Ameaçada por ex, mulher pede socorro nas redes sociais

Vigilante vem fazendo ameaças a ela e toda sua família, mesmo com medidas protetivas da justiça

Em uma atitude extrema, a ativista social Acácia Cavalcanti resolveu denunciar publicamente o inferno por qual vem passando nos últimos meses por conta de um ex-relacionamento doentio. Através do facebook, Acácia denunciou o ex-namorado, Ivan Alves, vigilante, de ameaça de morte contra ela e toda sua família.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]A denúncia, em tom de revolta, já foi compartilhada por centenas de amigos e curiosos na rede social e demonstra, não só o desespero de alguém que corre o sério risco de morrer quanto também a omissão do poder público que mesmo sabendo do caso não toma uma atitude enérgica contra o acusado.

A mensagem já foi compartilhada com 32 pessoas e tem 20 comentários, o que parece pouco para um crime de homicídio em andamento. Acácia pediu a todos os amigos e colegas que bloqueiem Ivan de seus contatos, acusando-o de dissimulado, mentiroso e que está descontrolado e enlouquecido pelo fim do relacionamento.

´Peço que os meus familiares e amigos que tem o Ivan Alves no face bloqueiem ele por favor, isso é sério, vocês tbm estão correndo risco, eu avisei a muitos, não falem com ele sobre mim, ele usa tudo pra ficar me perseguindo, me ajudem e não toquem no meu nome com ele… Ele usa tudo que falam contra vocês também, ele é mentiroso e dissimulado.´, diz um trecho do post.

Em conversa com amigos mais chegados, Acácia disse que obteve informações de que o ex-namorado anda procurando-a nas baladas e dizendo a todos os amigos dela de que irá matá-la quando a encontrar. Apesar das medidas protetivas impostas pela Justiça, Ivan simplesmente ignora a ordem judicial e vem assediando-a por telefone diariamente.

Acácia Cavalcanti disse durante conversa via Whastsapp, sentir que vai morrer, mas, que nada pode fazer. “Preciso de segurança 24hs, tô agoniada. Eu vou morrer sabia tô sentindo que vou”, disse.

PASSIONAL

[su_frame align=”right”] [/su_frame]A coragem de Acácia, bastante conhecida por seu ativismo social, é um exemplo de como dezenas de mulheres não só na capital, mas em todo o País ainda sofrem diariamente o problema da ameaça de morte e a iminência de morte. Nem mesmo a Lei que torna o assassinato de mulheres crime hediondo (feminicídio) ou mesmo a Maria da Penha são capazes de amedrontar homens violentos e seus instintos assassinos.

Porto Velho já teve crimes bárbaros ocorridos nessas circunstâncias praticados por ciúmes. A jovem Raíssa, por exemplo, foi morta com um tiro na cabeça em 2013 pelo namorando Alexssandro, seu namorado, a queima-roupa em uma parada de ônibus, no bairro Nova Floresta.

Em 2011, uma balconista do Shopping Porto Velho foi morta pelo namorado no estacionamento quando estava trabalhando; há ainda o rumoroso caso da jovem Naiaria, que pode ter sido encomendado por motivos passionais, mas que até hoje não deu em nada.

Levantamento feito Instituto Avante Brasil apontou que 40.000 mil mulheres foram vítimas de homicídios no Brasil, entre 2001 e 2010. Só no ano de 2010, 4,5 entre 100.000 mulheres perderam suas vidas no país.

Consoante o Instituto Avante Brasil, em 2010, uma mulher foi vítima de homicídio a cada 1 hora, 57 minutos e 43 segundos.  Em 2001, a média era de 2 horas, 15 minutos e 29 segundos. O crescimento de mortes anual, entre 2001 e 2010, foi de 1,85% ao ano.

Na América do Sul, o Brasil só perde em homicídios de mulheres para a Colômbia, que registrou, em 2007, uma taxa de 6,2 mortes para cada 100.000 mulheres. Atrás do Brasil vem a Venezuela, com 3,6 mortes para cada 100.000 mulheres em 2007, Paraguai que registrou em 2008 1,3 mortes para cada 100.000 mulheres e o Chile com 1 homicídio feminino para cada 100.000 mulheres em 2007.

As informações são de O Rondoniense

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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