Atentados matam 32 pessoas e ferem 90 em Homs

Pelo menos 32 pessoas foram mortas e 90 ficaram feridas em duas explosões de bombas em um bairro pró-regime na cidade síria de Homs nesta segunda-feira, informou o grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

As explosões, uma de um carro-bomba e outra de um ataque suicida, atingiram o distrito de Zahra no meio da cidade, disse o Observatório, com sede no Reino Unido, que monitora a guerra na Síria com base em uma rede de contatos no local.

A agência de notícias estatal síria Sana informou que dois carros-bombas explodiram, mas citou um número inicial de vítimas menor, com seis mortos e 37 feridos.

Foi o segundo grande ataque na cidade desde que um acordo de cessar-fogo entre os dois lados em conflito entrou em vigor, no começo deste mês, abrindo caminho para que o governo tome a última área controlada pelos rebeldes em Homs.

Duas explosões em 12 de dezembro, também em Zahra, onde vivem alauítas, mataram pelo menos 16 pessoas. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade do ataque, dizendo que detonou um carro-bomba.

Sob o acordo de cessar-fogo de Homs, pelo menos 700 combatentes insurgentes e membros de suas famílias deixaram a última área controlada pelos rebeldes da cidade, o distrito de al Waer. A Organização das Nações Unidas dirige a implementação do acordo.

A comunidade alauíta — um grupo minoritário xiita ao qual pertence o ditator sírio Bashar al-Assad — representava um quarto da população de Homs, a terceira maior cidade do país, antes do início do conflito sírio em 2011.

Grande parte da província de Homs continua nas mãos de grupos rebeldes como a Frente al-Nusra frontal (braço sírio da al-Qaeda), que domina o Norte, e o Estado Islâmico, que controla o Leste, incluindo a antiga cidade de Palmira.

Cerca de 350 combatentes de milícias pró-governo sírio e civis de duas cidades xiitas sitiadas no Noroeste da Síria embarcaram em ônibus e ambulâncias com destino à fronteira turca, sob um acordo mediado pela ONU entre as partes em conflito, disseram trabalhadores humanitários. Eles, então, embarcariam em aviões da cidade turca de Hatay para voar a Beirute.

O comboio de refugiados de Kefraya e al-Foua estava à espera de autorização para se dirigir ao posto fronteiriço de Bab al-Hawa, segundo os trabalhadores humanitários.

Ao mesmo tempo, mais de 120 combatentes insurgentes da cidade fronteiriça sitiada pelos rebeldes de Zabadani, perto do Líbano, iriam para Beirute e depois voariam para a Turquia, disseram.

 

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