Ativistas russos criam abaixo-assinado para punir brasileiros que assediaram mulher

Feministas estão reagindo ao insulto de um grupo contra uma mulher

Depois de grande repercussão na mídia brasileira e até na imprensa de Moscou, ativistas feministas estão reagindo ao assédio e insulto de um grupo de brasileiros contra uma mulher russa. Um grupo criou um abaixo-assinado na internet para tentar pressionar o governo russo a punir os brasileiros envolvidos no caso.

No momento da publicação desta nota, pouco mais de 300 pessoas já haviam assinado o protesto, que está hospedado no site change.org.

Segundo o abaixo-assinado, é possível, pelas leis da Rússia, punir o grupo de torcedores brasileiros. Caso denunciados e em eventual condenação, eles podem pagar multa de até 3 mil rublos, ou cerca de R$ 175.

“Assim, os cidadãos estrangeiros em vídeo podem ser responsabilizados por cometer um delito nos termos da Parte 1 do art. 5.61 do Código de Ofensas Administrativas (insulto, isto é, honra e dignidade de outra pessoa, expressa na forma indecente – implica a imposição de uma multa administrativa aos cidadãos, no montante de mil a três mil rublos), ou processado sob Parte 1 do art . 20.1 do Código Administrativo (vandalismo mesquinho), isto é, por violar a ordem pública, expressando desrespeito claro pela sociedade, acompanhado por linguagem chula em locais públicos, abuso sexual ofensivo para os cidadãos”, diz parte do abaixo-assinado.

“Considera ainda que a presença na forma de cidadãos estrangeiros deveria pedir desculpas publicas para a menina e todos cidadãos russos por causa do sexismo e da falta de respeito às leis da Federação Russa, o desrespeito por um cidadão russo, insultos, humilhação da honra e dignidade de um grupo de pessoas com base no sexo”, relata outro trecho.

Torcedores identificados

Seis homens aparecem no vídeo assediando e induzindo uma mulher estrangeira a falar palavras obscenas. O caso ganhou grande repercussão na imprensa brasileira. O primeiro identificado foi o advogado Diego Valença Jatobá, ex- secretário de Turismo, Esporte e Cultura de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Ele exerceu o cargo durante a gestão do prefeito Pedro Serafim (PDT) e já foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), em 2015. Diego descumpriu o artigo 89 Lei de Licitações (Lei Federal nº 8.666/93) e firmou, sem licitação, 12 contratos ilegais para contratar atrações artísticas em nome da prefeitura de Ipojuca.

O segundo identificado foi o tenente da Polícia Militar de Santa Catarina Eduardo Neves é um dos homens brasileiros que aparecem em vídeo em que assediam uma mulher estrangeira na Rússia. A identidade foi confirmada pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), na manhã desta terça-feira.

O terceiro é o empresário Luciano Gil Mendes Coelho. O jornal piauiense O Dia revelou que ele já foi preso em uma operação da Polícia Federal que desarticulou esquema de desvio de dinheiro público. A fraude ocorreu em licitações da prefeitura de Araripina, em Pernambuco, no ano de 2015, quando Luciano ocupou cargo de inspetor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI).

Fonte: correiobraziliense

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