Jovem acreditava que namorado estava morto — até reencontrá-lo dois anos depois

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Segundo a jovem, a notícia da morte do ex-namorado foi dada pela mãe dele

Pode parecer história de novela, mas uma mulher da Austrália reencontrou o ex-namorado (vivo) que ela acreditava estar morto. Não, você não leu errado. Rachel, de 20 anos, e o rapaz, que não teve a identidade divulgada por razões legais, terminaram há cerca de dois anos e, meses depois, ela soube que ele havia morrido. Notícia que, agora, ela descobriu ser falsa.

Em entrevista ao portal local ABC.net.au , Rachel conta que viu o ex- namorado trabalhando em um restaurante e muito vivo. Apesar de não conseguir descobrir o motivo pelo qual ele tenha inventado tal mentira, os dois tiveram um término conturbado.

Segundo ela, os dois se conheceram quando ela tinha 18 e, na época, o rapaz trabalhava como chef de cozinha em um restaurante. No início, ela o achava “muito legal” e o relacionamento fluiu bem até ele perder o emprego e pedir dinheiro emprestado para a namorada. 

Eles terminaram alguns meses depois. Ela havia recebido parte da dívida antes desse término, mas afirma que ele se recusou a pagar o restante depois, além de parar de atender ligações e responder as mensagens dela nas redes sociais. 

Tudo mudou, porém, quando os amigos dele a informaram que os móveis da casa em que o ex morava estava “sumindo”. “Os móveis tinham sumido, a cama tinha sido levada, tudo sumiu. A história que me contaram é que ele havia ido para uma clínica de reabilitação”, conta Rachel. 

Antes que tivesse tempo de verificar se o rapaz realmente estava internado, ela recebeu uma mensagem da mãe do ex , afirmando que ele tinha morrido. “Lembrando agora parece muito estúpido, mas eu não tinha nenhum motivo para questioná-la. Se me ligam e dizem que alguém morreu, eu não tenho porque pedir o atestado de óbito”, comenta.

Rachel diz ter ficado ‘em choque’ quando viu o ex-namorado dois anos depois de saber que ele tinha morrido – Shutterstock

Reencontro inesperado com ex-namorado

Dois anos depois, a história teve um desfecho inesperado. Rachel voltou à cidade natal, onde conheceu o ex, e acabou reencontrando o rapaz em um restaurante. Para a surpresa da jovem, ele estava vivo e trabalhava no local. “Fiquei em choque”, lembra. 

Antes que pudesse questioná-lo sobre a “morte”, um segurança pediu que ela se retirasse do estabelecimento. Insegura sobre o que fazer, ela conversou com os funcionários, que disseram não ter como ajudá-la, porque era “a palavra dela contra a dele”. 

Na mesma noite, a ex-sogra de Rachel entrou novamente em contato com ela, dessa vez para reclamar que a jovem havia “feito uma cena” no restaurante e que o filho dela foi demitido. A saga só deixou a jovem com ainda mais dúvidas sobre o ex- namorado “voltar a vida” e ela diz que gostaria de conversar com ele. “Eu tenho uma ou duas perguntas”, admitiu. 

Fuvest usará reconhecimento facial de candidatos no vestibular de 2020

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A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) usará o sistema de reconhecimento facial dos candidatos nas duas fases do Vestibular de 2020. O sistema substitui a coleta da impressão digital e aumentará o controle de segurança do exame, além de agilizar a identificação dos candidatos. No momento em que o estudante faz seu cadastro inicial, insere uma foto sem detalhes ao fundo, destacando o rosto sem usar acessórios.

“Essa imagem é comparada digitalmente com as fotos coletadas pela instituição nos dias de prova por meio de um aplicativo desenvolvido especialmente para a Fundação. Ao final do Concurso Vestibular, os candidatos em fase de matrícula têm todas as suas imagens verificadas por um sofisticado sistema de processamento de dados, que certifica a identidade dos aprovados”, explica a Fuvest.

Além disso, os candidatos contarão com figuras, mapas, gráficos e outras imagens coloridas nas provas das duas fases, para facilitar visualmente o exame para o candidato, proporcionando maior segurança na interpretação de informações. O concurso terá ainda detector de metais, que já existente desde as últimas edições como forma de garantir a segurança dos candidatos e a lisura do exame.

Para 2020, a Universidade de São Paulo oferece 11.147 vagas em 106 carreiras de graduação. Do total, 8.317 são destinadas à seleção pelo Concurso Vestibular Fuvest 2020, enquanto 2.830 vagas são voltadas para o Sistema de Seleção Unificada, com candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio. Adicionalmente, outras 113 vagas foram reservadas para estudantes brasileiros participantes de competições do conhecimento.

IGP-M acumula inflação de 3,15% em 12 meses, diz FGV

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,68% em outubro deste ano, percentual acima da taxa de setembro (-0,01%). Com isso, o IGP-M acumula taxas de inflação de 4,79% no ano e de 3,15% nos últimos 12 meses.

Os dados foram divulgados hoje (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta da taxa de setembro para outubro foi puxada pelo atacado, medido pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que teve taxa de 1,02% em outubro, depois de uma deflação (queda de preços) de 0,09% em setembro.

Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve deflação de 0,05% em outubro, uma queda de preços mais acentuada do que a registrada em setembro, que havia sido de 0,04%.

O Índice Nacional de Custo da Construção também teve queda na taxa, mas continuou registrando inflação. A taxa passou de 0,60% em setembro para 0,12% em outubro.

Chile cancela duas cúpulas internacionais

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Em um pronunciamento no Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, o presidente Sebastián Piñera anunciou hoje (30) o cancelamento da realização de duas cúpulas internacionais, a Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) e a COP25 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019).

“Nossa primeira preocupação e prioridade como governo é concentrar-nos, primeiro, em restaurar completamente a ordem pública, a segurança dos cidadãos e a paz social; segundo, promover com toda a força e urgência a nova agenda social necessária para responder às principais demandas de nossos cidadãos; e terceiro, promover um amplo e profundo processo de diálogo para ouvir nossos compatriotas”, afirmou Piñera, acompanhado pelos ministros das Relações Exteriores, Teodoro Ribera, e do Meio Ambiente, Carolina Schmidt.

“Nosso governo, com muita dor, porque isso é uma dor para o Chile, resolveu não realizar a cúpula da Apec nem a cúpula da COP. Sentimos e lamentamos profundamente os problemas e inconvenientes que esta decisão significará para ambas as cúpulas”, disse Piñera, ao reconhecer a importância de ambos eventos para o Chile e para o mundo.

O presidente reiterou, no entanto, a importância de, neste momento, priorizar o diálogo com cidadãos e forças políticas do país, para conquistar a aprovação, no Congresso, de leis que permitam a concretização de uma agenda social. “Como presidente de todos os chilenos, eu sempre tenho que colocar em primeiro lugar os problemas e interesses dos chilenos, suas necessidades, desejos e esperanças”.

O presidente chileno disse ainda que ratifica o compromisso do país com a Apec, “que é a organização que busca o maior e mais importante livre comércio do mundo, que reúne 21 economias”. Ele lembrou que a participação do Chile na Apec é um instrumento poderoso para criar mais e melhores empregos para os cidadãos, gerar oportunidades para as empresas, especialmente micro, pequenas e médias, e criar condições para uma vida de melhor qualidade para os chilenos.

“Também quero ratificar nosso compromisso total com a COP e com sua disposição de combater e enfrentar as mudanças climáticas e o aquecimento global. O Chile nesta área tem uma liderança clara, firme e reconhecida”, disse Piñera.

A Conferência da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que reuniria presidentes de 21 países e tem como objetivo a promoção do livre comércio na região da Ásia-Pacífico, estava marcada para acontecer entre os dias 16 e 17 de novembro. A COP25, aconteceria entre os dias 2 e 13 de dezembro.

Chilean new President Sebastian Pinera gestures upon arrival at La Moneda presidential palace in Santiago after the inauguration ceremony on March 11, 2018. / AFP PHOTO / CLAUDIO REYES

Prazo para adesão ao REPIS termina nesta quinta-feira (31)

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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia – Fecomércio/RO informa que termina nesta quinta-feira, 31 de outubro, o prazo para adesão ao Regime Especial de Piso Salarial – Repis.

Microempresas e Empresas de Pequeno Porte que possuem até onze empregados, de acordo com o Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2018/2019, podem aderir ao benefício para novas contratações, praticando o valor diferenciado do salário base do comércio e reduzindo custos com a folha de pagamento.

Quando a empresa adere ao Repis, além de projetar suas economias para futuros investimentos, também disponibiliza aos seus empregados os atendimentos oferecidos pelo Serviço Social do Comércio -Sesc e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac com cursos técnicos, profissionalizantes e de Ensino à Distância, ensino fundamental e infantil, tratamentos odontológicos, restaurante com alimentação saudável e lazer no Sesc Campestre.

Para fazer ainda hoje a sua adesão basta acessar o site da Fecomércio/RO – www.fecomercio-ro.com.br e na aba serviços clicar na opção Repis, preencher o formulário de requerimento e emitir a taxa de adesão, ou ainda entrar em contato pelo telefone (069) 2182-3400 ou pelo WhatsApp (069) 99972-0504.

Aprovada pela Assembleia, Lei de Laerte Gomes proíbe cortes de energia sem notificação

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Projeto está em conformidade com a Resolução da ANEEL, que hoje não é respeitada pela Energisa

Preocupado com o desrespeito da nova concessionária de energia elétrica em Rondônia, a Energisa, com a Resolução nº 414/2010 da ANEEL, o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes, aprovou nesta terça-feira projeto de Lei 231/2019 proibindo o corte sem a devida notificação com 15 dias de antecedência ao consumidor. A matéria, votada em dois turnos, recebeu apoio e emendas dos parlamentares e seguiu para sanção do governador do Estado.

Em outro tópico, o texto legal proíbe a punição ao consumidor, caso este não pague a conta gerada, mas tenha quitado as próximas faturas se não houve haja notificação do débito anterior em até 90 dias. Também está proibido, segundo a Lei de Laerte Gomes, o corte em estabelecimentos de saúde, instituições educacionais e de internação coletiva de pessoas e usuário residencial de baixa renda beneficiário de subsídio.

Outro ponto é a proibição de corte em domicílio onde resida pessoa idosa que cuide de outra pessoa idosa portadora de deficiência mental, física ou acamada. “Conforme a Resolução da ANEEL, verifica-se que o corte no fornecimento da energia ante o inadimplemento das faturas é lícito, contudo, o consumidor deve ser previamente notificado, vez que havendo a interrupção da energia elétrica sem aviso prévio, o corte é ilegítimo, respondendo a concessionária pelos danos causados ao consumidor”, explicou texto legal do parlamentar aprovado pela Assembleia.

Fonte: Decom
Foto: Marcos Figueira

Relator da CPI, Jair Montes faz relato de ameaças ao procurador-geral de Justiça

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Primeiros resultados da comissão foram entregues ao Ministério Público

O relator da CPI da Energisa, deputado Jair Montes (Avante), esteve reunido com o procurador-geral de Justiça Aluildo de Oliveira Leite, apresentando os resultados iniciais do trabalho de investigação aberto pela Assembleia Legislativa para apurar os abusos da nova concessionária de energia contra os consumidores. O parlamentar reafirmou seu posicionamento para coibir as práticas lesivas da empresa e citou as ameaças que os membros da CPI estão sofrendo. O próprio Jair Montes e o deputado Alex Redano, presidente da comissão, pediram reforço na segurança pessoal, uma vez que a cada dia aparece um relato novo sobre ameaças a integridade física dos parlamentares.

A promotora de Justiça da Defesa do Consumidor, Daniela Nicolai de Oliveira Lima, estava presente ao encontro e foi convidada a participar da próxima sessão ordinária da CPI, marcada para a quarta-feira (29). Jair Montes colocou a CPI a disposição do Ministério Público para eventual acompanhamento das investigações.

Neste mês de novembro, a CPI terá audiências no interior do Estado. Estão marcadas reuniões em Vilhena (04), Ji-Paraná e Cacoal (11). Outras audiências também acontecerão em Porto Velho para ouvir a população, setor empresarial, a ANEEL e a bancada federal.

Aprovada pela Assembleia, Lei de Laerte Gomes proíbe cortes de energia sem notificação

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A matéria, votada em dois turnos, recebeu apoio e emendas dos parlamentares e seguiu para sanção do governador do Estado

Preocupado com o desrespeito da nova concessionária de energia elétrica em Rondônia, a Energisa, com a Resolução nº 414/2010 da ANEEL, o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes, aprovou nesta terça-feira projeto de Lei 231/2019 proibindo o corte sem a devida notificação com 15 dias de antecedência ao consumidor. A matéria, votada em dois turnos, recebeu apoio e emendas dos parlamentares e seguiu para sanção do governador do Estado.

Em outro tópico, o texto legal proíbe a punição ao consumidor, caso este não pague a conta gerada, mas tenha quitado as próximas faturas se não houve haja notificação do débito anterior em até 90 dias. Também está proibido, segundo a Lei de Laerte Gomes, o corte em estabelecimentos de saúde, instituições educacionais e de internação coletiva de pessoas e usuário residencial de baixa renda beneficiário de subsídio.

Laerte Gomes

Outro ponto é a proibição de corte em domicílio onde resida pessoa idosa que cuide de outra pessoa idosa portadora de deficiência mental, física ou acamada. “Conforme a Resolução da ANEEL, verifica-se que o corte no fornecimento da energia ante o inadimplemento das faturas é lícito, contudo, o consumidor deve ser previamente notificado, vez que havendo a interrupção da energia elétrica sem aviso prévio, o corte é ilegítimo, respondendo a concessionária pelos danos causados ao consumidor”, explicou texto legal do parlamentar aprovado pela Assembleia.

Deputado Edson Martins destina recursos para o município de Alto Paraíso

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O deputado Edson Martins (MDB) recebeu em seu gabinete nesta terça-feira (29), a liderança do município de Alto Paraíso, Leandro Ambrósio Acompanhado de sua esposa Vânia Araújo e sua filha Karine Gabrielly.

Através de um pedido de Leandro Ambrósio, o deputado Edson Martins destinou um recurso de emenda parlamentar no valor de R$30 mil para aquisição de materiais ortopédico para atender a Secretaria Municipal do Trabalho e da Assistência Social de Alto Paraíso.

Edson Martins informou que o recurso já foi conveniado e agora segue para pagamento. “Quero parabenizar o Leandro Ambrósio que nos procurou apresentou a demanda para atender a secretaria de assistência Social, diversos materiais serão adquiridos como cadeiras de rodas, cadeiras de banho e colchão d’água, beneficiando essas pessoas com necessidades de cuidados especiais”, destacou.

CCJ do Senado quer tornar feminicídio e estupro crimes imprescritíveis

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Proposta pretende modificar o artigo 5º da Constituição para determinar que os crimes de feminicídio e estupro possam ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que foram cometidos

 O crime de feminicídio poderá se tornar imprescritível, assim como já é o crime de racismo. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (30) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que pretende modificar o artigo 5º da Carta Magna para determinar que o feminicídio poderá ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que foi cometido. O texto segue para votação em dois turnos no Plenário.

Feminicídio é o homicídio cometido contra mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. Atualmente o tempo de prescrição varia de acordo com o tempo da pena, que é diferente em cada caso.

A proposta, de autoria da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), recebeu parecer favorável do relator, Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Ao justificar a iniciativa, Rose de Freitas citou estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que situou o Brasil em quinto lugar na taxa de feminicídios entre 84 nações pesquisadas. Ela também mencionou o Mapa da Violência de 2015, segundo o qual 106.093 mulheres foram assassinadas no país entre 1980 e 2013.

A senadora ressaltou que o Congresso Nacional tem feito sua parte, inclusive com a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, e da Lei do Feminicídio, em 2015, mas ela considera possível avançar mais.

“Propomos que a prática dos feminicídios seja considerada imprescritível, juntando-se ao seleto rol constitucional das mais graves formas de violência reconhecidas pelo Estado brasileiro”, defende.

Estupro

Por sugestão da presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), o relator também incluiu o estupro na lista de  crimes imprescritíveis. Proposta com esse objetivo (PEC 64/2016) já foi aprovada pelo Senado e aguarda decisão da Câmara dos Deputados.

— Se for aprovada a PEC do estupro lá [na Câmara], vamos ter duas alterações da Constituição em cima do mesmo inciso. Um dos projetos sairia prejudicado. O do ex-senador Jorge Viana é anterior, mas o dela [Rose de Freitas] vai ser mais amplo — disse Simone, ao sugerir a emenda.

O relator da matéria concordou que o feminicídio deve ser incluído no rol dos crimes muito graves que possuem status de imprescritíveis. Ele destacou levantamento feito pelo Núcleo de Estudos da Violência, da USP, e da Pesquisa Violência Doméstica contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, que confirmou que os registros de feminicídio cresceram em um ano no país.

— Precisamos comunicar aos agressores que a violência contra as mulheres não é admissível e será severamente punida pela ação estatal. Tornar o feminicídio imprescritível é um dos caminhos possíveis para a dissuasão que pretendemos — defendeu.

Violência contra mulher

O crime entrou para o Código Penal como um qualificador do crime de homicídio, no rol dos crimes hediondos. Isso ocorreu a partir da Lei 13.104, de 2015, derivada de projeto da Comissão Mista da Violência contra a Mulher.

Já existe agravante se o crime for cometido contra menores de 14 anos, contra maiores de 60 anos ou com deficiência. A pena também é agravada quando o crime ocorrer durante a fase de gestação (ou nos três meses posteriores ao parto) e na presença de descendente ou ascendente da vítima.

Outros crimes

Durante a discussão da matéria, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) enfatizou a necessidade de tornar outros crimes imprescritíveis, como o homicídio qualificado e o homicídio motivado por homofobia. Ele chegou a sugerir o adiamento da votação, mas declinou, ao ser convencido por outros senadores, como Fabiano Contarato (Rede-ES), sobre a urgência em avançar na proteção das mulheres.

— Mulheres estão sendo vítimas de feminicídio diuturnamente nesse Brasil misógino. Se ampliarmos demais, não vamos ter esse apoio. O ideal nós não temos, vamos aprovar o razoável — argumentou Contarato.

Alessandro Vieira também concordou com Marcos Rogério sobre a necessidade de ampliar o rol de crimes imprescritíveis, mas defendeu a aprovação imediata da proposta da senadora Rose de Freitas. Alessandro reforçou que os ricos são os que mais beneficiam da possibilidade de prescrição de crimes, apresentando recursos até a prescrição da pena.

— Já o pobre morre na cadeia — afirmou o senador.

AGÊNCIA SENADO