Alta da carne bovina puxa produção de frangos e porcos

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Os preços subiram 32% no caso da carne de porco e quase 20% no do frango em São Paulo.

A alta do preço da carne de boi nos últimos meses tem animado os produtores de outros tipos de proteína, como de suínos e aves. De setembro a dezembro, na região de São Paulo, os preços subiram 32% no caso da carne de porco e quase 20% no do frango.

Porém, apesar de ter pesado no bolso de quem compra, os criadores pouco sentiram os ganhos na ponta. “O que a gente está sentindo agora é uma recuperação do poder de compra, ou seja, o mercado saiu da inércia, mas não que seja algo grande”, aponta Elias Zydek, diretor-executivo da Frimesa, cooperativa paranaense que atua no mercado de carne suína, leite e derivados.

Ele ressalta que os ganhos também entraram como forma de compensar perdas anteriores, já que os preços desse tipo de produto pouco variaram nos últimos anos.

A dinâmica diferenciada de cada cadeia produtiva explica parte do fenômeno. Enquanto produtores de frangos e suínos estão, na maioria, organizados de forma integrada, o mercado independente domina a venda da carne bovina.

“A cadeia do boi oscila muito mais porque quem faz o mercado é o próprio produtor. Ele é quem oferta”, explica Zydek.

O criador de frangos em São Miguel do Iguaçu, oeste do Paraná, Diogo Sezar de Mattia comercializa a produção com uma cooperativa da região.

Ele suporta as variações de preços em tempos de alta, mas também tem os recebimentos garantidos em épocas de crise. “A gente sente menos, principalmente no gasto com insumos. Quem trabalha no particular sente mais esse peso. Mas, ao mesmo tempo, quando aumenta o preço para o consumidor, demoramos mais para sentir o retorno”, diz.

A maior possibilidade de estocagem do boi em relação a aves e porcos também faz com que o resultado chegue mais tarde para estes produtores, afirma Zydek.

Ou seja, enquanto o gado pode permanecer no pasto por mais tempo, os outros animais têm prazo restrito para o abate. Assim, suinocultores e avicultores não podem esperar para colocar a carne no mercado.

De acordo com Domingos Martins, presidente da Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná), outro fator comum para o aumento de preços nos dois ramos é a proximidade das festas de final de ano e a injeção do 13º salário no orçamento das famílias.

“Há uma demanda natural nessa época do ano. Uma premissa do mercado é que a primeira tendência, neste caso, é de melhorar a mesa”, diz.

O aumento das exportações em todos os ramos, puxado principalmente pela China, que sofre com os impactos da peste suína africana, e pela alta do dólar, também anima o mercado. Em contrapartida, esses fatores devem pesar mais ainda para o brasileiro.

O embarque de produtos avícolas nacionais cresceu 18% entre janeiro e outubro. Além disso, em setembro, mais quatro frigoríficos de aviários do Paraná foram habilitados para comercialização com a China, tornando o estado, sozinho, responsável por mais da metade da exportação desse tipo de carne para o país.

Já no mercado de suínos, a quantidade total vendida pelo Brasil para o mercado chinês aumentou 42,5% e o faturamento, quase 64%, no acumulado do ano.

Santa Catarina é o destaque, respondendo por 57% de toda a exportação nacional do ramo. Apenas China e Hong Kong arcaram com 60% de todo o faturamento do embarque de porcos catarinenses.

No início de novembro, mais sete frigoríficos do estado foram habilitados para exportar subprodutos de carne suína para o país asiático. Estima-se que os produtores catarinenses aumentem o faturamento em US$ 15 milhões (cerca de R$ 60 milhões) por mês.

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Definido Novo Piso Salarial do Comércio de Porto Velho

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R$1.170,00, este é o valor do Novo Piso Salarial do Comércio de Porto Velho, definido durante a primeira rodada de negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021, realizada no dia 30 de dezembro de 2019, entre o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Velho – Sindecom, Fecomércio e seus Sindicatos Filiados. Já o valor acordado para empresas que possuem até 11 empregados e que aderiram ao Regime Especial de Piso Salarial – Repis será de R$1.075,00.

Para o presidente da Comissão de Negociação Coletiva de Trabalho e vice-presidente da Fecomércio, Gladstone Frota o resultado foi satisfatório e democrático. “Todos os anos temos esse compromisso com os nossos sindicatos patronais, empresários, sindicatos laborais e empregados do nosso comércio. Iniciamos 2020 com vontade de trabalhar ainda mais em defesa da classe empresarial e dos seus trabalhadores em nosso Estado”, afirmou Gladstone.

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Deputado Edson Martins garante recurso para construção de praça em Ji-Paraná

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Emenda foi liberada e já está na conta da prefeitura os R$ 280 mil para a praça no bairro São Francisco.

Já está na conta da prefeitura municipal de Ji-Paraná, o recurso proveniente de emenda parlamentar do deputado Edson Martins (MDB), no valor de R$ 280 mil, para a construção de uma praça no bairro São Francisco.

O pedido da emenda foi feito pelos vereadores Nim Barroso (PRB) e Edilson Vieira (MDB). No projeto para a construção da praça, constam diversas opções de lazer, como a construção de um campo soçaite, uma quadra de areia, uma academia ao ar livre e uma pista de caminhada.

“A construção de espaços públicos é importante para garantir opções de lazer e prática desportiva, levando mais qualidade de vida à população”, completou o deputado.

Edson Martins vem trabalhando para promover o desenvolvimento para os municípios de Rondônia. Em Ji-Paraná, através da parceria com os vereadores Edilson Vieira e Nim Barroso, já destinou recursos para melhoria da saúde, com a aquisição de uma Van pra transporte de pacientes que fazem hemodiálise, e um veículo para a delegacia regional.

“No São Francisco, já funciona uma escola pública que atende jovens e crianças, e a construção desta praça será de grande valia para a população do bairro e da região adjacente”, destacou o vereador Nim Barroso.

Fonte: Decom
Fotos: Assessoria

Medida provisória cria cargos de confiança na Polícia Federal

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MP 918/20 foi publicada em edição extra do DOU.

Foi publicado na última sexta-feira, 3, em edição extra, a MP 918/20 que cria funções de confiança destinadas à Polícia Federal e extingue cargos em comissão.

Ao todo, a medida extingue 280 cargos comissionados, que foram transformados em 338 cargos de funções comissionadas no Poder Executivo e seis de funções gratificadas.

A medida também criou 48 cargos de funções comissionadas do Poder Executivo e 471 de funções gratificadas.

Veja a íntegra da MP 918/20:

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 918, DE 3 DE JANEIRO DE 2020

Cria funções de confiança destinadas à Polícia Federal e extingue cargos em comissão. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1º Ficam criadas, no âmbito do Poder Executivo federal, por transformação dos cargos em comissão de que trata o art. 2º, sem aumento de despesas, as seguintes Funções Comissionadas do Poder Executivo – FCPE e Funções Gratificadas – FG, destinadas à Polícia Federal:

I – uma FCPE-5;

II – dez FCPE-4;

III – treze FCPE-3;

IV – cento e quarenta e cinco FCPE-2;

V – cento e sessenta e nove FCPE-1;

VI – três FG-1; e

VII – três FG-2.

Art. 2º Ficam extintos e transformados nos cargos de que trata o art. 1º, os seguintes cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS alocados na Polícia Federal na Estrutura Regimental do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

I – um DAS-6;

II – oito DAS-5;

III – dezessete DAS-4;

IV – quarenta DAS-3;

V – cinquenta e seis DAS-2; e

VI – cento e cinquenta e nove DAS-1.

Art. 3º Ficam criadas, no âmbito do Poder Executivo federal, as seguintes FCPE e FG, destinadas à Polícia Federal:

I – uma FCPE-6;

II – sete FCPE-5;

III – trinta e cinco FCPE-4;

IV – duas FCPE-1; V – seis FG-1;

VI – duzentas e vinte e uma FG-2; e

VII – duzentas e quarenta e quatro FG-3.

Art. 4º Esta Medida Provisória produzirá efeitos na data de entrada em vigor do decreto da alteração da Estrutura Regimental do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Art. 5º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de janeiro de 2020; 199º da Independência e 132º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO
Sérgio Moro
Marcelo Pacheco dos Guaranys

Brinquedo sexual banido da CES 2019 é diferente de tudo já visto e promete “novas sensações”

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Objeto ganhou o prêmio de inovação na feira antes de ser banido

A empresa de bem-estar sexual Lora DiCarlo provavelmente não pretendia mudar a CES para sempre, mas foi isso que fez com seu massageador pessoal em 2019. A empresa teve um prêmio de inovação revogado e foi banida da feira no último ano, mas teve sucesso em um lobby para que dispositivos para saúde sexual fossem permitidos na CES 2020. A empresa também teve seu prêmio recuperado nesse processo. Agora, finalmente conseguiu mostrar seu massageador Osé e surpreendeu.

O equipamento foge da tradicional vibração e tenta imitar o toque humano, estimulando mais de um ponto de excitação da mulher ao mesmo tempo. A empresa acrescentou uma bola interna que se move para frente e para trás no eixo, além de um mecanismo de sucção.

A velocidade da esfera pode ser ajustada, tanto na velocidade quanto na amplitude, através de botões na parte inferior do dispositivo. O eixo pode se curvar para se ajustar a qualquer pessoa. A sucção do estimulador também pode ter sua intensidade ajustada.

Durante a CES 2019, a Lora DiCarlo ganhou inicialmente o prêmio de inovação na categoria drones e robótica. Porém, logo no início da convenção, a empresa divulgou que a Associação de Tecnologia do Consumidor pegou a premiação citando uma regra que produtos “imorais, obscenos, indecentes, profanos ou que não condizem com a imagem da CTA serão desclassificados”. Depois a Associação voltou atrás na justifica e apenas falou que o produto não se enquadrava na categoria robótica e drones.

De qualquer forma, a empresa foi à mídia expor a falta de entendimento e interesse da indústria tecnológica em tecnologia de saúde sexual. Isso levou à uma manifestação online contra a CTA, que levou a Associação a reestabelecer o prêmio e se comprometer em permitir a tecnologia sexual na feira de 2020 na categoria saúde e bem-estar, desde que o produto seja considerado “inovador e inclua tecnologia nova ou emergente”.

Além de exibir o Osé, a Lora DiCarlo anunciou mais dois produtos, o Onda e o Baci, que são as duas funcionalidades do primeiro, mas separadas. A empresa não será a única do setor de tecnologia sexual na CES 2020 e diz que vendeu cerca de 10 mil unidades do Osé durante sua pré-venda. Via: The Verge

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Qual o tamanho do poderio militar do Irã

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Muitos alvos na Arábia Saudita e no Golfo estariam ao alcance dos atuais mísseis de curto e médio alcance do Irã, e possivelmente alvos em Israel — aliado americano

O Irã prometeu uma retaliação depois que seu comandante militar mais poderoso foi morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos no aeroporto de Bagdá (Iraque), na quinta-feira (2/1).

“Vingança severa aguarda” aqueles por trás do ataque ao general Qasem Soleimani, disse o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Neste sábado, uma multidão gritando “morte à América” se reuniu em Bagdá em uma procissão fúnebre para Soleimani antes de seu corpo retornar ao Irã.

Para Washington, Soleimani era um homem que tinha o sangue de americanos nas mãos. Mas, no Irã, ele era popular. Na prática, foi Soleimani quem liderou a reação de Teerã contra a ampla campanha de pressão e sanções impostas pelos EUA.

O que mais surpreende não é que Soleimani estivesse na mira do presidente americano, Donald Trump, mas por que os EUA decidiram atacá-lo justamente agora.

Ao explicar a decisão de matar Soleimani, o Pentágono se concentrou não apenas nas ações passadas do general, mas insistiu que se tratava de uma medida de intimidação e prevenção.

O general, diz o comunicado do Pentágono, estava “desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas e militares dos EUA no Iraque e em toda a região”.

Mas, diante de uma escalada de tensão e das promessas de vingança, o que sabemos sobre o poderio militar do Irã?

Quão grande é o Exército do Irã?

Estima-se que existam 523 mil iranianos em uma série de funções militares, de acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, um centro de estudos britânico.

Isso inclui 350 mil no Exército regular e pelo menos 150 mil na Guarda Revolucionária iraniana. Força Aérea e Marinha não são braços separados, como no Brasil e em outros países. No Irã, estão subordinadas ao Exército.

Homens da Guarda Revolucionária Iraniana
A Guarda Revolucionária Iraniana tem sua própria marinha e força aérea e supervisiona os bra;os armados estratégicos do Irã

Há mais 20 mil oficiais em serviço nas forças navais da Guarda. Esse grupo opera vários barcos-patrulha armados no Estreito de Ormuz, local de vários confrontos envolvendo navios-tanque de bandeira estrangeira em 2019.

A Guarda Revolucionária iraniana também controla a unidade Basij, uma força voluntária de repressão à dissidência interna. Essa unidade pode potencialmente mobilizar muitas centenas de milhares de pessoas.

A Guarda foi criada há 40 anos para defender o regime islâmico no Irã e se tornou uma importante força militar, política e econômica por si só.

Apesar de ter menos tropas do que o Exército regular, a Guarda é considerada a força militar de maior autoridade no Irã.

E as operações no exterior?

A Força Quds, que era liderada pelo general Soleimani, conduz operações secretas no exterior para a Guarda Revolucionária iraniana e reporta diretamente ao aiatolá Ali Khamenei. Acredita-se que ela seja formada por cerca de 5 mil homens.

A unidade foi enviada à Síria, onde orientou elementos militares leais ao presidente sírio Bashar al-Assad e milícias xiitas armadas que lutavam ao seu lado. No Iraque, apoiou uma força paramilitar dominada pelos xiitas que ajudou a derrotar uma parte do grupo autodenominado Estado Islâmico (que é um grupo jihadista sunita).

No entanto, os EUA afirmam que a Força Quds tem um papel mais amplo, fornecendo financiamento, treinamento, armas e equipamentos para organizações que Washington designou como grupos terroristas no Oriente Médio. Esses incluem o movimento Hezbollah, do Líbano, e a Jihad Islâmica, da Palestina.

Homens da Guarda Revolucionária Iraniana
O valor das importações de defesa do Irã entre 2009 e 2018 foi equivalente a apenas 3,5% das importações da Arábia Saudita no mesmo período

Problemas econômicos e sanções internacionais prejudicaram as importações de armas do Irã, que são relativamente pequenas em comparação com as de outros países da região.

O valor das importações de defesa do Irã entre 2009 e 2018 foi equivalente a apenas 3,5% das importações da Arábia Saudita no mesmo período, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz, de Estocolmo.

A maioria das importações iranianas vem da Rússia e o restante da China.

O Irã tem mísseis?

Sim — as capacidades de mísseis do Irã são a peça-chave de suas proezas militares, dada a relativa falta de poder aéreo em comparação com rivais como Israel e Arábia Saudita.

Um relatório do Departamento de Defesa americano descreve as forças dos mísseis do país como as maiores do Oriente Médio, compreendendo principalmente mísseis de curto e médio alcance.

Ele também diz que o Irã está testando uma tecnologia espacial para permitir o desenvolvimento de mísseis intercontinentais, que podem viajar muito mais longe.

No entanto, o programa de mísseis de longo alcance foi paralisado pelo Irã como parte de seu acordo nuclear de 2015 com países estrangeiros, segundo o gabinete estratégico do Royal United Services Institute (Rusi). O projeto, porém, pode ter sido retomado, dada a incerteza em torno desse acordo.

De qualquer forma, muitos alvos na Arábia Saudita e no Golfo estariam ao alcance dos atuais mísseis de curto e médio alcance do Irã, e possivelmente alvos em Israel — aliado americano.

Em maio de 2019, os EUA ampliaram a instalação de sistemas de defesa antimíssil Patriot no Oriente Médio, à medida em que as tensões com o Irã aumentavam. Esse sistema é capaz de combater mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e aeronaves avançadas.

Ilustração mostra funcionamento do míssil Patriot

Quais são as suas armas não convencionais?

Apesar de viver anos sob sanções, o Irã também conseguiu desenvolver seus recursos para operar drones.

No Iraque, os drones iranianos são usados ​​desde 2016 na luta contra o Estado Islâmico. O Irã também entrou no espaço aéreo israelense com drones armados operados a partir de bases na Síria, segundo o Rusi.

Em junho de 2019, o Irã abateu um drone de vigilância dos Estados Unidos, alegando ter violado o espaço aéreo iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

Outro aspecto do programa de drones do Irã é sua disposição de vender ou transferir sua tecnologia de drones para seus aliados e representantes na região, diz Jonathan Marcus, analista de defesa e diplomacia da BBC.

Drone abatido pelos EUA
Os Estados Unidos acusaram o Irã de fornecer aos rebeldes houthis veículos aéreos não tripulados

Em 2019, ataques com drones e mísseis danificaram duas importantes instalações petrolíferas sauditas. Tanto os EUA quanto a Arábia Saudita vincularam esses ataques ao Irã, embora Teerã tenha negado qualquer envolvimento e apontado para uma reivindicação de responsabilidade dos rebeldes no Iêmen.

O Irã tem capacidade cibernética?

Após um grande ataque cibernético em 2010 às instalações nucleares iranianas, o Irã aumentou sua capacidade na área.

Acredita-se que o Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica (IRGC, por sua sigla em inglês) tenha seu próprio comando cibernético, trabalhando em espionagem comercial e militar.

Um relatório militar dos EUA em 2019 apontou que o Irã tem como alvo empresas aeroespaciais, empresas de defesa, empresas de energia e recursos naturais e empresas de telecomunicações para operações de espionagem cibernética em todo o mundo.

Também em 2019, a Microsoft disse que um grupo de hackers “originário do Irã e vinculado ao governo iraniano” teve como alvo uma campanha presidencial dos EUA e tentou invadir as contas de funcionários do governo americano. Via Reality Check BBC Brasil

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Uso excessivo do WhatsApp gera ansiedade e hipervigilância

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Especialistas dizem que o ideal é fazer pausas no uso depois de certo tempo

O WhatsApp se tornou parte da rotina das pessoas. Antes usado apenas para se comunicar com familiares e amigos, o aplicativo se tornou um instrumento muito utilizado por empresas para se comunicar com seus funcionários. Porém, o uso contínuo do WhatsApp pode gerar grandes problemas para a saúde do usuário. Leonardo Goldberg, doutor em psicologia pela USP, afirma que a obrigação social de responder imediatamente causa hipervigilância e ansiedade nas pessoas.

Além desses, passar grande parte do dia olhando o aplicativo pode causar problemas no sono e na postura, além de problemas oftalmológicos, segundo o coordenador do grupo de dependências tecnológicas do Hospital das Clínicas, Cristiano Nabuco. “Em crianças, adolescentes e até mesmo jovens adultos, o controle dos impulsos, ou seja, o comportamento que deixaria você colocar um freio no uso das redes sociais, não está pronto”, afirmou.

Além disso, receber uma série de mensagens e curtidas nas redes sociais passa um sentimento de recompensa, o que cria um looping, fazendo com que o usuário gaste cada vez mais tempo no aplicativo, acrescentou Nabuco. Para Guilherme Spadini, diretor da área de psicoterapia da School Of Life Brasil, a questão com o vício em redes sociais e internet é saber se é possível controlar o uso ou se é necessário a abstinência. “Se você não está disposto a cortar o uso totalmente, no mínimo seria muito importante fazer pausas”, afirma.

O uso do WhatsApp por empresas para falar com os funcionários pode entrar em outra discussão. Além de exigir uma resposta imediata em diversos casos, a comunicação entre empregado e empregador pode ser considerada hora extra, diz o advogado André Laza. Caso não esteja de plantão ou na escala, a condição está prevista na súmula 428 do Tribunal Superior de Trabalho, já que o trabalhador fica disponível para o patrão fora do seu período de trabalho.

Segundo Laza, não é preciso formalizar o plantão, uma simples mensagem já configura a chamada hora de sobreaviso. Apesar de não haver nenhum procedimento legal para evitar essa conduta, o empregado não tem obrigação de responder mensagens fora do seu horário de trabalho.

Os especialistas recomendam alguns passos para controlar o seu uso nas redes. O primeiro é saber qual o seu objetivo ao acessá-la. Definir se o uso será profissional ou pessoal pode controlar como e quanto será usado. Outro ponto é silenciar aplicativos que podem ser silenciados. As notificações geralmente são responsáveis por manter o usuário preso à internet. Reunir os aplicativos em grupo também ajuda, já que vai diminuir a visibilidade e dificultar o acesso a eles.

Determinar um momento certo para o uso das redes sociais vai restringir o tempo de acesso à internet. Abrir espaço para momentos de pensamento criativo e profundo é necessário também. Apenas 15 minutos nas redes já atrapalham esse fluxo, segundo especialistas. Por último, mas de extrema importância, restringir o uso das crianças com as redes sociais. Menores de dois anos não devem sequer ter contato com elas. Até os cinco, no máximo uma hora por dia e longe das refeições. Até os 10 anos, o tempo máximo de exposição recomendado é de até duas horas diárias. Via Folha de São Paulo

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O estudante condenado à prisão perpétua por estuprar 48 homens

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Um “predador sexual em série” foi condenado por 159 crimes sexuais, incluindo 136 estupros

Um “predador sexual em série” foi condenado por 159 crimes sexuais, incluindo 136 estupros. O estudante indonésio de pós-graduação Reynhard Sinaga, de 36 anos, foi considerado culpado de atrair 48 homens que estavam em casas noturnas de Manchester, no Reino Unido, para seu apartamento, onde os drogava e atacava — filmando os abusos.

A polícia diz, no entanto, ter evidências de que ele tenha feito pelo menos 190 vítimas. Ele foi condenado à prisão perpétua, com direito a liberdade condicional após cumprir uma pena mínima de 30 anos de prisão. O julgamento também permitiu que ele fosse identificado pela primeira vez.

O Ministério Público britânico (CPS, ou Crown Prosecution Service) afirmou que Sinaga era “o estuprador com maior número de casos da história jurídica britânica”.

O estudante já estava cumprindo prisão perpétua, com uma pena mínima de 20 anos, pelos crimes pelos quais fora condenado em dois julgamentos anteriores, que ocorreram no verão de 2018 e na primavera passada.

Em quatro julgamentos separados, o cidadão indonésio foi considerado culpado de 136 acusações de estupro, oito acusações de tentativa de estupro, 14 acusações de agressão sexual e uma acusação de agressão com penetração, contra um total de 48 vítimas.

Na audiência, a juíza Suzanne Goddard disse que Sinaga “atacava homens jovens” que queriam “nada mais que uma boa noitada com seus amigos”.

“Na minha opinião, você é um indivíduo altamente perigoso, ardiloso e traiçoeiro que nunca será seguro para a sociedade para ser libertado”, declarou Goddard, acrescentando que a decisão de libertar prisioneiros é tomada pelo Conselho de Liberdade Condicional.

Vítimas inconscientes

Sinaga esperava os homens saírem das boates e bares antes de levá-los para seu apartamento em Montana House, em Manchester, geralmente oferecendo um lugar para tomar um drinque ou chamar um táxi.

Ele drogava as vítimas e as atacava enquanto estavam inconscientes. Quando acordavam, muitas não tinham lembrança do que havia acontecido.

O estudante, que nega as acusações, alegou que toda a atividade sexual era consensual e que cada homem havia concordado em ser filmado enquanto fingia estar dormindo — estratégia de defesa descrita pela juíza como “ridícula”.

Em uma sentença anterior, a juíza disse ter certeza de que Sinaga havia usado uma droga associada ao estupro, como o GHB.

Nos depoimentos lidos no tribunal, uma vítima disse que Sinaga “destruiu uma parte da sua vida”, enquanto outra declarou: “Espero que ele nunca saia da prisão e apodreça no inferno”.

“Tenho períodos em que não consigo me levantar e enfrentar o dia”, acrescentou outra testemunha.

Várias vítimas afirmaram que a provação pela qual passaram teve um sério impacto em sua saúde mental, com alguns desenvolvendo pensamentos suicidas.

‘Prazer em atacar heterossexuais’

A juíza Goddard disse que, pela “escala e a dimensão” dos crimes de Sinaga, era “correto” que uma de suas vítimas o descrevesse como monstro.

Ela acrescentou que ele não mostrou “um pingo de remorso” e, às vezes, parecia estar “realmente gostando do julgamento”.

Após a sentença, Ian Rushton, do CPS, comentou o caso. “Ele (Sinaga), sem dúvida, ainda aumentaria sua lista impressionante (de vítimas), caso não tivesse sido pego”.

Ele acrescentou que achava que Sinaga tinha “um prazer particular em atacar homens heterossexuais”.

Como ele foi descoberto

CCTV
Imagens das câmeras do circuito interno mostrando Sinaga saindo de seu apartamento em busca de vítimas foram exibidas aos jurados

Sinaga, que estava estudando para um doutorado na Universidade de Leeds, no Reino Unido, realizou seus ataques ao longo de vários anos.

Ele foi pego em junho de 2017 quando uma vítima, que recuperou a consciência ao ser agredida, lutou contra Sinaga e chamou a polícia.

Quando os policiais apreenderam o telefone de Sinaga, descobriram que ele havia filmado cada um de seus ataques — totalizando centenas de horas de filmagem.

A descoberta levou à abertura da maior investigação de estupro da história britânica.

De acordo com o subchefe de polícia, Mabbs Hussain, a verdadeira extensão dos crimes de Sinaga provavelmente nunca seria descoberta.

“Suspeitamos que ele tenha cometido crimes por um período de 10 anos”, afirmou. “As informações e evidências que seguimos foram em grande parte dos troféus que ele coletou das vítimas de seus crimes.”

Os investigadores rastrearam dezenas de vítimas dos vídeos usando pistas encontradas no apartamento de Sinaga em Manchester, como telefones, documentos de identificação e relógios roubados.

Garrafas
Evidências apresentadas no julgamento sugeriram que Sinaga drogou os homens, dando a eles bebidas ‘batizadas’

A ministra do Interior britânica, Priti Patel, informou que em resposta aos “crimes verdadeiramente repugnantes” de Sinaga, pediu a um conselho independente que analisasse se os controles de drogas, como o GHB, eram “suficientemente duros”.

O GHB (gama-hidroxibutirato) é no Reino Unido uma droga de classe C — considerada menos perigosa para a saúde, mas cuja posse, fornecimento ou venda a terceiros é ilegal.

Qualquer pessoa flagrada em posse da droga pode pegar até dois anos de prisão.

Os julgamentos de Sinaga foram realizados ao longo de 18 meses na Manchester Crown Court, resultando em condenações unânimes para todas as acusações.

Os detetives dizem que não foram capazes de identificar 70 vítimas — e agora estão fazendo um apelo para quem acredita que pode ter sido abusado por Sinaga para se apresentar.

As condenações de Sinaga estão relacionadas aos crimes que ele cometeu de janeiro de 2015 a junho de 2017, mas a polícia acredita que ele começou a cometer as infrações anos antes. Via BBC Brasil

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Ex-vereador infarta e morre após receber ligação de falso sequestro

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Aos 77 anos, Disnei Leug, que foi vereador da cidade de Apucarana, no Paraná, sofreu infarto fulminante após ligação. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu

Um ex-vereador da cidade de Apucarana, no Paraná, morreu aos 77 anos na madrugada desta segunda-feira (6) após receber uma ligação de criminosos anunciando o falso sequestro da filha dele.

Disnei Leug, que tinha problemas do coração, foi acordado por uma ligação às 4h30 pedindo resgate da filha, do genro e de três netas. O suspeito pediu dinheiro do resgate e o ex-político passou mal em seguida. Ele chegou a ser socorrido pela esposa, mas não sobreviveu.

A família ainda não registrou boletim de ocorrência sobre o caso. O corpo de Disnei é velado na Câmara de Vereadores da cidade de Apucarana e o enterro será realizado no Cemitério Cristo Rei.

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Homem move ação “vergonhosa” contra a Globo e perde; entenda

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A confusão envolve a novela “Bom Sucesso”, que ocupa a faixa das 19h

A Rede Globo ganhou em 1ª instância uma ação movida por um homem que alegou que estava sofrendo dano moral por conta da novela “ Bom Sucesso ”. Isso porque, o nome dele é José Bom Sucesso e, segundo ele, o título da novela estaria gerando situações constrangedoras a sua família. De acordo com o UOL , por conta disso, o homem entrou na Justiça pedindo uma indenização de R$ 19,9 mil.  

Na ação movida por José Bom Sucesso, ele alegou que a Globo “vem utilizando seu sobrenome indevidamente em título de novela, uma vez que não possui autorização para isso”. Ele também apontou que “vem sofrendo constrangimento pela utilização e exposição do sobrenome de sua família em rede nacional”.

Além da ação , José fez um Boletim de Ocorrência com as mesmas alegações descritas no processo judicial. Em sua defesa, a Globo explicou que o título da novela não possui nenhuma ligação com o José e apenas faz uma referência ao bairro de Bonsucesso, do Rio de Janeiro, local onde a protagonista Paloma (Grazi Massafera) mora com a família na trama.

Decisão do juiz

Ainda segundo o UOL , após ouvir os dois lados, o juiz responsável pelo caso, Cléverson de Araújo, julgou improcedente o pedido de indenização de José. Para o juiz, ficou claro que não há ligação entre o nome da novela e o sobrenome do homem que se sente lesado.

“O autor tem o mesmo sobrenome que um bairro do Rio de Janeiro que inspirou a novela produzida pelo réu. A produção artística não tem nenhum vínculo com o autor, não explora sua imagem, tampouco lhe causa qualquer espécie de dano. Não há nem sombra de motivo que justifique indenização. Vergonhosa, para dizer o mínimo, a pretensão reparatória deduzida. Diante do exposto, julgo improcedente o pedido”, decidiu Cléverson. José Bom Sucesso ainda pode recorrer dessa decisão.

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