Duas novas promessas de cura para o câncer de pele

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Imagens microscópicas de células cancerígenas nos tumores de melanoma

Pela primeira vez cientistas britânicos parecem estar perto de desenvolver um remédio para melanoma avançado, um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. No Brasil, embora o câncer de pele seja o mais frequente e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Até agora, o prognóstico para o melanoma avançado é pobre e muitos pacientes morrem depois de meses do diagnóstico, já que este tumor tem grande possibilidade de metástase. Em 2012, segundo o Inca, a estimativa é de 6.230 novos casos da doença, sendo 3.170 homens e 3.060 mulheres. Em 2010 houve 1.507 mortes por melanoma: 842 homens e 665 mulheres.

– Estamos no início de uma nova era de tratamentos de câncer usando o sistema imunológico – disse ao jornal “The Telegraph” o clínico Peter Johnson, do centro britânico Pesquisas de Câncer. – Estas drogas que podem transformar as próprias defesas do organismo contra um tumor estão começando a mostrar a promessa real para melanoma e outros tipos de câncer.

O novo remédio contém dois tipos de drogas – ipilimumab e anti-PD1s, que quebram as defesas das células cancerosas e ainda estão em testes clínicos. Os médicos podem reiniciar o sistema imunológico de maneira eficaz com a combinação dos dois medicamentos. Um em cada seis pacientes já estão sendo salvos pelo tratamento, de acordo com estudos apresentados no Congresso Europeu de Câncer.

– O melanoma avançado pode se tornar uma doença curável para mais de 50% dos pacientes daqui a cinco ou dez anos – disse o professor Alexander Eggermont, do Instituto Gustave Roussy, na França. – Se eu tivesse feito esta previsão há cinco anos as pessoas teriam dito que eu estava louco – ele disse ao “The Mail” no domingo.

Naiara acreditava que não seria morta após ter sido violentada

Da reportagem de Painel Político – O depoimento de Marco Antônio Chaves da Silva, acusado de ter participado da morte de Naiara Karine em 24 de janeiro deste ano, mostra os detalhes sórdidos de um crime que contou com a participação de pelo menos cinco pessoas e os momentos de terror que a jovem sofreu antes de ser estrangulada e esfaqueada cerca de 20 vezes.

Segundo Marco Antônio, no dia do crime Naiara foi abordada pelo agente penitenciário Richardison Bruno Mamede das Chagas, que foi preso na semana passada após suas digitais terem sido encontradas no celular da vítima. De acordo com as declarações, Naiara chegou ao local do crime na garupa da moto de Richardison. Eles pararam embaixo de uma árvore e o agente penitenicário mandou que a jovem tirasse a roupa. O primeiro a estuprar Naiara foi um homem identificado como Wagner Strogulski, ele colocou um preservativo e posicionou a jovem de costas para ele, apoiada na motocicleta que pertence a Marco Antônio que estava sendo utilizada por Richardison. Em seguida outro elemento identificado como Roniclei Ferreira dos Santos fez o mesmo com Naiara. Logo depois a jovem foi obrigada a fazer sexo oral em Marco Antônio que alegou não ter preservativos para violentar a vítima.

Após a sessão de estupro, Richardison Bruno mandou que Naiara se vestisse, dando a entender que a moça seria deixada com vida. Após se vestir, a jovem foi estrangulada com uma fita e, ao cair no chão, Richardison sacou uma faca e desferiu um golpe no peito da vítima, que, segundo Marco Antônio não esboçou nenhuma reação. Ele conta ainda que saiu do local, mas viu Richardison sobre Naiara desferindo outros golpes de faca.

Marco Antônio contou ainda ter tido a impressão que Naiara conhecia Richardison, o que explicaria o fato da mesma ter subido na garupa da moto. A polícia continua investigando o caso e a participação de outras pessoas no crime.

A família de Naiara foi embora de Rondônia, alegando estarem sofrendo ameaças.

Seis mil haitianos entraram irregularmente no Brasil em 2013

O governo do Acre está preocupado com o aumento no fluxo migratório de haitianos que entram no Brasil de forma irregular pela fronteira do Acre com a Bolívia e com o Peru, especialmente pelo município de Brasileia. Geralmente trazidos por agenciadores chamados de coiotes, eles já somam 6 mil somente este ano, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre.

O número, bem maior do que os 2,3 mil registrados no ano passado, corresponde a 75% do total de imigrantes haitianos que pediram refúgio ao chegar, sem visto, ao município – cerca de 8 mil – desde 2010. Naquele ano, o Haiti foi atingido por um terremoto de grande proporção, que devastou parte de seu território.

De acordo com o representante da secretaria em Brasileia, Damião Borges, somente nesta segunda-feira, 46 haitianos recém-chegados foram cadastrados no acampamento disponibilizado pela pasta para acolhê-los. “Se continuar nesse ritmo, chegaremos a 10 mil imigrantes haitianos, sem nenhuma dúvida, até o fim do ano.” Borges, que coordena o abrigo do município, explicou que a preocupação das autoridades deve-se à proximidade do fim do ano, quando diminui a contratação dessas pessoas pelas empresas.

“Quando chega esta época, as empresas que costumam vir buscá-los para trabalhar em outros Estados contratam menos, muitas dão férias coletivas. O problema é que no abrigo, que foi construído para abrigar 450 pessoas, já há 900, sendo 800 haitianos (entre os 100 restantes há imigrantes do Senegal e da República Dominicana). Muitas dessas pessoas são grávidas e idosas, além dos analfabetos que, em geral, não despertam interesse para contratação”, disse.

Borges informou que as empresas que mais contratam esses imigrantes são as ligadas às áreas de construção civil, metalurgia, abatimento de aves e de suínos.

No mês passado, para compensar a sobrecarga no atendimento de saúde em razão do grande fluxo migratório de haitianos em Brasileia, o Ministério da Saúde destinou R$ 56 mil ao município, por meio do Piso de Atenção Básica. O crescimento da migração também levou o governo do Acre a decretar estado de emergência social em Brasileia em abril deste ano. Na mesma época, o governo federal publicou no Diário Oficial da União a Resolução Normativa 102/2013, do Conselho Nacional de Imigração, revogando o limite de concessão de 1,2 mil vistos por ano aos imigrantes do Haiti.

‘Churrasco da Ousadia’ termina com 3 adolescentes em coma alcoólico

O Conselho Tutelar de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, informou que os pais dos adolescentes flagrados em uma festa consumindo bebidas alcoólicas no município serão advertidos por escrito e poderão pagar até multa caso haja reincidência. O “Churrasco da Ousadia” acontecia na tarde do último sábado em uma pousada na zona rural, quando dois oficiais do Juizado de Menores e uma conselheira tutelar, acompanhados da Polícia Militar, foram ao local depois que receberam mais de dez denúncias de pais. Três adultos foram presos na festa, que terminou com um saldo de três adolescentes em coma alcoólico.

“Os jovens poderão cumprir medida socioeducativa e os pais pagarem multa. Nesse caso, como foi feito boletim de ocorrência da Polícia Militar, todos serão intimados para prestar depoimento à polícia”, explicou a conselheira Sandra Silva Nascimento.

A conselheira revelou que esta foi a primeira vez que tantos jovens foram flagrados bebendo em uma festa da região. “Já teve vez da gente pegar um, dois, no meio de 500 pessoas, mas esta festa teve uma proporção assustadora. Nunca vi tanto menino e menina bebendo como foi. No local tinha mais de 200 jovens, a maioria, pelo menos visualmente, era menor de idade”, completou a conselheira.

Três adolescentes de 15 anos foram levados para um hospital em coma alcoólico. Eles já tiveram alta. O dono da pousada, que alugou o imóvel para um adolescente, e dois barmen foram presos e vão responder por fornecer bebida alcoólica para menores de idade. Eles prestaram depoimento e foram liberados.

O coordenador do comissariado do Juizado de Menores, Jorge Edgard Dore, contou que os comissários foram impedidos de entrar na pousada. “Quando a gente conseguiu, com o apoio da PM, foi gente correndo para todo lado, um caos”, relatou. Para participar da festa, cada adolescente pagou R$ 20 e recebeu uma pulseira que dava direito a cerveja e vodca à vontade. Ainda segundo o oficial do Juizado, os organizados do evento não providenciaram alvará da prefeitura ou autorização do Corpo de Bombeiros.

Morre o diretor de rádio Herivelton Bernardes

Empresário e dirigente de rádios em Porto Velho, Herivelton José Bernades morreu nesta segunda-feira em São Paulo, onde realizava tratamento no coração.

Herivelton Bernardes inovou no setor de rádio no Estado a partir da década de 90, na Rondônia FM, onde, ao lado de Marcelo Suzuki modernizou a emissora para um segmento mais jovem. Anos depois passaria a atuar no mercado de televisão no interior, retornando para a 95 FM, de Candeias do Jamari, levando-a a brigar diretamente com as concorrentes da Capital.

Herivelton era casado com Cecília Bernardes, tinha 54 anos e deixa três filhos: Edilberto, Josilene e Vitória.

Tem gente querendo falar. E mais gente ainda querendo ouvir

Em que pese o fato de Porto Velho vir registrando temperaturas elevadas, politicamente falando estamos atravessando um inverno sombrio que não dissipa, pelo contrário, anunciam-se mais tormentas nessa área

Necessidade

Tem umas coisas que não dá para entender. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais(APAE) de Porto Velho está precisando de aproximadamente R$ 45 mil para quitar aluguéis atrasados, pois corre o risco de ser despejada. Atualmente a APAE conta com 94 crianças, adolescentes e adultos excepcionais que necessitam da ajuda da casa, todas de famílias carentes.

Apesar

Das parcerias com o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal que fornecem corpo docente, alimentação, gasolina para a van e demais custos diários, APAE Porto Velho, ainda possui outras necessidades como o aluguel e pagamento de funcionários da instituição. APAE precisa saldar a dívida do aluguel que está com um ano e meio de atraso, um valor de R$ 3 mil/mês.

Para tentar resolver

Os colaboradores da APAE estarão nos próximos dias vendendo as cartelas do “Show de Prêmios” que contará com diversas premiações de eletrônicos, eletrodomésticos e de uma moto. A pretensão é vender as dez mil cartelas que serão comercializadas. A intenção desse evento é adquirir um quantitativo financeiro para o pagamento das dívidas atuais da APAE. O “Show de Prêmios”, que está previsto para o dia 05 de novembro, na escola Petrônio Barcelos, localizado na Rua Alexandre Guimarães no bairro Nova Porto Velho.

Cá entre nós

Os serviços prestados pelas APAEs são de fundamental relevância social. Pena que é uma entidade só lembrada e reconhecida por quem precisa de apoio. É importante ajudar a entidade que trabalha com voluntários e transforma a vida de pessoas que não teriam alternativas, não fossem essas ações. Essa quantia, de R$ 45 mil, não chega a ser grande coisa para algumas pessoas, mas certamente fará a diferença na vida daqueles que precisam e utilizam a APAE todos os dias.

Fazendo justiça

Os únicos políticos de Rondônia que sempre ajudaram as APAEs do Estado foram Fátima Cleide e Eduardo Valverde, que disponibilizaram emendas para reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e sedes próprias. Lamentavelmente os demais não colaboram. E Valverde faleceu e Fátima não é mais senadora.

Longo inverno

Em que pese o fato de Porto Velho vir registrando temperaturas elevadas, politicamente falando estamos atravessando um inverno sombrio que não dissipa, pelo contrário, anunciam-se mais tormentas nessa área. Com o ressurgimento de Valter Araújo, algumas figuras também começam a sair das sombras. Uma delas é Rômulo da Silva Lopes, afilhado do governador Confúcio Moura que anda mandando recados. E tem gente disposta a recebê-los.

Temporal

Rômulo, que foi preso na Operação Termópilas (2011) anda aborrecido com a forma como vem sendo tratado, desde que foi solto e voltou para Ariquemes. Ele se sente injustiçado porque não teve o mesmo tratamento dado a outros que estiveram na mesma situação. Financeiramente quebrado, ele não tem andado de bom humor. E anda dizendo em Ariquemes que “sabe das coisas” e que “tem como provar”.

Seja lá

Do que ele esteja falando, nos últimos tempos a frase que mais se ouve é exatamente essa, “sei de tudo e tenho provas”. E é tanta gente que vai faltar escrivão, no dia que todos resolverem falar.

Mistério

Um desses personagens que “sabe das coisas” é José Batista, ex-secretário adjunto de Saúde, também preso na Termópilas. Batista tenta resolver sua situação, que não é nada simples, juridicamente falando. E dia desses, para complicar ainda mais seu estado de espírito, digamos assim, sua casa foi invadida por um grupo armado e encapuzado e só levou documentos. O que tinha nesses papéis, só Batista sabe. E o pessoal que levou.

Em Alvorada

O Ministério Público recomendou formalmente ao prefeito Raniery Fabris a eliminação dos casos de nepotismo detectados na prefeitura. O Promotor Victor Ramalho Monfredinho se reuniu com o Prefeito e fixou o prazo de 10 dias para exoneração dos servidores, e informou que, caso não seja cumprida a recomendação será instaurada ação para anulação dos atos de nomeação, sem prejuízo de ação civil de improbidade administrativa por violação ao princípio da moralidade. Os casos de nepotismo detectados foram informados ao Ministério Público pela população por meio da Ouvidoria, no portal eletrônico da instituição, além de informações escritas prestadas pelos vereadores do município.

Em Guajará

O ex-prefeito Atalíbio Pegorini teve suas contas reprovadas por nove votos a dois na Câmara de Vereadores. Votaram a favor da aprovação os vereadores Sérgio Bouez (PSB) e Paulo Nébio (PMDB). Agora o ex-prefeito, além de ter que devolver dinheiro para os cofres públicos, deverá ficar inelegível por até oito anos. Conforme relato do processo, a gestão Atalíbio Pegorini extrapolou limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, cometeu graves irregularidades e desacertos contábeis de forma irrazoável que caracterizou em uma total falta de zelo com os recursos municipais e resultou em prática de improbidade administrativa. A Câmara Municipal até que procurou encontrar o ex-prefeito por diversas vezes para que o mesmo apresentasse sua defesa por escrito ou mesmo em plenário e esclarecer as acusações, mas não obteve êxito em suas tentativas.

Ignorância

Tem um sujeito que se identifica como “Amílcar” que costuma comentar a coluna. Ele sempre discorda, o que é seu direito, assim como de qualquer pessoa. O problema é que o sujeito, que deve ser apadrinhado do governo, costuma fazer ataques e ofensas, coisa típica de quem não tem argumentos para contrapor idéias. Realmente, é cada um que aparece.

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Perda auditiva entre jovens é cada vez maior por conta dos fones

A deficiência auditiva tem uma forte relação com a idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço dos idosos com mais de 65 anos sofre do problema, além de metade daqueles com mais de 75 anos. Mas o que tem recentemente preocupado especialistas é a perda de audição entre os jovens. A poluição sonora, especialmente por equipamentos de som, está entre um dos principais vilões, segundo o otorrinolaringologista Jair de Carvalho e Castro, organizador do “I Encontro dos Amigos da Prótese Auditiva”, realizado quinta-feira na Santa Casa de Misericórdia. Segundo o especialista, estudos realizados pela Academia Brasileira de Otorrinolaringologia, pela Sociedade Brasileira de Otologia e até mesmo pela Santa Casa já mostram a perda auditiva entre adolescentes usuários de fones de ouvido. Alguns estudos internacionais também apontam para a mesma direção. Um artigo publicado no “International Journal of Pediatrics” demonstra uma preocupação sobre os riscos de traumas auditivos em crianças pelo uso de sons amplificados, com uso de MP3 player, videogame etc. Outra pesquisa recente, realizada pelo Departamento de Saúde da Cidade de Nova York, mostrou que uma em cada quatro pessoas entre 18 e 44 anos que costumavam ouvir som alto com fone de ouvido teve problemas de audição.

Os bastidores da queda do chefão da Santo Antonio Energia envolve doação de dinheiro a políticos de Rondônia

Este á uma história de poder que envolve cifras e contratos milionários

José Bonifácio Pinto Junior, o chefão todo poderoso da empresa Santo Antonio Energia (SAE), responsável pela construção da hidrelétrica de Santo Antonio, caiu. A sua queda foi vendida pela mídia nacional como resultado de uma suposta disputa interna da Odebrecht, construtora líder da usina. Mas a sua saída pode estar mesmo associada uma série de fatos explosivos que envolvem desde a doação de dinheiro a políticos graúdos de Rondônia até a conexão promíscua com um forte grupo empresarial chinês.

Com o apoio de fontes seguras, a reportagem percorreu os subterrâneos do poder em Rondônia e descobriu que, antes mesmo de gerar energia, a usina de Santo Antonio já produziu fatos que são nitroglicerina pura, capazes de alçarem as obras da usina a escândalo internacional. Muitos destes fatos podem estar por trás da queda de Boni, que entre obras civis, rodadas de Whisky Royal Salute 21 anos e passeio de jatinhos do governo de Rondônia, se tornou o homem forte da usina.

Este á uma história de poder que envolve cifras e contratos milionários. Segundo as fontes da reportagem, que por motivos óbvios não podem ser reveladas, Boni, o manda chuva da Santo Antonio, ajudou muitos políticos de Rondônia e tinha uma relação muito próxima com o governo estadual da época. Era figurinha carimbada nas fazendas do ex-governador Ivo Cassol, um exemplo do grau de proximidade com o poder.

Empresário Chinês, sócio brasileiro de Ivo Cassol e ex-governador de Rondônia, na China

Investigações já em curso feitas por autoridades do Poder Judiciário de Rondônia apontam para uma relação nada republicana entre Boni e um homem que aparece apenas como J.C.R. Este homem, segundo documentos a que a reportagem teve acesso, seria o elo que ligava a Santo Antonio Energia a um grupo político no Estado. É o mesmo homem que aparece num dossiê intitulado Conexão China, feito por um empresário de Rondônia e que relata como um grupo chinês operou uma fraude milionária na Bolsa de Valores de Hong Kong a partir de contratos com a usina de Santo Antonio.

Existem fortes indícios de que J.C.R operava para abastecer o caixa de campanha do seu grupo político. Tudo aponta para uma relação promíscua entre a SAE, este grupo político e o grupo chinês, que nos documentos a que a reportagem teve acesso, ora aparece como Susfor/UTR, ora como VP e ainda como uma empresa panamenha, tudo indica que uma offshore criada com o objetivo de enganar as autoridades brasileiras.  Não por acaso, muito menos por coincidência, J.C.R trabalha hoje justamente para este grupo chinês.

Por trás da cortina de fumaça que envolve esta relação estaria a doação ilegal de quantias milionárias a políticos, inclusive com saques documentados na boca do caixa. Segundo o dossiê Conexão China, políticos graúdos de Rondônia sacaram em uma agência bancária de Porto Velho pelo menos um milhão de reais da empresa UTR, em quatro cheques de R$ 250 mil, sacados na boca do caixa. A “doação”, segundo o dossiê, seria um acerto para reduzir pressões e investigações que estavam sendo realizadas contra as usinas hidrelétricas que estão sendo construídas naquele Estado.

O dossiê Conexão China traz documentos explosivos sobre estes fatos e está trancafiado em cofres espalhados em vários pontos do País e do mundo, com forma de resguardar a segurança de seus autores. A reportagem teve acesso a apenas uma parte do documento e espera obter, nos próximos dias, o dossiê completo.

O documento, recheado de documentos, fotografias e cópias de extratos bancários, possui ainda horas e horas de fitas gravadas, que demonstram como políticos de Rondônia se associaram de forma criminosa ao grupo Susfor/UTR. O grupo, aponta ainda o documento, disseminou informações falsas na Bolsa de Valores de Honk Kong, captando milhões de dólares que também foram parar na campanha ao governo do Estado de Rondônia.

Muitos e-mails gravados mostram diálogos entre empresários chineses e brasileiros, apontando sempre a existência de um “Boss” (Chefe), principal beneficiado com o esquema montado dentro da usina de Santo Antonio. Os documentos demonstram ainda que o mesmo esquema operou na usina de Jirau. O homem que aparece como J.C.R, também aparece como braço direito e secretário do “Boss”, ou chefe.

A Polícia Federal está investigando a ação do grupo chinês no Brasil. A tentativa principal é provar como dinheiro obtido ilegalmente na China foi parar na campanha de políticos de Rondônia. Se a PF obter as provas que espera, muitos políticos graúdos do Estado podem perder o mandato, já que é proibido receber dinheiro de empresas estrangeiras para campanhas eleitorais no Brasil.

Empresa chinesa com atuação no Brasil operou golpe internacional 

Matthew Yip: fraude milionária?

Nossas fontes garantem que isso tudo tem também uma relação com a queda de Boni na Santo Antonio. A posição dele ficou insustentável à medida a Odebrecht foi informada do barril de pólvora que era a construção da usina. Some-se a isso a incapacidade do diretor de conter a fúria de empregados e a greve que paralisou a obra por quase um mês, e têm-se o combustível fatal que levou ao desligamento do ex-todo-poderoso Boni das obras da hidrelétrica de Santo Antonio.

A empresa chinesa Sustainable Forest Holdings Limited (Susfor) – listada na Bolsa de Valores de Hong-Kong sob o código HKX:723 ou HKX:723-OL – lucrou muito com a venda de ações na Bolsa de Valores de Hong-Kong no final de 2009 e início de 2010. As ações do grupo tiveram um aumento substancial, mas a partir da divulgação de informações falsas sobre contratos com as usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia.

Em novembro de 2009 a Susfor divulgou ao mercado financeiro chinês que acabara de firmar um grande contrato de supressão vegetal e aquisição de toda a madeira que seria retirada da área do reservatório das usinas de Rondônia. Segundo comunicado enviado inclusive para a Bolsa de Valores de Hong-Kong, o contrato dava direito à Susfor colher e ficar com a madeira da floresta existente em uma área de mais de 200 mil hectares, o que daria cerca de 45 milhões de metros cúbicos de madeira.

As informações são duplamente falsas. Primeiro, a quantidade de madeira existente nas duas usinas não supera os dez milhões de metros cúbicos, menos de 25% do anunciado pelo grupo chinês. Segundo: os contratos entre a Susfor e as empresas responsáveis pelas usinas não existiam. Naquele momento, uma empresa do Brasil, a VP Construtora, estava ainda em negociação com as usinas para a aquisição da madeira e apenas havia procurado a Susfor para oferecer esta madeira que seria retirada pela VP das áreas das usinas.

Mas as informações falsas fizeram efeito na Bolsa de Valores de Hong-Kong e as ações da empresa subiram, dando início ao processo de venda de ações e lucro de milhões de dólares dos controladores da Susfor, a partir de informações falsas.  O aumento dos valores das ações se dá exatamente no momento em que a empresa anuncia o contrato inexistente no Brasil.

Mas a fraude não parou por ai. Em abril de 2010, as ações continuaram subindo porque a empresa realizou um grande seminário em Hong-Kong, onde anunciou para investidores do mercado financeiro o seu mega-contrato fantasma. Mais uma vez, a Susfor disse que já tinha o contrato e que já estava começando  a colheita da madeira, ou a supressão da área.

O grupo anunciou também que os seus resultados financeiros tiveram grande melhora a partir da operação em Rondônia, saindo da situação de prejuízo e obtendo um lucro de mais de 180 milhões de dólares de Hong-Kong (mais de 40 milhões de reais). A informação consta nos balanços trimestrais e do anual feito pela empresa e apresentado ao mercado. Este balanço se demonstra também uma fraude, já que não existia, naquele momento, nenhuma operação da Susfor em Rondônia.

O grupo comprou somente em junho de 2010 a empresa VP, portanto somente a partir desta data poderia anunciar tal contrato, mas o que aconteceu depois disso foi de dar inveja a qualquer grande fraudador. A empresa fez um contrato de aquisição da VP, mas não pagou pela empresa nem a transferiu para o seu nome, ficando os contratos todos em nome de VP e esta sendo uma empresa praticamente sem dono. A Susfor fez contas de mais de um milhão de reais em nome da VP e não pagou, deixando a empresa com cadastro negativo nos órgãos de proteção ao crédito.

A Susfor continuou mentido ao mercado. Em um comunicado o grupo diz que aumentou a lucratividade graças a sua eficiência em Rondônia, otimizando o processo de supressão da madeira, reduzindo os custos com empreiteiras contratadas para retirar a madeira. No entanto, as empresas que estavam retirando a madeira estavam contratadas pelas usinas, e não pela Susfor, que não se preocupou nem em transferir a VP para o seu nome para que pudesse ser realmente a detentora dos contratos de aquisição da madeira.

O mais curioso é que após a alta das ações, período em que houve volume grande de venda, a Susfor anunciou, em agosto de 2010, a recompra de um lote grande de ações, que já estavam com um valor menor. A empresa divulgou informações falsas no mercado, fazendo os preços das ações subiram. A empresa realizou venda de ações com o preço elevado e depois recomprou a um preço inferior, obtendo altos lucros na operação.

Dono do grupo usa laranjas para administrar a empresa

Quem mais lucrou com a operação fraudulenta foi o controlador da Susfor, o chinês que mora em Nova York e que se apresenta no Brasil como Matthew Yip, mas cujo nome oficial que consta em seu passaporte é Wip Matthew Kan Kuen. Nascido em Honk Kong, Matthew já se meteu em outros escândalos e chegou a ser preso e processado nos Estados Unidos, em 1988, acusado de desviar recursos da multinacional Sansung, através de uma empresa de importação que ele operava nos EUA.

Apesar de estar à frente de todas as negociações em Rondônia e de se apresentar como dono do grupo, Matthew não aparece em nenhum documento oficial nem mesmo como um simples diretor da Susfor. O nome dele simplesmente não existe do ponto de vista formal, mas comunicados por e-mail e telefone provam que é ele quem manda e é o verdadeiro dono do grupo.

Depois de quase dois anos se passando por donos de contratos que não existiam, a Susfor de Matthew conseguiu os contratos com as usinas.  Usando contratos de compra e venda feitos com os donos da VP que nunca foram pagos, os donos da Susfor transferiram os contratos de aquisição da madeira feitos com as usinas, usando o argumento de que eles haviam comprado a VP.

Os contratos foram transferidos  e os então a SUSFOR passou a ser dona da madeira, mas como levaram o calote, os donos da empresa estão ingressando na Justiça brasileira para reaver os contratos e embargar as operações do Grupo Chinês no Brasil. Os ex-donos da VP também preparam uma denúncia que será entregue ao consulado chinês no Brasil e à Bolsa de Valores de Hong Kong.

O ninho de irregularidades que permeia toda esta história começa a chamar a atenção de autoridades brasileiras, que começaram a investigar o esquema. Diretores da Susfor em Porto Velho já começaram a ser notificados pela Polícia Federal. Pelas investigações iniciais, tudo indica que o esquema está sendo usado pra fraudar a Bolsa de Valores, mas há quem diga que pode ser algo maior: um mega esquema para lavar dinheiro da máfia chinesa.

Fonte: Painel Político

Quase 200 kg de drogas somem do DENARC, e ninguém foi preso

Drogas estavam guardadas em cofre da delegacia e polícia abriu investigação para tentar descobrir os responsáveis pelos desvios

Sumiu

Desapareceram da Delegacia Especializada em Narcórticos (Denarc) 198 de quilos de entorpecentes. Pouco mais de 100 quilos eram de maconha e o restante em cocaína oxidada, convertendo isso em dinheiro dá algo em torno de R$ 2 milhões. A delegacia não foi arrombada, ninguém foi preso e a investigação sobre esse sumiço não anda.

Em aberto

No 1º DP, em Porto Velho, 1.200 ocorrências policiais estão em aberto desde dezembro. Para ilustrar essa situação, motos que foram roubadas e recuperadas ainda não foram devolvidas aos proprietários porque as ocorrências precisam ser encaminhadas para a especializada, no caso Furtos e Roubos de Veículos, para então ser fechada. Isso não aconteceu e não existe nenhuma explicação para tal situação.

Em comum

Ambas as delegacias são gerenciadas por delegados novatos. Não que isso seja um demérito, pelo contrário, é importante ter sangue novo, mas é preciso ter experiência, ter jogo de cintura e principalmente, saber quem é quem dentro da estrutura policial. E isso delegado novato, parceiro, não tem. Não tem porque não enfrentou a bandidagem da época do garimpo; enfrentou pistoleiros quando Ji-Paraná se chamava Vila de Rondônia nem enfrentaram rebeliões, sequestros e assaltos.

Mudando

A mudança na estrutura da Polícia Civil, empurrada goela abaixo pelo governador Confúcio Moura e aprovada sem nenhuma leitura atenta por parte da Assembleia Legislativa, abriu um precedente perigoso e desnecessário. Uma das principais alterações é que a permite que qualquer delegado, independente do tempo de serviço, possa assumir cargos de direção superior na Polícia Civil. Antes, apenas delegados de classe especial, aqueles “antigões” poderiam ocupar essas funções.

Claro

Que essa mudança cria uma “polícia política” porque para ser diretor, basta ser amigo do rei.

Mas

O mais grave que vem ocorrendo nessa mudança é a falta de consideração dos novatos com os delegados mais antigos. A “turma de 2005” está tirando delegados com larga experiência, com mais de 20 anos de polícia da titularidade das especializadas e os mandando para atender na Central de Polícia ou colocando-os como adjuntos, o que é no mínimo uma falta de consideração. Para atingir o grau de experiência que esses agentes de segurança possuem, é preciso “ralar” muito e eles conhecem como ninguém a estrutura da segurança pública. Nunca fizeram mais, porque estavam sempre “amarrados” pelo governante de plantão.

Confúcio Moura

Sequer está se dando ao trabalho de ouvi-los. Não quis saber como eles poderiam colaborar com seu governo. Dentro da segurança pública está havendo uma verdadeira “caça às bruxas”, de forma desrespeitosa e desnecessária. Interessante que durante a campanha eleitoral a maioria desses delegados “antigões” apoiaram Confúcio. Na época, conversando com vários deles, eu cheguei a avisar que eles estavam caindo no canto da sereia. Agora estão se afogando.

Vaidade

O primeiro-cunhado continua testando até onde vai sua força e continua provocando o vice-governador Aírton Gurgacz. O vice, que é diretor-geral do Detran está com a portaria pronta do novo corregedor-geral do órgão, mas Assis, através da “nova direção” da polícia já mandou avisar que o escolhido de Gurgacz não vai assumir essa função, ele vai ser transferido para alguma delegacia, possivelmente a especializada em delitos de trânsito.

Voltando

Ao desaparecimento das drogas no Denarc, é preciso que se encontrem os responsáveis. É inadissimivel que desapareçam quase 200 quilos de drogas e ninguém saiba de nada. Tem que afastar delegado, averiguar com muita atenção essa situação e principalmente punir os responsáveis.

Confúcio e a saúde

Em fevereiro de 2010 os jornalistas Alan Alex e Paulo Andreoli estiveram em Cacoal para fazer uma reportagem sobre o Hospital Regional que estava em fase de conclusão, obras feitas pelo consórcio das usinas. Naquela época já havia a expectativa de funcionamento do hospital, faltando apenas os equipamentos, que seriam comprados com recursos do Ministério da Saúde. Recursos da ordem de pouco mais de R$ 12 milhões já haviam sido disponilbilizados, só não tinham sido liberados. Em contato com o Ministério, foi informado que “não havia nenhum motivo técnico para que o dinheiro não fosse liberado”.

Mas

Havia um empecilho ainda mais grave, o político. Visando as eleições, o PMDB, legenda a qual pertencia o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, não queria que o governo que estava no poder inaugurasse essa obra, obtendo dessa forma dividendos políticos. O Hospital Regional de Cacoal conta com 198 leitos, o que evitaria a vinda de centenas de pacientes do interior para a Capital diariamente. Os recursos até hoje não foram liberados. Ainda.

Isso

O dedicado e eficiente repórter da Rede Globo não mostrou em sua reportagem. Mas pior mesmo é a cara de pau de alguns comentaristas de rádio. Em um conhecido programa em rede estadual, o dublê de entrevistador dizia que “não sabia que o quadro era tão horroroso”, que “aquilo era um absurdo”. Queria saber se essa criatura vivia em Marte ou em Júpiter.

Então

Quem acompanha Painel Político desde a época do Rondoniaovivo, quem assistiu as entrevistas, quem busca informações, sabe muito bem que a coluna sempre denunciou, investigou e criticou. Mas o problema é que a maioria só acredita em denúncias quando vê na TV. Aí fica chocado, horrorizado, assustado. Para quem acompanha meu trabalho ainda há mais tempos, vai lembrar que fui o primeiro a denunciar os esquemas que haviam na assembleia legislativa bem antes de Fantástico, Cassol e Dominó. Ainda no extinto Portal364 denunciávamos a fortuna que era destinada às fundações assistencialistas dos deputados de Rondônia e a “generosidade” de Bianco com os parlamentares.

Desavisado

Quem cai de paraquedas por aqui atualmente, se acha no direito de falar bobagens, ou fazer comentários desaforados. Antes de falar de alguma coisa ou situação, procure se inteirar, ler, tentar saber dobre o que ou quem está falando. Acusar a imprensa ou profissionais de imprensa de serem cassolistas, confucianos ou qualquer outra denominação demonstra ter falta de argumento consistente.

Poucos dias

Confúcio Moura está administrando o Estado há 13 dias, mas ele não veio da constelação de Órion. Conhece os problemas e tem sua parcela de responsabilidade. Já foi secretário de saúde do Estado, foi deputado federal por três mandatos seguidos e prefeito. Mas ele nunca foi governador e não tinha um plano de governo, como ainda não tem. Acusar a coluna ou qualquer um que critique o atual governo de estar “torcendo contra” é no mínimo leviano. Torcemos para que dê certo, mas conhecendo os personagens que cercam Confúcio, já sabemos que vai dar lambança.

Alerta

As pessoas que sofreram um tipo de derrame causado por um sangramento no cérebro devem evitar tomar drogas de redução do colesterol, conhecidas como estatinas, segundo pesquisadores dos EUA. Embora as estatinas sejam comumente usadas para prevenir ataques cardíacos e derrames, os cientistas informaram que a droga pode aumentar o risco de um segundo derrame, superando os benefícios ao coração. “Nossa análise indica que em ambientes de alto risco de hemorragia intracerebral recorrente, é preferível evitar a terapia com estatinas”, diz o relatório publicado na revista “Archives of Neurology”, elaborado por Brandon Westover, do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School, e seus colegas. Westover disse que as pessoas que tiveram este tipo de derrame têm 22% de risco de sofrer um segundo derrame quando tomam estatinas, em comparação a 14% de risco em pessoas que não estão tomando a droga. Os resultados são baseados em dados de dois ensaios clínicos.

A ABIN e a prefeitura de Porto Velho – Alan Alex

A Agência Brasileira de Inteligência – ABIN – responde à Presidência da República. Todas as informações coletadas pelos agentes, espalhados pelo País e fora dele são filtradas e encaminhadas a Casa Civil (leia-se Dilma Roussef) e ao Secretário-chefe da Presidência, Gilberto Carvalho e depois seguem para o Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Em Porto Velho a Agência possui um escritório, e é de lá que são enviadas para Brasília. Os agentes da ABIN fazem relatórios diários sobre as notícias que são veiculadas na mídia regional sobre as atividades políticas, administrativas, etc.

Com essa informação, podemos chegar a duas conclusões: ou os agentes da ABIN de Porto Velho não fazem seu trabalho corretamente ou a Presidência da República (Dilma Roussef, Gilberto Carvalho e Lula) está sendo conivente com a má administração de Roberto Sobrinho. Estão deixando recursos do Tesouro Nacional serem mal gerenciados.
Não é possível que não aja uma interferência da Presidência e do próprio Partido dos Trabalhadores com tantos desmandos que vêm ocorrendo na Capital, principalmente porque o PT sonha há décadas em vencer uma eleição para Governo em Rondônia, sem contar que em 2010 também será ano de eleições presidenciais e Dilma Roussef é candidatíssima.

Fazendo uma rápida conta, apenas em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC – já vieram para Porto Velho cerca de R$ 700 milhões. Se levarmos em consideração que a prefeitura gasta em torno de R$ 1 milhão para a reforma de praças. Quase um milhão e meio para reformar um mercado, que também está com cronograma de obras atrasado. Dinheiro que em outros Estados da Federação, dá para construir um pronto-socorro.

Em pavimentação também sabemos que esses recursos não são aplicados, e não precisa ser nenhum araponga para perceber, basta andar nas ruas da cidade. Como também não estão sendo bem aplicados o imposto do contribuinte em reforma de escolas, postos de saúde ou mesmo em construções básicas para o atendimento da comunidade.

Desses R$ 700 milhões também é de conhecimento público que a prefeitura “torrou” R$ 10 milhões em uma obra mal feita e inacabada na zona Leste, que ficou a cargo da UNI Engenharia, que segundo dizem é ligada ao “companheiro” José Dirceu (a ABIN pode responder a essa pergunta?).

Também torrou cerca de R$ 2 milhões na obra de transposição da Avenida Farquar, no bairro Nacional. Mais quase três milhões nas obras de drenagem do canal dos Tanques, na extensão da Jorge Teixeira até a Rua Elias Gorayeb que também está parada, com a interdição da referida rua e na obra que compreende o perímetro entre a rua Miguel Chaquian e a avenida Sete de Setembro (após o cruzamento da avenida Jorge Teixeira – BR 364).

Na reforma(?) das praças do Palácio Presidente Vargas e do Fórum foram gastos quase R$ 2 milhões. A Praça das Três Caixas D´águas foi utilizado dinheiro da Petrobrás, assim como a do ginásio de esportes. Ao lado do Porto Velho Shopping, na Avenida Calama, uma placa vermelha indica que ali também seria mais uma praça (contorno), esta no valor de quase meio milhão de reais.

A prefeitura também está reformando(?) a praça da Estrada de Ferro. Aliás, bem me lembro quando o mesmo Roberto Sobrinho, assim como os demais “companheiros” diziam que o ex-prefeito Chiquilito Erse “só sabia fazer praça”. Realmente, eles tinham razão. Chiquilito sabia fazer praças e gastava bem menos que a atual administração.

Para resumir, o que percebemos é que “o novo jeito de administrar” lembra um pouco a história do cachorro que quer pegar o próprio rabo, roda, roda e não sai do lugar. Enquanto isso, o dinheiro vai sumindo. A certeza que temos porém é uma só, dinheiro não some, ele muda de mãos. Nas mãos (ou nos bolsos) de quem esse dinheiro está indo parar? Ou estariam guardados numa lata, enterrado em algum quintal da cidade. Com a palavra os “007” tupiniquins.

O autor é editor de Painel Político