Acusados de matar Naiara Karine vão a júri popular

Réus tentaram não ir a júri popular, mas recurso foi negado em março. Segundo acusação, jovem foi morta em 2013, após ser estuprada, na capital.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Os acusados de participarem do estupro, seguido de assassinato, da estudante de jornalismo Naiara Karine, vão a juri popular no dia 9 de dezembro deste ano, em Porto Velho. São eles: Richardison Bruno Mamede das Chagas, Francisco da Silva Plácido e Wagner Strogulski de Souza. Dos três, apenas Wagner aguarda o julgamento em liberdade.

O julgamento foi marcado pelo Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), na última segunda-feira (28). A sessão será realizada no Fórum Criminal desembargador Fouad Darwich, a partir das 8h30.
O júri será composto por sete pessoas do Conselho de Setença, que decidirão se os réus são considerados culpados ou inocentes em relação ao crime. Marcos Antônio Chaves da Silva foi julgado em 2014, pelo Tribunal de Júri, e condenado a 24 anos de prisão, em regime fechado.

Caberá ao magistrado que presidirá os trabalhos, a fixação da pena e do regime para cumprimento. Independentemente do resultado, ambos defensores ou Ministério Público poderão impetrar recurso de apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia.

Em março deste ano os três réus impetraram junto ao TJRO um recurso para não irem a julgento em júri popular, mas durante sessão da 2ª Câmara Criminal, os desembargadores, por unanimidade de votos, mantiveram a sentença do Juízo de primeiro grau, que determinou o Júri sob a acusação da prática dos crimes de estupro e homicídio qualificado por motivo torpe, meio
cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Entenda o caso

Naiara Karine foi morta no dia 24 de janeiro de 2013, após sofrer um estupro coletivo praticado por pelo menos quatro homens. O corpo da jovem, que tinha 18 anos e cursava jornalismo, foi encontrado em uma estrada conhecida como Linha 15 de Novembro, na zona rural da capital rondoniense. Ela foi assassinada com vários golpes de faca e, segundo as investigações, sofreu violência sexual. O localizador do celular de Naiara ajudou a polícia a chegar ao local do crime horas depois ela ter sido dada como desaparecida. Após um mês de investigações, a Polícia Civil caracterizou o crime como sequestro, estupro e homicídio.

 

Com informações do G1

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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