Ativistas decidem recuperar a BR 319 por conta própria

Contrariando a suspensão das obras de manutenção e revitalização da BR-319, um grupo de pessoas que defende a liberação do tráfego de veículos pela rodovia decidiu, por conta própria, restaurar pontes e desvios ao longo da estrada, a partir do Km 350, que apresenta condições precárias de trafegabilidade. Eles querem garantir que a rodovia permaneça em boas condições de uso, mesmo no período chuvoso.

O pontapé inicial da operação “Beija-flor” foi dado no último sábado, quando parte do grupo se reuniu em um dos trechos mais críticos da rodovia para reformar um dos desvios que foram construídos ao lado de uma ponte que está desativada por falta de manutenção.

Com motosserras, martelos e enxadas em mãos, cada um decidiu dar a sua contribuição para garantir que os veículos de qualquer porte  possam prosseguir pela estrada, tanto os que desejam chegar a Rondônia, quanto os que querem chegar a Manaus.

“Estou aqui desde cedo para colaborar com a minha parte. Como existe um impasse sobre quem pode conceder a licença ambiental (Governo Federal ou Estadual) para que as obras prossigam, nós decidimos não cruzar os braços e lutar pelo nosso direito de ir e vir”, disse André Marsílio, um dos integrantes do movimento.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]De acordo com ele, durante todo o tempo que ficou no Km 350, conversou com várias pessoas que estavam atravessando o Estado, de carro. “Teve até um grupo de argentinos que passou por aqui. Eles estão indo para a Venezuela. As pessoas estão confiantes com a reabertura da estrada e isso é a prova da importância da interligação que a rodovia vai proporcionar e integrar o Amazonas ao restante do Brasil, além de trazer desenvolvimento para a região”, afirmou Marsílio.

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Fábio Galvão, órgão responsável pelas obras na BR-319, não quis se pronunciar sobre a iniciativa dos ativistas.

Associação é criada

De acordo com o professor universitário Pedro Fernandes, que também participa do movimento, o início da operação Beija-flor marca um momento histórico para o grupo, com a criação da Associação de Amigos e Defensores da BR-319. “Agora nós estamos ganhando um corpo jurídico para reunir mais forças, onde o nosso propósito é lutar pela reabertura integral  dessa rodovia, de modo que ela seja pavimentada e as condições de trafegabilidade dela sejam mantidas”, defende.

O primeiro compromisso do movimento como associação está marcado para hoje, quando os membros devem ser recebidos pelo Governador do Estado, José Melo (Pros), e apresentarão a pauta de reivindicações que engloba os pontos mais polêmicos que giram em torno da BR-319: a retomada das obras de manutenção e conservação  da rodovia, principalmente no trecho do meio (entre o Km 250 a Km 650), por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT); o fim do impasse entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para conceder as licenças ambientais necessárias para o reinício das obras; e a fiscalização contra crimes ambientais ao longo da estrada.

“Essas ações da operação Beija-flor  vão durar pelas próximas semanas. Convidamos a todos os usuários a contribuir também, ajudando a consertar os trechos que estão precários, com pontes e desvios danificados, pregando uma madeira que se deslocou, ou alertando as autoridades e o movimento, sobre outros pontos onde precisamos fazer reparos”, complementou Fernandes.

Operação Beija-Flor

Nome  dado em alusão ao conto do beijo-flor, que sozinho, tentou apagar um incêndio na floresta, jogando gotas de águas sobre as queimadas. A iniciativa do pássaro inspirou os demais animais e juntos, conseguiram debelar as chamas. Da mesma forma, usuários e defensores da BR-319 lutam para garantir que as obras de manutenção e pavimentação da rodovia sejam retomadas. Como as obras do DNIT foram suspensas por decisão judicial, os ativitas decidiram realizar pequenas obras por conta própria.

885 km

A extensão da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) é de 885 quilômetros no total. No entanto, a rodovia possui vários trechos sem asfalto e boa parte do trajeto está com condições ruins para o tráfego de veículos, principalmente no trecho entre o KM 250 e o KM 650, que abrange os municípios de Manicoré e Humaitá.

Operação Beija-Flor

Nome  dado em alusão ao conto do beijo-flor, que sozinho, tentou apagar um incêndio na floresta, jogando gotas de águas sobre as queimadas. A iniciativa do pássaro inspirou os demais animais e juntos, conseguiram debelar as chamas. Da mesma forma, usuários e defensores da BR-319 lutam para garantir que as obras de manutenção e pavimentação da rodovia sejam retomadas. Como as obras do DNIT foram suspensas por decisão judicial, os ativitas decidiram realizar pequenas obras por conta própria.

As informações são do jornal A Crítica (AM)

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