Droga focada em mutações genéticas mostra resultado inédito contra câncer

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Droga focada em mutações genéticas aumenta em 30% a longevidade de pacientes com tumor grave nos pulmões ou já em estágio metastático. Segundo especialistas, dados da pesquisa poderão ser usados para alterar protocolos terapêuticos

Apesar de avanços significativos no tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células desde a chegada das primeiras terapias-alvo, até hoje nenhum tratamento conseguiu aumentar a sobrevida global dos pacientes.

Agora, pela primeira vez, uma substância foi capaz de não apenas prolongar o tempo em que a doença se mantém controlada, mas estendeu em 30% a longevidade de pessoas com o tumor localmente avançado ou já em estágio metastático.

Apresentado no congresso Esmo 2019, da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica, o estudo Flaura mostrou que o risco de progressão do tumor ou de morte foi 54% menor no grupo de pacientes tratados com o osimertinibe, a terceira geração de uma classe de medicamentos orais que miram mutações no gene EGFR.

No Brasil, entre 20% e 25% dos pacientes de câncer de pulmão de não pequenas células têm esse tipo de erro no DNA e poderiam se beneficiar da nova terapia-alvo. A substância já está aprovada no país como tratamento de primeira linha (a primeira opção), mas ainda não foi incluída no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que desobriga os planos de saúde a custearem a intervenção e deixa a opção de fora do Sistema Único de Saúde (SUS).

A expectativa da comunidade médica para a apresentação dos novos dados do Flaura era positiva, baseada no artigo com resultados preliminares — de sobrevida livre de progressão e de redução de metástases cerebrais — publicado em 2017. Agora, os autores do estudo, liderados por Suresh S. Ramalingam, do Instituto de Câncer Winship, da Universidade de Emory, relataram, de forma inédita, o aumento de sobrevida global, algo não alcançado em pesquisas anteriores, com as terapias-alvo de primeira e segunda gerações.

O estudo foi realizado com 556 pacientes com a mutação EGFR e a doença localmente avançada ou já em estado metastático, quando se espalha por outros órgãos, incluindo o cérebro. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 279 receberam o tratamento com osimertinibe e 277, com erlotinibe ou gefitinibe, as terapias-alvo de primeira geração que ainda são o tratamento padrão em boa parte do mundo.

Passados 12 meses do início da pesquisa, 89% dos participantes do braço osimertinibe continuavam vivos, contra 83% do outro grupo. Aos 24 meses, os percentuais foram 74% e 59%, respectivamente, e, 36 meses depois, 28% faziam o tratamento com a droga de terceira geração, comparados a 9% que seguiam a terapia padrão.

Enquanto em alguns países, como no Brasil e nos Estados Unidos, os resultados apresentados em 2017 foram suficientes para as agências regulatórias aprovarem o osimertinibe como primeira opção de tratamento, a terapia padrão começa com os medicamentos mais antigos, passando para a substância de terceira geração apenas quando os pacientes desenvolvem uma mutação, a T790M, que deixa o tumor resistente às intervenções. Com isso, a doença avança e leva à morte. O câncer de pulmão é a principal causa de óbito no mundo.

Primeira opção

Em uma coletiva de imprensa, Suresh S. Ramalingam defendeu que o osimertinibe seja adotado como a primeira opção de tratamento. Para ele, não faz sentido esperar que os pacientes se tornem resistentes, o que reduz o tempo de remissão da doença e, como mostrou o estudo, a sobrevida global.

Ele observou que muitos pacientes do grupo de controle, que, inicialmente, seria tratado com a terapia-alvo de primeira geração, foram autorizados a receber o osimertinibe quando o câncer progrediu.

A medida, segundo Ramalingam, explicaria uma sobrevida significativa mesmo entre esses participantes. “A sobrevida global que você vê no grupo de controle nesse estudo está entre as maiores relatadas para pacientes com mutações no gene EGFR. Mesmo com muitos pacientes sendo passados para o grupo do osimertinibe quando a doença avançou, vemos um incremento de 6,8 meses na sobrevida global com o osmiertinibe”, afirmou.

A droga, assim como as terapias-alvo das gerações anteriores, é um inibidor de tirosina-quinase, molécula que previne a produção de fatores de crescimento, que são substâncias no interior das células capazes de estimular a proliferação não só delas, mas de outras próximas. Evitando esse processo, os inibidores impedem a reprodução das células doentes, que, no caso do osimertinibe, têm defeitos no gene EGFR.

Convidada a comentar o resultado do estudo Flaura, a oncologista Pilar Garrido, do grupo de experts do Esmo e pesquisadora do Hospital Universitário Ramon y Cajal, na Espanha, ponderou que pacientes devem discutir com o médico antes de aderir ao osmiertinibe como primeira linha. De acordo com ela, enquanto que no caso dos inibidores de tirosina-quinase de primeira e segunda gerações, há a possibilidade de migrar para o de terceira em caso de falha, quando já se começa por ele, a única opção diante de resistências é a quimioterapia. “Se quisermos saber qual a sequência mais efetiva de medicamentos, precisamos de estudos desenhados especificamente para isso.”

Já Pasi A. Jänne, pesquisador do Centro de Câncer Dana-Farber, nos Estados Unidos, defende o osmiertinibe como tratamento de primeira linha. O oncologista, que não participou do estudo e também foi convidado a comentá-lo em uma coletiva de imprensa, destacou que começar por drogas menos eficazes não é “o tratamento clínico ótimo”.

Segundo o médico, ainda não se sabe quais pacientes desenvolverão a mutação T790M, que torna o EGFR resistente aos remédios de primeira e segunda gerações. Por isso, ele acredita que é melhor começar a terapia evitando que a doença progrida rapidamente, o que diminui a qualidade de vida e a sobrevida global dos pacientes.

Três perguntas/Marcelo Cruz

Como é, no Brasil, o tratamento padrão  de pacientes com câncer de pulmão metastático, com a mutação do EGFR?

No Brasil, o câncer de pulmão de não pequenas células metastático com mutação do EGFR é uma mutação bastante comum: cerca de 20% a 25% dos pacientes com câncer de pulmão têm essa mutação. Atualmente,  a gente tem disponível a aprovação do osimertinibe como terapia de primeira linha. Temos algumas outras moléculas que foram aprovadas antes dele, que chamamos de inibidores de primeira geração, que são o gefitinibe e o erlotinibe. Depois, veio o afatinibe, e o novo remédio de terceira geração mais potente, que é o osimertinibe. A primeira aprovação dele foi para segunda linha. Utilizavam-se os inibidores de primeira geração e, quando a doença progredia, se fazia uma rebiópsia, quando se tira um pedacinho do tumor e analisa novamente para ver se tem uma mutação de resistência, a T790M. Só então, era usado o osimertinibe. Com esse ganho na segunda linha, ele foi estudado também na primeira linha. Em vez de esperar uma progressão, foi comparado com outras terapias-alvo para o EGFR.

O senhor considera significativo o ganho em sobrevida observado no estudo Flaura?

O ganho em sobrevida sempre é significativo, porque a maioria dos estudos não mostrou ganho em sobrevida. Os estudos anteriores com as outras moléculas avaliavam a sobrevida livre de progressão — quanto tempo o tumor ficava controlado. A sobrevida global, na maioria dos estudos, não foi alcançada. Então, esse ganho em sobrevida é bastante significativo. Você tem uma redução no risco de morte na ordem de quase 30% e, além disso, a gente nunca pode esquecer que, comparado com os outros medicamentos, ele tem menor toxicidade, uma ação mais rápida e um controle de metástase no cérebro superior às outras moléculas. Tudo isso acaba se resumindo no que a gente mais quer, que é qualidade de vida. Então, você dar qualidade de vida com ganho em sobrevida é algo que nunca se viu.

O senhor acredita que esses resultados são suficientes para que o osimertinibe seja incorporado ao Sistema Único de Saúde?

Existem duas coisas importantes no Brasil: o osimertinibe está aprovado como tratamento de primeira linha pela agência regulatória, mas a questão é ter aprovação para ser incluído no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e, assim, ser incluído no Sistema Único de Saúde (SUS). É uma aprovação mais do uso do que de aprovação de regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os primeiros resultados do osimertinibe já eram suficientes, o ganho na sobrevida livre de progressão já deveria ter sido suficiente para convencer. Agora, só não se convence quem não quer.

Do Correio Braziliense

Silvio Santos pergunta a criança de oito anos se ela prefere sexo, poder ou dinheiro

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Dono do SBT viola mais uma vez o Estado da Criança e do Adolescente ao questionar uma criança se ela preferia “sexo, poder ou dinheiro”. Na semana, ele promoveu um desfile com crianças de maiô onde um dos critérios de avaliação era ter “as pernas mais bonitas”

Em uma nova violação do Estatuto da Criança e do Adolescente, o apresentador e dono do SBT, Silvio Santos, voltou a causar polêmica no quadro Bolsa Família, exibido em seu programa, ao perguntar a uma menina de 8 anos se ela preferia “sexo, poder ou dinheiro”. Na semana passada, Silvio Santos, que tem 88 anos, foi alvo de críticas por promover um desfile com crianças de maiô onde um dos critérios de avaliação era ter “as pernas mais bonitas”. 

A pergunta feita à jovem foi feita no momento em que o apresentador contava dinheiro. Virando-se para a criança, Silvio santos perguntou. “Prefere sexo, dinheiro ou poder?”. A mãe da criança ficou sem reação enquanto a garota exibiu um sorriso envergonhado. Já Silvio Santos caiu na gargalhada. 

Apesar do vídeo já circular na internet há alguns dias, o caso ganhou repercussão após o youtuber Felipe Netto divulgar o caso em suas redes sociais. “Um senhor de 88 anos pergunta para uma criancinha: ‘você prefere sexo, poder ou dinheiro?’ Na TV aberta! Adivinha quem não falou absolutamente nada? Crivella, Malafaia, Deputados do PSL, Família Bolsonaro, Psicóloga que falou q sou má influência. Silêncio”, questionou o influenciador digital. 

Confira o vídeo e a postagem de Felipe Neto sobre o assunto. 

Briga de ambulantes termina com 6 pessoas baleadas no centro de SP; vídeo

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Vítimas foram atingidas principalmente nas mãos e pés e socorridas a hospitais; polícia ainda procura pelo atirador

Uma briga entre vendedores ambulantes terminou com seis pessoas feridas por tiros na manhã deste domingo (6) na região do parque Dom Pedro 2º, centro de São Paulo.

Praça fica na região central de São Paulo

Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas são cinco mulheres e um homem. O grupo foi atingido principalmente nas mãos e nas pernas. Uma das mulheres levou um tiro nas costas.

Na hora dos disparos, as vítimas correram para o Sesc que fica nas proximidades para tentar escapar, de acordo com a polícia. 

Elas foram socorridas aos prontos-socorros do hospital Vergueiro e da Santa Casa de Misericórdia. Não há informações sobre o estado de saúde delas. O atirador conseguiu fugir.

A PM recebeu relatos de testemunhas e informou que se trata de um homem branco, careca, gordo, com uma tatuagem no antebraço e que usava correntes.

Helicópteros da Polícia Militar chegaram a fazer uma varredura no local para tentar localizar o criminoso. O caso será registrado no plantão policial do 8º Distrito Policial (Brás). 

Novo informante aumenta pressão sobre Trump e fortalece impeachment

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Segundo delator no caso envolvendo suposto pedido de favores por parte do líder americano ao governo de Kiev possuiria “informações de primeira mão” sobre denúncia que resultou na abertura de processo de impeachment

Um segundo informante com conhecimento sobre as controversas relações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o governo da Ucrânia, prestou depoimento ao inspetor-geral da comunidade de inteligência do país, afirmou neste domingo (06/10) o advogado do delator Mark Zaid, em entrevista à emissora ABC.

Zaid, disse que o informante, que trabalha para os serviços de inteligência do país, possuiria “informações de primeira mão sobre algumas das alegações” envolvendo a denúncia contra Trump.

O advogado também representa o informante responsável pela denúncia inicial contra o presidente, referente a um telefonema entre ele e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no dia 25 de julho. Na conversa, Trump teria usado seu gabinete e a ajuda militar americana para pressionar o líder ucraniano a investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, pré-candidato democrata à Casa Branca nas eleições presidenciais de 2020.

Segundo a transcrição do telefonema divulgada pela Casa Branca no final de setembro, Trump pediu a Zelensky que apurasse uma suspeita de que Biden, quando era vice de Barack Obama, teria agido para obstruir uma potencial investigação contra seu filho Hunter Biden na Ucrânia. O filho do democrata é membro do conselho de uma empresa de gás ucraniana.

A denúncia, que implica que o presidente estaria pedindo a ajuda de um governo estrangeiro para interferir nas eleições presidências de 2020, resultou na abertura de um processo pelo impeachment de Trump por parte da presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi..  

Presidente dos EUA, Donald Trump, sob pressão após surgimento de segundo informante no caso envolvendo a Ucrânia

A existência de um segundo informante havia sido relatada pelo jornal americano The New York Times na última sexta-feira. De acordo com a publicação, o delator teria “informações mais diretas sobre os eventos do que o primeiro denunciante”.

Zaid afirmou que o segundo informante ainda não formalizou uma denúncia contra o presidente perante o inspetor-geral. Caso venha a fazê-lo, deverá trazer dificuldades às tentativas de Trump de qualificar a denúncia original como “totalmente imprecisa”. O delator ainda não teve contato com os comitês do Congresso que abriram inquérito sobre o impeachment de Trump.

Embora o presidente americano não tenha feito nenhuma promessa específica a Zelensky em troca de colaboração durante o telefonema de 25 de julho, ele disse em diversos momentos que os Estados Unidos “fazem muito pela Ucrânia” e disse, em contrapartida, que precisava de um “favor”.

A imprensa americana e a oposição democrata especulam que o republicano montou um cenário de pressão econômica para conseguir a colaboração do ucraniano.

Uma semana antes do telefonema, Trump havia suspendido uma ajuda militar de cerca de 250 milhões de dólares para a Ucrânia, que luta contra uma insurgência de grupos rebeldes apoiados pela Rússia no leste de seu território. Em 11 de setembro, mais de um mês após a conversa, a verba foi descongelada.

O presidente americano nega qualquer irregularidade ou que tenha feito algum tipo de pressão econômica sobre Zelensky. No início da semana, ele qualificou como tentativa de “golpe” o inquérito de impeachment contra ele na Câmara.

Trump ainda insiste que Hunter Biden seja investigado. Na última quinta-feira, ele sugeriu que a “China deveria iniciar uma investigação sobre os Biden”. “O que aconteceu na China é tão ruim quanto o que aconteceu na Ucrânia”, disse o presidente a jornalistas na Casa Branca, sem especificar quais seriam as suspeitas envolvendo Biden e seu filho no país asiático.

Eleições para o Conselho Tutelar tornam-se o novo campo de batalha do Brasil polarizado

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Pleito deste domingo coloca católicos e evangélicos em disputa para ocupar organismo de apoio a políticas sobre juventude. Veja como participar da votação que é aberta a todos os eleitores do país

O Brasil mal saiu de umas conturbadas eleições gerais e já vive, neste ano, outra campanha eleitoral igualmente polarizada: a dos Conselhos Tutelares, organismos presentes em praticamente todas as cidades brasileiras e responsáveis por zelar pela proteção de crianças e adolescentes. Neste domingo, 6 de outubro, de 8h às 17h, pessoas a partir de 16 anos com título de eleitor e em situação regular com a Justiça Eleitoral poderão escolher até cinco candidatos do conselho mais próximo de sua residência. A lei que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que a escolha de novos conselheiros, que possuem mandato de quatro anos, devem acontecer simultaneamente em todos os municípios do país um ano depois do comício presidencial. As eleições são abertas a todos os eleitores, mas o voto não é obrigatório.

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A particularidade de 2019 é que a polarização da disputa eleitoral do ano passado se repete, agora com o componente religioso ainda mais forte. Como o voto é facultativo, organizações e sobretudo igrejas se esforçam para engajar eleitores no dia da votação. Os assentos nos conselhos — cada um deve possuir cinco membros — estão sendo ferozmente disputados por católicos e evangélicos, que desejam influenciar nas políticas voltadas para crianças e adolescentes, conforme relatou a BBC Brasil. Temas como ideologia de gênero e sexualidade nas escolas permeiam as redes sociais, onde os candidatos nem sempre abordam questões que estão relacionadas a atuação dos conselheiros. Para que fique claro, entre as atribuições do Conselho Tutelar estão:

A disputa entre católicos e evangélicos foi abraçada publicamente pelas instituições religiosas. A Arquidiocese de São Paulo, por exemplo, vem publicando várias notas incentivando a participação dos católicos nos conselhos tutelares. Na última, publicada no dia 4 de outubro no jornal O São Paulo, Sueli Camargo, que é coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, afirmou: “Quando nos ausentamos, deixamos espaço aberto para outras denominações religiosas, como os evangélicos, que estão presentes não só nos conselhos, mas em diversos campos da política e nem sempre estão preparados para ocupar esses cargos. É importante retomarmos essa participação enquanto Igreja, com o objetivo de promover a vida e garantir os direitos”.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participa da celebração aos 29 anos do ECA.MARCELO CAMARGO (AGÊNCIA BRASIL )

Já a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, dono da TV Record, publicou em seu portal no dia 15 de setembro um texto intitulado Conselho Tutelar: é nosso dever participar. Nele, exortava seus fiéis a votar em candidatos religiosos: “É importante ter pessoas com valores e princípios e que, acima de tudo, tenham compromisso com Deus”.

Os evangélicos vêm tomando o espaço da Igreja Católica nas últimas décadas, o que ajuda a explicar a disputa entre os dois grupos nos Conselhos Tutelares — apesar de compartilharem visões similares sobre assuntos comportamentais. Hoje, evangélicos representam 30% dos 200 milhões de brasileiros, algo que se reflete no crescimento da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Após assumir, o presidente Jair Bolsonaro nomeou a pastora Damares Alves para o Ministério da Família dos Direitos Humanos, prometeu nomear um ministro do Supremo “terrivelmente evangélico” e foi a estrela principal da Marcha de Jesus em junho deste ano, entre outros acenos ao eleitorado evangélico, que foi importante para impulsionar sua candidatura. Em meio a essa disputa, eleitores laicos que sequer sabiam que podiam votar para os Conselhos Tutelares começaram a se mobilizar nas redes, espalhando listas com candidatos igualmente laicos e progressistas.

Onde e como votar

Cada cidade brasileira possui ao menos um Conselho Tutelar, composto por cinco membros eleitos. Os municípios podem definir o número de conselhos de acordo com seu tamanho e demanda. São Paulo, a localidade mais populosa do país, possui 52 conselhos tutelares com um total de 260 integrantes.

As eleições de domingo acontecerão de 8h às 17h. Cada município organiza o seu próprio pleito e cria regras próprias. As informações sobre os locais de votação devem ser buscadas nas prefeituras, nas secretarias municipais que tratam dos direitos de crianças e adolescentes, na Justiça Eleitoral e nas próprias sedes dos conselhos. São Paulo, por exemplo, concentrou todas as informações no site da Secretaria de Direitos Humanos e criou uma plataforma para que os eleitores consultem seu local de votação, a partir das informações contidas no título de eleitor. No Rio de Janeiro, as informações estão no site do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Os locais podem ser consultados nesta tabela

Em Rondônia, você pode localizar nesta pesquisa do Google

Os interessados em votar precisam ter mais de 16 anos e estar regularizado com a Justiça Eleitoral, além de cadastrados nos tribunais regionais eleitorais até 14 de junho deste ano. O voto não é obrigatório. Caso decida exercer seu direito, o eleitor deverá apresentar título de eleitor e documento de identidade original com foto, ou o aplicativo e-título, da Justiça Eleitoral. Cada eleitor pode votar em até cinco candidatos para o conselho mais próximo de sua residência.

Um total de 30.000 conselheiros deverão ser eleitos nos 5.956 conselhos em funcionamento em todo o território nacional: 1.885 no Nordeste, 1.830 no Sudeste, 1.234 no Sul, 527 no Centro-Oeste e 480 no Norte, segundo o cadastro do Ministério da Mulher, da Família e dos direitos Humanos.

Os salários dos conselheiros devem ser definidos pelas Câmaras de Vereadores — são de aproximadamente 1.500 reais, segundo dados do antigo Ministério do Trabalho. Para ser candidato basta ter reconhecida a idoneidade moral, ter mais de 21 anos e residir na cidade que vai atuar. Há prefeituras que aplicam provas de redação, português e matemática antes da votação, com o objetivo de pré-selecionar os candidatos. Outras administrações exigem experiência na área de serviços sociais, tempo mínimo de moradia na cidade ou escolaridade mínima.

Otimismo com a economia despenca entre empresários brasileiros, aponta pesquisa da FGV

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Feito em parceria com a americana Duke University, o CFO Optimism Index recuou do nível mais alto desde 2013 – 68,5, registrado em dezembro de 2018 – para 49,2

Incerteza econômica, políticas governamentais, risco cambial, demanda fraca. Desde o início do governo Bolsonaro, uma série de preocupações – com o cenário interno e externo – derrubou o otimismo de diretores financeiros de 29 médias e grandes empresas brasileiras acompanhadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A mais recente edição da pesquisa Panorama Global dos Negócios, feita desde 2012 em parceria com a americana Duke University, mostra que o otimismo dos gestores com a economia do país despencou 28,2%, do nível mais alto desde 2013 – 68,5 pontos, registrado em dezembro de 2018 – para 49,2 no último mês de setembro.

É o mesmo patamar registrado em setembro de 2014. Naquela época, incerteza econômica e políticas governamentais também foram citadas pelos empresários, ao lado de inflação (que vinha na trajetória ascendente que culminaria nos 10,67% registrados nos 12 meses até dezembro de 2015) e do aumento de custo de matérias-primas. 

O ponto mais baixo do levantamento foi registrado um pouco antes do início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em setembro de 2015, quando chegou a 35,7. A escala vai de zero a 100.

Em dezembro do ano passado, 89,3% dos executivos que responderam à pesquisa se diziam mais otimistas do que no trimestre anterior, percentual que caiu para 41,4%. Em compensação, a proporção daqueles que se consideram menos otimistas saltou de zero para 41,4% do total de entrevistados.

A pesquisa também tenta captar o sentimento dos diretores financeiros (CFOs, “Chief Financial Officer“, na sigla em inglês) em relação ao próprio negócio.

Nesse sentido, chama a atenção a expectativa de crescimento dos lucros esperados para os próximos 12 meses: a média ponderada caiu pela metade, de 12,9% em dezembro para 6% em setembro de 2019.

A expectativa de investimento em pesquisa e desenvolvimento também encolheu, de 1,4% para 0,4% nos próximos 12 meses, assim como as perspectivas de gastos com tecnologia – de 4,8% em dezembro para 1,8%.

Coordenadora da pesquisa no Brasil, a professora da FGV Claudia Yoshinaga lembra que logo depois do processo eleitoral, no fim do ano passado, o cenário era “muito otimista” por parte dos empresários.

Assim, para ela, os resultados mais recentes refletem certa frustração desta que foi uma base de apoio importante para Bolsonaro durante as eleições com o início do governo.

“A essa altura muitos deles já esperavam que a reforma da Previdência estivesse aprovada”, exemplifica.

Sergio Moro, Bolsonaro, Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes
Além da Previdência, empresários também tinham expectativa de que a reforma tributária estivesse melhor encaminhada em 9 meses de governo, diz a pesquisadora

Além da dificuldade para implementar a agenda econômica vendida durante a campanha, também não estava no horizonte dos empresários o crescimento do risco político a que o Brasil assistiu nos últimos meses, acrescenta a coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV-EAESP.

São episódios como a investigação envolvendo o filho do presidente, Flavio Bolsonaro, as dissidências internas no PSL – com defecção de aliados de Bolsonaro como o deputado federal Alexandre Frota –, ou a dificuldade do governo de organizar uma base de apoio no Congresso, que acabam aumentando o nível de incerteza na economia e, via de regra, têm impacto negativo sobre os investimentos das empresas.

Nos EUA, empresários esperam recessão até 2020

O cenário internacional também teve peso sobre a redução do otimismo dos diretores financeiros, diz a pesquisadora.

“A guerra comercial entre China e Estados Unidos é algo que preocupa o mundo inteiro”, destaca.

De fato, houve redução do otimismo em quase todas as regiões cobertas pela pesquisa – ainda que não da mesma magnitude que no Brasil.

A pesquisa colhe dados de 500 empresas a cada trimestre.

Nos EUA, onde ela é realizada há mais de 20 anos, o índice – chamado de CFO Optimism Index – chegou em setembro ao menor nível em 3 anos. Lá, o indicador está em 63 na escala que vai de zero a 100 – maior do que em todas as outras regiões.

Ainda assim, mais da metade dos entrevistados (53%) acredita que a economia americana entrará em recessão até o terceiro trimestre de 2020, enquanto 67% esperam a recessão até o fim do próximo ano.

“Pela primeira vez em uma década, nenhuma região do mundo parece ter crescimento sólido o suficiente que sirva de motor para a economia global”, comentou John Graham, professor da Fuqua School of Business da Duke University, na divulgação dos dados.

O economista lembrou que os diretores financeiros são tradicionalmente vistos como pessimistas – já que geralmente compete a eles dizer não aos pedidos de liberação de verba de outros departamentos quando é preciso apertar as torneiras da empresa. Os CFOs vinham, entretanto, de uma maré de otimismo nos últimos 6 ou 8 anos.

Um indicativo nesse sentido era o fato de que, até então, a dificuldade para contratar e manter mão de obra qualificada vinha ocupando a primeira posição entre as preocupações dos empresários americanos. Nesta leitura da pesquisa, entretanto, a incerteza econômica ficou no topo da lista.

BBC Brasil

Xuxa Meneghel é uma das celebridades mais ricas do mundo; saiba quanto ela vale

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Revista revelou fortuna da loira

A apresentadora Xuxa Meneghel teve sua fortuna revelada pela revista americana Wealthy Gorilla, que a colocou na lista de atrizes mais ricas do mundo.

De acordo com a publicação, a brasileira tem cerca de US$ 160 milhões (algo em torno de R$ 670 milhões).

Ela ficou em décimo primeiro lugar, na frente de nomes como Julia Roberts, Angelina Jolie, Miley Cyrus e Jennifer Lawrence.

Menina de 9 anos é estuprada dentro de banheiro de escola em Porto Velho

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Não há informações sobre o paradeiro do suspeito. Em depoimento à polícia, mãe diz que filha foi vítima do mesmo crime aos 6 anos

Uma menina, de 9 anos, foi estuprada dentro do banheiro de uma escola localizada na BR-364, em Porto Velho. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) na madrugada deste sábado (5). Conforme o boletim da corporação, o crime foi descoberto após a mãe da vítima notar indícios de estupro. Não há informações sobre o suspeito (se ele foi identificado ou encontrado).

De acordo com o histórico da ocorrência, uma equipe da PM foi chamada até o Hospital Cosme e Damião, unidade onde a menina estava sendo atendida.

A mãe da criança contou aos policiais que a menina estava na escola na manhã de sexta-feira (4), enquanto ela estava no trabalho e que, ao chegar em casa às 19h, notou que havia uma secreção na região íntima da menina. Ainda em depoimento à PM, a mãe disse que a filha havia sido vítima do mesmo crime aos 6 anos de idade.

Ao questionar a criança sobre o que teria acontecido dentro da escola, ela preferiu não contar nada de início. Porém, por insistência da mãe, a menina explicou que foi abordada por um homem na escola e, na sequência, levada por ele ao banheiro da instituição de ensino, onde ocorreu o ato.

Perguntada sobre quem era essa pessoa, a menina apenas detalhou as características do suspeito, sendo elas: “senhor de cabelo grisalho, calvo, tinha cabelos grisalhos no peito, estatura baixa meio forte, usava uma camisa regata” e “estava com uma mochila de cor vermelha”.

A menina disse ainda que, após o estupro, o homem trocou a camisa por uma de manga “com uma listra na ponta da manga da camisa”.

A mulher contou também à polícia que a filha seguiu à sala de aula depois do ato, enquanto o homem continuou dentro do banheiro. A vítima não soube dizer para onde o suspeito foi, nem mesmo se era funcionário da instituição de ensino.

Após o relato da filha, a mulher a levou ao hospital, onde a médica de plantão averiguou a mesma secreção notada pela mãe na região íntima da vítima. O crime foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho.

A direção da escola informou não ter sido procurada pela mãe da criança sobre o caso e que vai à polícia em busca de mais informações.

Maior taxa de estupro

Porto Velho teve a maior taxa de estupro entre as capitais brasileiras durante 2018, segundo revela o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Atualmente, a taxa é de 79,5 casos para cada 100 mil habitantes, o que faz a capital liderar o ranking de vítimas violentadas sexualmente.

Ainda segundo o 13° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os estupros cresceram 16% em Porto Velho no último ano. Ao longo de 2018, a cidade teve 413 ocorrências de estupros. Já em 2017 foram 355 casos.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o crescimento no número de estupros coloca Porto Velho à frente das grandes metrópoles, como Salvador, que tem quase 3 milhões de habitantes. Na capital baiana, por exemplo, foram 352 estupros em 2018. Isto representa uma taxa de 12,3 a cada 100 mil habitantes.

Porto Velho, com 560 mil habitantes, também teve mais estupros do que Goiânia (GO), com 1,5 milhão de habitantes, e São Luís (MA), com 1 milhão.

Segundo o Fórum Brasileiro, os números de Porto Velho incluem os casos de estupro de vulnerável, isto é, quando a vítima tem menos de 14 anos.

Com G1

Hackers podem controlar smartphones Android; veja se o seu está na lista

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Bug permite que hacker invadam celulares Android de sete fabricantes; falha pode estar sendo explorada por empresa israelense como ferramenta de espionagem

De acordo com membros do Project Zero , uma equipe do Google encarregada de encontrar bugs ‘dia zero’ (ainda sem correção) que podem ser explorados no Android , uma nova vunerabilidade que está sendo usada por hackers permite assumir controle completo de smartphones de vários modelos e fabricantes.

Em um comentário na ferramenta de acompanhamento de bugs do projeto, a pesquisadora Maddie Stone informa que a vulnerabilidade foi vendida e está sendo usada pelo NSO Group, uma firma israelense de cyber-inteligência que oficialmente “fornece a governos tecnologias que os ajudam a combater o crime”.

Entretanto, a empresa ficou mais conhecida em 2016 como autora do Pegasus, uma ferramenta capaz de “rootear” automaticamente um iPhone e interceptar mensagens enviadas através do iMessage, GMail, Viber, Facebook, WhatsApp, Telegram e Skype, bem como coletar senhas de redes Wi-Fi . Há indicações de que a ferramenta foi usada contra defensores dos direitos humanos nos Emirados Árabes e contra ativistas no México.

Segundo Stone, “o bug é uma vulnerabilidade de escalada de privilégios local que permite controle total sobre um aparelho vulnerável”. Ele pode ser explorado tanto por um app malicioso , instalado pela vítima no aparelho, como automaticamente via Web , se combinado a um bug em um navegador que possibilite a execução de código remoto.

A lista de aparelhos vulneráveis inclui, mas não é limitada a:

  • Pixel 1 e Pixel 1 XL
  • Pixel 2 e Pixel 2 XL
  • Huawei P20
  • Xiaomi Redmi 5A
  • Xiaomi Redmi Note 5
  • Xiaomi A1
  • Oppo A3
  • Moto Z3
  • Smartphones LG com Oreo (Android 8.0)
  • Samsung Galaxy S7, S8 e S9

Segundo o site Ars Technica , de acordo com o Google “a falha é considerada de alta severidade e não afeta o Pixel 3 e 3a. Os Pixel 1 e 2 receberão uma correção com o pacote de atualizações de segurança de Outubro, que deve ser lançado nos próximos dias. Além disso, um patch foi disponibilizado a nossos parceiros para garantir que o ecosistema Android esteja protegido contra este problema”.

Em declaração ao site, o NSO Group nega envolvimento no uso da falha : “a NSO nunca vendeu e nunca venderá exploits ou vulnerabilidades . Este exploit não tem nada a ver com a NSO. Nosso trabalho é focado no desenvolvimento de produtos projetados para ajudar agências de inteligência e segurança licenciadas a salvar vidas”.

Depoimento de ex-assessor e planilha revelam possível caixa dois de Bolsonaro

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Jornal: PF encontrou, em investigação sobre candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais, documento que implica o presidente e o ministro do Turismo

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-assessor de Marcelo Álvaro Antônio (PSL), ministro do Turismo, Haissander Souza de Paula, implicou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) no esquema de candidaturas laranjas do partido em Minas Gerais. Contra o presidente pesa ainda uma planilha apreendida em uma gráfica pela PF. As informações são do jornal Folha de S.Paulo .

De Paula foi também coordenador da campanha de Álvaro Antônio a deputado federal no Vale do Rio Doce, Minas Gerais. No relato à PF, ele conta que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e Jair Bolsonaro “.

Já na planilha de nome “MarceloAlvaro.xlsx”, os investigadores encontraram referência a distribuição de material para a campanha presidencial de Bolsonaro. Havia ainda a expressão “out” escrita, que, para os policiais, significa “pagamento por fora”.

Indiciado pela Polícia Federal  e  denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais na última sexta-feira (4) acusado dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa, Álvaro Antônio foi o deputado mais votado em Minas e coordenou a campanha de Bolsonaro no estado. Ele nega as irregularidades.

Haissander foi detido no final de junho, junto com o atual assessor do ministro, e, até aquele momento, não tinha reconhecido a fraude no uso de verbas públicas do PSL durante a campanha de 2018. No depoimento em que implicou até mesmo o presidente, Haissander disse que “com certeza Lilian não gastou os R$ 65 mil recebidos”.

Lilian Bernardino é uma das quatro candidatas laranjas do esquema, que tratava-se de desviar verbas públicas de campanha do PSL , que deveriam ir para candidaturas femininas do partido, para diversos fins.

De acordo com as investigações, as quatro candidatas laranjas receberam R$ 279 mil de verba pública, mas tiveram somente 2.074 votos. Parte do montante foi justamente para empresas com conexão ao gabinete de Álvaro Antônio.

A planilha utilizada como prova pela PF foi apreendida na empresa Viu Mídia, que prestou serviços a duas candidatas laranjas, ao partido do presidente e ao ministro. As informações foram passadas pelos próprios candidatos e partidos à Justiça Eleitoral.

O documento foi dividido de duas formas: “NF”, que, de acordo com os investigadores significa Nota Fiscal, e “out”, que seria o pagamento por fora. Lá a polícia encontrou o fornecimento de 2.000 unidades de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro, sendo R$ 4.200 “out” e R$ 1.550 “NF”.

O então candidato Jair Bolsonaro, no entanto, não declarou à Justiça Eleitoral gastos com a empresa Viu Mídia.

A planilha mostra ainda que Álvaro Antônio recebeu 1.400 unidades de material eleitoral da empresa com a maioria do pagamento (R$ 3.360) feito “por fora” e somente R$ 740 com nota fiscal. Em sua declaração, o então candidato à Câmara dos Deputados registrou gastos de apenas R$ 280 com a Viu Mídia.

Por meio de nota, a defesa do ministro do Turismo negou que ele tenha cometido algum crime. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto preferiu não comentar a citação a Bolsonaro no depoimento de Haissander, que, assim como a empresa Viu Mídia, não foi localizado pelo jornal.

Isac Nóbrega/PR – 30.5.19
Depoimento de ex-assessor e planilha mostram possível caixa dois de Bolsonaro e de Álvaro Antônio, ministro do Turismo