Assaí Atacadista tem vagas de emprego em 6 estados; veja quais são e confira os cargos

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Interessados devem se inscrever antes que as vagas sejam preenchidas

Assaí Atacadista tem vagas de emprego em PB, SP, PE, BA, MG e DF! Saiba mais; uma das vagas pode ser sua!

Sobre a empresa

“Muito prazer, somos o Assaí Atacadista, empresa de atacado de autosserviço parte dos grupos GPA Alimentar no Brasil e Casino na França. Com 166 lojas pelo Brasil e em forte ritmo de expansão, nossos quase 41 mil colaboradores têm paixão por atender nossos clientes, desde pequenos e médios comerciantes e transformadores até consumidores finais que buscam por variedade e economia nas compras de grande volume. Somos uma empresa que zela pela simplicidade, valoriza o Ser Humano e acredita no poder da diversidade e inclusão. Para nós, o crescimento de Nosso Negócio só é válido se a Nossa Gente crescer junto. O investimento na capacitação e qualificação das pessoas evolui a cada dia, juntamente com a oportunidade de carreira.

#VemserAssaí e faça parte do atacadista que mais cresce no Brasil!”

Confira!

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Vagas abertas

Algumas das vagas disponíveis hoje (03/02/2020) são:

  • Aprendiz Operador de Caixa
  • Atendente – Passaí – LJ77
  • Banco de Talentos – Corporativo
  • Banco de Talentos – Exclusivo PCD
  • Banco de Talentos – Loja e CD
  • Chefe de Seção I Camara Fria – LJ77
  • Consultor de RH Regional Pleno
  • Coordenador de Facilities
  • Coordenador de Prevenção Perdas NE
  • Empacotador
  • Encarregado de Mercearia – Jabaquara/SP
  • Engenheiro de Segurança do Trabalho – BA/SE
  • Gerente de Planejamento Estratégico
  • Operador de Caixa
  • Operador de Empilhadeira
  • Operador de Loja
  • Operador de Loja (Caixa)
  • Operador de Loja – FLV
  • Operador de Loja – Mercearia
  • Operador de Loja Pleno.

Vale lembrar que estes cargos podem ser preenchidos a qualquer momento. Por este motivo, se tiver interesse, se inscreva o quanto antes!

Inscrições e informações

Os interessados podem saber mais detalhes sobre o cargo desejado e se candidatar através do seguinte link: assai.gupy.io.

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Brasil pode perder exportação agrícola ao Irã para Argentina

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Os argentinos se prepararam para uma maior tensão entre Brasil e Irã.

A invasão de argentinos em áreas do Brasil, prevista pelo presidente Jair Bolsonaro, caso Alberto Fernández fosse eleito -eleição que ocorreu-, poderá começar pelo agronegócio. Não fisicamente, mas comercialmente.

Os argentinos se prepararam para uma maior tensão entre Brasil e Irã. Os atritos com o país persa começaram com o apoio do governo brasileiro à ação dos americanos na morte do general Qassim Suleimani, em Bagdá.

Agora, o Brasil, alinhado a Estados Unidos e Israel, sediará entre 4 e 6 de fevereiro, em Brasília, uma reunião do “Grupo de Trabalho sobre Questões Humanitárias e de Refugiados”, criado na “Reunião Ministerial de Varsóvia para Promover um Futuro de Paz e Segurança no Oriente Médio”. Na pauta da reunião, estará a busca de um maior isolamento comercial do Irã, o que preocupa o agronegócio.

No ano passado, em duas reuniões com delegações dos Estados Unidos e de Israel já havia sido solicitado ao Brasil uma posição mais dura contra o Irã, mas o Itamaraty resistiu.

A Argentina, além de atender as principais necessidades de alimentos do Irã, permaneceu neutra no conflito do país persa com americanos.

As negociações dos argentinos com os iranianos já vêm ocorrendo desde outubro e devem se intensificar a partir de agora. Está prevista uma ida de empresários do país vizinho, principalmente do agronegócio, a Teerã.

Essa missão comercial está sendo coordenada pelo Bripaem, um bloco composto por sete países da América do Sul. Edemir Schornen Bozeski, secretário de relações exteriores do bloco, diz que o objetivo é fomentar a relação entre todos os países do grupo (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai).

Assim como busca opções de comércio para o Brasil, o bloco avalia também todas as demais opções comerciais para os outros componentes. E, em uma possível freada das negociações entre Brasil e Irã, o fornecimento de alimentos para os iranianos continuaria sendo feito por um país da América do Sul, segundo ele. O bloco é composto por empresários e prefeitos.

O Irã é o quarto maior importador de alimentos do Brasil, com gastos de US$ 2,2 bilhões (R$ 9,4 bilhões) no ano passado. Cinco produtos se destacam nas compras iranianas: milho, soja, farelo de soja, carne bovina e açúcar.

À exceção do açúcar, a Argentina conseguiria substituir o Brasil nesse fornecimento.Em uma eventual ruptura das relações comerciais entre Brasil e Irã, os brasileiros perderiam um país fiel e que remunera melhor os alimentos adquiridos.

Um dos exemplos é o milho, cujo preço pago pelos iranianos supera em 11% o dos demais principais importadores.

A necessidade de compra de milho pelo Irã soma 10 milhões de toneladas, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) e o Brasil forneceu 54% em 2019, apontam dados do governo.

Com relação à soja, o Brasil não perderia muito. As importações totais iranianas atingem 1,9 milhão de toneladas, mas 84% dessas compras se concentram no Brasil.

A Argentina poderá substituir o Brasil também no farelo de soja. Isso ocorreria em um momento ruim para o Brasil. Com o aumento da produção de biodiesel, a oferta de farelo cresce e os exportadores brasileiros querem elevar a presença no mercado externo.

A carne bovina também é outra demanda iraniana, e o Brasil foi responsável pelo fornecimento de 48% do produto importado pelo país persa.Um exemplo da fricção diplomática é que importadores do Irã já manifestam que a compra da carne brasileira pode ser impactada se houver alinhamento político do governo com os Estados Unidos.

“A posição do Brasil afeta 100% a decisão dos comerciantes iranianos, que perderiam interesse em comprar porque o governo daqui para de cooperar”, disse Mohammad Hosseyn Mohammadzaman, presidente da Ghaza Faravar Penguin, via telefone de Teerã.

O empresário diz ter importado de 8 mil a 10 mil toneladas das 63 mil compradas pelo Irã no Brasil, em 2019. No ano passado, o país foi o sétimo importador de carne do Brasil, representando 3,4% das vendas ao exterior.

Em caso de eventual ruptura, empresários do setor dizem que o Irã buscaria mercados mais próximos, como Romênia e Cazaquistão, que já vendem ao país.

Os argentinos, que lideraram as exportações mundiais de carne bovina na década de 70, e perderam espaço, voltaram a crescer e teriam produto para abastecer o Irã.

Uma missão de empresários do Irã esteve recentemente no Brasil e na lista de produtos que eles querem do país estão arroz e açúcar –neste caso, os argentinos podem fornecer arroz, mas açúcar iranianos buscariam na Índia.

As opções ideológicas do governo podem complicar a vida de um dos setores mais dinâmicos da economia nos últimos anos. Além disso, o alinhamento ideológico com os EUA tem pouco a acrescentar ao agronegócio, uma vez que os dois países são concorrentes em praticamente todos os produtos.

Trabalhe na Burker King: vagas de emprego por todo o Brasil; saiba como se inscrever!

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Interessados devem se inscrever antes que as vagas sejam preenchidas

Burger King tem vagas de emprego esperando para ser preenchidas em diversos locais, como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), entre outros. Saiba mais!

Sobre a empresa Burger King

“Burger King, muitas vezes abreviado como BK, é uma rede de restaurantes especializada em fast-food, fundada nos Estados Unidos por James McLamore e David Edgerton, que abriram a primeira unidade em Miami, Flórida.”

Confira!

Vagas abertas

As vagas disponíveis hoje (03/02/2020) são para atendente, coordenador e gerente de negócios. Os contratados irão trabalhar nos restaurantes das marcas Burger King e Popeyes.

“Se você quer participar da construção desse sonho, cadastre seu currículo em nosso banco de dados.”

“Estamos com vagas para Atendente Parcial em todo o Brasil! Saiba em quais restaurantes aqui.

Vale lembrar que estes cargos podem ser preenchidos a qualquer momento. Por este motivo, se tiver interesse, se inscreva o quanto antes!

Inscrições e informações

“Para se candidatar a uma vaga de Atendente Parcial, basta comparecer ao restaurante Burger King que você tem interesse em trabalhar, preferencialmente entre 8h e 12h, e deixar o seu currículo com o Gerente.” Para outras vagas, foi divulgado em alguns sites não oficiais, que os interessados podem cadastrar seu currículo através do WhatsApp (11) 94317-6360.

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Bolsonaro sobre inquérito que livra Flávio de crimes: ‘Pergunta pra PF’

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O filho do presidente se livrou em investigação da Polícia Federal no inquérito eleitoral que mira dois crimes cometidos por ele.

Questionado na manhã desta segunda-feira (3) em São Paulo sobre o fato de a Polícia Federal ter concluído não haver indícios de que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) tenha cometido os crimes de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica, o presidente Jair Bolsonaro se limitou a dizer: “Pergunta pra PF, eu não me meto nas questões do Judiciário”.

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o filho do presidente se livrou em investigação da Polícia Federal no inquérito eleitoral que mira tanto as negociações de imóveis como a sua declaração de bens na eleição de 2018. A previsão é a de que o relatório final da polícia sobre o caso seja entregue à Justiça nos próximos dias.

Bolsonaro está na capital paulista para o lançamento da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo, que será construído no Campo de Marte e tem inauguração prevista para o final de 2022. Debaixo de chuva forte, houve uma benção católica para o início das obras. José de Anchieta foi declarado padroeiro do colégio.

O presidente chegou acompanhado dos filhos, o deputado Eduardo (SP) e o senador Flávio (RJ), além de ministros, como Abraham Weintraib (Educação) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). A secretária de Cultura, Regina Duarte, e o irmão de Bolsonaro, Renato, também estavam presentes.

O resultado apurado pela PF sobre Flávio não coincide com os elementos encontrados em um outro inquérito, do Ministério Público do Rio, que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa -ele foi deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

Nesse tipo de esquema, funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários aos deputados.

Segundo a Promotoria, que investiga a prática de peculato, ocultação de patrimônio e organização criminosa, Flávio lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e com sua loja de chocolates. O senador nega que tenha cometido os crimes sob apuração.

Embora não sejam sobre o mesmo objeto, as investigações da Polícia Federal e do MP-RJ se esbarram em relação aos imóveis de Flávio.

O procedimento que hoje está com a PF teve como origem uma notícia crime feita pelo advogado Eliezer Gomes da Silva com base em reportagem da Folha de janeiro de 2018 que apontava a evolução patrimonial de Jair Bolsonaro, então deputado federal, e seus filhos políticos.

Na denúncia, o advogado destacou o fato de Flávio ter declarado em 2014 e 2016 ser proprietário de um imóvel em Laranjeiras, mas ter atribuído valores distintos ao mesmo bem em cada ano.

No inquérito em andamento no âmbito estadual, o Ministério Público disse ter encontrado suspeitas de que o senador usou recursos em espécie na compra de apartamentos com o objetivo de lavar dinheiro da “rachadinha” da Assembleia Legislativa.

A investigação local começou após um relatório de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) ter detectado uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão no intervalo de um ano nas contas de Fabrício Queiroz, funcionário do gabinete de Flávio e amigo do presidente Jair Bolsonaro.

No caso dos apartamentos, a desconfiança do MP-RJ é que os valores registrados por Flávio em cartórios não sejam verdadeiros. Na investigação da PF, porém, não foram apontados indícios nesse sentido.

Nas reportagens de janeiro de 2018, as primeiras sobre o patrimônio da família, a Folha mostrou que Flávio entrou na política com um Gol 1.0, em 2002. Quinze anos depois, quando se candidatou ao Senado, tinha dois apartamentos e uma sala que, segundo a prefeitura, valem R$ 4 milhões. Ele realizou operações envolvendo 19 imóveis.

A Folha de S.Paulo também mostrou que, no início de 2018, Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato -Carlos, Flávio e Eduardo- eram donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior no Rio -valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual. Desde então, sua única profissão é a política. Foram sete mandatos como deputado federal e, agora, como presidente.

O pedido de abertura de inquérito sobre as suspeitas em torno de Flávio chegou à PF depois que o procurador regional eleitoral do Rio, Sidney Madruga, tentou arquivar o caso.

Como a Folha revelou em fevereiro do ano passado, o procurador quis encerrar a apuração sem ter feito nenhuma diligência. O arquivamento pedido por Madruga foi vetado por uma câmara criminal do Ministério Público Federal, que determinou uma avaliação mais rigorosa do caso.

Na ocasião, a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio afirmou que Madruga entendeu que não havia crime eleitoral “com base na jurisprudência consolidada há anos no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”. O procedimento foi enviado, então, à Polícia Federal.

Assim que recebeu o material, a PF mandou um pedido de análise para a PGR (Procuradoria-Geral da República), para saber em qual instância a investigação deveria ficar.

Como o inquérito foi aberto antes de Flávio tomar posse no Senado, o entendimento foi de que deveria permanecer no primeiro grau, no Rio.

Sob o comando do ministro Sergio Moro (Justiça), a Polícia Federal vive clima de instabilidade desde agosto do ano passado, quando Bolsonaro anunciou uma troca no comando da superintendência do órgão no Rio e ameaçou trocar o diretor-geral, Maurício Valeixo.

No meio da polêmica, o presidente chegou a citar um delegado que assumiria a chefia do Rio, mas foi rebatido pela Polícia Federal, que divulgou outro nome, o de Carlos Henrique de Oliveira, da confiança da atual gestão. Após meses de turbulência, o delegado assumiu o cargo de superintendente, em dezembro.

No fim de janeiro, o presidente colocou de volta o assunto na mesa, quando incentivou um movimento que pedia a recriação do Ministério da Segurança Pública. Isso poderia impactar diretamente a polícia, que poderia ser desligada da pasta da Justiça e ficaria, portanto, sob responsabilidade de outro ministro.

Bolsonaro depois voltou atrás e disse que a chance de uma mudança nesse sentido era zero, ao menos neste momento.

Por trás da crise de agosto do ano passado estava um despacho de um delegado responsável por uma investigação sobre crimes previdenciários no Rio, no qual ele levantou a suspeita de quem seria um homem identificado como Hélio Negão, mesmo codinome do deputado federal amigo de Bolsonaro.

Desde o início de seu governo, principalmente por causa de Flávio, Bolsonaro tem reclamado em momentos privados e também publicamente sobre uma tentativa de perseguição à sua família.

O inquérito da Polícia Federal está com o delegado Erick Blatt desde antes da chegada do novo superintendente.

Bolsonaro sobre inquérito que livra Flávio de crimes: ‘Pergunta pra PF’

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O filho do presidente se livrou em investigação da Polícia Federal no inquérito eleitoral que mira dois crimes cometidos por ele.

Questionado na manhã desta segunda-feira (3) em São Paulo sobre o fato de a Polícia Federal ter concluído não haver indícios de que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) tenha cometido os crimes de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica, o presidente Jair Bolsonaro se limitou a dizer: “Pergunta pra PF, eu não me meto nas questões do Judiciário”.

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o filho do presidente se livrou em investigação da Polícia Federal no inquérito eleitoral que mira tanto as negociações de imóveis como a sua declaração de bens na eleição de 2018. A previsão é a de que o relatório final da polícia sobre o caso seja entregue à Justiça nos próximos dias.

Bolsonaro está na capital paulista para o lançamento da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo, que será construído no Campo de Marte e tem inauguração prevista para o final de 2022. Debaixo de chuva forte, houve uma benção católica para o início das obras. José de Anchieta foi declarado padroeiro do colégio.

O presidente chegou acompanhado dos filhos, o deputado Eduardo (SP) e o senador Flávio (RJ), além de ministros, como Abraham Weintraib (Educação) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). A secretária de Cultura, Regina Duarte, e o irmão de Bolsonaro, Renato, também estavam presentes.

O resultado apurado pela PF sobre Flávio não coincide com os elementos encontrados em um outro inquérito, do Ministério Público do Rio, que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa -ele foi deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

Nesse tipo de esquema, funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários aos deputados.

Segundo a Promotoria, que investiga a prática de peculato, ocultação de patrimônio e organização criminosa, Flávio lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e com sua loja de chocolates. O senador nega que tenha cometido os crimes sob apuração.

Embora não sejam sobre o mesmo objeto, as investigações da Polícia Federal e do MP-RJ se esbarram em relação aos imóveis de Flávio.

O procedimento que hoje está com a PF teve como origem uma notícia crime feita pelo advogado Eliezer Gomes da Silva com base em reportagem da Folha de janeiro de 2018 que apontava a evolução patrimonial de Jair Bolsonaro, então deputado federal, e seus filhos políticos.

Na denúncia, o advogado destacou o fato de Flávio ter declarado em 2014 e 2016 ser proprietário de um imóvel em Laranjeiras, mas ter atribuído valores distintos ao mesmo bem em cada ano.

No inquérito em andamento no âmbito estadual, o Ministério Público disse ter encontrado suspeitas de que o senador usou recursos em espécie na compra de apartamentos com o objetivo de lavar dinheiro da “rachadinha” da Assembleia Legislativa.

A investigação local começou após um relatório de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) ter detectado uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão no intervalo de um ano nas contas de Fabrício Queiroz, funcionário do gabinete de Flávio e amigo do presidente Jair Bolsonaro.

No caso dos apartamentos, a desconfiança do MP-RJ é que os valores registrados por Flávio em cartórios não sejam verdadeiros. Na investigação da PF, porém, não foram apontados indícios nesse sentido.

Nas reportagens de janeiro de 2018, as primeiras sobre o patrimônio da família, a Folha mostrou que Flávio entrou na política com um Gol 1.0, em 2002. Quinze anos depois, quando se candidatou ao Senado, tinha dois apartamentos e uma sala que, segundo a prefeitura, valem R$ 4 milhões. Ele realizou operações envolvendo 19 imóveis.

A Folha de S.Paulo também mostrou que, no início de 2018, Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato -Carlos, Flávio e Eduardo- eram donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior no Rio -valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual. Desde então, sua única profissão é a política. Foram sete mandatos como deputado federal e, agora, como presidente.

O pedido de abertura de inquérito sobre as suspeitas em torno de Flávio chegou à PF depois que o procurador regional eleitoral do Rio, Sidney Madruga, tentou arquivar o caso.

Como a Folha revelou em fevereiro do ano passado, o procurador quis encerrar a apuração sem ter feito nenhuma diligência. O arquivamento pedido por Madruga foi vetado por uma câmara criminal do Ministério Público Federal, que determinou uma avaliação mais rigorosa do caso.

Na ocasião, a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio afirmou que Madruga entendeu que não havia crime eleitoral “com base na jurisprudência consolidada há anos no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”. O procedimento foi enviado, então, à Polícia Federal.

Assim que recebeu o material, a PF mandou um pedido de análise para a PGR (Procuradoria-Geral da República), para saber em qual instância a investigação deveria ficar.

Como o inquérito foi aberto antes de Flávio tomar posse no Senado, o entendimento foi de que deveria permanecer no primeiro grau, no Rio.

Sob o comando do ministro Sergio Moro (Justiça), a Polícia Federal vive clima de instabilidade desde agosto do ano passado, quando Bolsonaro anunciou uma troca no comando da superintendência do órgão no Rio e ameaçou trocar o diretor-geral, Maurício Valeixo.

No meio da polêmica, o presidente chegou a citar um delegado que assumiria a chefia do Rio, mas foi rebatido pela Polícia Federal, que divulgou outro nome, o de Carlos Henrique de Oliveira, da confiança da atual gestão. Após meses de turbulência, o delegado assumiu o cargo de superintendente, em dezembro.

No fim de janeiro, o presidente colocou de volta o assunto na mesa, quando incentivou um movimento que pedia a recriação do Ministério da Segurança Pública. Isso poderia impactar diretamente a polícia, que poderia ser desligada da pasta da Justiça e ficaria, portanto, sob responsabilidade de outro ministro.

Bolsonaro depois voltou atrás e disse que a chance de uma mudança nesse sentido era zero, ao menos neste momento.

Por trás da crise de agosto do ano passado estava um despacho de um delegado responsável por uma investigação sobre crimes previdenciários no Rio, no qual ele levantou a suspeita de quem seria um homem identificado como Hélio Negão, mesmo codinome do deputado federal amigo de Bolsonaro.

Desde o início de seu governo, principalmente por causa de Flávio, Bolsonaro tem reclamado em momentos privados e também publicamente sobre uma tentativa de perseguição à sua família.

O inquérito da Polícia Federal está com o delegado Erick Blatt desde antes da chegada do novo superintendente.

Alcolumbre inclui mudança no STF como prioridade do ano no Congresso

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No modelo previsto na PEC, uma comissão formada por presidentes de sete instituições, entre elas o próprio Supremo e a OAB, faria a lista.

Opresidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), colocou a mudança no formato de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma das 10 pautas prioritárias do Legislativo em 2020.

O documento foi divulgado pela assessoria de Alcolumbre com informações sobre a retomada do ano legislativo, nesta segunda-feira, 3. Entre elas, estão 10 pautas prioritárias para o ano no Congresso. Após a divulgação, a assessoria afirmou que a lista não é oficial, mas apenas uma orientação à cobertura da imprensa.

A mudança na escolha dos membros do STF está prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto, apresentado pelo senador Lasier Martins (Pode-RS) em 2015, obriga o presidente da República a indicar os integrantes da Corte dentro de uma lista tríplice.

No modelo previsto na PEC, uma comissão formada por presidentes de sete instituições, entre elas o próprio Supremo e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), faria a lista. Atualmente, o chefe do Executivo é livre para indicar qualquer pessoa, desde que tenha “notável saber jurídico e reputação ilibada”. A aprovação cabe ao Senado após sabatina.

Como o Broadcast Político publicou no último dia a proposta virou alvo de bolsonaristas nas redes sociais, que viram na iniciativa uma tentativa de dificultar eventual indicação do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Após a enxurrada de críticas, senadores admitiram uma alteração para que o novo modelo, se aprovado, só passe a valer a partir de 2023.

A proposta também institui mandato de dez anos para os ministros do STF. Hoje, os magistrados podem ficar na cadeira até completar 75 anos, idade em que são aposentados obrigatoriamente. O relator da PEC, Antonio Anastasia (PSDB-MG), elaborou um parecer adiando a vigência das novas regras para 2023, ou seja, após o mandato de Jair Bolsonaro.

Até o mês passado, na avaliação de parlamentares, havia pouca chance de a PEC ser aprovada neste ano. Nesta segunda-feira, 3, porém, a assessoria de Alcolumbre colocou o a medida como item 7 entre 10 prioridades elencadas para 2020, um ano com janela mais curta para votação devido às eleições municipais.

Fonte: Noticiasaominuto

Deputado Edson Martins prestigia inauguração de silo industrial em Nova Mamoré

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O deputado estadual Edson Martins (MDB), esteve no último sábado (01) na inauguração do primeiro silo industrial no município Nova Mamoré. Ele foi recepcionados pelos sócios proprietários Laerte Queiroz, José Luís e Antônio Cristimar junto com seu filho Jhones Raphael, que apresentaram o mais novo empreendimento de silagem, secagem e armazenamento de cereais, que conta ainda com balança e vários outros equipamentos necessários à infraestrutura do negócio.

Com investimentos na ordem de R$ 7 milhões, o silo tem capacidade de secagem de até 80 toneladas de grãos por hora e armazenagem de secador de 120 toneladas. A capacidade de estocagem de cereais é de 100 mil sacas.

“Essa é uma grande conquista para a região e para a agricultura do estado, o setor produtivo de Rondônia teve um aumento de 238% de área plantada nos últimos 10 anos e a tendência é esse número aumentar a cada ano, é importante que a infraestrutura de armazenamento e secagem desses grãos acompanhe o crescimento para atender a demanda da região”, destacou Edson Martins.

O parlamentar reafirmou o seu compromisso em apoiar o setor produtivo, desde à agricultura familiar aos grandes empreendimentos. “Toda a cadeia produtiva é importante para a nossa economia, pois gera emprego, renda e fazem os municípios se desenvolverem”, finalizou.

12 coisas sobre os signos que você não vai gostar de descobrir

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Descubra agora aquela verdade que pode — ou não — atacar a sua ferida de acordo com seu signo


Quem é você? Você é aquela pessoa que prefere lidar com a verdade, com a omissão ou com aquela mentirinha que é mais agradável aos seus ouvidos? Sem julgamentos, às vezes a verdade é realmente cruel. Por outro lado, ela é uma poderosa arma para enfrentarmos a realidade e encontramos a melhor versão de nós mesmos. Sendo assim, descubra agora aquela verdade que pode — ou não — atacar a sua ferida de acordo com seu signo. 

Áries 

Tudo bem ter iniciativa, mas o problema do ariano é que ele é um tanto imaturo, principalmente quando as coisas não saem do jeito dele. Tudo precisa ser na hora que eles querem, da forma que eles querem, e caso não seja eles podem acabar sendo injustos e até arrogantes. 

Touro 

Que o taurino é teimoso não é novidade, mas às vezes isso acaba sendo um pouco tóxico. Sem falar de quando ele passa a ser excessivamente materialista, possessivo ou preguiçoso. Uma vez que eles têm algo na cabeça, nada consegue mudar isso. 

Gêmeos 

A verdade em relação ao geminiano é o mistério que há por trás dele. Ele é tão maleável que as vezes fica difícil entender quem ele é de verdade, principalmente quando levamos em conta suas mudanças de humor, gostos e suas falas com duplo sentido. 

Câncer 

Diferente do que muitos pensam, cancerianos são muito fortes, o problema é que quando alguém ultrapassa sua carapaça eles costumam sofrer mais do que a maioria. Além disso, por serem muito sensíveis, eles podem ser muito cautelosos e acabam optando por ficar na zona de conforto. 

Leão 

Leoninos não medem esforços para conquistar sua glória, e podem fazer qualquer coisa para alcançar o que desejam. Além dessa ambição muitas vezes exarcerbada, eles também têm grande dificuldade em dividir o pódio e a atenção. 

Virgem 

Virginianos costumam viver numa bolha, e eles expulsam dessa bolha tudo o que é diferente do que eles imaginam. Por serem criteriosos, pessimistas e críticos demais, eles querem que todos sejam como eles, tenham o mesmo humor, crenças e valores. E quando isso não acontece, eles se fecham e se isolam na sua bolha e zona de conforto. 

Libra 

Fora sua indecisão que é de conhecimento comum, o lado negro do libriano é algo que aflige mais ele mesmo do que os outros, isso porque ele costuma deixar de lado seus interesses e valores por conta de outras pessoas. Além disso, ele se preocupa muito com a beleza das coisas, e pode acabar deixando escapar o verdadeiro valor envolvido no que o cerca. 

Escorpião 

O problema do escorpiano, alem de ser extremamente orgulhoso, é que ele leva o seu rancor e seus inimigos até o inferno junto com ele. Fora isso, quando ele não tem uma paixão na vida ele se sente fraco e sem propósito. 

Sagitário 

O excesso de bem também pode acabar se tornando o mal. O que queremos dizer com isso é que o excesso de honestidade do sagitariano pode fazer com que ele seja visto como indelicado, principalmente quando ele se empolga e não para de falar. 

Capricórnio 

O capricorniano passa por cima de tudo e de todos para conquistar seus objetivos, e foca demais no que há de ruim em sua vida, inclusive nas coisas que estão no passado. Além disso, ele não gosta de ser ignorado e de não ter um propósito para perseguir porque ele se sente completamente sem rumo. 

Aquário 

O problema é que ele já sai apontando o dedo e falando baboseira sem ter nenhum embasamento para isso. Fora que por ser muito individualista em muitos casos, acaba lhe faltando tato. 

Peixes 

O problema do pisciano é mais interno do que externo, isso porque ele é facilmente levado pelos sentimentos e dores alheios, o que pode se tornar um problema quando ele começa a viver pelos outros. E, claro, não se atreva a mexer com ele ou com alguém que ele gosta, uma vez que tenha decidido quais são suas alianças, porque apesar de ser sensível ele não foge de uma batalha. 

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Verdades sejam ditas: elas também não são fáceis de serem engolidas. Principalmente quando levamos em consideração que nosso problema está ligado a um traço da nossa personalidade ou jeito de ser, porque todos sabemos o quanto é difícil mudar isso e o quanto isso exige de nós. Contudo, o mais importante é não desistir e lutar para sermos sempre pessoas melhores!

Com informações Horóscopo Virtual

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Procurador da Fazenda que esfaqueou juíza no TRF 3ª Região é encontrado morto em SP

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Matheus Carneiro Assunção estava em uma clínica psiquiátrica na Zona Sul de SP. Juíza teve ferimentos leves no pescoço

O procurador da Fazenda Matheus Carneiro Assunção, que esfaqueou a juíza Louise Figueiras em outubro do ano passado dentro da sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na Avenida Paulista, foi encontrado morto nesta segunda-feira (3) em uma clínica psiquiátrica na Zona Sul de São Paulo.

Carneiro foi encontrado por volta das 8h, quando uma auxiliar de enfermagem, responsável pela alimentação matinal dos pacientes, não conseguiu fazer contato ele. Ela chamou o procurador por várias vezes, sem resposta. Ao tentar entrar quarto, ela não conseguiu abrir a porta e pediu ajuda a outros profissionais da clínica até conseguirem entrar no quarto. A porta estava travada por uma poltrona.

Segundo a polícia, o quarto foi isolado para o trabalho dos peritos. O delegado que esteve na clínica registrou o caso no 11º Distrito Policial como morte suspeita. via G1

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Educação básica: o atraso e o futuro – Por Luís Roberto Barroso

Sentença - https://sentenca.painelpolitico.com

Três dos grandes problemas são: não alfabetização da criança na idade certa, evasão escolar no Ensino Médio e não aprendizado mínimo ao final de cada ciclo.

O Ministro Luís Roberto Barroso se debruçou recentemente sobre a verdadeira agenda patriótica brasileira: a Educação Básica. Em texto publicado na revista acadêmica Direitos Fundamentais e Justiça, S. Exa. apresenta o sistema de Educação Básica, com as estatísticas respectivas, e expõe diagnósticos e soluções consensuais entre os estudiosos de modo a superar o atraso tupiniquim: “um esforço para trazer informações e mobilizar a comunidade jurídica para um fator decisivo ao desenvolvimento do Brasil”, explica Barroso.

O texto na integra, veja aqui.

O ministro faz um síntese do texto:


I. Introdução

Publiquei, no último número da revista acadêmica Direitos Fundamentais e Justiça, da PUC/RS, o artigo “Educação Básica no Brasil: Do Atraso Prolongado à Conquista do Futuro” (clique aqui). Apresento aqui um resumo das ideias expostas naquele texto, com diagnósticos e soluções tidos como consensuais pelos especialistas. Considero este um dos principais itens de uma verdadeira agenda patriótica.

II. Objeto do trabalho

Meu artigo se baseou em alguns dos principais documentos internacionais (UNESCO, Banco Mundial, OCDE) e nacionais (INEP, SAEB, BNCC), bem como em prolífica e valiosa produção de instituições como Fundação Lemann, Todos pela Educação e Instituto Ayrton Senna. Também me beneficiei da generosa interlocução das Professoras Maria Helena Guimarães de Castro e Cláudia Costin, assim como do jornalista Antônio Gois. No trabalho, procurei tabular os principais problemas e algumas soluções consensuais para superar o atraso da Educação Básica no Brasil. Um esforço para trazer informações e mobilizar a comunidade jurídica para um fator decisivo ao desenvolvimento do Brasil. A síntese vai aqui.

III. A falsa prioridade

Apesar das declarações tonitruantes, a Educação Básica no Brasil não tem sido tratada como prioridade verdadeira. Com exceção da permanência mais prolongada de Paulo Renato e Fernando Haddad – períodos em que houve efetivo avanço –, Ministros têm se sucedido segundo a lógica do varejo político. Nos últimos sete anos, foram nove Ministros. Não há política pública que resista a esse tipo de descontinuidade. O País precisa de um plano estratégico, suprapartidário, de curto, médio e longo prazos, que não esteja à mercê dos prazos e das circunstâncias eleitorais.

IV. O desenho e os números do sistema

O sistema educacional brasileiro é organizado em Educação Superior e Educação Básica. A Educação Básica, objeto deste artigo, conta com 57 milhões de estudantes (INEP 2018) e é dividida em três níveis:

(i) Educação Infantil. Creche de zero a 3 anos e Pré-escola de 4 a 5. São 8,7 milhões de matrículas;

(ii) Ensino Fundamental. Estende-se dos 6 aos 14 anos, dividido em duas fases: 1º ao 5º ano (antigo Primário) e 6º ao 9º ano (antigo Ginásio). São 27,2 milhões de matrículas; e

(iii) Ensino Médio. Deve atender jovens de 15 a 17 anos, sendo ministrado em três anos. São 7,7 milhões de matrículas.

V. Os principais problemas

A universalização da Educação Básica no Brasil se deu com grande atraso, um século depois dos EUA. Elites extrativistas e autorreferentes adiaram, ao longo de quase todo o século XX, a democratização do acesso ao ensino público. Porém, nas últimas décadas, houve um inegável processo de inclusão. Os problemas, todavia, ainda são dramáticos: a escolaridade média é de 7,8 anos, inferior à média do Mercosul (8,6 anos) e dos BRICS (8,8 anos). Cerca de 11 milhões de jovens entre 19 e 25 anos não estudam nem trabalham, apelidados de “nem nem”. Alguns dos grandes problemas da Educação Básica no Brasil são:

(i) Não alfabetização da criança na idade certa. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, a alfabetização deve se dar, a partir desse ano de 2020, no 2º ano do Ensino Fundamental. Em larga proporção, isso não ocorre. Problemas associados à não alfabetização são os altos índices de reprovação e a defasagem idade/série;

(ii) Evasão escolar no Ensino Médio. Existem 10 milhões de jovens entre 15 e 17 anos. Cerca de 3 milhões deles estão fora da escola, entre os que não se matriculam, os que abandonam o estudo e os que são reprovados por falta. Isso impacta a renda, a produtividade e as opções de emprego dessas pessoas, além de aumentar o risco de violência e cooptação pela criminalidade. A necessidade de trabalhar e a falta de atratividade de currículos defasados são apontadas como principais causas; e

(iii) Déficit de aprendizado. Problema gravíssimo é detectado pelos sistemas de avaliação nacionais e estrangeiros: o jovem conclui o Ensino Fundamental e o Ensino Médio sem ter aprendido fundamentos básicos de Linguagem, Ciência e Matemática. Estamos no fim da fila no PISA, prova organizada pela OCDE para aferir o nível de aprendizado de jovens de 15 anos. O fato revela os críticos problemas de qualidade do ensino, ao ponto de que mais escolaridade não tem significado aumento na produtividade. Sem mencionar o analfabetismo funcional, que identifica os indivíduos incapazes de interpretar textos simples ou de fazerem operações matemáticas elementares.

VI. Algumas propostas de solução

Não existe bala de prata em matéria de Educação. Como dito anteriormente, é preciso um plano estratégico, suprapartidário, com objetivos de curto, médio e longo prazos bem definidos e perseguidos com políticas públicas consistentes e constantes. Abaixo, três ideias – em meio a muitas –, que constituem consensos importantes nessa matéria:

(i) Atração e capacitação de professores

Este é um dos pontos nevrálgicos da Educação Básica no Brasil: a pouca atratividade da carreira do magistério. Há problemas de valorização institucional e, consequentemente, dificuldade de atrair valores para os seus quadros. Sem desmerecer a dedicação e o talento de muitos professores vocacionados e abnegados, os dados demonstram que, nos últimos tempos, os cursos de Pedagogia são escolhidos pelos que têm rendimento abaixo da média no ENEM. Há problemas de formação de professores, de condições de trabalho, de infraestrutura das escolas e limitações quanto à remuneração. É preciso tratar o magistério como uma das profissões mais importantes do país, elevar a capacitação dos professores e aumentar a atratividade da carreira, com incentivos de naturezas diversas.

(ii) Escola em tempo integral

A ampliação do tempo de permanência na escola de cinco para oito horas é providência reconhecida como decisiva para o avanço da Educação Básica. Naturalmente, é necessário atentar para a qualidade desse tempo extra, com medidas curriculares e extracurriculares. Os Estados da Federação que adotaram programas de escolas em tempo integral, como Espírito Santo e Pernambuco, destacaram-se nos resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). De acordo com dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), menos de 10% dos alunos do sistema de Educação Básica estudam em tempo integral.

(iii) Ênfase na Educação Infantil

Documentos do Banco Mundial e pesquisadores reconhecidos internacionalmente atestam que o principal investimento a ser feito em Educação Básica é a partir das primeiras semanas de vida da criança. Nessa fase, o cérebro é uma esponja que absorve todas as informações que lhe são transmitidas. Esse é o momento de se assegurar que a criança receba nutrição adequada, afeto, respeito, valores e conhecimentos básicos. Embora o papel da família seja determinante, o fato é que, em um país como o Brasil, com tantos lares desfeitos, a escola precisa, em um percentual bastante relevante, suprir demandas que muitas vezes a criança não terá atendidas em casa. Mas as creches têm que ser de qualidade, quer nos seus professores, quer nas condições mínimas de infraestrutura. Pesquisas demonstram que boas creches contribuem de maneira significativa para o desenvolvimento do potencial das crianças, enquanto creches de má qualidade possuem, inclusive, efeitos contraproducentes.

Uma observação final: também existe consenso entre os especialistas – e comprovações empíricas mundo afora – de que a mera injeção de recursos, sem aprimoramento da gestão, sem projetos concretos e consistentes, não é capaz de trazer resultados significativos.

VII. Conclusão

O presente artigo e o estudo maior de onde foi extraído não têm pretensões acadêmicas ou de originalidade. Trata-se, tão somente, de uma contribuição para colocar o tema no radar da comunidade jurídica, expondo diagnósticos e soluções que constituem consensos entre os especialistas. Nesse tema, precisamos de conscientização, mobilização, investimento, gestão e monitoramento.

Em uma proposição sumária, resumindo a essência do que foi dito: três dos grandes problemas da Educação Básica no Brasil são: não alfabetização da criança na idade certa, evasão escolar no Ensino Médio e não aprendizado mínimo ao final de cada ciclo. Algumas das soluções propostas incluem valorização e capacitação dos professores, escolas em tempo integral e ênfase no ensino logo na primeira idade. Quem acha que o problema da Educação no Brasil é Escola sem Partido, identidade de gênero ou saber se 1964 foi golpe ou não está assustado com a assombração errada.


Luís Roberto Barroso é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ e do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Mestre pela Universidade de Yale. Doutor e Livre-Docente pela UERJ. Senior Fellow na Harvard Kennedy School. Ministro do Supremo Tribunal Federal.