Fecomércio-RO faz apelo a comerciários, empresários e população em geral para aumentar doações de sangue na Fhemeron

O Presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IFPE, Raniery Coelho, se solidarizou com a situação de baixa no estoque de bolsas de vários tipos sanguíneos, em especial a tipagem sanguínea O-, da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron) e fez um apelo a todos os empresários, comerciários e sociedade em geral para a importância da doação.

“O problema é coletivo e interessa a todos nós. A falta de sangue pode colocar em risco a vida de qualquer pessoa e, portanto, todos temos que ser solidários. A falta de bolsas de sangue no estoque representa um risco comum a toda a sociedade. O Sistema tem sido parceiro anualmente do Fhemeron porque sabe da importância da doação”, disse Raniery.

O início de ano é sempre um período complicado para a manutenção dos estoques por causa das férias e período carnavalesco. Os acidentes automobilísticos e de trabalho, além dos procedimentos cirúrgicos nos hospitais da rede pública e privada continuam acontecendo e a demanda de sangue sempre requer atenção redobrada. Daí a preocupação com o estoque.

Além do apoio da Fecomércio-RO e de outros segmentos da iniciativa privada, a Fhemeron está projetando a realização de campanhas para doação massiva de sangue com parcerias entre fundações, igrejas, grupos sociais e comunidade geral. O Estado possui hemocentros regionais com centros de coleta em Porto Velho, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.

O estoque crítico é sempre nas tipagens sanguíneas A+, A- e O-, que são sangues mais raros e a tipagem A+ é uma das mais utilizadas em transfusões. O Exército e a Aeronáutica, além da Polícia Militar, representam um grande quantitativo do estoque de bolsas atualmente da Fundação Hemeron.

Nova fase da Lava Jato cumpre 18 mandados no estado de São Paulo

Fim da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba não significa ataque à operação

A Polícia Federal está, desde o início da manhã desta quinta-feira (31), na ruas de São Paulo e Araçatuba para cumprir 15 mandados de busca e apreensão e 3 de prisão temporária relativos à Lava Jato.

Denominada Quinto Ano, a fase de número 59 da operação investiga suposto pagamento de propina a executivos da Transpetro em 36 contratos com a Petrobras. O valor das transações somariam R$ 682 milhões e o dos pagamentos irregulares chegaria a 3% dos contratos.

Bolsonaro decide que militares vão entrar na reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu que todos os segmentos da sociedade serão incluídos na reforma previdenciária, incluindo militares. A informação foi dada na noite desta quarta-feira (30) pelo secretário da Previdência, Rogério Marinho.

De acordo com o jornal ‘O Globo’, ao menos oito governadores já se dirigiram para Brasília com o objetivo de expor a situação fiscal dos seus estados e oferecer apoio à reforma.

“As finanças públicas se deterioraram e também teve uma deterioração gradativa dos serviços públicos. Governadores passaram a ser gestores de folha de pagamento. O presidente Bolsonaro quer uma reforma com justiça social. É importante que essa rede de proteção social seja preservada. Quem tem menos, contribui menos e quem tem mais, contribui proporcionalmente mais. Nosso sistema é injusto e insustentável”, afirmou Marinho.

Disputa no Senado tem recorde de candidatos

O número de parlamentares que se apresentam como candidatos à presidência do Senado, na véspera da votação, é recorde, podendo transformar a eleição desta sexta-feira, dia 1º, na mais disputada desde a redemocratização. Ao todo, nove senadores anunciaram disposição de disputar o pleito. Até então, o maior número de concorrentes havia sido registrado na eleição de 2001, quando três candidatos disputaram o cargo. A oficialização das candidaturas será feita pouco antes do início da sessão.

Uma das possíveis explicações para esse crescimento é a pulverização de partidos no Senado desde 2015. Os resultados das urnas estabeleceram um quadro com parlamentares de 21 legendas, número muito superior às 15 siglas com representantes eleitos quatro anos atrás. Com as negociações partidárias e o troca-troca de legendas, a Casa deve começar a próxima legislatura, no entanto, com um número menor: 17 siglas representadas.

Por conta disso, caso nenhum dos pré-candidatos desista de participar, os 81 senadores poderão ter de escolher entre Alvaro Dias (Podemos-PR), Ângelo Coronel (PSD-BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), José Reguffe (Sem partido-DF), Major Olímpio (PSL-SP), Renan Calheiros (MDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Um símbolo dessa pulverização é que até mesmo a maior bancada do Senado, o MDB, com 13 senadores até o momento, pode registrar o fenômeno de ver dois de seus senadores disputarem os mesmos votos no plenário. A decisão final da bancada em relação a essa disputa deve sair nesta quinta-feira, 31, mas, mesmo se a bancada optar por Renan, a senadora Simone Tebet cogita se lançar como “candidatura avulsa”.

“É natural (esse número de candidaturas), nunca o Senado teve tantos partidos. Isso é relação direta da fragmentação”, disse Amin.

Entre os candidatos, há até senadores recém-eleitos que nunca tiveram mandato no Senado, como é o caso de Ângelo Coronel e Major Olímpio – um perfil considerado incomum para o Senado. “Eu não sou candidato só por ser candidato, eu sou o único até agora que trouxe propostas”, afirmou Angelo Coronel, que tem sugerido que o Senado crie uma espécie de “ministérios paralelos” para fiscalizar os ministros do governo Bolsonaro.

‘Anti-Renan’

O único aspecto em comum entre tantas candidaturas é a oposição ao nome de Renan Calheiros, que tenta se eleger pela quinta vez para a presidência da Casa. Os oito adversários do emedebista se reúnem nesta quinta, pela segunda vez, para tentar um consenso que unifique o voto “anti-Renan”. Ainda assim, nenhum dos nomes colocados dá sinais de que pode abrir mão da eleição. O PSDB, de Tasso Jereissati, era a única legenda que flertava com um apoio a Simone Tebet, mas recuou depois que o MDB decidiu deixar apenas para esta quinta a decisão final sobre quem será o indicado pela legenda.

Como forma de constranger Renan, legendas como o próprio PSDB, o PSD e a Rede resolveram defender o voto aberto e anunciaram que seus senadores darão publicidade sobre como vão votar. “Se eu pudesse dar um conselho a ele (Renan) neste momento, eu recomendaria que ele não fosse candidato. Não é um bom momento”, disse o líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (AP).

No PSD, essa medida criou constrangimento até mesmo com a cúpula da sigla. A reportagem apurou que, num jantar na segunda-feira, o presidente do partido, Gilberto Kassab, chegou a negociar com Renan a entrega de oito votos favoráveis a ele.

Pelo acordo, a legenda receberia em troca a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e a Primeira-Secretaria. À reportagem, Kassab negou a existência dessas negociações e afirmou que os senadores do partido “estão livres” para votar nos candidatos que desejarem.

O batalhão arregimentado pelo coronel governador para auxiliar na área política faz uma trapalhada atrás da outra

NOVIÇO – Não há um registro na literatura política em que um poder tente fazer ingerência no outro sem que haja rusgas e com um final desastroso para um deles. O atual Governo de Rondônia está querendo impor um candidato à presidência da Assembleia Legislativa com o objetivo de garrotear o Poder Legislativo.

BRANCALEONE – O batalhão brancaleone arregimentado pelo coronel governador para auxiliar na área política faz uma trapalhada atrás da outra. Ao anunciar, através do segundo na hierarquia governamental, que tem candidato à presidência da Assembleia Legislativa, o governo entra numa seara pantanosa e pode se afogar. Na política, embora que em reservado haja intromissão nessas disputas, os chefes dos executivos publicamente costumam disfarçar e negar interesse em se imiscuir nas decisões internas dos legislativos. Com o batalhão que arregimentou, o final dessa intromissão é possível mensurar.

MOITA – Embora o nome do militar recém-eleito deputado estadual Eyder Brasil seja cogitado para ser ungido pelas ornas governamentais para presidir o legislativo estadual, na moita, de forma dissimulada, o nome preferido do Palácio Madeira para assumir a direção da ALE é o deputado Lebrão (PMDB). O pemedebista não é um noviço, mas ao acionar o chefe brancaleone para conseguir os apoios necessários dá sinais que desaprendeu o ofício.

EMBUSTE – As ameaças que andam sendo feitas por aí contra a autonomia dos parlamentares em escolher livremente a nova mesa diretora são feitas por quem não é do ramo e não passam de embustes. As suspeitas que foram divulgadas de grampos nos telefones dos deputados confirmam também outras de que os patetas chegaram ao paraíso. Até um lawyer, aprendiz de feiticeiro, se achou no direito de ameaçar e colocar grilhões nos parlamentares. Aos embusteiros, as favas, já que brioches estão em falta.

GRUPO – Há outros três pretendentes a presidência da ALE, todos com mais de um mandato, que não caíram na esparrela de beijar mão do chefe do Executivo estadual e tentam viabilizar seus nomes convencendo os próprios pares: Jean Oliveira, Alex Redano e Laerte Gomes. Mesmo os três almejando o mesmo posto, pactuaram que o que arregimentar mais apoio recebe a adesão dos outros.

AMEAÇAS – Quem orienta sua excelência o coronel governador em ameaçar os profissionais da imprensa que escrevem livremente as respectivas opiniões sem medo nem temor, a exemplo desta coluna, perde tempo. Este filme já vimos recentemente e, nem por isto, os jornalistas se amedrontaram.

LEVIATÃ – O coronel tem todo direito de não gostar do que escrevem sobre seu governo e pode buscar reparação no poder Judiciário quando houver excessos, conforme prescreve a constituição, mas ameaçar colocar as estruturas governamentais contra a liberdade de expressão vira presa fácil para quem não tem medo de escrever, já que não há nada em governo algum que não vaze. Ademais, jornalista que se preza não se curva às ameaças nem bate à porta do leviatã para pedir arrego.

INVASÃO – Pelos ânimos eleitorais e a influência do agronegócio na campanha, inclusive nos estados, as invasões criminosas às reservas indígenas e ambientais era só questão de tempo. A notícia de que em Rondônia as reservas estão sendo alvo da cobiça do setor vegetal que trabalha à margem da lei não surpreende ninguém. O que causa surpresa é o silêncio das instituições que deveriam agir com rapidez para evitar as invasões. Os ânimos apontam dias tenebrosos para o meio ambiente e para os nossos brasileiros índios. (…) “O que preocupa é o silêncio dos bons”, já profetizava Martin Luther King.

TRANSPORTES – Como a municipalidade da capital ainda não pôs em prática todas os compromissos assumidos em juízo em dezembro passado para solucionar os gargalos dos transportes coletivos, gerando um déficit enorme ao sistema, é possível que o setor paralise suas atividades antes que entre em insolvência.

DIAGNÓSTICO – Um parecer técnico e bem elaborado pela Logitrans, empresa com expertise na área, de Curitiba, foi entregue à municipalidade com um diagnóstico preciso e que aponta algumas recomendações que necessitam ser colocadas em prática imediatamente antes que o sistema entre em colapso de vez.

PROPOSTAS – A Semtran tem que adotar medidas imediatas para evitar o caos, entre elas, aplicar o complemento do custo passageiro, ajustar produção quilométrica dos serviços através da adequação da oferta e demanda de cada faixa horária, ajuste em períodos de férias, isenção da carga tributária, revisão de gratuidades que foram concedidas sem critérios concretos e isenção do ICMS do óleo diesel. São propostas exequíveis que evitam que o problema continue se avolumando, do contrário, testemunharemos o caos.

LETARGIA – A empresa SIM, dentro das suas competências, tem alertado a municipalidade e aguarda ações concretas para as soluções desses problemas. O nó está na Semtran que não faz corretamente sua parte. Um novo secretário deve ser anunciado para a pasta, mas até a posse é possível que seja tarde a adoção das medidas pela letargia com que as decisões administrativas têm sido tomadas pelos secretários da prefeitura da capital.

VIOLÊNCIA – A população está assustada com os altos índices de violência registrados no país, o que reflete nas pesquisas de opinião feitas por aí que apontam pelo endurecimento da legislação penal. No entanto, o número enorme de oficiais que estão sendo arregimentados para assumir outras áreas da administração pública diversa da segurança podem agravar esses índices.

INTROSPECÇÃO: “Água mole em pedra dura tanto bate a até que fura”…

Exagerada estrutura do Poder Judiciário contribui para o atraso do Brasil – Por José Jácomo Gimenes

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, declarou, em recente seminário, que o “Estado brasileiro joga todo mundo para a marginalidade”[1]. Na oportunidade, o ministro falava da exagerada burocracia estatal e da necessidade de investir em transparência e comunicação para resolver o problema. O reconhecimento dessa grave distorção pelo ministro presidente é alvissareira e pede abertura de amplo debate crítico sobre o problema.

A exagerada burocracia reinante em nosso país tem sido denunciada e destacada há muitos anos. Já registramos na ConJur que: “O Brasil é um país muito burocrático. Conforme última versão de pesquisa feita pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a calamitosa posição de 123º, de um total de 190 países, no ranking de burocracias para abrir e fechar uma empresa, obter licenças de operação, construção, pagar tributos e outras formalidades. O excesso de burocracia prejudica os processos decisórios, a produtividade do país, expansão econômica, geração de empregos e ganhos sociais. Nesse espaço disfuncional da burocracia vicejam oligopólios, intermediários, despachantes, parasitismo e corrupção, aumentando o famigerado ‘custo Brasil'”[2].

Mas é necessário alargar o debate. O Estado brasileiro é formado pelo Legislativo, Executivo e Judiciário. O problema da burocracia não está só no Executivo. O Judiciário tem sido motivo de atrasos, insegurança jurídica e dependência doentia. O ministro Gilmar Mendes tem apontado o grave problema. Em recente palestra, explicou que “nos tornamos, e isto é um problema, um país judiciário-dependente”. Voltou a defender “desjudicialização” e que os integrantes do Judiciário se tornem “menos decisórios, menos impositivos, mais humildes”[3]. O ministro Roberto Barroso também tem reiteradamente criticado a colossal estrutura do Judiciário e a exagerada competência do Supremo[4].

Distorção estrutural é patologia grave. No Judiciário, propaga-se por todo sistema, influenciando na produtividade das instâncias inferiores, dependentes de jurisprudência consolidada. Por ser um grave problema nacional, deve ser debatido sem paixões, interesses particulares e enfrentado com elevado espírito público. Apesar da importância estrutural, o tema, ao que parece, não tem atraído a atenção que merece da academia.

A trava maior do Poder Judiciário é a sua estrutura exagerada, extremamente repetitiva, construída pela Constituição de 1988 em quatro instâncias de julgamento, permitindo dezenas de recursos processuais, insustáveis protelações e insegurança jurídica, modelo incompatível com as exigências da modernidade, gerando acúmulo de absurdo estoque de mais de 80 milhões de processos, lentidão e muita injustiça. Nos Juizados Especiais Federais, que deveriam ser muito mais simples, paradoxalmente, a estrutura decisória pode chegar a cinco instâncias (juízo local, turma estadual, turma regional, turma nacional e STF).

Nessa estrutura desmedida, destaca-se a disparatada competência processual do Supremo Tribunal Federal, funcionando como corte constitucional, corte de instrução de processos especiais e quarta instância de milhares de recursos subjetivos, provocando uma dependência desastrosa para as três instâncias inferiores, apresentando-se como outra mítica jabuticaba a coroar a deficiência do sistema judicial.

Para enfrentar um risível estoque de quase 80 mil processos, a suprema corte foi dividida em duas turmas e alargado o poder de decisões monocráticas dos ministros. A estratégia, descurando a importância de decisões plenárias, ampliou as divergências entre turmas e milhares de decisões monocráticas dos ministros, gerando mais insegurança, desconfiança, ilegitimidades e perplexidade nacional.

Inviabilizado pelo excesso de processos, o Supremo adotou um tipo de julgamento por decurso de prazo, o chamado julgamento virtual, contabilizando voto do ministro que não se pronunciou, em prazo semanal, a favor do relator, lembrando o decreto-lei da ditadura. Um procedimento incompatível com os costumes das supremas cortes do mundo civilizado. Resultado: o Plenário do Supremo, durante a presidência de Cármen Lúcia (2016/2018), julgou 615 processos em sessões presenciais e 4.598 em sessões virtuais[5]. O Supremo virou um tribunal virtual.

O STJ, o importante tribunal nacional da Justiça comum, participa da lentidão geral do sistema. A disfuncionalidade, nesse ponto, é que o STJ, em terceiro julgamento, não resolve definitivamente os processos que passam pelos seus computadores, pois só julga questões com relação às leis ordinárias. Os casos subjetivos que envolvem questões constitucionais podem ser levados para um quarto julgamento no Supremo, retardando ainda mais a consolidação de jurisprudência.

O mundo judicial que nos cerca indica com clareza que estamos no caminho errado, que é necessário uma simplificação do Judiciário. O Portal Europeu da Justiça mostra que nas democracias o padrão é, no máximo, de três instâncias de julgamentos para os processos subjetivos, ficando para a corte constitucional somente o controle concentrado da constitucionalidade de normas e jurisprudência. O Brasil, com tantas ineficiências acumuladas, que tanto necessita de conclusões jurídicas urgentes, paradoxalmente, adota um sistema de quatro instâncias, repetitivo, inseguro, impróprio para a atualidade e injusto com os cidadãos pela demora.

Paralelo a esta monumental estrutura judicial repetitiva, acomodada em quatro estágios, funcionam outras estruturas acompanhantes: Ministério Público, procuradorias e defensorias públicas federais, estaduais e municipais, advocacia privada e assessorias, engrossando o custo operacional da lenta maquinaria. Para alimentar esse gigantismo judicial, que gera excelentes salários públicos e respeitáveis honorários, o Brasil já bateu o recorde isolado de 1,5 mil faculdades de Direito, enquanto os Estados Unidos contabilizam 237[6], uma corrida que não se vê em nenhum país do mundo.

É induvidoso que o Poder Judiciário, além das reformas infraconstitucionais tanto propagadas, necessita de urgente reforma estrutural, constitucional, centrada na diminuição da competência do Supremo e tribunais superiores, para questões objetivas de interesse nacional e redução de instâncias para os processos subjetivos. Como muito bem explicou o ministro Luis Roberto Barroso na entrevista “Precisamos fazer uma revolução no modo como o Judiciário funciona”, ao jornal O Estado de S. Paulo (4/9/2016). Destacou: “É preciso criar uma cultura de que o devido processo legal se realiza em dois graus de jurisdição, o primeiro e o segundo”[7].

Por fim, não deve deixar de ser considerado o problema de ordem financeira. Estatísticas indicam que o sistema judicial brasileiro, incluindo Ministério Público, tem consumido em despesas percentual elevado do PIB (1,8%), muito superior ao gasto por democracias desenvolvidas (França, Itália, Inglaterra, Alemanha e Portugal, entre 0,2% a 0,37%[8]), sem entretanto resolver o mal da lentidão e acúmulo de processos, indicando também que o aparelho judicial precisa ser racionalizado e redimensionado.

Esse é o quadro que permite clamar por uma reforma estrutural do Judiciário, começando pela drástica redução da competência do Supremo e conclusão dos processos subjetivos na terceira instância. O sistema judicial atual, burocrático e lento, é uma zona de conforto e poder para uns poucos, mas o Brasil é muito mais e não pode ser prisioneiro de uma doentia dependência do Judiciário.

O Supremo precisa ser libertado desta descomunal carga de processos, competências e poder. O Supremo precisa cumprir a sua fundamental função de corte constitucional com tranquilidade e muito mais rapidez. O Supremo precisa concentrar sua atuação nas questões nacionais objetivas, decidindo pelo Plenário sobre a constitucionalidade de leis e jurisprudências, pacificando a nação para o progresso.

O histórico estado de insuficiência do Judiciário, sufocado de processos e ritos repetitivos, pede atitude dos operadores do Direito. O momento especial que estamos passando, pleno de consciência sobre a necessidade de mudanças estruturais, é apropriado para debate desse grave problema nacional. Esse processo de mudança precisa de protagonismo do Supremo e apoio da academia jurídica. Com a palavra, os juristas.

[1] https://www.conjur.com.br/2019-jan-07/estado-brasileiro-joga-todo-mundo-marginalidade-toffoli
[2] https://www.conjur.com.br/2017-fev-03/jose-gimenes-estrutura-colossal-judiciario-burocratiza-brasil
[3] https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,nos-tornamos-um-pais-judiciario-dependente-diz-gilmar-mendes,70002582065
[4] https://www.conjur.com.br/2018-fev-23/artigo-barroso-defende-papel-iluminista-stf
[5] https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luisfranciscocarvalhofilho/2019/01/sobre-advogados-e-hamburgueres.shtml
[6] https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luisfranciscocarvalhofilho/2019/01/sobre-advogados-e-hamburgueres.shtml
[7] http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/nos-precisamos-fazer-uma-revolucao-no-modo-como-o-judiciario-funciona-diz-ministro-luis-roberto-barroso
[8] http://justificando.cartacapital.com.br/2017/05/15/judiciario-brasil-custa-mais-caro-e-tem-menos-juizes-que-alemanha


José Jácomo Gimenes é juiz federal no Paraná e ex-professor do Departamento de Direito Privado e Processual da Universidade Estadual de Maringá (PR).

MP obtém desocupação de unidade de conservação Resex Roxinho

De acordo com o MP, há forte indício de que o subsídio em questão, ao ser tratado de forma diferenciada e em instrumento legislativo diverso, violou a legislação que rege a matéria.

O Ministério Público de Rondônia obteve, na última sexta-feira (11/01), a desocupação da Reserva Extrativista Roxinho, por aproximadamente 60 famílias pertencentes ao grupo denominado Amigos da Terra. O grupo havia se instalado na região, localizada no Município de Machadinho do Oeste, em 18 de dezembro de 2018, construindo mais de 30 barracos e uma porteira na entrada da Unidade de Conservação.

A desocupação ocorreu após articulação do MP, que instaurou procedimento objetivando a desintrusão das famílias. Com as investigações, colheu-se a informação de que os ocupantes pertenciam a um grupo nominado “Amigos da terra”, oriundo do Município de Ariquemes.

Com o acompanhamento contínuo da Polícia Militar Ambiental, a Promotoria de Machadinho do Oeste realizou reunião com o representante das famílias e seu advogado e, após demonstrar todas implicações administrativas e criminais ocasionadas pela invasão da Unidade de Conservação, estabeleceu prazo de três dias para que as famílias retirassem a porteira, destruíssem os barracos e desocupassem a unidade.

Na ocasião, também foi ofertada a disponibilização de ônibus e outros veículos que levariam o grupo de volta às residências em Ariquemes. Os ocupantes concordaram em sair imediatamente, sem qualquer conflito ou resistência, tendo sido levados ao Município de Ariquemes.

Após a desocupação, a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), juntamente com o Departamento de Estradas de Rodagens (DER/RO), realizou a destruição do acampamento na Resex e a total limpeza da área.

A ação de desocupação também teve o apoio da Prefeitura de Machadinho do Oeste, por meio da Secretaria de Ação Social e Secretaria de Obras, das Polícias Militar e Polícia Militar Ambiental.

Fonte: Ascom MP/RO

A escolha da presidência da ALE, em tempos não muito remotos, sempre foi envolta a manobras nada republicanas

RETORNANDO

Todo ano esta coluna entra de recesso uma semana antes das festas natalinas e retorna uma semana depois das festas de ano novo. Estamos nós aqui de novo. O recesso não significou ficar longe das notícias e de olho nas posses que ocorreram país afora. Inclusive em Rondônia. Até o carnaval manteremos a coluna atualizada todas as terças-feiras.

POLÊMICAS

Duas polêmicas dominaram os primeiros dias de janeiro de 2019; a primeira, a decisão do coronel governador e do prefeito da capital, Marcos Rocha e Hildon Chaves, ao anunciarem que não vão destinar um centavo para o carnaval sob a justificativa de que esses recursos serão melhor aplicados na educação e saúde. A segunda, as estripulias articuladas, em surdina, feitas pela Assembleia Legislativa ao conceder aos vinte e quatro deputados estaduais mais dois salários. Uma polêmica que foi sanada com ação firme do poder Judiciário ao suspender a esculhambação.

CARNAVAL

Embora as justificativas anunciadas para suspender a verba para as festas carnavalescas sejam nobres, ninguém em juízo perfeito e que conheça de perto as realidades da saúde e educação rondonienses acredita que algo melhore com os caraminguás que os dois governantes (governador e prefeito) prometem destinar para as respectivas áreas.

CRETINICE

A verba retirada do carnaval não resolverá os gargalos dessas duas pastas, visto que o problema é de gestão. Fizeram um carnaval com o anúncio e conseguiram arregimentar aplausos de uma plateia de gente que não gosta de samba e fez coro à turma do cordão do puxa-saco. O carnaval é reconhecidamente a maior festa popular do país, seja em Porto Velho, seja no Rio de Janeiro. Nada justifica a falta de apoio. Mesmo em época de crise e, falando dela (crise), o que vivemos é uma crise de cretinice.

CABEÇÃO

Não é de hoje que há um bloco considerável que não gosta de carnaval, embora adore ficar sem trabalhar com os dias destinados à folia. Sem falar nos fundamentalistas que aproveitam o feriado para ocupar o tempo atacando quem cai no samba. Já anunciava o poeta: “quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”. Quando o carnaval passar veremos a saúde e educação com os mesmos problemas, apesar da verba prometida pelas duas autoridades. Mas aí a polêmica passa para as festas juninas. Haja cabeção!

TIME

Confesso que não conheço a maioria dos auxiliares do primeiro escalão do governo do coronel Marcos Rocha, mas há pelo menos quatro nomes de profissionais com experiência para os cargos que foram designados que conheço: Franco Ono, Lenilson Guedes (cabra da melhor qualidade), Saummy Vivecananda, Euclides Nocke. Como os demais não são tão conhecidos da maioria da população não podemos dizer que é um time de galácticos, mas é cedo para criticar já que terão os cem primeiros dias para justificar as indicações. O próprio coronel, até então conhecido na caserna e nas pastas que atuou, surgiu na onda bolsonarista e terá seu tempo para comprovar que é merecedor da avalanche de votos que recebeu no segundo turno. É hora de torcer para que tudo dê certo e vire um time campeão, mesmo não sendo partidário das suas convicções políticas que a esquadra professa.

FLANCO

O principal ponto fraco do governo do coronel está no campo político. Nem ele e tão pouco o time que escalou tem experiência com a política. É fácil vociferar que não nomeou ninguém indicado pelos parlamentares quando ainda o governo está em lua de mel com as urnas. Difícil é manter esse discurso quando a nova legislatura for empossada. Quem é do ramo da política sabe onde o flanco do coronel está exposto aos solavancos da política. As fissuras a serem abertas são questão de tempo.

SUCESSÃO

Nos próximos dias as atenções políticas ficarão por conta da sucessão da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia. Pelo menos dois grupos tentam emplacar a maioria, ainda que nos bastidores. A escolha da presidência do Poder Legislativo Estadual de Rondônia, em tempos não muito remotos, sempre foi envolta a manobras nada republicanas. Há registro de deputados levados a força para locais remotos sem comunicação para que não fosse cooptado pelo grupo antagonista. Quem conhece os relatos desses bastidores sabe das estripulias que ocorrem. Ouvi de pelo menos dois ex-presidentes, em off, relatos engraçados e vexames que alguns parlamentares foram submetidos, entre outras espertezas. Na atual sucessão não há registro de manobras, ainda…

3º TURNO

Pelas reações nas redes sociais, o segundo turno das eleições não se encerrou com o resultado das urnas. Está cada dia mais chato participar de um grupo de amigos no whatsapp em razão das disputas políticas. As mídias sociais viraram uma arena UFC com sopapos para todos os lados. Um terceiro turno eleitoral da pior qualidade. Não nutro nenhuma simpatia pelo capitão do time presidencial nem acredito que faça tudo aquilo que prometeu na campanha. Contudo, torço para que o Brasil cresça, crie empregos, seja mais tolerante e o governo acerte o passo. Torcer pelo pior é apostar na insensatez. Somente os idiotas querem o caos.

PREVIDÊNCIA

A proposta da reforma da previdência que está sendo gestada pela área econômica governamental afetará duramente os servidores públicos. É imprescindível que tenhamos a reforma antes que faltem recursos para pagar os aposentados e não há outro caminho senão cortar alguns privilégios existentes. O que não é correto é que a reforma a ser anunciada alcance aqueles contribuintes que estão na iminência de requerer as respectivas aposentadorias. Nem tampouco que atinja somente a população sem que a gestão como um todo seja reformada, como as despesas com juros (quase do tamanho do pagamento dos benefícios), renúncias fiscais, entre outros gargalos.

PROMESSAS

É possível que o prefeito da capital Hildon Chaves consiga colocar em prática a proposta de PPP que fez durante a campanha e que foi bem assimilada pelo eleitor. Estão em andamento os projetos de parceria para a construção da rodoviária, shopping popular e saneamento. O da iluminação foi travado pelos burocratas da Emdur por razões ainda não bem esclarecidas. O prefeito tem consciência de que é preciso avançar muito para alcançar os objetivos traçados, mas a administração municipal está bem melhor do que a que antecedeu.

PROMOÇÃO

O filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi nomeado assessor especial do Banco do Brasil e receberá a bagatela mensal de 36 mil reais. Na função anterior, na mesma instituição, o rebento do vice-presidente percebia 12 mil reais. “Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

Falta de médico reduz dias de atendimento no hemocentro

A falta de médico está prejudicando o atendimento no Hemocentro de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. A unidade atendia com dois profissionais alternadamente durante a semana, mas a saída de um deles acarretou na redução dos dias de coleta de sangue.

A direção do Hemocentro relatou que apenas um médico está trabalhando na unidade atualmente, com atendimento três vezes na semana.

Uma médica que atuava no município e em Buritis (RO), decidiu cumprir a carga horária de 40 horas semanais somente na outra cidade, que fica a cerca de 141 quilômetros.

“Estamos com alguns dias da semana em que estamos impossibilitado de fazer atendimento, por que o médico em três e mais duas horas ele cumpre a carga horária dele”, explicou o diretor do Hemocentro de Ariquemes, Luis Garcia.

Vale destacar a atenção para os doares entrarem em contato com a unidade, para saber se o atendimento está acontecendo no dia pretendido para a doação.

Conforme Luis Garcia, o problema está próximo de ser solucionado após tratativas com a nova presidência da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron).

“Houve a troca de presidência após a transição do Governo, mas estamos tentando fazer a resolução desse problema. Já teve um médico que se interessou em vir para cá e ficou de vir para conversarmos sobre a atuação no município”, citou.

Estoque de sangue

Mesmo com o atendimento reduzido durante a semana, a direção do Hemocentro de Ariquemes informou que o estoque de bolsas de sangue no município é razoável, mas faz o apelo aos cidadãos que não deixem de efetuar a doação.

“Na segunda [7] e nesta terça [8] estamos com o médico atendendo, sendo que ontem foi bom de coleta e conseguimos coletar 17 bolsas de sangue. O nosso estoque deu uma caída, está dentro do razoável e dará para aguentar o abastecimento temporariamente, mas convidamos a população a doarem e ajudarem a salvar vidas”, divulgou

Para realizar a doação de sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade, estar com documento com foto e bem alimentado. O doador deve ter 50 quilos ou mais e não pode ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, nem estar em uso de medicamentos.

Além disso, é recomendado que o doador tenha dormido pelo menos seis horas na noite anterior e evite alimentos gordurosos três horas antes da doação.

Matéria do G1

Dono da Aerotour deve se apresentar à Polícia, clientes afirma terem sofrido o “Golpe das passagens”

Dono da Aerotour deve se apresentar à Polícia, clientes afirma terem sofrido o “Golpe das passagens”

O proprietário da agência de viagens Aerotour, Geverson da Costa Dias, deve se apresentar na 7ª Delegacia Polícia Civil nesta quarta-feira (9), para prestar esclarecimentos sobre os casos de estelionatos na venda e não entrega de passagens aéreas, envolvendo sua empresa. A Aerotour está fechada e fica localizada na Avenida José Amador dos Reis, Bairro JK, na Zona Leste de Porto Velho.

Segundo apuração, o advogado do empresário procurou a delegacia e garantiu que seu cliente deve se apresentar nesta quarta-feira para prestar esclarecimentos sobre as acusações. Assim evitaria um possível pedido de prisão.

A delegada da Delegacia do Consumidor, Noelle Caroline Xavier, informou que até o momento foram registradas 120 ocorrências contra a empresa Aerotour e que já instaurou o inquérito para apurar o caso. Em um dos casos, uma pessoa chegou a comprar 40 passagens aéreas da empresa.

Ainda de acordo com a delegada, há o registro de vítimas no interior de Rondônia e de outros Estados já que o empresário fazia negociações de passagens através das redes sociais.

Durante a manhã de terça-feira (7), várias vítimas que compraram as supostas passagens aéreas começaram a ser ouvidas. Uma delas disse que chegou a pagar R$ 1.200 e só descobriu que foi vítima do golpe quando outras pessoas começaram a reclamar – no grupo no Whatsapp criado pelo empresário-, que não constavam no sistema da companhia aérea a viagem comprada.

Ao perceberem que teriam sido vítimas de um golpe, os compradores começaram a ligar e mandar mensagens para o homem, mas ele não respondeu mais e nem atendeu às ligações.

Fonte: RONDONIAGORA