AGU exige remoção de chatbots da Meta por erotização infantil
Ação urgente da Advocacia-Geral da União contra robôs de IA que simulam crianças em diálogos sexuais nas redes sociais gera debate nacional

A Advocacia-Geral da União (AGU) tomou uma medida contundente nesta segunda-feira (18 de agosto de 2025) ao notificar as plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp, todas operadas pela Meta, para que excluam robôs de inteligência artificial (chatbots) que simulam aparência infantil e promovem conteúdos de cunho sexual. A notificação, que dá um prazo de 72 horas para a remoção dos bots e esclarecimentos sobre medidas de proteção a menores, levanta um debate urgente sobre a segurança digital de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Contexto da ação da AGU
De acordo com a AGU, os chatbots criados por meio da ferramenta Meta IA Studio têm sido utilizados para promover a erotização infantil, um problema que se agrava pela falta de filtros eficazes de idade nas plataformas da Meta. A empresa permite o acesso a usuários a partir dos 13 anos, mas não possui mecanismos robustos para verificar a idade real dos usuários entre 13 e 18 anos. No ofício enviado à Meta, a AGU destacou o risco exponencial que esses robôs representam:
“Tais chatbots têm potencialidade de alcançar um público cada vez mais amplo nas plataformas digitais, especialmente nas redes sociais da Meta, ampliando de forma exponencial o risco do contato de menores de idade com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”, argumentou a AGU.
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