Marcello Siciliano e Orlando Curicica) no crime, novas diligências poderão ser realizadas” na segunda fase do inquérito, que busca agora o mandante do crime.

Procurado, o vereador disse que a nova denúncia anônima trata-se de um absurdo, e definiu o disque denúncia como “disque vingança”. Em nota, ele afirmou:

“Os últimos fatos revelados tiraram completamente a credibilidade da DH para investigar o Caso Marielle. Inclusive a troca do delegado já foi noticiada pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo. É a terceira versão diferente que surge e envolvem o nome do vereador. Mesmo depois de a primeira testemunha ter admitido que mentiu e a advogada da testemunha também ter afirmado em depoimento que a versão foi montada. E sempre por denúncia de supostas testemunhas plantada e sempre sem nenhuma prova. Agora quem quer saber é o vereador por que tanto interesse em envolver o nome dele nesse crime bárbaro. Querem proteger a quem? Enquanto isso, desvirtuam as investigações.”

Vereadora Marielle Franco

Marielle chamou Siciliano de miliciano

As investigações revelam, ainda, que o nome de Siciliano já havia sido levantado uma vez antes mesmo da delação de maio. Em um dos interrogatórios com membros do antigo gabinete da Marielle, foi informado à polícia que a vereadora havia feito uma reclamação após a viralização de um vídeo em que mostrava uma discussão entre os dois vereadores na plenária da Câmara.

Naquela ocasião, Marielle havia feito uma longa explanação em resposta a Siciliano, e concluiu com a frase: “A minha palavra é uma palavra de mulher, mas vale. Não é só palavra de homem que vale não”. Na época, o vídeo viralizou, com uma montagem que mostrava Marielle como a vencedora daquele debate.

A vereadora, porém, havia demonstrado preocupação com a publicação do vídeo, segundo depoimentos. Uma então assessora afirmou à polícia que Marielle havia alertado o gabinete sobre o risco de fazer brincadeiras com Siciliano. “quer me fuder, esse cara é miliciano”, teria dito ela.

Sargento da reserva Ronnie Lessa

Investigação sobre Ronnie Lessa

Em coletiva nessa terça, Giniton afirmou que Ronnie Lessa estava no rol de policiais no “perfil” analisado pelos investigadores. O ex-policial já havia sido preso preventivamente em 2011  suspeito do crime de organização criminosa, na “Operação Guilhotina”. Contudo, a informação de que ele foi o executor do crime, explicou o delegado, surgiu da denúncia anônima. A partir daí, coube à investigação provar que ele estava de fato no carro.

— Recebemos informação de que ele estaria dentro do carro e que teria saído do Quebra Mar. Qualificamos, então, essa denúncia. A partir de evidências técnicas, conseguimos colocar Ronnie Lessa dentro do carro. Ele ocupava o banco de trás, e efetuou o disparo, e que Elcio Queiroz era o motorista — explicou na coletiva de terça o delegado. — O trabalho técnico no MPRJ não deixa nenhuma dúvida, que numa movimentação que o atirador faz. Que apoia o braço direito sobre o banco. Nesse movimento tecnicamente foi possível cravar que é o braço de Lessa ali. 

Além de provar sua participação no carro, a polícia investigou os movimentos de Lessa anteriores ao crime, como pesquisas sobre diversos nomes do PSOL e da esquerda, em especial Marcelo Freixo. A investigação chega, inclusive, a citar que o ex-policial denotou “obsessão” pelo deputado Marcelo Freixo. As pesquisas foram também sobre familiares do  parlamentar, como sua filha. 

Lessa também fez várias pesquisas sobre locais onde Marielle Franco estaria presente, conforme divulgava na sua agenda, nos meses anteriores ao assassinato. Alguns locais pesquisados pelo ex-policial, mostram a investigação, foram a Praça São Salvador, o campus da UFRJ, e um local na Avenida Oswaldo Cruz, no Flamengo. Em todos, a parlamentar também havia estado presente.

Para a investigação, esses indícios “sem dúvida, reforçam os indícios incontroversos e veementes de que Ronnie Lessa, naquele momento, realizava o monitoramento e levantamento de rotina da vitima,tendentes à pratica delitiva”.

Outras pesquisas feitas por Lessa foram sobre armamento e possíveis dispositivos usados no crime, como bloqueador de sinal e anti-radares. Também chamou a atenção da DH, que o ex-policial pesquisou sobre um endereço antigo de Marielle, hoje de seu ex-marido, que consta como o oficial da vereadora no portal de segurança da Polícia Civil. Sobre isso, Giniton disse em coletiva que Lessa pode ter tido ajuda para acessar o portal.

O Globo

Sargento que atirou em Marielle ganha R$ 7.463,86 de aposentadoria, mora em condomínio e frequenta Angra

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Os agentes se surpreenderam com a quantidade de bens do policial

O sargento reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, preso na manhã desta terça-feira acusado de ser o responsável pelos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, frequentava uma mansão de luxo no condomínio Portogalo, em Angra dos Reis, na Costa Verde. O local ficou famoso na década de 1990, quando o piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna comprou uma casa lá. A mansão, que tem uma lancha em seu interior, foi rastreada por agentes da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Rio durante a investigação. Lessa ganhava uma aposentadoria bruta de R$ 8.191,53. Com os descontos, o valor líquido chegou, no último mês de fevereiro, a R$ 7.463,86.

Os agentes se surpreenderam com a quantidade de bens do policial. Lessa foi preso em sua casa no condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, Barra da Tijuca. O local, por coincidência, é o mesmo onde o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), mora. O condomínio fica de frente para o mar, com seguranças na portaria. No local, os agentes apreenderam o carro de Lessa, um Infiniti FX35 V6 AWD blindado. O modelo custa em média R$ 120 mil. Os agentes também descobriram que o policial viajava com frequência para o exterior.

Para agenciá-lo, bastava dar uma passada no bar onde o ex-adido fazia ponto no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca

Segundo a promotora Simone Sibílio, coordenadora do Gaeco, Lessa e Élcio de Queiroz, o outro preso pelo crime, estiveram na casa em Angra durante o carnaval.

— Enquanto nós estávamos trabalhando no caso durante o carnaval, os dois estavam em Angra, se divertindo com uma lancha — afirmou a promotora.

Lessa é um caveira — como são conhecidos os agentes que tem o curso de Operações Especiais. Ele foi promovido, na década de 1990, por ato de bravura na PM. Por isso, teve o salário aumentado, à época, em 40% por ser um dos agentes agraciados com a premiação por pecúnia. A gratificação foi criada em 1995, durante o governo Marcello Alencar, para premiar quem participava de grandes operações. Ela acabou após três anos de polêmica, já que o número de homicídios subiu no estado, o que fez o bônus ser apelidado de “gratificação faroeste”.

Carro apreendido com PM suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle, um Infiniti FX35 V6 AWD
Carro apreendido com PM suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle, um Infiniti FX35 V6 AWD Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Ninguém jamais havia investigado Ronnie Lessa. Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta quarta-feira um ficha limpa. Egresso dos quadros do Exército, foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), com a mesma função da atual Desarme, na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul. A experiência como adido foi o motor da carreira mercenária de Lessa.

Também foi preso o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz por envolvimento no crime. Segundo a denúncia do MP do Rio, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. Elcio de Queiroz foi expulso da corporação.

Arregimentado por contraventor

Lessa, como outros adidos, conhecia mais das ruas do que qualquer policial civil. Logo, destacou-se e ganhou respeito pela agilidade e pela coragem na solução dos casos. Esta fama, segundo os bastidores da polícia, chegou aos ouvidos do contraventor Rogério Andrade, na época cada vez mais ocupado em fortalecer o seu exército numa sangrenta disputa territorial com o também contraventor Fernando Iggnácio de Miranda. Em jogo, o legado do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997.

Ex-PM e adido da Polícia Civil, Ronnie Lessa aparece como suspeito da morte de Marielle e Anderson
Ex-PM e adido da Polícia Civil, Ronnie Lessa aparece como suspeito da morte de Marielle e Anderson Foto: Polícia Militar

Arregimentado por Andrade, Lessa não demorou a crescer na organização e ocupar o destacado posto de homem de confiança do chefe. Até que, em abril de 2010, a explosão de uma bomba no carro do bicheiro não apenas matou o filho dele, Diogo Andrade, de 17 anos, como fulminou a credibilidade de Lessa junto ao chefe, por não conseguir protegê-lo, assim como sua família. O guarda-costa e exímio atirador foi incapaz de evitar a morte do jovem.

Chama atenção que o método de detonação da bomba usada no atentado que matou o filho do contraventor, segundo peritos da época, foi o mesmo usado no atentado ao sargento da PM, em 2 de outubro de 2009. Na ocasião, o sargento perdeu a perna. Um laudo do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil revelou que para explodir o Toyota Corolla blindado de Andrade foi usado um dispositivo acionado à distância por meio de um telefone celular.

Com a sua reforma por invalidez, Lessa acabou deixando de ser adido, mas ainda frequentava as delegacias da Polícia Civil, principalmente a antiga Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE). Até que, em 2011, ciente da migração dos adidos para as fileiras do crime, a Secretaria de Segurança do Estado vetou para sempre a cessão de quadros da PM para a Polícia Civil e acabou com a DRAE. A medida foi resultado da Operação Guilhotina da Polícia Federal, que investigou a corrupção policial envolvendo policiais civis e os adidos, além de integrantes da cúpula da instituição.

O policial teve a prisão preventiva decretada após denúncia
O policial teve a prisão preventiva decretada após denúncia Foto: Agência O Globo

Com as portas fechadas na polícia, o ambiente mafioso tornou-se um caminho sem volta para Lessa. A mira certeira, decisiva para a expansão territorial de Rogério Andrade, foi também o passaporte do ex-sargento para a organização criminosa formada por matadores de aluguel, considerada mais temida e eficiente do Rio. Segundo a investigação, Lessa atuava junto com o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, um dos fundadores do Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel alvo da operação Os Intocáveis, do Ministério Público. Adriano está foragido até hoje.

Num cenário em que o dinheiro da corrupção garantia a impunidade destes mercenários, Lessa nem sequer se dava ao trabalho de agir às sombras. Para agenciá-lo, bastava dar uma passada no bar onde o ex-adido fazia ponto no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca.

Uma opinião unânime assombra os que conheceram Lessa pessoalmente. Há quem diga que ele é capaz de tudo para cumprir as empreitadas criminosas, sem medir as consequências. Hábil no manejo principalmente de fuzis, é conhecido por gostar de atirar sentado, embora uma prótese moderna disfarce bem o problema físico quando em pé. Jamais volta para a base sem ter cumprido o que fora acertado com o contratante.

Extra – O Globo

Fachin dá mais 30 dias para PF concluir investigações sobre propinas das usinas do Madeira a Aécio

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Deputado do PSDB é investigado por supostamente ter recebido R$ 50 milhões para favorecer empreiteiras em Rondônia. Defesa diz que ‘não há qualquer elemento ou indício’ contra Aécio

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais 30 dias de prazo para a Polícia Federal concluir a apuração sobre a suposta atuação do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) em favor de empreiteiras em obras em Rondônia.

Ao conceder o prazo, na última segunda-feira (11), Fachin atendeu parcialmente a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que havia pedido mais 60 dias de prazo.

Revista Veja Matéria: Lava Jato Personagem: Aécio Neves, senador Foto: Cristiano Mariz Data:29/03/2017 Local: Congresso Nacional – Brasília – DF

Aécio é investigado por supostamente ter atuado em defesa dos interesses da Odebrecht e da Andrade Gutierrez no andamento de projetos das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

Quando os depoimentos de executivos da Odebrecht se tornaram conhecidos, a defesa de Aécio divulgou a seguinte nota:

“Registramos que as obras das usinas hidrelétricas do Rio Madeira (usinas de Santo Antônio e Jirau) foram licitadas pelo governo federal, do PT, não havendo, portanto, nenhuma participação do governo de Minas. Em uma delas, em Jirau, a Cemig foi inclusive derrotada. Dessa forma, não há qualquer elemento ou mesmo indício de participação do senador Aécio Neves em favor da empresa.

Entenda o caso

Segundo as investigações, Aécio recebeu R$ 50 milhões por defender os interesses das duas empreiteiras.

A PGR sustenta que R$ 30 milhões foram repassados pela Odebrecht e os outros R$ 20 milhões, pela Andrade Gutierrez.

A Polícia Federal (PF) pediu mais prazo para finalizar o inquérito, alegando que ainda falta colher os depoimentos de quatro pessoas. Em manifestação enviada ao Supremo, a PGR concordou com o pedido e Fachin aceitou ampliar o prazo.

“Remetam-se os autos à Polícia Federal, a quem concedo o prazo de no máximo 30 dias para o término dessas medidas, sem prejuízo de outras diligências que se afigurem relevantes ao desate da hipótese criminal. Findo o prazo, determino sejam os autos conclusos a este gabinete, com relatório minudente”, escreveu Fachin.

Mais de 120 mil famílias têm direito a desconto na conta de luz em RO; quase 50% não recebem

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Descontos de 10% a 65% é para beneficiários da tarifa social. Um dos critérios, segundo a distribuidora, é renda per capita de até meio salário mínimo

Cerca de 60 mil famílias em Rondônia ainda não sabem que possuem direito a tarifa social, que prevê desconto na conta de luz. Os dados são da Energisa, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica no estado. Um dos requisitos para se obter o direito é ter renda per capta de até meio salário mínimo.

Até o último trimestre do ano passado, cerca de 41 mil consumidores estavam cadastrados na tarifa social, segundo a Energisa, quando a demanda, por sua vez, era de 80 mil famílias que se enquadravam no perfil, mas ainda não tinham requerido o benefício previsto em lei.

No entanto, nos últimos meses, a Energisa afirma que a demanda de domicílios com tarifa social diminuiu.

“Realizamos um cruzamento de dados em fevereiro desse ano e conseguimos colocar quase 20 mil famílias na tarifa social. Reduzimos nossa demanda para 60 mil famílias que ainda precisam ser contatadas”, explica Miriam Brizard, da Coordenação de Cadastro e Leitura da Energisa.

Quem pode requerer o benefício?

Segundo a empresa, as famílias que desejam usufruir da tarifa social precisam se encaixar em dois grupos. O primeiro deles exige que a família tenha renda per capta de até meio salário mínimo (renda mensal de até R$ 499 para cada membro) e que os membros estejam registrados no Cadastro Único (CadÚnico), do Ministério da Cidadania.

A Energisa explica que as famílias enquadradas no primeiro grupo precisam procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de sua cidade para requererem a tarifa social. A empresa lembra, ainda, que o benefício só vale para consumidores da classe residencial. Consumidores das classes industrial, comercial e rural não têm direito.

As famílias cadastradas no Cras recebem um documento que contém o número de inscrição social, que deve ser apresentado junto a documentação de todos os membros no momento da requisição do benefício.

O consumidor deve procurar o canal de atendimento da Energisa, por telefone, ou uma das lojas de atendimento da Energisa.

“Checaremos os dados passados pelo cliente com base do Cadastro Único. Se tudo estiver certo, no próximo faturamento já vem com o desconto da tarifa social”, explica Miriam.

O segundo grupo diz respeito aos clientes que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC ), idosos acima de 65 anos e deficientes físicos ou mentais que recebem alguma assistência do INSS.

“Não estamos falando de aposentados por tempo de contribuição ou tempo de serviço. São famílias que não conseguem se sustentar e que precisam de um assistencialismo promovido pela Previdência Social”, explica Miriam.

A Energisa lembra também que é recomendado aos beneficiários BPC que se cadastrem no CadÚnico, mesmo que não configure, até o momento, uma exigência.

Como funciona o desconto?

Atualmente, a distribuidora afirma que 61.022 famílias estão cadastradas na tarifa social, que prevê desconto conforme o consumo de kilowatts/hora (kWh) ao mês por cada domicílio cadastrado.

Desconto na tarifa social de energia elétrica

kilowatts/horaDesconto
0 a 3065%
31 a 10040%
101 a 22010%
221 ou mais0%

Fonte: Energisa

Rondônia: do fio ao satélite – Por Geovani Berno

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Há tempo venho observando, estudando e fazendo parte da comunicação no estado de Rondônia. Seja como publicitário recém formado, lá no século passado em fevereiro de 1996, pela UFSM, no Rio Grande do Sul, ou como jornalista graduado na Uniron desde 2011, em Porto Velho.

Como já atuava em Santa Maria, mesmo antes de colar grau, tenho mais de 25 anos de trabalho em comunicação. É uma bela história. Mas nada que se compare as lutas de homens para conquistar e interligar o centro do poder administrativo aos rincões esquecidos do Noroeste brasileiro.

O professor e doutor em comunicação Jacques Wainberg esclarece em seu livro ‘Casa Grande e Senzala: com antena Parabólica’, que as “redes comunicacionais são pré-requisitos à fixação do ser humano no espaço, à superação do isolamento e da solidão e ao desenvolvimento da vida comunal”. E este era o projeto de interiorização do país, com a finalidade de manter o homem ocupando o espaço amazônico para que este não fosse ocupado pelos vizinhos limítrofes.

As primeiras tentativas de comunicação no território que hoje denominamos de Rondônia foram com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, iniciadas ainda no século 19, mas concluídas somente em 1912, onde os primeiros jornais que circulavam eram editados na língua inglesa, e, com a linha telegráfica capitaneada pelo Marechal Rondon, que também aqui aportou neste período.

Estes sim, pioneiros da comunicação e que sofreram e passaram por grandes intempéries nesta mata ainda selvagem e que ceifou milhares de vidas, seja na construção da ferrovia ou no desbravamento da mata, no Ciclo da Borracha, onde eram atacados por índios e pelo maior inimigo do homem, o mosquito da malária, responsável direto pelo grande número de baixas.

Muitos anos se passaram e o trabalho desempenhado por Rondon e seus homens não foi esquecido, pois o traçado delineado pelo grande sertanista brasileiro serviu como balizador para a construção da BR 029, posteriormente denominada BR 364. De nossa ferrovia pouco restou além de um cemitério de ferros jogados pelo caminho dos trilhos e poucos objetos e galpões que a muito custo estão sendo restaurados. E ela continua interligando “nada a lugar algum”.

Além dos já citados, muitos outros pioneiros da comunicação precisam ser lembrados e reverenciados como Phellippe Daou, Osmar Silva, Adair Perin, padre Vitor Hugo, Euro Tourinho, Mario Calixto, Emir Sfair e família Gurgacz, entre tantos outros que ajudaram a estes visionários a construir o que hoje temos como veículos de comunicação no Estado de Rondônia.

Refiro-me aqui aos desbravadores, mas não se pode esquecer que na atualidade, com o grande potencial que a internet nos legou, surgiram centenas de sites eletrônicos voltados a informação, mas destaco os pioneiros Rondoniaovivo, Rondoniagora, Rondonotícias,  Rondoniadinamica , O observador, tudorondonia, entre outros.

E assim nasceu Rondônia, lá nos idos de 1981 e, nestes quase 40 anos, em termos de comunicação desenvolveu-se muito bem, apesar de que, ainda em alguns distritos falte a comunicação via celular, mas que está chegando, pois como diria o grande educador Paulo Freire: “sem comunicação não há sentido a vida humana”.

O sinal de internet já chegou a algumas aldeias indígenas para auxiliar na mediação tecnológica e disseminar o conhecimento sem necessidade de deslocamento da aldeia para os centros urbanos.

A comunicação, que no caso da Região Amazônica chegou para interiorizar e fazer com que o espaço fosse ocupado, hoje, apesar das grandes distâncias e do desafio de se manter conectado, consegue chegar aos centros populacionais com boa qualidade e se espera que com o aperfeiçoamento das tecnologias se consiga ir além e possibilitar a todos os ribeirinhos o acesso a informação e ao conhecimento, aí sim, criando um país conectado que passou do fio as redes sem fio da informação.

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Geovani Berno é ator, jornalista e publicitário



Produção industrial cai 0,8% e começa em ritmo abaixo ao do ano passado

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A produção da indústria brasileira começou 2019 em ritmo abaixo ao do ano anterior. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (13), o segmento teve um recuo de 0,8% em janeiro, na comparação com dezembro, e uma queda de 2,6% na relação com o mesmo mês de 2018.

A projeção da Bloomberg era de um recuo de 0,1% na relação com dezembro de 2018, e de 1,5% na comparação com janeiro de 2018.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE André Macedo, o perfil do resultado negativo é bem disseminado. “É uma produção industrial em ritmo abaixo da que encerrou 2018. No acumulado dos últimos 12 meses, ainda estamos no positivo, mas ele vem reduzindo a intensidade dessa expansão”.

Depois de julho de 2018, quando o acumulado de 12 meses da produção industrial chegou a 3,4%, a variação para o período começou a recuar. Em janeiro, o percentual dos últimos 12 meses foi de 0,5%.

Dos 26 grupos analisados, 13 apresentaram queda no primeiro mês do ano, com destaque para os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, cujo recuo chegou a 10,3% e reverteu o crescimento acumulado do segmento nos dois meses anteriores.

Na outra ponta, o melhor desempenho veio dos produtos de fumo e das bebidas, com altas de 23,4% e 6,1% respectivamente.

Entre as grandes categorias, o destaque negativo ficou com a de bens de capital, que caiu 3% em relação a dezembro e 7,7% frente a janeiro de 2018. Também ficaram no negativo nas duas comparações os bens intermediários e bens de consumo.

Para Macedo, os resultados podem ser atribuídos à falta de confiança dos empresários em uma retomada mais consistente da economia nacional no futuro próximo, o que reduz o investimento em máquinas e equipamentos para produção.

“Mesmo havendo um aumento na confiança dos empresários, esse aumento é mais em relação ao futuro a longo prazo. Os investimentos têm sido adiados. Como esse grupo de bens de capital é diretamente associado aos investimentos no setor, ele já vem nesse movimento de queda nos últimos meses.”