A coragem de votar pelo Brasil
Ricardo Viveiros* defende que as eleições de outubro exigem do eleitor brasileiro uma avaliação rigorosa de fatos e históricos, além do voto presidencial
📋 Em resumo ▾
- Eleições de outubro definirão os rumos do país para os próximos quatro anos
- Escolha do Congresso é tão crucial quanto a do presidente para evitar "parlamentarismo bizarro"
- Análise dos perfis dos principais candidatos: da extrema direita à continuidade petista
- Desafios complexos exigem avaliação de fatos, não slogans ou narrativas de redes sociais
- Por que isso importa: O voto consciente é o antídoto contra o radicalismo e a desinformação
Após a Copa do Mundo, a política volta a ocupar a atenção no Brasil. Teremos, em outubro próximo, eleições aos principais cargos da República: deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Mais do que um rito democrático, uma decisão que influenciará por quatro anos os rumos do país.
A imprensa cumpre seu papel ao trazer informações, comparar propostas, fiscalizar os candidatos e revelar suas trajetórias. Cabe ao eleitor buscar fontes confiáveis, analisar o histórico de cada postulante e resistir à desinformação que costuma marcar as campanhas eleitorais. As fake news já estão por aí, contra e a favor da verdade.
A responsabilidade com o Legislativo
A escolha do Congresso Nacional será tão importante quanto a do presidente da República. Nos últimos anos, estamos vivendo um bizarro e perigoso parlamentarismo. A governabilidade depende da relação de poder entre o Executivo e o Legislativo. Por isso, votar para presidente e desmerecer os candidatos às casas parlamentares é irresponsabilidade com a democracia.
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